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Como resolver problemas do seu negócio nas redes sociais
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Ignorar as manifestações dos clientes pode ser péssimo para a imagem da sua empresa
Priscila Zuini, de EXAME.COM
São Paulo Nem grandes nem pequenas empresas estão a salvo das críticas nas redes sociais. Nesta semana, a marca de preservativos Prudence retirou de sua página no Facebook uma peça publicitária que causou repúdio nos internautas que consideraram o conteúdo como um incentivo ao abuso sexual.
Para evitar problemas deste tipo, os empreendedores devem estar atentos ao que acontece nas redes. Apesar do crescimento deste canal, uma pesquisa feita pela consultoria Maksen mostrou que quatro em cada dez empresários acreditam que as redes sociais não agregam valor ao seu negócio.
O problema de ignorar as redes sociais é deixar consumidores sem resposta e não expor o ponto de vista da empresa. O consumidor está usando as redes sociais para reclamar e pedir seus direitos. Por isso, as redes sociais estão se mostrando um caminho inevitável para as empresas, diz Marcelo Pugliesi, diretor de marketing da DirectTalk.
1. Entenda sua atuação nas redes
O primeiro passo na hora de atender clientes nas redes sociais é entender em quais sites se registrar. Alguns canais tem perfis mais propícios para fazer atendimento. Youtube não é apropriado, mas Twitter e Facebook são. Escolhe um ou dois e trabalha isso como canal de atendimento, sugere Pugliesi.
Separe ainda o que é institucional do que é atendimento. Um fala de novos produtos e promoções. No outro, recebe reclamações e responde sobre trocas, por exemplo. No Twitter, é muito fácil fazer isso, indica o especialista.
2. Monitore os comentários
Hoje, existem softwares que ajudam a fazer toda a parte de monitoramento do que estão falando sobre a sua empresa nas redes sociais. Ferramentas como o Social Mention e o Scoop ajudam nesta tarefa. O monitoramento ajuda a saber para onde ir e a entender a preferência do seu consumidor, ensina.
3. Tenha um padrão de resposta
Quando chega uma reclamação pelas redes sociais, toda a empresa deve estar pronta para atender. Por isso, é importante estabelecer um processo e um protocolo para estes casos. Comece a trabalhar os processos internos de atendimento da demanda nas redes sociais. Tem que responder com um nível de serviço mais rápido. Se você deixar sem resposta, pode gerar uma repercussão muito grande, explica.
Acompanhe a conduta do consumidor na hora da resposta, ou seja, se a reclamação do cliente for pública, a resposta também deve ser. Você fecha a mensagem para pedir dados mais pessoais ou então se o próprio consumidor te colocar em uma conversa fechada. É bom para a empresa também que os outros consumidores vejam com ela se posiciona, diz.
Fonte: Web Associação Brasileira da Indústria do Café – ABIC.
Embrapa desenvolve primeira cultivar de café
A cultivar de café Conilon BRS Ouro Preto (Coffea canephora Pierre ex Froehner) é a primeira desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, sendo resultado de estudo conduzido pela Embrapa Rondônia (Porto Velho-RO), instituição participante do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café (Brasília-DF).
Recomendada especialmente para Rondônia – segundo produtor de café conilon do Brasil – a cultivar foi obtida pela seleção de cafeeiros com características adequadas às lavouras comerciais do estado e adaptada ao clima e ao solo da região. Sua denominação é uma homenagem ao município de Ouro Preto do Oeste, centro pioneiro da colonização oficial do antigo território de Rondônia.
Características – A Conilon BRS Ouro Preto é uma cultivar clonal, composta de 15 clones com ciclo de maturação intermediária, tolerantes aos principais estresses climáticos observados nos polos de cafeicultura em Rondônia: alta temperatura, elevada umidade do ar e déficit hídrico moderado. Destina-se a cafeicultores que utilizam tecnologia recomendada para o cultivo, incluindo calagem, adubação química, poda de condução, controle de pragas, doenças e plantas daninhas. A nova cultivar é indicada para o cultivo em sequeiro ou com irrigação e é fruto de um trabalho de pesquisa de mais de 20 anos.
Com manejo adequado, apresenta potencial de produtividade de 70 sacas beneficiadas por hectare em lavouras de sequeiro. Em testes de campo, chegou a atingir mais de 120 sacas por hectare. Possui grãos com maior uniformidade de maturação e peneira média acima de 14. Apresenta rendimento no beneficiamento acima de 52%. A Conilon BRS Ouro Preto tem potencial para aumentar a produtividade da cafeicultura em Rondônia, contribuindo para a sustentabilidade econômica e social de mais de 40 mil pequenas propriedades rurais cafeicultoras no estado.
Testes em mais estados – A Embrapa Rondônia e a Embrapa Café, por meio de recursos do Consórcio Pesquisa Café, estão em fase de viabilização de testes da nova cultivar nos demais estados amazônicos e no Mato Grosso e Espírito Santo. “Serão feitos testes in loco nessas regiões. A expectativa é que a cultivar responda positivamente também nesses estados, onde as condições edafoclimáticas são semelhantes”, adianta o chefe-geral da Embrapa Rondônia, César Teixeira. Além disso, há previsão de lançamento de pelo menos duas novas cultivares de café robusta nos próximos anos, também com apoio do Consórcio Pesquisa Café.
Multiplicação das mudas – A Embrapa vai definir critérios que garantam que as mudas da cultivar sejam multiplicadas, em viveiros certificados pelo Mapa, e cheguem aos produtores rurais. A previsão é que as mudas sejam disponibilizadas aos produtores rurais num prazo de dois anos.
De acordo com os pesquisadores André Rostand e Rodrigo Rocha, melhoristas da Embrapa Rondônia que trabalharam no desenvolvimento da nova cultivar, assim que os viveiros forem selecionados, eles receberão as estacas certificadas para instalação de jardim clonal.
Café robusta (Coffea canephora ou Coffea robusta) – É uma espécie de café originária da África Ocidental. É cultivada principalmente na África e no Brasil, onde é chamada também de Conillon. Rondônia se destaca como segundo mais importante produtor brasileiro de conilon, atrás apenas do Espírito Santo. A previsão de produção para 2012, no estado, é de 1,6 milhão de sacas, com produtividade média de 11,45 sacas por hectare. Aproximadamente um terço do café produzido no mundo é robusta, incluído nos cafés instantâneo e expresso de forma a tornar o café cremoso. Essa espécie contém duas vezes mais cafeína que a arábica. “O café robusta está sendo cada vez mais procurado pelo renovado interesse do mercado em sua utilização nos ‘blends’. Ele rende mais que o arábica em solúveis e é de mais fácil comercialização”, finaliza o chefe da Embrapa Rondônia.
Sobre o Consórcio – Tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores, com responsabilidade social e ambiental, participam atualmente do Consórcio as dez instituições fundadoras – Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), Pesagro (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro), Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), IAC (Instituto Agronômico de Campinas), Iapar (Instituto Agronômico do Paraná,) Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), Ufla (Universidade Federal de Lavras) e UFV (Universidade Federal de Viçosa) e outras 40 instituições de pesquisa, ensino e extensão. As pesquisas estão concentradas nas áreas de melhoramento genético, biotecnologia, segurança alimentar, otimização do sistema produtivo, manejo integrado de pragas e doenças, cafeicultura irrigada, zoneamento climático, colheita e pós-colheita, aperfeiçoamento de processos e desenvolvimento de equipamentos.
As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
As informações são da Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web Café Point
Fecomércio/ES estima vendas do Dia dos Pais com crescimento de 7%
As vendas no Dia dos Pais deste ano devem aumentar 7% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio/ES), que está otimista com a data comemorativa e aposta nas promoções e descontos para alavancar ainda mais os negócios.
Apesar do Dia dos Pais não ser a principal data para o comércio, acredito que os resultados este ano serão mais satisfatórios que em 2011, e movimentará positivamente o comércio capixaba, declara o presidente da Fecomércio/ES, José Lino Sepulcri.
Os artigos tecnológicos refletem a preferência dos pais, porém, de acordo com a Fecomércio/ES, a linha de vestuário, como calçados, perfumes, relógios e produtos de higiene pessoal, entre outros, também completarão a lista preferencial da clientela, como acontece todos os anos. Com maior acesso ao crédito e o parcelamento das compras, os consumidores terão um incentivo a mais na hora de adquirir os produtos, finaliza Sepulcri.
Mais informações: Iá! Comunicação (27) 3314-5909.
Fonte: Assessoria de Comuicação Fecomércio.
Governo de Minas cria fundo para desenvolver cafeicultura do Estado
Num período de três anos, o Fecafé deverá disponibilizar R$ 100 milhões, com recursos do Tesouro Estadual. Também haverá contribuição financeira do setor produtivo para assegurar a manutenção do fundo. O Fecafé será administrado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Existe também um grupo coordenador do fundo formado por 15 representantes da sociedade civil, da Assembleia Legislativa e do governo de Minas Gerais.
Segundo o secretário de Agricultura, Elmiro Nascimento, o Fecafé vai disponibilizar o apoio financeiro ao setor, com recursos reembolsáveis e não reembolsáveis. O Fundo vai conceder empréstimos diretamente aos interessados da cadeia – produtores de café ou empresas do setor – com juros e prazos de pagamento especiais. “O objetivo é possibilitar investimentos na atividade, visando à melhoria da produtividade e da qualidade e o aumento da produção de acordo com boas práticas que possibilitem a obtenção da sustentabilidade”, informa o secretário.
Na modalidade de financiamentos não reembolsáveis estão os recursos para desenvolver, entre outras ações, projetos de marketing para divulgação do produto mineiro no mercado interno e no exterior. Também está prevista a capacitação de agentes da cadeia: produtores, provadores de café e baristas (profissional que prepara bebidas à base de café). Também nesta modalidade está a subvenção na contratação de seguro da atividade. A subvenção, em percentuais a serem definidos, atenderá aos casos do seguro por perdas provocadas por problemas climáticos.
As informações são da Assessoria de Comunicação – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web Café Point
Tecnologias do Incaper melhoram vida de pequenos cafeicultores no ES
O esforço concentrado de pesquisa propiciado pelo Consórcio Pesquisa Café – integração de instituições científicas, de ensino e extensão rural tradicional para geração de transferência de tecnologias em parceria com vários segmentos da cadeia agroindustrial do café – tem transformado, ao longo dos seus 15 anos de existência, o cenário da cafeicultura no Brasil.
Foi o que ocorreu na comunidade de Palmeiras, localizada no Espírito Santo e formada por 40 famílias que têm como principal meio de subsistência o plantio de banana e, principalmente, de café conilon. Preocupados em resolver a questão da baixa produtividade das lavouras, os cafeicultores buscaram o conhecimento do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, instituição de pesquisa do estado fundadora e participante do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.
“A presença de técnicos e pesquisadores foi para nós uma fase de aprendizado. Naquele tempo, as lavouras eram antigas e pouco adensadas. As plantas tinham muita praga e davam pouco café. As melhorias causaram uma disparada na produtividade das lavouras. Antes, os agricultores não colhiam mais do que dez sacas por hectare. Hoje a colheita, na mesma área, passa facilmente de 70 sacas. Todo esse salto só foi possível porque já tínhamos nos organizado e nos unido em torno de uma associação para plantar e colher com nossas próprias mãos em equilíbrio com a natureza”, conta o agricultor José Cláudio Carvalho.
Tecnologias transformadoras – Em mais de 25 anos de pesquisa com café conilon no Incaper, foram desenvolvidos diferentes conhecimentos básicos, produtos, processos e tecnologias que têm sido amplamente utilizadas pelos cafeicultores. Exemplos são as variedades melhoradas, aprimoramento das tecnologias para produção de mudas clonais de qualidade superior, recomendações de espaçamentos, poda programada, plantio em linhas, adubações, manejo de pragas e doenças, práticas de conservação de solo, manejo de irrigação e tecnologias de colheita, secagem, beneficiamento e armazenamento.
Poda Programada do Conilon – A prática revigora essa espécie de café, favorece a longevidade do cafezal e aumenta a produtividade. A tecnologia é adotada pela maioria dos produtores do Espírito Santo e chegou mais recentemente em Rondônia e Minas Gerais. A poda consiste na eliminação das hastes verticais e dos ramos horizontais improdutivos para que no lugar deles nasçam outros mais novos. Nesse processo, os ramos estiolados, de baixo vigor, e o excesso de brotações, também são eliminados.
Entre os benefícios da tecnologia, segundo o pesquisador do Incaper Romário Gava Ferrão, estão “redução média de 32% de mão-de-obra no período de dez colheitas; facilidade de entendimento e execução; padronização do manejo da poda; maior facilidade para realização da desbrota e dos tratos culturais; maior uniformidade das floradas e da maturação dos frutos; melhoria no manejo de pragas e doenças; aumento superior a 20% na produtividade média da lavoura; maior estabilidade de produção por ciclo e melhor qualidade final do produto, tornando inclusive as plantas mais tolerantes à seca e com melhores condições para o monitoramento e o manejo de pragas e doenças”.
Programa de melhoramento genético – O objetivo inicial de desenvolver materiais genéticos superiores, de maior produtividade, acrescido de tolerância a déficits hídricos e uniformidade de maturação, uma vez que as variedades utilizadas pelos produtores apresentavam grande heterogeneidade de plantas, produção e outras características, que dificultavam o manejo e a obtenção de um produto de qualidade. Até poucos anos atrás, foi direcionado para a obtenção de cultivares mais produtiva e com resistência às principais pragas e doenças, com destaque à ferrugem, que é a principal doença do cafeeiro.
“Foram estabelecidas metodologias de pesquisa para o desenvolvimento de variedades clonais e de variedades propagadas por sementes, já que o conilon apresenta particularidades genéticas diferentes das do café arábica. Nos últimos anos, as pesquisas estão voltadas também para a identificação de materiais genéticos com tolerância à seca, para a avaliação de características relacionadas à qualidade do produto e da bebida, para a ampliação da base genética e, sobretudo, para o desenvolvimento de cultivares com diferentes atributos positivos, por meio da utilização de estratégias de melhoramento mais modernas e, ou de ferramentas e conhecimentos multidisciplinares”, explica a pesquisadora da Embrapa Café Maria Amélia Gava Ferrão.
Os resultados de maior alcance para os produtores capixabas foram o desenvolvimento e recomendação de seis variedades melhoradas, sendo cinco clonais (Emcapa 8111, Emcapa 814, Emcapa 8131, Emcapa 8141 Robusta Tropical, Vitoria Incaper 8142) e uma de multiplicação por sementes (Emcaper 8151 Robusta Tropical). “As lavouras formadas por variedades clonais são mais uniformes, apresentam maior potencial de produção e maior possibilidade de obtenção de produção final de melhor qualidade e constituem atualmente mais de 60% do parque cafeeiro estadual”, completa a pesquisadora.
Em busca de mais qualidade – Mesmo com o aumento de produtividade, verificou-se que a melhoria da qualidade no conilon é um fator preponderante para a sustentabilidade da atividade no Estado. “Esforços conjuntos têm sido feitos, como a avaliação de materiais genéticos com características químicas e sensoriais requeridas para obtenção de produto de qualidade superior e uma ampla Campanha Estadual de Melhoria de Qualidade, pautada na utilização de boas práticas agrícolas no processo de produção, colheita, processamento, secagem, beneficiamento e armazenamento do café. Os resultados dos primeiros trabalhos de avaliação dos materiais genéticos, realizados em parceria com a Nestlé, mostraram que as variedades clonais apresentaram atributos positivos de grande interesse para a indústria de café solúvel”, conta o pesquisador da Embrapa Café e do Incaper.
Balanço produtivo – O uso das tecnologias tem contribuído para que desde o período de lançamento das primeiras variedades clonais em 1993 até o período atual a produtividade média estadual aumentasse na ordem de 204%, saltando de 9,2 para 28,0 sacas beneficiadas/ha e a produção em 233%, passando de 2,4 para 8,0 milhões de sacas, com um aumento de apenas 11% da área plantada. É expressivo o avanço tecnológico da cultura do café conilon no Brasil, cujo domínio produtivo está no Espírito Santo, observa o pesquisador Aymbiré.
Agronegócio café no ES – O agronegócio do café é uma das atividades mais importantes do Espírito Santo por seu grande peso social e econômico no Estado. Presente em todos os municípios capixabas, exceto Vitória, é a atividade com maior poder de geração de empregos no Estado. A cafeicultura é o sustentáculo econômico de 80% dos municípios e responde por 43% do PIB agrícola capixaba. Toda a cadeia produtiva gera aproximadamente 400 mil postos de trabalho ao ano. Só no setor de produção, envolvem 131 mil famílias, com tamanho médio das lavouras em torno de 8,3 hectares. O estado é o único que tem produção significativa das duas espécies – arábica e conilon – com produção anual de cerca de 11 milhões de sacas colhidas em 60 mil propriedades, das quais, mais de 73% são de base familiar. Esses números colocam o Estado como o segundo maior produtor do Brasil. Destaca-se como o maior produtor brasileiro de café conilon e terceiro maior de café arábica.
Sobre o Consórcio – Tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores, com responsabilidade social e ambiental, participam atualmente do Consórcio as dez instituições fundadoras – Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), Pesagro (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro), Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), IAC (Instituto Agronômico de Campinas), Iapar (Instituto Agronômico do Paraná,) Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), Ufla (Universidade Federal de Lavras) e UFV (Universidade Federal de Viçosa) e outras 40 instituições de pesquisa, ensino e extensão. As pesquisas estão concentradas nas áreas de melhoramento genético, biotecnologia, segurança alimentar, otimização do sistema produtivo, manejo integrado de pragas e doenças, cafeicultura irrigada, zoneamento climático, colheita e pós-colheita, aperfeiçoamento de processos e desenvolvimento de equipamentos.
As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
As informações são da Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web Café Point
BC lança em outubro moeda em homenagem a cooperativas
A produção de 3,5 mil moedas pelo Banco Central (BC) é mais uma das ações do Governo Federal em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). O lançamento da moeda – que será cunhada em prata – está previsto para outubro deste ano e apresentará o slogan: “Cooperativas constroem um mundo melhor”.
A aprovação da iniciativa ocorreu na última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no dia 26 de julho. Apesar de estarem previstas inicialmente a produção de 3,5 mil exemplares, esse total pode chegar a 10 mil moedas, que poderão ser adquiridas diretamente nas regionais do Banco Central ou no sitio do Banco do Brasil.
De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, esta é mais uma iniciativa para fomentar o cooperativismo no Brasil. “Os números do setor ressaltam a força deste trabalho no País, que exportou cerca de R$ 12,2 bilhões em 2011. Praticamente 50% de tudo que é produzido no Brasil passa de alguma forma pelas cooperativas brasileiras. As homenagens, portanto, tem o objetivo claro de incentivar cada vez mais adesões e fortalecimento das cooperativas brasileiras”, afirmou.
O cooperativismo reúne aproximadamente 1 bilhão de pessoas em mais de 100 países, sendo responsável pela geração de 100 milhões de empregos. No Brasil, existem hoje 6,5 mil cooperativas e aproximadamente 10 milhões de cooperados, em 13 diferentes ramos de atuação.
O Governo Federal tem realizado ações efetivas para marcar o Ano Internacional das Cooperativas. Por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aumentou o apoio financeiro oferecido ao cooperativismo com a ampliação da oferta de crédito no Plano Agrícola e Pecuário 2012/13. Os recursos e limites para o setor passaram de R$ 4 bilhões na safra passada para R$ 5 bilhões na atual.
O Mapa também articulou a inclusão de trechos ressaltando a importância do cooperativismo na geração de empregos sustentáveis e segurança alimentar e nutricional no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Ainda durante a conferência da ONU, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lançou selo comemorativo em uma cerimônia que contou com autoridades brasileiras e internacionais. Ao todo serão produzidas 40 mil unidades.
A matéria é do Mapa, adaptada pela Equipe AgriPoint.
Fonte: Web Café Point
Crédito para cooperativas de agricultores familiares triplica
As associações e cooperativas formadas por agricultores familiares terão mais crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que ampliou em 200% o limite das linhas de crédito que atendem esse público. A iniciativa integra as ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para o Plano Safra 2012/2013.
Com acréscimo de R$ 10 milhões à linha de crédito, o Pronaf Agroindústria tem R$ 30 milhões para as associações e cooperativas, com taxa de juros de 2% ao ano. O limite individual por associado está fixado em R$ 40 mil. O prazo de quitação do empréstimo é de até dez anos, incluído três anos de carência. Já as cooperativas e associações que optarem pelo financiamento de até R$ 1 milhão terão os juros fixados em 1% ao ano. O aumento nos limites de crédito engloba também a linha de Cotas-Partes do Pronaf, que financiará até R$ 20 milhões por cooperativa, sendo o teto individual limitado a R$ 20 mil.
O Pronaf Agroindústria foi criado para financiar as atividades que agregam renda à produção e aos serviços desenvolvidos pelos agricultores familiares e pode ser acessado pelas organizações de produtores que comprovem que, no mínimo, 70% de seus participantes ativos sejam beneficiários do programa e que 55% da produção sejam oriundas de associados enquadrados no Pronaf.
As cooperativas e associações de agricultores familiares que tiverem interesse em acessar as linhas de crédito do Pronaf devem entrar em contato com os agentes financeiros (bancos) responsáveis pela contratação do investimento, com a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e uma proposta simplificada do projeto de uso do crédito.
Coopersol – Outra ação realizada pelo MDA visando desenvolver as cooperativas de produtores familiares é o Programa de Fomento ao Cooperativismo da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Coopersol). Lançado em 2004, o programa busca fortalecer as organizações associativas da agricultura familiar e dos assentados da reforma agrária, com foco nas cooperativas de produção e crédito, visando a ampliação da capacidade de geração de renda, por meio da agregação de valor aos produtos e acesso a mercados, de forma competitiva.
A matéria é da Secom, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.
Fonte: Web Café Point
Vietnã planeja expandir área de café arábica e dobrar produção até 2020
O Vietnã, que já é o maior produtor mundial de café robusta, planeja expandir sua área plantada de arábica com o objetivo de dobrar sua produção de grãos de qualidade superior para 96.000 toneladas até 2020, apesar de oficiais da indústria dizerem que a produção poderia ser ainda maior.
O país do sudeste da Ásia, segundo maior produtor mundial de café depois do Brasil, expandirá sua área plantada de arábica na região norte e central para 40.000 hectares nos próximos oito anos, disse o Ministério da Agricultura. As estimativas da atual área plantada com arábica no Vietnã são de 32.000 a 38.000 hectares, embora esses dados não sejam exatos. “Queremos manter a área estável (em 40.000 hectares) até 2030”, disse o gerente do departamento de colheitas do Ministério, Pham Van Thanh.
O café arábica requer um processo de umidade para garantir a maior qualidade de seus grãos, algo que muitos processadores domésticos ainda precisam adotar devido ao financiamento limitado e às ofertas instáveis domésticas, disseram oficiais. O governo disse que a produção de arábica aumentará para 96.000 toneladas até 2020, representando 9% da produção total de café do país. Não foi dito o quanto será investido na expansão.
Porém, o Thai Hoa Vietnam Group, maior exportador de café arábica do Vietnã, disse que o país provavelmente produzirá 120.000-150.000 toneladas da variedade em 2020. A produção de café arábica do Vietnã na próxima colheita de 2012/13 aumentará 12% com relação à atual safra, para 55.000 a 57.000 toneladas, disse o presidente da Thai Hoa Vietnam, Nguyen Van An.
O país poderá substituir o robusta com arábica em algumas áreas com clima adequado, disse o presidente da Associação de Café e Cacau do Vietnã, Luong Van Tu.
O café robusta representa 97% da produção do Vietnã. O país deverá produzir 22,25 milhões de sacas de 60 quilos na safra de 2012/13, segundo estimativas de 29 analistas e comerciantes levantadas pela Reuters. Isso é menos que a estimativa de 24-25 milhões de sacas estimadas para 2011/12.
As exportações de café do Vietnã entre outubro de 2011 e esse mês poderia aumentar em 25,2% com relação ao ano anterior, para 1,44 milhão de toneladas, ou 24 milhões de sacas, mostraram dados do Governo.
A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint.
Café: seguro contra fenômenos naturais será lançado hoje (30)
Os produtores de café terão um seguro agrícola específico para perdas provocadas por fenômenos naturais, como geadas, granizo e chuva. Mecanismo nesse sentido será lançado hoje (30) pelo Grupo segurador Banco do Brasil (BB) e Mapfre.
Em comunicado, o diretor geral do Grupo BB Mapfre nas áreas Rural e de Habitação, Luiz Guedes, diz que trata-se de uma ação inovadora. Segundo ele, não existia até agora seguro que garantisse a produtividade das lavouras de café. Para contratar o seguro, o produtor pode procurar uma agência do BB da sua região. O nível de cobertura desejado pode ser escolhido pelo produtor (de 50% a 75% da produtividade esperada), dependendo da cidade.
No caso específico da proteção para os cafezais, além da subvenção federal à aquisição do seguro rural, definida pelo Ministério da Agricultura, o produtor tem, ainda, a subvenção dos governos de São Paulo e de Minas Gerais, de acordo com as regras de cada Estado. As subvenções federal e estadual serão acumuladas nesse caso, informa o BB.
As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint.
Índice de endividamento das famílias capixabas é o menor dos últimos 12 meses
A PEIC do mês de julho, divulgada pela Fecomércio/ES, cai pelo quarto mês consecutivo e apresenta 57% de endividados, o número de inadimplentes também caiu
As famílias capixabas estão mais cautelosas na hora de fazer dívidas, diferentemente do que acontece em todo o país. Prova disso é que pelo quarto mês consecutivo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio/ES), apresenta retração nos números divulgados.
No atual mês de julho o indicador mostrou que há um total de 57% de endividados, ante 63,2% no mês anterior. O número também ficou em patamar inferior ao mês de julho de 2011, quando 58,5% haviam declarado ter dívidas. O índice apresentado em julho é o menor dos últimos 12 meses.
A quantidade daqueles que estão com as contas em atraso diminuiu em julho de 2012 apresentando 21,9%, contra 23,8% em junho do mesmo ano e 25,1% em julho de 2011. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso obteve leve alta, passando de 12,5% em junho para 12,9% em julho no ano de 2012. Em julho do ano anterior 8,8% dos inadimplentes declaram não ter condições de pagar seus débitos.
O governo tem estimulado a aquisição de bens duráveis e o crédito, a queda no número de envidados, que vem acontecendo a cada mês, mostra persistência na cautela das famílias em relação ao comprometimento com novas dívidas. Já o mercado de trabalho aquecido e o menor índice de endividamento das famílias proporcionaram retração no nível de inadimplência, afirma o presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri.
Ambas as faixas de renda pesquisadas também apresentaram retração no número de endividados. Para as famílias com renda de até 10 salários mínimos o índice caiu de 65,7% em junho para 59,5% no mês atual. Já os que possuem renda maior a 10 salários mínimos apresentaram 53,8% no mês passado ante 47,1% em julho de 2012.
Mais uma vez o cartão de crédito é líder no tipo de dívida que os capixabas mais possuem com 68,2% de respostas. Em seguida aparecem o crédito pessoal com 21,3%, financiamento de carro com 16,1% e o cheque especial com 13,6%. A parcela da renda dos endividados comprometida com contas é em torno de 31,1% dos ganhos. Já o tempo médio de atraso das dívidas é de 59 dias, e o tempo de comprometimento com elas é em torno de 7,7 meses.
Mais informações: Iá! Comunicação (27) 3314-5909.
Fonte: Assessoria de Comunicação Fecomércio.