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O consumo de café pode estar associado a um menor risco de morte
* Bruno Mahler Mioto
Tomar café pode ter ficado ainda mais gostoso. Em 17/05/2012, uma semana antes do Dia Nacional do Café, foi publicado na revista New England Journal of Medicine (uma das mais importantes publicações científicas do mundo) estudo que analisou os hábitos de consumo de café de mais de 400 mil homens e mulheres americanos (com idades entre 50 e 71 anos), tornando-o o maior estudo que avaliou a relação entre consumo de café e saúde humana.
Os resultados dessa pesquisa mostraram que o consumo de café pode estar inversamente relacionado à mortalidade total (quando ajustado pelos outros fatores de risco). Além disso, os tomadores de café também apresentaram menor mortalidade por causas cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral, causas externas, diabetes e doenças infecciosas.
A associação entre café e o menor risco de morte foi semelhante tanto para os consumidores de café com cafeína quanto descafeinado.
O resultado dessa pesquisa e de outras já realizadas mostram que consumir café diariamente é um hábito saudável, e que pode inclusive trazer benefícios para saúde. A possível explicação para esses resultados é que além de cafeína, o café também contém centenas de compostos únicos e com propriedades antioxidantes que podem conferir benefícios à saúde.
Ainda estamos aprendendo como cada um desses compostos pode afetar as funções biológicas. Existe por exemplo evidências fortes de proteção em relação à diabetes. Todos esses estudos têm gerado uma mudança de paradigma, fazendo com que o café deixe de ser um “vilão” e se torne um “mocinho” com relação à saúde humana.
*Bruno Mahler Mioto
Médico Pesquisador na Unidade Café e Coração
Instituto do Coração – HCFMUSP
A divulgação da matéria foi realizada pela ABIC, adaptada pela Equipe CaféPoint.
FONTE: Web Café Point
24 de Maio, Dia Nacional do Café – Café e coração
E nada mais justo do que publicar um texto postado pela Associação Brasileira das Indústrias de Café – ABIC, já que, desde 2005, estabeleceu o dia 24 de maio como o Dia Nacional do Café.
Leia abaixo artigo do Dr. Bruno Mahler Mioto, médico pesquisador na Unidade Café e Coração do Instituto do Coração (InCor), que trata de recente pesquisa sobre os benefícios do café divulgada pelo New England Journal of Medicine, uma das mais importantes publicações científicas do mundo.
Uma ótima notícia:
O consumo de café pode estar associado a um menor risco de morte
* Bruno Mahler Mioto
Tomar café pode ter ficado ainda mais gostoso. Em 17/04/2012, uma semana antes do Dia Nacional do Café, foi publicado na revista New England Journal of Medicine (uma das mais importantes publicações científicas do mundo) estudo que analisou os hábitos de consumo de café de mais de 400 mil homens e mulheres americanos (com idades entre 50 e 71 anos), tornando-o o maior estudo que avaliou a relação entre consumo de café e saúde humana.
Os resultados dessa pesquisa mostraram que o consumo de café pode estar inversamente relacionado à mortalidade total (quando ajustado pelos outros fatores de risco). Além disso, os tomadores de café também apresentaram menor mortalidade por causas cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral, causas externas, diabetes e doenças infecciosas.
A associação entre café e o menor risco de morte foi semelhante tanto para os consumidores de café com cafeína quanto descafeinado.
O resultado dessa pesquisa e de outras já realizadas mostram que consumir café diariamente é um hábito saudável, e que pode inclusive trazer benefícios para saúde. A possível explicação para esses resultados é que além de cafeína, o café também contém centenas de compostos únicos e com propriedades antioxidantes que podem conferir benefícios à saúde.
Ainda estamos aprendendo como cada um desses compostos pode afetar as funções biológicas. Existe por exemplo evidências fortes de proteção em relação à diabetes. Todos esses estudos têm gerado uma mudança de paradigma, fazendo com que o café deixe de ser um vilão e se torne um mocinho com relação à saúde humana.
Bruno Mahler Mioto
Médico Pesquisador na Unidade Café e Coração
Instituto do Coração – HCFMUSP
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café
No Dia Nacional do Café, os parabéns vão aos produtores!
Nesta quinta-feira, 24 de maio, comemoramos o nosso dia, o Dia Nacional do Café! A importância histórica que o café tem para o Brasil é de notório saber, pois, na condição de principal fonte de riquezas ao longo de muitos anos, a cafeicultura foi responsável pelo processo de industrialização e modernização do País.
Recentemente, sobrevivemos a pouco mais de uma década de crise, quando negociamos nossos cafés abaixo dos custos de produção, e vimos esse cenário se reverter a partir de 2010. Contudo, puxado pela crise econômica mundial, o mercado cafeeiro nos pregou nova peça e acompanhamos outra desvalorização nas cotações.
Apesar disso, os fatores fundamentais do mercado seguem positivos, com a relação de equilíbrio entre oferta e demanda muito apertada e os estoques mundiais em um de seus níveis históricos mais baixos.
Entendendo que a macroeconomia é o que vem pressionando os preços da commodity, o Conselho Nacional do Café (CNC), orientado pelos membros de seu Conselho Diretor e junto às entidades parceiras do setor privado, solicitou medidas para que o cenário mercadológico seja melhor para os produtores. E conseguiu!
Neste ano que colheremos 50,45 milhões de sacas, as liberações do Funcafé para um melhor ordenamento das vendas do produto somam um montante de R$ 2,45 bilhões. Além disso, outros R$ 2 bilhões deverão ser disponibilizados pelo Banco do Brasil, o que dará aos produtores a possibilidade de organizarem suas vendas nos melhores cenários de preço.
Hoje, (24/05), Dia Nacional do Café, portanto, é uma data para comemorarmos não apenas toda a histórica importância do grão para o Brasil, mas os frutos iniciais de um trabalho recente no CNC e o direcionamento que todo o setor privado – incluindo nossos parceiros da Abic, da Abics, da Comissão Nacional do Café da CNA e do CeCafé -, a Frente Parlamentar do Café e o Governo Federal, principalmente através do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, dos secretários Executivo e de Produção e Agroenergia da Pasta, respectivamente José Carlos Vaz e Gerardo Fontelles, e do diretor do Departamento do Café, Edilson Alcântara, vêm dando às políticas estratégicas.
Obviamente, mais do que comemorar, também temos que parabenizar a todos os envolvidos na cadeia do agronegócio café no Brasil, em especial aos produtores e suas famílias, que fazem da cafeicultura nacional um exemplo de sustentabilidade econômica, social e ambiental, pontos que o CNC adota como norte para sempre buscar o melhor ao setor.
A reportagem é da CNC, adaptada pela Equipe CaféPoint.
FONTE: Web CaféPoint
Crise ainda é incapaz de atrapalhar demanda por café
Sou Agro – TEMPO REAL – 22/05/2012 – 19:32:12
Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), consumo da bebida cresce a taxas moderadas, mas é positivo
Agência Estado
O diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Guilherme Braga, disse nesta terça-feira que a crise econômica, em particular na Europa, ainda é incapaz de alterar a firme demanda por café. Segundo ele, o consumo da bebida cresce a taxas moderadas, mas é positivo. Nada indica que esse quadro será alterado, disse ele, que participou do seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2012 e 2013, em São Paulo.
Conforme Braga, o consumo continua evoluindo, mesmo nos principais mercados do Brasil, como países da Europa, Estados Unidos e Japão os mais confrontados com a crise econômica. O diretor do Cecafé comentou que, do lado da oferta, não se observa nenhuma expansão. A tendência é o mercado entrar em processo de estabilização dos preços, até com moderadas altas, afirmou.
Os exportadores consideram que o câmbio deve permanecer nos atuais níveis, ou até recuar um pouco, para um patamar entre R$ 1,90 e R$ 2,00, no qual poderá se estabilizar.
Com relação ao desempenho da exportação brasileira de café, Braga estimou que a receita cambial deve ficar um pouco abaixo do previsto, em cerca de US$ 8 bilhões em 2012.
No ano passado, o País exportou cerca de US$ 8,6 bilhões. O volume deve se manter em cerca de 32 a 33 milhões de sacas de 60 kg. Ele explicou que o mundo vai entrar em uma condição de mais conforto na oferta de café a partir do segundo semestre, por causa da entrada da safra brasileira no mercado.
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café
Museu do Café celebra Dia Nacional do Café com degustação gratuita
Museu do Café – Assessoria de Comunicação, 23/05/2012
Visitante poderá degustar bebidas preparadas com diferentes grãos harmonizadas com bolo de fubá
Desde 2005, o dia 24 de maio passou a ser lembrado como o Dia Nacional do Café. É nesta data que industriais, produtores, exportadores, cooperativas, cafeterias e apaixonados por café homenageiam a segunda bebida mais consumida no mundo. No Museu do Café, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, o dia será comemorado lembrando o cafezinho típico da fazenda. Entre 12h e 14h, os visitantes serão recebidos com harmonização gratuita e irresistível de café com bolo de fubá.
Os baristas da Cafeteria do Museu, vestidos com trajes típicos da fazenda, oferecerão aos visitantes as bebidas produzidas com os grãos Sul de Minas, Chapadão do Ferro, e Cerrado de Minas. O objetivo é apresentar ao público as diferenças de sabor e aroma resultantes das características específicas de cada café. O Sul de Minas, por exemplo, gera um café fresco, cítrico e leve, conhecido como um café frutado. Já o Chapadão do Ferro resulta em uma bebida intensa, encorpada, rica em aroma e sabor. Por sua vez, o Cerrado de Minas é um café com características equilibradas, como a mistura harmoniosa entre doçura e acidez.
Além de saborear e aprender sobre as particularidades dos grãos produzidos no Brasil, quem for ao Museu do Café ainda poderá conhecer um pouco mais sobre a história do produto e sua influência no desenvolvimento político, econômico e social do país. Essa estreita relação está registrada na exposição de longa duração A trajetória do café no Brasil. Dividida em três módulos – O café e o trabalho, Café e novas rotas e Santos e o porto a mostra permite ao visitante uma verdadeira viagem no tempo. O passeio pela história começa com a chegada das primeiras mudas da planta ao país, passa pela profissionalização das plantações e da mão de obra, a chegada dos imigrantes japoneses e europeus para o trabalho nas lavouras e ajuda a contextualizar, por meio de painéis e maquetes, a riqueza e o progresso impulsionados pelo café, como a expansão da malha ferroviária no Estado de São Paulo e o desenvolvimento do porto de Santos, por exemplo. O ingresso para o espaço expositivo custa R$ 5.
O Museu do Café fica à rua XV de Novembro, 95, no Centro Histórico de Santos. Seu horário de funcionamento é de terça a sábado das 9h às 17h, e aos domingos entre 10h e 17h. Os ingressos para visitação custam R$ 5, estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia-entrada. Já a Cafeteria do Museu funciona de segunda a sábado das 8h às 18h, e aos domingos entre 10h e 18h. Outras informações estão disponíveis no endereço www.museudocafe.org.br.
Serviço:
Dia Nacional do Café – Degustação de cafés com bolo de fubá
Data: 24 de maio (quinta-feira)
Horário: 12h às 14h
Local: Espaço Cafeteria do Museu
Preço: Grátis
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café
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Em uma ‘terra de gigantes’, a saída é apostar em nichos
Valor Econômico – São Paulo/SP – AGRONEGÓCIOS – 21/05/2012 – 01:06:40
Nos últimos anos, muitas pequenas e médias empresas de café foram “engolidas” por grandes grupos que atuam no país. As grandes fusões e aquisições intensificaram-se a partir de 2003. Há um ano, como informou o Valor, as dez maiores empresas do segmento dominavam 43,1% do mercado. A fatia das quatro primeiras na época (Sara Lee, 3Corações, Melitta e Maratá) era de 60%.
Hoje, as torrefadoras de cafés especiais representam cerca de 4% do volume do grão industrializado no Brasil, ou 800 mil sacas por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A participação no faturamento do segmento chega a 14%, considerando-se o preço de venda no varejo. Em 2011, a receita dos cafés “gourmet” foi da ordem de R$ 1 bilhão, ou 14% do resultado da indústria (R$ 7 bilhões).
Para Maria Fernanda Peres Branco, consultora da P&A Marketing Internacional, a tendência é que a sobrevivência das pequenas empresas de cafés especiais no mercado torne-se uma tarefa mais árdua, pelas dificuldades de entrada no grande varejo e porque muitos consumidores não estão dispostos a pagar R$ 40 pelo quilo do produto gourmet. Segundo ela, o aumento do consumo do grão é mais flagrante na categoria de média para baixa qualidade (cafés tradicionais). Para ela, atuação regional ou em nichos como cafeterias e padarias diferenciadas são as saídas. (CF)
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café
Torrefadoras que investem em cafés especiais ganham espaço
Clipping do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP – HOME – 21/05/2012 – 08:13:21
Carine Ferreira
O aumento dos investimentos de empresas e produtores em cafés especiais em Minas Gerais, uma tendência que ganhou fôlego nos últimos três anos, tem alimentado um contínuo movimento de abertura de companhias de torrefação e moagem no Estado. Ainda que nem todas consigam sobreviver, o “saldo” é positivo e tem correspondido à expectativa mineira de se fortalecer como polo de processamento de cafés de qualidade superior.
Dados da Junta Comercial do Estado apontam que, em 2008, foram constituídas 57 empresas do gênero em Minas. No mesmo ano, foram extintas 30 companhias. Em 2010, foram 58 aberturas e 30 fechamentos, e em 2011, 38 contra 22. A tendência perdurou no primeiro trimestre deste ano, mas com uma diferença menor. Foram abertas sete novas companhias de torrefação e moagem, e seis fecharam as portas.
O Sindicato da Indústria de Café de Minas Gerais (Sindicafé-MG) não tem dados atualizados, mas informa que há seis anos havia 280 empresas no segmento no Estado, responsáveis pela comercialização de 443 diferentes marcas. Segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), em todo o país há cerca de 1,2 mil torrefadoras, 450 das quais com atuação no mercado de cafés finos.
Almir José da Silva Filho, vice-presidente do Sindicafé-MG, observa que, ao contrário de muitas torrefadoras médias que disputam mercado com grandes grupos, as empresas que trabalham com volumes pequenos, mas de alta qualidade, têm conseguido bons resultados em nichos de mercado.
É o caso da Unique Cafés Especiais, que quer fortalecer a marca sem pulverizá-la por todo o mercado. Seus produtos estão concentrados em aproximadamente 60 pontos de venda de cafés de qualidade superior no país, entre casas especializadas, empórios e cafeterias. Eles estão sobretudo nos Estados de São Paulo e Minas, onde está a loja própria da empresa, na cidade de São Lourenço, mas também são encontrados em Brasília, no Sul e em algumas capitais de Norte e Nordeste.
A Unique foi criada para abastecer o mercado interno e torrar o café de alta qualidade produzido pelo grupo Sertão, da família Dias Pereira, tradicional produtora de café em Carmo de Minas, pequeno município na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. A região está entre as maiores produtoras de cafés de alta qualidade do Brasil.
Em 2005, a empresa fez estudos de mercado e detectou a carência de cafés torrados de alta complexidade no mercado interno. E começou a torrar parte da produção em 2007 e direcioná-la ao mercado doméstico. Helcio Carneiro Pinto Junior, diretor-comercial da Unique, faz parte da quarta geração da família, que cultivou a primeira safra de café arábica em 1912. Uma parte do clã dedica-se ao grupo Carmocoffees, que exporta o café produzido por eles e por outras fazendas da região.
“Nosso foco é o cuidado, cliente a cliente, um trabalho artesanal, de altíssimo valor agregado e edições limitadas. Os maiores [grupos] estão interessados em volume, têm maior poder de barganha, mas não têm história para contar”, afirma ele.
A Unique vende somente três blends especiais. São comercializados, em média, 2 mil quilos de café torrado por mês. Há cinco anos, quando a empresa iniciou as atividades, eram vendidos de 200 a 300 quilos mensalmente. O faturamento em 2011 foi de R$ 900 mil. E a perspectiva é crescer de 30% a 50% em 2012. A meta, segundo Helcio Carneiro, é respaldada pelo próprio mercado.
Para muitos produtores, o sucesso das empresas só é garantido quando o próprio cafeicultor, que conhece bem seus produtos, faz a torrefação. O novato Martins Café, que comercializa produtos especiais há seis meses, é um exemplo desse raciocínio. O proprietário e gerente-financeiro da empresa, Mariano Martins, explica que é muito difícil uma empresa ou cooperativa valorizar adequadamente o café, porque existem muitos lotes a serem analisados. Daí a escolha de torrar seus lotes especiais.
Martins é também da quarta geração de uma família de cafeicultores. Ele abandonou o trabalho no mercado financeiro para se dedicar à atividade. Hoje, a Fazenda Santa Margarida, em São Manuel, centro-oeste paulista, é a fornecedora da matéria-prima. Vão para a Martins Café apenas 20% dos melhores lotes produzidos na propriedade.
Inicialmente, a produção era “testada” pelos amigos de Martins. O produto começou a ser cada vez mais requisitado e, a partir daí, segundo ele, passou a ser encarado como mercado em potencial. Hoje o produto é comercializado em 31 pontos de venda, na capital paulista, interior de São Paulo, Paraná e Brasília. A empresa trabalha basicamente com duas linhas de produto: os cafés com especiarias (carro-chefe da empresa) e os grãos 100% arábica.
A meta é conseguir comercializar 90 toneladas por ano. Sem divulgar números, Martins diz que a empresa vem crescendo a taxas de três dígitos todo mês, mas a base de comparação ainda é pequena. O que diferencia a marca, segundo Martins, é a uniformidade dos lotes. “Nós queremos que o café servido ao cliente tenha a mesma qualidade em todos os lotes”.
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café
Muito além do espresso
Jornal de Jundiaí – Jundiaí/SP – ESTILO – 20/05/2012 – 14:17:31
Bebidas frias, sobremesas e até molhos de alta gastronomia podem ter como base…o café!
Em comemoração ao Dia do Café, lembrado no próximo dia 24, nada mais interessante do que preparar um menu com a segunda bebida mais consumida entre os brasileiros, perdendo apenas para a água, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). A bebida, que contém sais minerais, vitaminas do complexo B, substâncias antioxidantes e nutrientes que previnem a depressão, também é considerado um remédio porque auxilia na prevenção de doenças, estimula a atenção, memória, aprendizado e concentração. Mas, independentemente dos benefícios para a saúde, o café é um trunfo também na gastronomia, podendo ser utilizado para pratos doces, salgados, alépem de bebidas quentes e geladas.
O chef de cozinha Jorge Monti, da Associação Brasileira da Alta Gastronomia, é especializado em café e traz dicas importantes para quem deseja utilizar a bebida como ingrediente de suas receitas. Monti elenca a bebida em pratos doces, como musses e bolos, mas também há pratos salgados, em especial molhos e algumas bebidas, como café irlandês (mistura de café forte e uísque), além do black russina (vodka e licor de café).
“Para fazer qualquer receita pode ser utilizado o café que sobrou, ele vai ficar mais encorpado. Também é possível utilizar o café solúvel diluído em liquido ou mesmo feito com o coador”, orienta. Ele reforça que antes de preparar uma receita é preciso estudá-la com cuidado para que o café, com seu aroma, não tire o aroma dos demais ingredientes. “Quando preparamos uma comida com café, o interessante é que haja uma bebida para acompanhar. A dica, no caso de um prato salgado, é servir um vinho doce ou um licor.
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café
CNC em seu balanço semanal
Portal Fator Brasil – Rio de Janeiro/RJ – AGRONEGÓCIOS – 19/05/2012 – 07:02:00
O secretário executivo da Pasta, José Carlos Vaz, garantiu que não faltarão recursos para o ordenamento das vendas da safra 2012 de café no Brasil, que, estimada pela Conab em 50,45 milhões de sacas, será insuficiente para atender ao consumo, de aproximadamente 20 milhões de sacas previsto pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), e às exportações,estimadas em 32 milhões de sacas pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé).
Ações do CNC devem tirar exigibilidade de estrados de madeira em armazéns com piso asfáltico ou impermeabilizado; No mercado, menor volatilidade e leve alta.
Nesta semana, em conjunto com o presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, nos reunimos com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No encontro, conseguimos acordo para o envio de voto ao Conselho Monetário Nacional (CMN) que retira a obrigatoriedade do estrado de madeira nos armazéns com piso asfáltico ou de concreto impermeabilizado. A reunião do CMN será no próximo dia 31.
Como estamos iniciando a colheita, essa questão é fundamental para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) certifique os armazéns de imediato, possibilitando que os produtores entreguem seu café como garantia e tenham acesso às linhas de financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Levando em consideração que o Departamento do Café da Secretaria de Produção e Agroenergia do Mapa já determinou a distribuição dos recursos para financiamento de estocagem, aguardamos a liberação dos créditos para a primeira quinzena de junho.
O secretário executivo da Pasta, José Carlos Vaz, garantiu que não faltarão recursos para o ordenamento das vendas da safra 2012 de café no Brasil, que, estimada pela Conab em 50,45 milhões de sacas, será insuficiente para atender ao consumo, de aproximadamente 20 milhões de sacas previsto pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), e às exportações,estimadas em 32 milhões de sacas pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé).
A esse respeito, aproveitamos para reiterar os elogios ao empenho, à atenção e ao pronto atendimento do ministro Mendes Ribeiro Filho, secundado pelos secretários executivo e de Produção e Agroenergia, Vaz e Gerardo Fontelles, respectivamente, além do diretor do café, Edilson Alcântara.
FPA – Em reunião realizada ontem (17/05) na Frente Parlamentar da Agropecuária, voltamos a debater as questões relacionadas à CPI e à PEC do trabalho escravo. Pensando em não cometer injustiças aos trabalhadores e produtores brasileiros, o colegiado mantém sua postura de que se chegue a uma definição de fato sobre o que é trabalho degradante, discordando do posicionamento de que seja incluído como escravo. Sobre a matéria, levantou-se uma questão que deixamos para reflexão. Qual a diferença entre os trabalhos degradante, penoso, perigoso e insalubre para que somente o primeiro seja cogitado como escravo?
Clima e colheita – Nos últimos dias, algumas regiões do cinturão produtor cafeeiro do Brasil passaram a receber chuvas. Segundo consulta que fizemos a nossos associados, as precipitações devem gerar um atraso de até 30 dias em algumas áreas, em especial em Minas Gerais e São Paulo. Esse retardamento dos trabalhos de cata aliado aos baixos níveis dos estoques de passagem continua mantendo os fundamentos do mercado de café positivos, conforme mencionamos nos boletins anteriores. Contudo, também como já citado, o mercado cafeeiro e de soft commodities como um todo está sujeito ao humor da economia mundial, o que pode pressionar as cotações.
Em relação aos efeitos do clima, indicamos que os produtores tenham maior preocupação com a qualidade do produto a ser colhido, haja vista que, além de uma procura maior do mercado por cafés melhores qualidade, as chuvas provavelmente ocasionarão a queda de alguns frutos, gerando, portanto, duas varrições na colheita.
Análise de mercado – Com menor volatilidade e redução da atividade dos fundos, os fatores fundamentais predominaram no mercado cafeeiro, gerando alta de 1,13% no contrato julho da Bolsa de NY o mais negociado , que encerrou a semana negociado a US$ 1,7915 por libra peso, ante US$ 1,7715 da semana anterior. O volume reduzido das exportações brasileiras desde janeiro vem, aos poucos, causando a diminuição dos estoques nos países consumidores. Embora ainda não seja notado um recuo significativo, a pequena queda registrada nos portos europeus, que totalizam 9,39 milhões de sacas conforme anúncio da Federação de Café da Europa, indica uma tendência que pode perdurar até o final deste semestre.
A queda nos estoques brasileiros de café também foi tema de destaque no mercado na semana. Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) previu que o estoque do Brasil no final de maio de 2012 totalize apenas 2,93 milhões de sacas, um dos menores já verificados nas últimas décadas.
A escassez na oferta também foi observada pelo diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva. Em entrevista concedida a agências internacionais de notícias, ele alertou sobre a necessidade da produção mundial ter que crescer 32% nos próximos 10 anos para suprir o avanço do consumo. Segundo o executivo, não havendo esse avanço produtivo, o déficit poderá ser de 20 milhões de sacas em 2022.
Concluindo, faço minhas as palavras da conceituada Sylvia Saes, professora do Departamento de Administração da USP e coordenadora do Center for Organization Studies (CORS), que, em artigo assinado com o mestre em administração Bruno Varella Miranda, fazem uma análise dos fatores fundamentais do mercado na formação dos preços futuros do café. (…) os limitados estoques e o tênue balanço entre a oferta e a demanda jogarão um papel central no estabelecimento das cotações do café (…) é preciso olhar além da crise ou da previsão da safra atual para entender o comportamento do mercado ao longo dos anos.
Sábias palavras! Se no curto prazo as ações especulativas tem pressionado as cotações, em longo tempo os fundamentos deverão falar mais alto.
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café
Fiscais multam fazendas de café com condições precárias de trabalho no interior de São Paulo
Auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Empregoe procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) flagraram na terça, dia 15, e na quarta, dia 16, irregularidades em nove fazendas de café da região de São João da Boa Vista, um dos grandes polos de produção do Estado de São Paulo. Os fiscais identificaram dezenas de trabalhadores sem registro, alojamentos irregulares e menores trabalhando na colheita do grão.
Na fazenda São Gabriel, em São Sebastião da Grama, 38 migrantes da cidade de Araçuaí, em Minas Gerais, foram trazidos irregularmente para realizar a colheita, sem a certidão liberatória para transporte de trabalhadores. De acordo com o MPT, todos eles estavam sem registro em carteira de trabalho. Os colhedores não tinham à sua disposição áreas de vivência, como refeitório e abrigo contra intempéries, o que os obrigava a comer no relento, entre outras irregularidades. Segundo a assessoria de imprensa do MPT, os proprietários da fazenda receberam a proposta de assinar, até sexta-feira, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para resolver as questões trabalhistas extrajudicialmente.
Na fazenda Recreio, os alojamentos também se encontravam em situação ruim. Trabalhadores dormiam em colchões no chão. Não havia mesas e cadeiras para as refeições e as casas não tinham forro. A iluminação também era precária. Conforme a assessoria do MPT, os proprietários já assinaram o TAC. Os fazendeiros se comprometeram, ainda, a oferecer indenização de R$ 500,00 para cada trabalhador.
A fazenda Sertãozinho, também em São Sebastião da Grama, foi alvo da fiscalização, que flagrou migrantes vindos de Minas Gerais sem a certidão liberatória para o transporte de trabalhadores e 24 pessoas sem registro em carteira. Os alojamentos abrigavam mais de uma família por casa.
Em Espírito Santo do Pinhal, os procuradores e fiscais inspecionaram a Estância Lecy, composta por três fazendas de grande porte, com milhares de pés de café. Conforme constataram os fiscais, não havia áreas de vivência, incluindo banheiros e locais para refeição. A fazenda não fornecia água ou marmita, que tinha de ser trazida pelos próprios ruralistas. As ferramentas de trabalho e equipamentos de proteção não eram fornecidos pela fazenda, obrigando os trabalhadores a custear as ferramentas de trabalho.
Em São João da Boa Vista foram vistoriadas propriedades de pequenos produtores de café, onde foram encontradas, ao todo, 35 pessoas sem registro em carteira. Segundo o MPT, nas frentes de trabalho foram encontrados dois menores de 17 anos colhendo café.
Na fazenda São Vicente, em Águas da Prata, 58 trabalhadores foram encontrados sem registro em carteira de trabalho, sem equipamentos de proteção e sem realizar exames médicos admissionais, entre outras irregularidades. Os trabalhadores não recebiam o pagamento salarial de acordo com a norma coletiva da categoria, que prevê o pagamento por produtividade; eles recebiam diárias fixas. A assessoria do MPT informou que, independentemente da assinatura do TAC, todas as fazendas serão multadas pelos fiscais.
As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
FONTE: Web CaféPoint