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Consórcio Pesquisa Café +15: Sustentabilidade na cafeicultura brasileira



A pesquisa cafeeira é hoje o pilar central da cafeicultura sustentável praticada no Brasil. O Consórcio Pesquisa Café, criado há 15 anos, é um divisor de águas no incentivo à pesquisa do café no país. O maior arranjo de instituições de ensino, pesquisa e extensão rural já feito para fomentar a pesquisa cafeeira no país reúne hoje 50 instituições consorciadas e promove o maior programa de pesquisa de café do mundo, coordenado pela Embrapa Café. Contando com investimentos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Funcafé/Mapa), o Consórcio Pesquisa Café desenvolveu cerca de mil projetos desde sua criação, em 1997, com a convergência de esforços, potencializando conhecimentos, recursos e instalações pelo desenvolvimento da cafeicultura.

O agronegócio café é um dos mais importantes na balança comercial agrícola do país, por isso a importância de um programa de pesquisa que integra necessidade de crescimento contínuo da produtividade com sustentabilidade ambiental e do próprio agronegócio. A análise da produtividade nos últimos 15 anos e sua relação com a área cultivada é prova irrefutável da contribuição do Consórcio no agronegócio café. Em 1997 o Brasil possuía 2,3 milhões de hectares de área cultivada, com uma produtividade de 12 sacas/hectare; em 2012, com praticamente a mesma área cultivada, o país saltou para o recorde de 24 sacas/ha.

Mais do que produzir em quantidade, o Consórcio Pesquisa Café busca também qualidade,  com desenvolvimento economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente sustentável. As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café atendem todas as etapas da cadeia produtiva, do manejo do solo à qualidade da bebida, em todas as regiões produtoras do país. Pesquisas na área de melhoramento genético, biotecnologia, obtenção de 36 cultivares de café arábica e conilon com características cada vez mais resistentes e de qualidade, combate a pragas e doenças, zoneamento climático, irrigação, pós-colheita, entre tantas outras, são alguns exemplos de projetos que vêm contribuindo com para a produtividade, mudando e aperfeiçoando cada vez mais os processos de produção nas lavouras brasileiras.

O levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2012 indica que o país deverá colher mais de 50 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado. Um crescimento de 16% comparado com a produção de 2011, de 43,48 milhões de sacas. Em termos de volume, a produção do café arábica sinaliza um crescimento de 5,9 mi de sacas, e o conilon de 1,32 mi de sacas de café beneficiado.

Resultados da atuação do Consórcio também aparecem nas exportações do agronegócio brasileiro, onde o agronegócio café ocupa a quinta posição no ranking, respondendo por 9,2% das exportações agrícolas em 2011. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a receita cambial com exportação de café registrou recorde de US$ 8,7 bilhões no ano passado, um aumento de 53% em relação à 2010.

Evolução do consumo interno – Outro ponto a ser considerado quando se fala em pesquisa cafeeira e seus impactos é o aumento do consumo interno da bebida, consequência da melhora na qualidade do café destinado ao mercado nacional. Nos últimos 10 anos, o consumo de café no Brasil aumentou de 13,6 milhões de sacas, em 2001, para 19,7 milhões em 2011, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC). O consumo per capita em 2001 era de 4,9 kg/habitante, em 2012, saltou para de 6,4 kg/habitante.

Liderança mundial – No cenário global, o potencial da cafeicultura brasileira também se sobressai, graças, mais uma vez, à contribuição da pesquisa e das tecnologias aplicadas nas lavouras. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, respondendo por um terço da produção mundial, e ocupa a segunda posição entre os países consumidores.

As pesquisas do Consórcio, além de geração de tecnologias, consideram a importância da transferência destas para o produtor. Afinal, sem o efetivo aprendizado dos conhecimentos e adoção das técnicas no campo, a inovação não acontece. O país tem cerca de 285 mil cafeicultores, segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, beneficiados pelas pesquisas do Consórcio. A cafeicultura brasileira gera mais de 8 milhões de empregos diretos e indiretos.

Com a evolução da pesquisa cafeeira nos últimos 15 anos, o Brasil pode dizer que têm hoje uma das cafeiculturas mais responsáveis do mundo quanto à sustentabilidade, além de gerar renda no campo, evitar o êxodo rural e preservar o meio ambiente. Nesse contexto, todas as pesquisas, direta ou indiretamente, consideram em seu desenvolvimento aspectos essenciais para qualquer tecnologia, como qualidade, sustentabilidade, baixo custo e adoção no campo. Um conjunto de fatores que consolida a ação do Consórcio e mantém a imagem do Brasil como país de referência e excelência na produção e exportação de café.

O Consórcio Pesquisa Café, iniciativa inédita criada por dez instituições fundadoras: Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (Mapa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Viçosa (UFV), teve e continua tendo participação essencial nesse cenário de conquistas e altamente promissor para o agronegócio café. Em se falando de apenas 15 anos, tem-se a certeza que muito mais ainda está por vir.

Para saber mais sobre pesquisas cafeeiras, visite o site do Consórcio Pesquisa Café.

Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE) e Higor Sousa Silva (Mtb 9684/DF)
Fone: (61) 3448-4566
Site: www.embrapa.br/cafe
www.consorciopesquisacafe.com.br


Fonte: Web Embrapa.

Marketing Estratégico no Agronegócio Café será tema de curso online em Agosto

Quando se fala em marketing, muitas definições e conceitos vêm à mente e o erro mais comum é achar que marketing é somente propaganda ou comunicação. Fazer uma comunicação inócua, sem sentido para o mercado e para os consumidores finais é a mesma coisa que rasgar dinheiro. Assim, o marketing deve sempre estar orientado para os desejos, necessidades e vontades dos clientes finais.
Foi consenso e continua sendo que a cafeicultura brasileira precisa de marketing eficiente para renovar sua imagem e se posicionar em novos mercados. Hoje, os Cafés do Brasil ocuparam um novo espaço, mas, para mantê-lo e se preparar para a recuperação inevitável de nossos concorrentes, devemos investir em padrão de qualidade, ou seja, devemos mostrar ao mercado que possuímos bons cafés e que podemos garantir seu fornecimento ano após ano.
Outro importante desafio é iniciar a construção de uma imagem moderna para os Cafés do Brasil. Para isso, o Curso Online Marketing Estratégico no Agronegócio Café abordará os principais conceitos, aspectos e ferramentas de marketing para colocação eficiente de seu café ou negócio no mercado.
Neste treinamento, você irá aprender como fazer uma análise crítica de seu negócio em termos de marketing e estratégias de posicionamento de sua marca e cafés; como utilizar os conceitos de qualidade para construir suas melhores estratégias de mercado e compreender como seu negócio se insere no ambiente da cadeia produtiva do café. 
O instrutor é Paulo Henrique Leme, consultor em marketing estratégico no agronegócio, especializado em café, qualidade e certificação pela P&A Marketing Internacional. É Engenheiro Agrônomo, doutor em administração de empresas pela Universidade Federal de Lavras na área de marketing, planejamento estratégico e comportamento do consumidor.
O curso terá início no dia 06/08 e já está com inscrições abertas. Para conhecer melhor o conteúdo do curso e fazer sua matrícula, acesse http://www.agripoint.com.br/curso/marketing-cafe/.
Ao realizar sua matrícula, você ganha AgriPontos que poderão ser utilizados na compra de outros produtos. Para participar, basta se cadastrar em nosso Programa de Fidelidade. A partir daí, é só juntar pontos e trocar por produtos!
Fonte: Web Café Point

Mais 4 bancos são autorizados a financiar cadeia do café

Com o avanço da colheita de café, o governo vai autorizando instituições financeiras a implementar linhas de crédito para financiar o setor. O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (19/5) traz novos contratos firmados entre o Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, e alguns bancos, nos quais são disponibilizados recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para custear a cadeia produtiva.

O Banco BNP Paribas Brasil está credenciado a financiar a estocagem de café no valor de até R$ 10 milhões; para a indústria de solúvel foram liberados até R$ 3,125 milhões; e para Financiamento para Aquisição de Café (FAC) até R$ 6,767 milhões.

Para o Banco Fibra foram liberados: até R$ 34,997 milhões para estocagem; até R$ 3,125 milhões para a indústria de solúvel; até R$ 10 milhões para a indústria de torrefação de café; e até R$ 9,224 milhões para FAC.

O Banco Itaú Unibanco demandou: até R$ 62,392 milhões para estocagem; até R$ 10 milhões para custeio; até R$ 30 milhões para a indústria de torrefação de café; e até R$ 24,593 milhões para FAC.

O Banco Santander Brasil foi credenciado a emprestar: até R$ 125,990 milhões para estocagem; até R$ 46,794 milhões para custeio; e até R$ 33,205 milhões para FAC.

Na semana passada, o governo já havia autorizado a financiar a cafeicultura: Banco Itaú BBA; Bradesco; Cooperativa de Central de Crédito do Espírito Santo (Sicoob Central); Cooperativa de Crédito Rural e de Pequenos Empresários, Microempresários e Microempreendedores da Região de Varginha (Sicoob Credivar); e Banco Votorantim.

Agência Estado

Fonte: Web Conilon

Começou ontem o 3º Curso da Conilon Brasil para formação de Rgraders

Iniciou ontem (18)  o primeiro dia do 3º curso de Rgraders promovido pela Conilon Brasil em parceria com o CQI dos Estados Unidos.  Os destaques desse primeiro dia foram  as palestras de Manuel Diaz (instrutor CQI) sobre a “Evolução e História dos Cafés Robustas e  sobre o “Protocolo de degustação de Robustas Finos”.

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Já Ted Lingle (Diretor, e instrutor do CQI) fez uma introdução dos grupos Olfativos, falando sobre o reconhecimento dos compostos de “açúcar caramelizado”, e o reconhecimento dos compostos “Defeitos aromáticos”.

O curso está sendo realizado pela primeira vez no novo laboratório da Conilon Brasil em Jaguaré – ES.

Estaremos acompanhando o dia a dia das aulas e postando as notícias em nosso site.

Fonte: Web Conilon Brasil

Europa registra forte demanda por café brasileiro

[imagem98] O mercado físico de café na Europa viu grande demanda por grãos brasileiros na semana passada com a maior multinacional do setor alimentício entrando na compra do produto, disseram traders. “A Nestlé abriu concorrência para comprar café brasileiro” e exigiu também certificados de sustentabilidade, disse um trader.
Outro operador disse que um crescente número de multinacionais incluem requerimentos de certificados de sustentabilidade em seus leilões. “No passado, Starbucks fez isso, mas agora nós estamos vendo Douwe Egberts e Kraft também procurando café sustentável,” ele disse. “Isso torna nosso negócio mais interessante.” O preço dos diferenciais brasileiros se firmaram um pouco esta semana com o MTGB fino do Brasil a 15 centavos abaixo do contrato setembro do arábica na ICE de Nova York, contra 12 centavos abaixo na semana passada.
Traders europeus disse que a qualidade do grão da nova safra do Brasil, onde a colheita está em andamento, estava abaixo do esperado.
As informações são da Reuters, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Web CaféPoint

Propostas do Setor Agropecuário para a Rio+20

Criação de um índice global de desenvolvimento sustentável, que permita a abertura de mercados para países que adotam práticas ambientais corretas, além de um fundo internacional para financiamento e difusão de tecnologia que contribua para o desenvolvimento agrícola e pecuário com respeito ao meio ambiente. Essas são duas das propostas do setor agropecuário para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. “O Brasil, que produz comida de qualidade e barata, ocupando apenas 27,7% do seu território, tem autoridade moral para, na Rio+20, defender novas propostas que garantam o crescimento sustentável da produção mundial”, afirma a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu. Nesta segunda-feira (18/06), no Espaço AgroBrasil, no Píer Mauá, a senadora Kátia Abreu detalhou o documento de posicionamento do setor para a Rio+20, consolidado pela Confederação a partir de contribuições obtidas em três grandes debates, que reuniram lideranças rurais, técnicos, produtores, universidades e instituições do agronegócio em março e abril deste ano.

A presidente da CNA explica que, a partir da criação do índice global de desenvolvimento, os países que produzem de forma sustentável poderão obter remunerações mais adequadas para manejo e comercialização de seus produtos, premiando os serviços ambientais gerados. “A idéia é dar viabilidade econômica ao processo, inserindo socialmente maior número de produtores, para permitir a superação da pobreza”, afirma. A erradicação da pobreza, um dos temas centrais da Rio+20, depende, no caso das áreas rurais do Brasil, de políticas que garantam o acesso a tecnologias, sementes, crédito, capacitação e extensão rural, especialmente nas classes mais pobres. “Aumentar a classe C no campo ajudará a produzir mais alimentos e, paralelamente, a erradicar a pobreza”, afirma a senadora Kátia Abreu.

Tecnologia e inovação, economia verde, trabalho decente e meio ambiente são os temas que norteiam o documento apresentado, nesta segunda-feira, pela CNA na Rio+20. Todos esses tópicos têm como pano de fundo o compromisso dos produtores rurais com a ampliação da oferta de alimentos e a preservação ambiental, que, no Brasil, é de 61% em todos os biomas. Ao detalhar o documento elaborado pelo setor agropecuário, a senadora Kátia Abreu ressalta que a expansão da agricultura brasileira não depende, exclusivamente, da abertura de novas áreas e que, além de ter vegetação nativa nas propriedades privadas, o Brasil possui, como diferencial, uma extensa área de pastagens – 158,7 milhões de hectares -, além de áreas degradadas que podem ser recuperadas. “Com o uso de tecnologia e a recuperação de áreas degradadas, o Brasil poderá liberar até 70 milhões de hectares, nos próximos anos, para produzir cerca de 400 milhões de toneladas de grãos e fibras”, afirma.

Para a presidente da CNA, também é tema prioritário no debate da Rio+20 a preservação dos recursos hídricos. Neste sentido, defende a criação de um conceito mundial de Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas margens dos rios, proposta que tem sido apresentada pela CNA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) em fóruns internacionais e que será tema de debate no Espaço AgroBrasil. Neste sentido, a entidade propõe que os governos implementem ações de saneamento básico urbano, de modo a evitar a poluição dos recursos hídricos, garantindo assim a qualidade da água ao consumo e à produção de alimentos.

A matéria é da assessoria de Comunicação CNA, adaptada pela Equipe AgriPoint.

Fonte: Web Café Point

Fecomércio-ES realiza entrega de certificados de abertura do Ciclo 2012 do SEGS

Receberam o certificado de participação do “Encontro de Abertura do Ciclo” do Sistema de Excelência em Gestão Sindical 15 sindicatos filiados.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (FECOMÉRCIO-ES) entregou no dia 14 de junho, os certificados do “Encontro de Abertura de Ciclo” aos sindicatos que participaram da abertura do Ciclo 2012 do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs). Ao todo, 15 sindicatos filiados à Federação receberam o certificado no dia 14 de junho durante a reunião do Conselho da Fecomércio-ES.

Esse ano corresponde ao 5° Ciclo do Sistema de Excelência em Gestão Sindical no estado, com foco para o planejamento estratégico dos sindicatos.

O assessor de Planejamento da Fecomércio-ES, Mário Borgo, fala sobre a entrega dos certificados. “Trata-se de um reconhecimento àqueles sindicatos que participaram. Nesse encontro nosso objetivo foi resgatar o nosso histórico passado para refletir sobre nossos planejamentos futuros. Lembrando da importância de analisar as singularidades de cada sindicato”.

Segundo o assessor, os sindicatos terão a oportunidade de avaliar no Ciclo 2012 a maturidade da sua gestão e repassar o planejamento estratégico. “O ciclo do SEGS traz mais destaque e profissionalização aos sindicatos. O que contribui para uma maior representatividade junto aos empresários e eleva a qualidade no atendimento para atrair novos membros”, afirma Borgo.

 O Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs) aponta à melhoria da gestão de qualidade dos sindicatos e empresários associados para capacitar o trabalho de executivos e líderes sindicais, voltado para as categorias nas quais representam.

Fonte: Web Fecomércio-ES

Prorrogado o período de solicitação de bolsa

O período para a solicitação de renovação, substituição e/ou concessão de novas bolsas  do Consórcio Pesquisa Café para o 2° semestre de 2012 foi prorrogado para o dia 20 deste mês. A análise dos processos pela Comissão Técnica do Programa de Bolsas ocorrerá entre os dias 16 e 28 de junho. A divulgação dos resultados está prevista para o dia 29 de junho. O calendário pode ser acessado na página do Portal do Consórcio, menu Programa de Bolsas, submenu Calendário.

Os relatórios dos bolsistas deverão ser encaminhados em versão digital, via SISGAP, bem como os trabalhos científicos publicados pelos bolsistas no 1° semestre deste ano. O novo plano de trabalho deverá conter no mínimo três atividades a serem desenvolvidas no período de 1º de julho a 31 de dezembro. 

Os bolsistas e coordenadores deverão estar com seus currículos atualizados na Plataforma Lattes do CNPq, conforme exigência das Normas do Programa de Bolsas.
 

Outras informações deverão ser encaminhadas para o e-mail bolsa@sapc.embrapa.br.  

Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Higor Sousa Silva (MTb 9684/DF) e Lucas Tadeu Ferreira (MTb 3032/DF)
Fone: (61) 3448-4566
Site: www.embrapa.br/cafe
www.consorciopesquisacafe.com.br

Fonte: Web Embrapa.

Conferência internacional de café destaca importância do conilon para o mundo

Os cinco maiores países produtores de café conilon, Brasil, Costa do Marfim, Indonésia, Uganda e Vietnã, reuniram-se no primeiro painel de discussão da Conferência Internacional de Coffea canephora, no Centro de Convenções de Vitória, no Espírito Santo. O evento está sendo realizado pelo Governo do Estado e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio do Consórcio Pesquisa Café, que tem sua programação de pesquisa coordenada pela Embrapa Café, unidade da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

No primeiro dia de debate, ficou claro o espaço que o conilon vem ganhando cada vez mais na produção, na indústria e no mercado consumidor de cafés pelo mundo. Prova disso, foi a apresentação do diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, e do pesquisador da Embrapa Café/Incaper, Aymbiré Fonseca, ambos falando sobre a história e contexto atual do conilon no estado e no país. Ao se apresentarem no painel “Estado da arte, inovações tecnológicas e transferência de tecnologias de Coffea canephora nos principais países produtores do mundo”, falaram sobre os cem anos da espécie introduzida no país pelo Espírito Santo, mostraram em números como o Brasil evoluiu em pesquisa, no que diz respeito à sistema de cultivo, combate à pragas e doenças e novas variedades, e tem potencial para assumir em alguns anos o posto de primeiro exportador de robusta, hoje ocupado pelo Vietnã. O Espírito Santo responde hoje por 20% da produção de conilon no mundo.

Em seguida, Costa do Marfim, com Koffi NGoran, e da Indonésia, com Pranoto Soernato, apresentaram as demandas prioritárias de seus países quanto à cultura do robusta. No caso da Costa do Marfim, apesar de uma produção em ascensão, o país sofre as consequências da falta de crescimento da produtividade e de intempéries constantes do clima. Na Indonésia, a questão principal está em torno de uma produção que busca se recuperar competitivamente, mas que vem sofrendo com a substituição, no meio agrícola, da produção de café por outras culturas como cacau e algodão.

Encerrando o cenário do robusta no mundo, palestrantes de Uganda, Henry Ngabirano, e do Vietnã, Phung Duc Thung, destacaram cenários onde uma grande demanda por incentivo à pesquisa e a necessidade de políticas agrícolas para regular a cafeicultura surgem como os principais desafios. Na Uganda, apesar de relevante pesquisa para o desenvolvimento de uma variedade resistente à doença chamada CWD, ainda existem outros segmentos a serem beneficiados com pesquisas de produtividade e sobre tolerância à seca, por exemplo. Entre as prioridades, Uganda destaca ainda a busca por melhorias na qualidade do robusta, espécie nativa do país.

O Vietnã, atual maior exportador de robusta do mundo, enfrenta imensas dificuldades nos mais variados segmentos da cafeicultura. Com grande número de propriedades, formadas por pequenos produtores, muitos divididos por etnias, o país rapidamente alcançou o primeiro lugar na produção, mas atualmente tem desafios de produtividade, de sustentabilidade, ameaçada pela má utilização de recursos hídricos e de solo; falta de mercado interno, o que deixa o país vulnerável às variações de preços do mercado externo; e, principalmente, a falta de pesquisa e tecnologia no campo, consequência em grande parte da falta de organização institucional do estado e dos próprios produtores.

Perspectivas para o conilon – Com o balanço da situação do robusta nos principais países produtores, a Conferência pretende unir esforços e suscitar parcerias e troca de conhecimentos com o objetivo de viabilizar um desenvolvimento sustentável da produção mundial e com foco na qualidade do conilon.

Na palestra que encerrou o dia de debates, ministrada por Carlos Henrique Brando, da P&A Marketing Internacional, as perspectivas para a cultura são bastante positivas. Brando atestou o crescimento da procura pelo conilon por diferentes países consumidores, com destaque para os países emergentes que entram no filão, além do crescente mercado da indústria de solúvel. Com isso, os países produtores precisam se preparar para atender a uma demanda que só aumenta. O palestrante questiona: “De onde virá o mercado adicional para isso?”. Nesse aspecto, Brando ressaltou que Brasil e Vietnã saem na frente por seus relevantes números de produção, ambos respondem hoje por 50% da produção mundial de robusta. Além da tecnologia, um diferencial na disputa, a transferência desta para o produtor, levando a um ganho de remuneração do agricultor e a um consequente aumento de sua produção, também será um ponto crucial na conquista de novos mercados.

Ainda sobre o futuro da produção, Carlos Brando destacou a mudança da qualidade do conilon, não só como produto final, mas também na percepção do mercado, que passa cada vez mais a aceitar blends de café com porcentagens maiores de robusta. Segundo Norma Técnica da ABIC lançada este ano, não há mais restrição de quantidade de robusta para o chamado café gourmet, ou seja, o que atesta a qualidade de um café a partir de agora será sua capacidade de alcançar a nota mínima na classificação do produto final e não mais a porcentagem de arábica ou de conilon no blend.

Após as palestras, uma mesa de debate, com os palestrantes dos países produtores, com o diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva, e com o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, respondeu às perguntas do público sobre os temas discutidos ao longo do dia.
Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café

Embrapa

Fonte: Web Conilon Brasil

Começa no Brasil a maior Conferência Internacional de Coffea canephora do mundo

[imagem100]O Espírito Santo é o maior produtor da espécie Coffea canephora no Brasil e segundo maior produtor mundial com 300 mil hectares de área cultivada. Com a tradição e avanço do estado na pesquisa e na produção da cultura, foi aberta, no Centro de Convenções de Vitória, a primeira Conferência Internacional de Coffea canephora, na noite de segunda-feira (11/06). O evento vai até o dia 15/06 e é o maior já realizado no mundo voltado para a cadeia produtiva do conilon, também conhecido como robusta. O Consórcio Pesquisa Café, cuja programação de pesquisa é coordenada pela Embrapa Café, unidade da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), está presente na Conferência como apoiador na organização, com um estande para exposição de tecnologias e com a presença de pesquisadores no evento.

A Conferência, promovida pelo Governo do Estado do Espírito Santo e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), instituição do Consórcio, espera um público de 700 pessoas, com cerca de 20 delegações vindas dos principais países produtores e também consumidores de conilon, além de 40 debatedores internacionais. “Essa Conferência é uma mostra da crescente importância que o conilon adquiriu no mundo. Queremos debater avanços, conhecimentos e tecnologias para a indústria, mercado e produtores, sempre com foco na sustentabilidade. Esperamos promover um grande intercâmbio de informações”, ressaltou o coordenador do programa de cafeicultura do Espírito Santo, Romário Gava Ferrão.

A distribuição de renda e geração de trabalho no meio rural pela cafeicultura no Espírito Santo foi outro ponto destacado pelo presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo. Entre outros, estavam presente na solenidade de abertura, o diretor do Departamento de Café (Decaf/MAPA), Edilson Alcântara, o secretário executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva, e o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo.

Encerrando a noite de abertura, o público de pesquisadores, produtores, empresários, estudantes, vindos de diferentes partes do Brasil e do mundo, assistiu à Conferência do governador do estado, Renato Casagrande, sobre “Cem anos de história e evolução do conilon no Espírito Santo”. A apresentação trouxe informações sobre um século da cultura no estado, com um panorama animador de crescimento e inovação do conilon na pesquisa e no campo. O Espírito Santo produz hoje 10% de todo o café do mundo e 20% do conilon mundial, comemorando recorde de produção em 2012, com mais de 10 milhões de sacas nesta colheita, destacou Casagrande. São 679 milhões de pé de café no estado, 78 mil famílias que vivem da cafeicultura e 40 mil propriedades produtoras.

Nesse cenário, o Consórcio Pesquisa Café, importante parceiro nas pesquisas cafeeiras junto ao Incaper, busca viabilizar essa inovação e, principalmente a transferência de tecnologias para o produtor. Indo ao encontro da meta defendida pelo diretor do Decaf/MAPA, Edilson Alcântara: “O Decaf vai apoiar a transferência de tecnologia para os produtores, pois temos que incentivá-los a suprir suas necessidades tecnológicas. Nosso desafio é criar uma certificação para o café brasileiro atestando sua sustentabilidade”. O Decaf é responsável pela gestão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), de onde são repassados os recursos para as pesquisas do Consórcio.

A Conferência Internacional de Coffea canephora está sendo transmitida ao vivo pelo site Peabirus no endereço: http://www.redepeabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=39490. Mais informações também no site do evento: www.conferenciaconilon.com.br.

Os painéis de discussão iniciam nesta terça-feira (12/06), com a apresentação do estado da arte da cultura do conilon no Brasil, Costa do Marfim, Indonésia, Uganda, Vietnã e as perspectivas para o Coffea canephora. O primeiro painel contou ainda com a participação do presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, e com o pesquisador da Embrapa Café, Aymbiré Fonseca. O painel foi moderado pelo diretor geral da OIC, Robério Oliveira Silva.

Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)
Fone: (61) 3448-4566
Site: www.embrapa.br/cafe
www.consorciopesquisacafe.com.br

Fonte: Web Embrapa.