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Café descafeinado pode proteger o organismo contra diabetes tipo 2

Um novo estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina de Mount Sinai, nos Estados Unidos, indica que o café descafeinado é capaz de melhorar o metabolismo cerebral associado ao diabetes tipo 2. Essa ação do cérebro, se reduzida, também pode provocar problemas cognitivos. A pesquisa foi publicada na edição de janeiro do periódico online Nutritional Neuroscience.

Para observar a reação do cérebro com o consumo da bebida, o grupo de pesquisadores induziu ratos a desenvolverem diabetes tipo 2. Os animais receberam suplementos dietéticos de café descafeinado e de glicose durante cinco meses e antes de apresentarem a doença.

Os resultados mostraram que os ratos, ao receberam o café sem cafeína, foram capazes de metabolizar a glicose de maneira mais eficaz, utilizando-a como fonte de energia para o cérebro e evitando que ela se acumulasse no organismo, provocando, ou piorando, o quadro do diabetes. Esse processo de uso da glicose é reduzida em pessoas com diabetes tipo 2 e, além dessa doença, pode acarretar diversos problemas cognitivos. “O metabolismo energético cerebral prejudicado está associado ao declínio cognitivo que ocorre com o envelhecimento do indivíduo e pode impulsionar o aparecimento de doenças neurodegenerativas mais sérias, como a Doença de Alzheimer”, diz Giulio Maria Pasinetti, coordenador do estudo.

Segundo os pesquisadores, essa é a primeira evidência de que os cafés descafeinados podem ser benéficos à prevenção e ao tratamento tanto do diabetes tipo 2, quanto dos problemas cognitivos que acompanham o envelhecimento do homem.

A ingestão de café não é recomendada para todas as pessoas, já que a cafeína está relacionada a problemas como doenças cardiovasculares, colesterol elevado e alta pressão arterial. Porém, esses efeitos negativos podem não ser provocados com o consumo da bebida descafeinada, o que revela que outros componentes do café são benéficos à saúde. Agora, os pesquisadores esperam aprofundar os conhecimentos sobre o papel preventivo do café sem cafeína em outras doenças.

A reportagem é da revista Veja, adaptada pela Equipe CaféPoint.

FONTE: Web Café Point

Safra de café do Brasil é vista em 52,16 mi sacas


A atual safra de café do Brasil atingirá 52,16 milhões de sacas de 60 kg, segundo sondagem instantânea feita pela Thomson Reuters no evento Perspectivas para o Agribusiness em 2012 e 2013, em São Paulo. Participaram da pesquisa 130 pessoas, incluindo lideranças do setor e especialistas.

O número médio da sondagem está um pouco acima da previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que em seu último relatório apontou uma produção recorde do Brasil de 50,45 milhões de sacas para a safra 2012/13.

O mesmo levantamento realizado pela Thomson Reuters apontou um consumo médio no Brasil de 20,23 milhões de sacas em 2012.

Durante os debates na palestra Perspectivas do Mercado de Café, que integrou o evento promovido pela BM&FBovespa, participantes do mercado contestaram estimativas otimistas, como as divulgadas pelo adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que apontou na semana passada um volume de 55,9 milhões de sacas para a safra atual.

“A impressão é de que o erro é sempre para cima”, disse o consultor Luiz Otávio Araripe, avaliando os números do USDA para a safra brasileira de café nos últimos 14 anos.

A estimativa mais alta feita no exterior para a safra brasileira foi apontada como um dos fatores que estariam pressionando para baixo os preços do café arábica na bolsa de Nova York.

O corretor Eduardo Carvalhaes afirma que os fundamentos são para preços mais altos. “Operadores de instituções financeiras muitas vezes não percebem os fundamentos e trabalham apenas com a perspectiva de curtíssimos prazo”, disse ele.

“Não percebem os fundamentos… Estamos com estoques praticamente zerados… No próximo ano não vai faltar, mas também não vai sobrar.” Carvalhaes disse confiar nos números da Conab.

Tradicional produtor de café, Luiz Hafers, acredita na recuperação dos preços do arábica. “O mercado está perto do fundo. A disposição dos especuladores de vender a descoberto está esgotada”, disse ele. “Que o mercado sobe, não tenho dúvida. Quando sobe é que eu não sei.”

A reportagem é da Agência Reuters, adaptada pela Equipe CaféPoint.

FONTE: Web CaféPoint

O consumo de café pode estar associado a um menor risco de morte

* Bruno Mahler Mioto

Tomar café pode ter ficado ainda mais gostoso. Em 17/05/2012, uma semana antes do Dia Nacional do Café, foi publicado na revista New England Journal of Medicine (uma das mais importantes publicações científicas do mundo) estudo que analisou os hábitos de consumo de café de mais de 400 mil homens e mulheres americanos (com idades entre 50 e 71 anos), tornando-o o maior estudo que avaliou a relação entre consumo de café e saúde humana.

Os resultados dessa pesquisa mostraram que o consumo de café pode estar inversamente relacionado à mortalidade total (quando ajustado pelos outros fatores de risco). Além disso, os tomadores de café também apresentaram menor mortalidade por causas cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral, causas externas, diabetes e doenças infecciosas.

A associação entre café e o menor risco de morte foi semelhante tanto para os consumidores de café com cafeína quanto descafeinado.

O resultado dessa pesquisa e de outras já realizadas mostram que consumir café diariamente é um hábito saudável, e que pode inclusive trazer benefícios para saúde. A possível explicação para esses resultados é que além de cafeína, o café também contém centenas de compostos únicos e com propriedades antioxidantes que podem conferir benefícios à saúde.

Ainda estamos aprendendo como cada um desses compostos pode afetar as funções biológicas. Existe por exemplo evidências fortes de proteção em relação à diabetes. Todos esses estudos têm gerado uma mudança de paradigma, fazendo com que o café deixe de ser um “vilão” e se torne um “mocinho” com relação à saúde humana.

*Bruno Mahler Mioto
Médico Pesquisador na Unidade Café e Coração
Instituto do Coração – HCFMUSP

A divulgação da matéria foi realizada pela ABIC, adaptada pela Equipe CaféPoint.

FONTE: Web Café Point

No Dia Nacional do Café, os parabéns vão aos produtores!

Nesta quinta-feira, 24 de maio, comemoramos o nosso dia, o Dia Nacional do Café! A importância histórica que o café tem para o Brasil é de notório saber, pois, na condição de principal fonte de riquezas ao longo de muitos anos, a cafeicultura foi responsável pelo processo de industrialização e modernização do País.

Recentemente, sobrevivemos a pouco mais de uma década de crise, quando negociamos nossos cafés abaixo dos custos de produção, e vimos esse cenário se reverter a partir de 2010. Contudo, puxado pela crise econômica mundial, o mercado cafeeiro nos pregou nova peça e acompanhamos outra desvalorização nas cotações.

Apesar disso, os fatores fundamentais do mercado seguem positivos, com a relação de equilíbrio entre oferta e demanda muito apertada e os estoques mundiais em um de seus níveis históricos mais baixos.

Entendendo que a macroeconomia é o que vem pressionando os preços da commodity, o Conselho Nacional do Café (CNC), orientado pelos membros de seu Conselho Diretor e junto às entidades parceiras do setor privado, solicitou medidas para que o cenário mercadológico seja melhor para os produtores. E conseguiu!

Neste ano que colheremos 50,45 milhões de sacas, as liberações do Funcafé para um melhor ordenamento das vendas do produto somam um montante de R$ 2,45 bilhões. Além disso, outros R$ 2 bilhões deverão ser disponibilizados pelo Banco do Brasil, o que dará aos produtores a possibilidade de organizarem suas vendas nos melhores cenários de preço.

Hoje, (24/05), Dia Nacional do Café, portanto, é uma data para comemorarmos não apenas toda a histórica importância do grão para o Brasil, mas os frutos iniciais de um trabalho recente no CNC e o direcionamento que todo o setor privado – incluindo nossos parceiros da Abic, da Abics, da Comissão Nacional do Café da CNA e do CeCafé -, a Frente Parlamentar do Café e o Governo Federal, principalmente através do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, dos secretários Executivo e de Produção e Agroenergia da Pasta, respectivamente José Carlos Vaz e Gerardo Fontelles, e do diretor do Departamento do Café, Edilson Alcântara, vêm dando às políticas estratégicas.

Obviamente, mais do que comemorar, também temos que parabenizar a todos os envolvidos na cadeia do agronegócio café no Brasil, em especial aos produtores e suas famílias, que fazem da cafeicultura nacional um exemplo de sustentabilidade econômica, social e ambiental, pontos que o CNC adota como norte para sempre buscar o melhor ao setor.

A reportagem é da CNC, adaptada pela Equipe CaféPoint.

FONTE: Web CaféPoint

24 de Maio, Dia Nacional do Café – Café e coração

E nada mais justo do que publicar um texto postado pela Associação Brasileira das Indústrias de Café – ABIC, já que, desde 2005, estabeleceu o dia 24 de maio como o Dia Nacional do Café.

Leia abaixo artigo do Dr. Bruno Mahler Mioto, médico pesquisador na Unidade Café e Coração do Instituto do Coração (InCor), que trata de recente pesquisa sobre os benefícios do café divulgada pelo New England Journal of Medicine, uma das mais importantes publicações científicas do mundo.

Uma ótima notícia:
O consumo de café pode estar associado a um menor risco de morte
* Bruno Mahler Mioto

Tomar café pode ter ficado ainda mais gostoso. Em 17/04/2012, uma semana antes do Dia Nacional do Café, foi publicado na revista New England Journal of Medicine (uma das mais importantes publicações científicas do mundo) estudo que analisou os hábitos de consumo de café de mais de 400 mil homens e mulheres americanos (com idades entre 50 e 71 anos), tornando-o o maior estudo que avaliou a relação entre consumo de café e saúde humana.

Os resultados dessa pesquisa mostraram que o consumo de café pode estar inversamente relacionado à mortalidade total (quando ajustado pelos outros fatores de risco). Além disso, os tomadores de café também apresentaram menor mortalidade por causas cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral, causas externas, diabetes e doenças infecciosas.

A associação entre café e o menor risco de morte foi semelhante tanto para os consumidores de café com cafeína quanto descafeinado.

O resultado dessa pesquisa e de outras já realizadas mostram que consumir café diariamente é um hábito saudável, e que pode inclusive trazer benefícios para saúde. A possível explicação para esses resultados é que além de cafeína, o café também contém centenas de compostos únicos e com propriedades antioxidantes que podem conferir benefícios à saúde.

Ainda estamos aprendendo como cada um desses compostos pode afetar as funções biológicas. Existe por exemplo evidências fortes de proteção em relação à diabetes. Todos esses estudos têm gerado uma mudança de paradigma, fazendo com que o café deixe de ser um “vilão” e se torne um “mocinho” com relação à saúde humana.

Bruno Mahler Mioto
Médico Pesquisador na Unidade Café e Coração 
Instituto do Coração – HCFMUSP

Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café 

Crise ainda é incapaz de atrapalhar demanda por café

Sou Agro – TEMPO REAL – 22/05/2012 – 19:32:12

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), consumo da bebida cresce a taxas moderadas, mas é positivo
Agência Estado

O diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Guilherme Braga, disse nesta terça-feira que a crise econômica, em particular na Europa, ainda é incapaz de alterar a firme demanda por café. Segundo ele, o consumo da bebida cresce a taxas moderadas, mas é positivo. “Nada indica que esse quadro será alterado”, disse ele, que participou do seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2012 e 2013, em São Paulo.

Conforme Braga, o consumo continua evoluindo, mesmo nos principais mercados do Brasil, como países da Europa, Estados Unidos e Japão “os mais confrontados com a crise econômica”. O diretor do Cecafé comentou que, do lado da oferta, “não se observa nenhuma expansão. A tendência é o mercado entrar em processo de estabilização dos preços, até com moderadas altas”, afirmou.

Os exportadores consideram que o câmbio deve permanecer nos atuais níveis, ou até recuar um pouco, para um patamar entre R$ 1,90 e R$ 2,00, no qual poderá se estabilizar.

Com relação ao desempenho da exportação brasileira de café, Braga estimou que a receita cambial deve ficar um pouco abaixo do previsto, em cerca de US$ 8 bilhões em 2012.

No ano passado, o País exportou cerca de US$ 8,6 bilhões. O volume deve se manter em cerca de 32 a 33 milhões de sacas de 60 kg. Ele explicou que o mundo vai entrar em uma condição de mais conforto na oferta de café a partir do segundo semestre, por causa da entrada da safra brasileira no mercado.


Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café 

Museu do Café celebra Dia Nacional do Café com degustação gratuita

Museu do Café – Assessoria de Comunicação, 23/05/2012

Visitante poderá degustar bebidas preparadas com diferentes grãos harmonizadas com bolo de fubá 
Desde 2005, o dia 24 de maio passou a ser lembrado como o Dia Nacional do Café. É nesta data que industriais, produtores, exportadores, cooperativas, cafeterias e apaixonados por café homenageiam a segunda bebida mais consumida no mundo. No Museu do Café, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, o dia será comemorado lembrando o cafezinho típico da fazenda. Entre 12h e 14h, os visitantes serão recebidos com harmonização gratuita e irresistível de café com bolo de fubá. 
Os baristas da Cafeteria do Museu, vestidos com trajes típicos da fazenda, oferecerão aos visitantes as bebidas produzidas com os grãos Sul de Minas, Chapadão do Ferro, e Cerrado de Minas. O objetivo é apresentar ao público as diferenças de sabor e aroma resultantes das características específicas de cada café. O Sul de Minas, por exemplo, gera um café fresco, cítrico e leve, conhecido como um café frutado. Já o Chapadão do Ferro resulta em uma bebida intensa, encorpada, rica em aroma e sabor. Por sua vez, o Cerrado de Minas é um café com características equilibradas, como a mistura harmoniosa entre doçura e acidez. 
Além de saborear e aprender sobre as particularidades dos grãos produzidos no Brasil, quem for ao Museu do Café ainda poderá conhecer um pouco mais sobre a história do produto e sua influência no desenvolvimento político, econômico e social do país. Essa estreita relação está registrada na exposição de longa duração “A trajetória do café no Brasil”. Dividida em três módulos – O café e o trabalho, Café e novas rotas e Santos e o porto – a mostra permite ao visitante uma verdadeira viagem no tempo. O passeio pela história começa com a chegada das primeiras mudas da planta ao país, passa pela profissionalização das plantações e da mão de obra, a chegada dos imigrantes japoneses e europeus para o trabalho nas lavouras e ajuda a contextualizar, por meio de painéis e maquetes, a riqueza e o progresso impulsionados pelo café, como a expansão da malha ferroviária no Estado de São Paulo e o desenvolvimento do porto de Santos, por exemplo. O ingresso para o espaço expositivo custa R$ 5.
O Museu do Café fica à rua XV de Novembro, 95, no Centro Histórico de Santos. Seu horário de funcionamento é de terça a sábado das 9h às 17h, e aos domingos entre 10h e 17h. Os ingressos para visitação custam R$ 5, estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia-entrada. Já a Cafeteria do Museu funciona de segunda a sábado das 8h às 18h, e aos domingos entre 10h e 18h. Outras informações estão disponíveis no endereço www.museudocafe.org.br.  
Serviço:
Dia Nacional do Café – Degustação de cafés com bolo de fubá 
Data: 24 de maio (quinta-feira)
Horário: 12h às 14h
Local: Espaço Cafeteria do Museu
Preço: Grátis
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café 

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Em uma ‘terra de gigantes’, a saída é apostar em nichos


 
Valor Econômico – São Paulo/SP – AGRONEGÓCIOS – 21/05/2012 – 01:06:40
Nos últimos anos, muitas pequenas e médias empresas de café foram “engolidas” por grandes grupos que atuam no país. As grandes fusões e aquisições intensificaram-se a partir de 2003. Há um ano, como informou o Valor, as dez maiores empresas do segmento dominavam 43,1% do mercado. A fatia das quatro primeiras na época (Sara Lee, 3Corações, Melitta e Maratá) era de 60%.
Hoje, as torrefadoras de cafés especiais representam cerca de 4% do volume do grão industrializado no Brasil, ou 800 mil sacas por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A participação no faturamento do segmento chega a 14%, considerando-se o preço de venda no varejo. Em 2011, a receita dos cafés “gourmet” foi da ordem de R$ 1 bilhão, ou 14% do resultado da indústria (R$ 7 bilhões).
Para Maria Fernanda Peres Branco, consultora da P&A Marketing Internacional, a tendência é que a sobrevivência das pequenas empresas de cafés especiais no mercado torne-se uma tarefa mais árdua, pelas dificuldades de entrada no grande varejo e porque muitos consumidores não estão dispostos a pagar R$ 40 pelo quilo do produto gourmet. Segundo ela, o aumento do consumo do grão é mais flagrante na categoria de média para baixa qualidade (cafés tradicionais). Para ela, atuação regional ou em nichos como cafeterias e padarias diferenciadas são as saídas. (CF)

Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café 

Torrefadoras que investem em cafés especiais ganham espaço

Clipping do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP – HOME – 21/05/2012 – 08:13:21
Carine Ferreira 
O aumento dos investimentos de empresas e produtores em cafés especiais em Minas Gerais, uma tendência que ganhou fôlego nos últimos três anos, tem alimentado um contínuo movimento de abertura de companhias de torrefação e moagem no Estado. Ainda que nem todas consigam sobreviver, o “saldo” é positivo e tem correspondido à expectativa mineira de se fortalecer como polo de processamento de cafés de qualidade superior.
Dados da Junta Comercial do Estado apontam que, em 2008, foram constituídas 57 empresas do gênero em Minas. No mesmo ano, foram extintas 30 companhias. Em 2010, foram 58 aberturas e 30 fechamentos, e em 2011, 38 contra 22. A tendência perdurou no primeiro trimestre deste ano, mas com uma diferença menor. Foram abertas sete novas companhias de torrefação e moagem, e seis fecharam as portas.
O Sindicato da Indústria de Café de Minas Gerais (Sindicafé-MG) não tem dados atualizados, mas informa que há seis anos havia 280 empresas no segmento no Estado, responsáveis pela comercialização de 443 diferentes marcas. Segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), em todo o país há cerca de 1,2 mil torrefadoras, 450 das quais com atuação no mercado de cafés finos.
Almir José da Silva Filho, vice-presidente do Sindicafé-MG, observa que, ao contrário de muitas torrefadoras médias que disputam mercado com grandes grupos, as empresas que trabalham com volumes pequenos, mas de alta qualidade, têm conseguido bons resultados em nichos de mercado.
É o caso da Unique Cafés Especiais, que quer fortalecer a marca sem pulverizá-la por todo o mercado. Seus produtos estão concentrados em aproximadamente 60 pontos de venda de cafés de qualidade superior no país, entre casas especializadas, empórios e cafeterias. Eles estão sobretudo nos Estados de São Paulo e Minas, onde está a loja própria da empresa, na cidade de São Lourenço, mas também são encontrados em Brasília, no Sul e em algumas capitais de Norte e Nordeste.
A Unique foi criada para abastecer o mercado interno e torrar o café de alta qualidade produzido pelo grupo Sertão, da família Dias Pereira, tradicional produtora de café em Carmo de Minas, pequeno município na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. A região está entre as maiores produtoras de cafés de alta qualidade do Brasil.
Em 2005, a empresa fez estudos de mercado e detectou a carência de cafés torrados de alta complexidade no mercado interno. E começou a torrar parte da produção em 2007 e direcioná-la ao mercado doméstico. Helcio Carneiro Pinto Junior, diretor-comercial da Unique, faz parte da quarta geração da família, que cultivou a primeira safra de café arábica em 1912. Uma parte do clã dedica-se ao grupo Carmocoffees, que exporta o café produzido por eles e por outras fazendas da região.
“Nosso foco é o cuidado, cliente a cliente, um trabalho artesanal, de altíssimo valor agregado e edições limitadas. Os maiores [grupos] estão interessados em volume, têm maior poder de barganha, mas não têm história para contar”, afirma ele.
A Unique vende somente três blends especiais. São comercializados, em média, 2 mil quilos de café torrado por mês. Há cinco anos, quando a empresa iniciou as atividades, eram vendidos de 200 a 300 quilos mensalmente. O faturamento em 2011 foi de R$ 900 mil. E a perspectiva é crescer de 30% a 50% em 2012. A meta, segundo Helcio Carneiro, é respaldada pelo próprio mercado.
Para muitos produtores, o sucesso das empresas só é garantido quando o próprio cafeicultor, que conhece bem seus produtos, faz a torrefação. O novato Martins Café, que comercializa produtos especiais há seis meses, é um exemplo desse raciocínio. O proprietário e gerente-financeiro da empresa, Mariano Martins, explica que é muito difícil uma empresa ou cooperativa valorizar adequadamente o café, porque existem muitos lotes a serem analisados. Daí a escolha de torrar seus lotes especiais.
Martins é também da quarta geração de uma família de cafeicultores. Ele abandonou o trabalho no mercado financeiro para se dedicar à atividade. Hoje, a Fazenda Santa Margarida, em São Manuel, centro-oeste paulista, é a fornecedora da matéria-prima. Vão para a Martins Café apenas 20% dos melhores lotes produzidos na propriedade.
Inicialmente, a produção era “testada” pelos amigos de Martins. O produto começou a ser cada vez mais requisitado e, a partir daí, segundo ele, passou a ser encarado como mercado em potencial. Hoje o produto é comercializado em 31 pontos de venda, na capital paulista, interior de São Paulo, Paraná e Brasília. A empresa trabalha basicamente com duas linhas de produto: os cafés com especiarias (carro-chefe da empresa) e os grãos 100% arábica.
A meta é conseguir comercializar 90 toneladas por ano. Sem divulgar números, Martins diz que a empresa vem crescendo a taxas de três dígitos todo mês, mas a base de comparação ainda é pequena. O que diferencia a marca, segundo Martins, é a uniformidade dos lotes. “Nós queremos que o café servido ao cliente tenha a mesma qualidade em todos os lotes”.
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café 

Muito além do espresso

Jornal de Jundiaí – Jundiaí/SP – ESTILO – 20/05/2012 – 14:17:31

Bebidas frias, sobremesas e até molhos de alta gastronomia podem ter como base…o café!
Em comemoração ao Dia do Café, lembrado no próximo dia 24, nada mais interessante do que preparar um menu com a segunda bebida mais consumida entre os brasileiros, perdendo apenas para a água, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). A bebida, que contém sais minerais, vitaminas do complexo B, substâncias antioxidantes e nutrientes que previnem a depressão, também é considerado um remédio porque auxilia na prevenção de doenças, estimula a atenção, memória, aprendizado e concentração. Mas, independentemente dos benefícios para a saúde, o café é um trunfo também na gastronomia, podendo ser utilizado para pratos doces, salgados, alépem de bebidas quentes e geladas.

O chef de cozinha Jorge Monti, da Associação Brasileira da Alta Gastronomia, é especializado em café e traz dicas importantes para quem deseja utilizar a bebida como ingrediente de suas receitas. Monti elenca a bebida em pratos doces, como musses e bolos, mas também há pratos salgados, em especial molhos e algumas bebidas, como café irlandês (mistura de café forte e uísque), além do black russina (vodka e licor de café).

“Para fazer qualquer receita pode ser utilizado o café que sobrou, ele vai ficar mais encorpado. Também é possível utilizar o café solúvel diluído em liquido ou mesmo feito com o coador”, orienta. Ele reforça que antes de preparar uma receita é preciso estudá-la com cuidado para que o café, com seu aroma, não tire o aroma dos demais ingredientes. “Quando preparamos uma comida com café, o interessante é que haja uma bebida para acompanhar. A dica, no caso de um prato salgado, é servir um vinho doce ou um licor.

Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café