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Aumento de 1,3% no consumo mundial de café é impulsionado por países exportadores

O consumo mundial de café aumentou 1,3% para 139 milhões de sacas em 2011 em comparação com 137,2 milhões de sacas em 2010 impulsionado pela crescente demanda no Brasil, Vietnã, México, Índia, Venezuela e outros países, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC). 

Conforme os dados da OIC, os países exportadores consumiram 42,4 milhões de sacas de café em 2011 em comparação a 41 milhões de sacas no período anterior. Em seu mais recente relatório da organização disse: “As maiores taxas de crescimento (do consumo) foram encontrados principalmente em países exportadores, que aumentaram sua participação no total de 25% em 2000 para 30,5% em 2011”, informou o Economic Times. 

O consumo nos países importadores, incluindo os EUA, Alemanha, Japão, França, Itália, Reino Unido e Espanha, foi de 96,6 milhões de sacas em 2011 em comparação com 96,1 milhões de sacas em período do ano passado. Os países importadores, incluindo os EUA, Alemanha, Japão, França, Itália, Reino Unido e Espanha, consumiu 96,6 milhões de sacas em 2011 em comparação com 96,1 milhões de sacas em 2010. 

Em mercados emergentes como Rússia, Coréia, Ucrânia, Austrália, Argélia, etc, o consumo de café aumentou ligeiramente para 25,8 milhões de sacas de 25,2 milhões de sacas no ano-safra anterior. 

A produção global de café foi estimada estável em 134,3 milhões de sacas em ano-safra 2011-12, que vai de outubro a setembro, em comparação com 2010-11, como a escassez de produção no Brasil foi compensada pelo aumento da produção em outros países, sobretudo do Vietnã , Peru e Honduras.

As informações são de AgnoCafé / CCCMG, adpatadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Pancadas de chuva no Paraná e parte de São Paulo

Sul

Uma frente fria associada a um ciclone extratropical vêm desde a noite desta segunda-feira (22) causando temporais em boa parte da Região Sul. De acordo com os dados do INMET, os maiores acumulados de chuva foram registrados entre Paraná e Santa Catarina. Até às 7h, os acumulados chegavam a 53mm na Ilha do Mel-PR (36% da média de outubro), 50mm em Dois Vizinhos-PR (25% da média) e 44mm em São Mateus do Sul-PR (34% da média do mês). 

Além disso, tivemos acumulados elevados em Santa Catarina, com acumulados próximos dos 34mm em Rio Negrinho-SC (25% da média), 25mm em Rio do Campo-SC (20% da média) e 22mm em Caçador-SC (15% da média). Estes temporais vieram juntos de ventos muito intensos, com rajadas que chegaram a 106km em Dois Vizinhos-PR, 85km-h em Goioêre-PR, 123km-h em Bom Jardim da Serra-SC, 71km-h em São Miguel Arcanjo-SP. 

São Paulo

As instabilidades que se depreenderam desta frente fria causaram chuvas fortes também em São Paulo, com acumulados de 23mm em Barra do Turvo-SP, 22mm em Avaré-SP e 21mm em Iguape-SP, correspondendo a cerca de 15% da média esperada para o mês de outubro. Na Capital Paulista, as chuvas que começaram por volta das 4horas variaram entre fracas e moderada, mas vieram acompanhadas de trovoadas, somando 7mm até o momento. Houve ainda registro de rajadas de vento forte no aeroporto de Congonhas, com rajadas que chegaram aos 52km-h. 

Centro-Norte

Já na maior parte do Centro-Norte do País, o tempo segue seco e com pouca nebulosidade e temperaturas elevadas. Neste inicio de manhã as mínimas ficaram próximas dos 23°C em Salvador-BA e em Teresina-PI, dos 25°C em Fortaleza-CE e dos 26°C em São Luis-MA.

Tendência

Na Região Sul, devido há formação de um ciclone extratropical, a nebulosidade aumenta, causando chuvas com riscos de temporais, acompanhados de grandes acumulados de chuva, intensas rajadas de ventos, descargas elétricas e até mesmo queda de granizo.

Durante a terça-feira, esse ciclone dá origem a uma frente fria, ocasionando no decorrer dessa semana declínio de temperatura principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade sul do Paraná.

Já nas Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, devido ao calor e a umidade, há condição para pancadas de chuva, com destaque ao final da tarde e a noite em vários municípios, podendo até mesmo chover de forma mais forte.

As chuvas vêm acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e de um modo mais isolada há uma pequena chance para quedas de granizo. Principalmente no Sudeste entre São Paulo e o Rio de Janeiro, essas chuvas podem causar transtornos como alagamentos. Pelo menos até quinta-feira essa condição de tempo persiste sobre as Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. No Nordeste o tempo fica seco, ensolarado e bastante abafado e no norte de Minas Gerais haverá predomínio de sol.

Quarta-feira (24)

Na quarta-feira, o dia começa com entre nuvens entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Mas com o avanço da frente fria as instabilidades ganham força e até o fim do dias chove em grande parte destes Estados. Já em São Paulo a frente fria mantém no tempo muito nublado e com chuvas a qualquer momento. Estas chuvas sobre o Sudeste ocorrem na forma de pancadas e como as temperaturas ainda permanecem elevadas há condição para temporais. O dia começa com temperaturas amenas, muito em parte devido a nebulosidade, com mínimas acima dos 20°C no Rio de Janeiro, litoral do Espírito Santo e no oeste de São Paulo e Minas Gerais. Entre o oeste de São Paulo e o Triângulo Mineiro, durante à tarde, a temperatura chega aos 35ºC, e na faixa leste do Sudeste a temperatura máxima varia entre 26ºC e 32ºC.

No Nordeste, a quarta-feira terá tempo seco no nordeste e durante à tarde, persistindo a previsão de baixos índices de umidade relativa, abaixo de 30%.

As informações são da Somar, INPE e Newscafeicultura, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

INCT Café participa do 38º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras

Na abertura do 38º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, que acontece entre os dias 23 e 26 de Outubro em Caxambu/MG, o INCT Café (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café) participou da inauguração do evento na discussão sobre a conjunção atual da cafeicultura nacional. O coordenador do Instituto o Professor Dr. Mário Lúcio Vilela de Resende, apresentou as metas e objetivos do INCT Café para um público de cerca de 300 pessoas, entre pesquisadores, estudantes, agricultores, consultores e representantes de empresas ligadas à produção cafeeira. Também presente na abertura, o Reitor da UFLA (Universidade Federal de Lavras) José Roberto Soares Scolforo falou sobre o destaque da universidade para a produção de pesquisas cafeeiras e o compromisso com a construção do conhecimento para o setor.

Neste ano, o congresso aborda o tema:“Boas tecnologias difundir, pro café bem florir”, com o objetivo de discutir a importância da aplicação correta de novas tecnologias para aumentar a capacidade produtiva do café e reduzir os custos.


Os resultados dos estudos realizadas durante o ano, serão apresentados pelos pesquisadores apoiados pelo INCT Café, buscando difundir as soluções encontradas e contribuindo para o desenvolvimento do setor cafeeiro.

O objetivo maior desse encontro consiste em compartilhar conhecimento e resultados sobre a cultura do café. Pesquisadores e agricultores trocam experiências e conhecem melhor o que o setor de pesquisa tem buscado em soluções para as necessidades do setor.

Também durante o evento, as entidades que compõe o instituto farão uma reunião para discutir os objetivos das pesquisas e novos caminhos a serem explorados pelo INCT Café, que busca evoluir sempre na busca de soluções para as demandas do setor cafeeiro no Brasil.

Durante o congresso, haverá a cobertura on line dos assuntos abordados e novas postagens sobre o que acontece nesse encontro de grande retorno para a sociedade cafeeira. Fiquem ligados.

Fonte: Blog Excelência do Café

Embrapa realiza Treinamento para melhoria da qualidade do café em Rondônia

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do café Conilon, na região em 2011, foi de 90 mil toneladas. Este ano, a estimativa é de 1.638,8 
mil sacas, 14,7% a mais que o ano passado. O Estado ocupa o segundo lugar como maior produtor de café Conilon do país e o quinto no total da produção cafeeira.

O município de Cacoal, localizado no Centro-sul de Rondônia, é responsável por grande parte dessa produção. Em 2011, somente aquela região produziu nove mil toneladas de café tipo Conilon. Este ano, a expectativa dos produtores é de colher 12 mil e chegar a 98 mil toneladas.

A Embrapa Rondônia, em parceria com a Embrapa Café, realiza o “Treinamento para melhoria da qualidade do café em Rondônia”. O evento é voltado para produtores, técnicos e profissionais da Cafeicultura e será realizado nos dias 25 e 26 de outubro, das 08 às 17h30, no Campo Experimental da Embrapa em Ouro Pretodo Oeste (RO). O objetivo do treinamento é alavancar o processo de produção e incentivar a aplicação de técnicas que possam aumentar a qualidade do café.

O Treinamento será realizado no Campo Experimental da Embrapa, na cidade de Ouro Preto do Oeste. Foto: Embrapa Rondônia

Os participantes receberão orientações de técnicos da Embrapa e de instituições renomadas como o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Equipe Conilon Brasil.

As inscrições para o curso podem ser feitas no Campo Experimental da Embrapa Rondôniaem Ouro Preto do Oeste, na Av. Gonçalves Dias – s/n°, telefone  (69) 3461-3235.Em Porto Velho, as informações podem ser obtidas pelo número  (69) 3225-9387.

As informações sao do Portal Amazônia, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

2013: produção de café do Peru pode chegar a 4,560 milhões de sacas

A produção de café no Peru pode crescer 20% no próximo ano, com árvores entrando no ciclo de maior rendimento da cultura bienal. “A produção pode aumentar para 4.560.000 sacas ante os 3,8 milhões estimados para este ano”, disse Eduardo Montauban, chefe da Câmara do Peru de café e cacau. Em 2011, a produção subiu para um recorde de 5 milhões de sacas, disse ele. A receita do café de exportação em 2012 pode cair para US $ 950 milhões, ante o recorde de US $ 1,578 bilhões ano passado, disse Montauban. A Alemanha é o maior comprador, seguido por os EUA, Bélgica e Colômbia.

O presidente da Junta Nacional de Café (JNC) do Peru, Lorenzo Castillo, disse que é necessário desenvolver o mercado interno, melhorar a produtividade – com a renovação dos cafezais – e aumentar a presença no país na Ásia e nos países nórdicos. 

Quando questionado sobre o principal desafio dos cafeicultores peruanos, Castillo disse que “a ideia é atacar de frente o tema da produtividade. Devemos desenvolver produtos de acordo com a capacidade financeira dos produtores. 90% da cafeicultura em nosso país corresponde ao minifúndio. Sua capacidade financeira é limitada. Devem ser rejuvenescidos os cafezais. Renovar um hectare não requer menos de US$ 5 mil”.

Seguindo o esforço de melhoria de otimização da produção cafeeira da região, o Peru iniciou este mês um censo agrícola no país, o primeiro desde 1994, para determinar o tamanho da safra de café e o número de agricultores. “Isso pode ajudar os fundos do setor seguros para aumentar a produtividade e a qualidade dos grãos” em meio a esforços para expandir as exportações à Ásia, afirmou Montauban. 

As informações são da Bloomberg e do Gestion.Pe, traduzidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

América Latina: exportações de café arábica lavado sobem 7%

As exportações de café arábica lavado da América Latina totalizaram 28,1 milhões de sacas de 60 kg em 2011/12, alta de 7% ante o ciclo anterior, informou nesta sexta-feira a associação de café da Guatemala.

Os dados excluem o Brasil, pois a maior parte da produção do País é de café natural, processado usando a luz do sol em vez de água. Os números incluem México, países da América Central, Peru, Colômbia e República Dominicana.

Honduras, maior produtor da América Central, liderou o aumento, com embarques 42% maiores no período, somando 5,5 milhões de sacas. As exportações do México avançaram 24% ante a safra anterior, para 3,4 milhões de sacas. Costa Rica, Peru, República Dominicana e Guatemala registraram aumentos de 16%, 15%, 15% e 2%, respectivamente. 

Apenas Colômbia e El Salvador registraram queda de exportação, em parte devido ao clima desfavorável. Os embarques da Colômbia, maior produtor mundial de café arábica lavado, recuaram 9%, para 7,3 milhões de sacas, enquanto os de El Salvador caíram 39%, para 1,1 milhão de sacas. 

As informações são da Dow Jones e da Agência Estado, adaptadasela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Confira os detalhes sobre os vetos à MP do Código Florestal

Presidente Dilma vetou os seguintes itens no projeto de lei de conversão da MP 571/12:

1- Várzeas: o Congresso havia indicado que as várzeas fora dos limites previstos para proteção às margens de cursos d’água não seriam consideradas como áreas de preservação permanente. Para o governo, o texto poderia gerar controvérsias jurídicas quanto ao alcance da norma.

2 – Cômputo da APP no cálculo da reserva legal: o Congresso aprovou a possibilidade de as APPs serem consideradas no cálculo da reserva legal do imóvel, mesmo que isso implicasse conversão de novas áreas para uso do solo, quando as regiões de floresta ultrapassassem 80% do imóvel na Amazônia Legal ou 50% do imóvel rural nas demais situações. A presidente manteve a exceção para os imóveis rurais em áreas de floresta na Amazônia, mas vetou a excepcionalidade prevista para as propriedades de outras regiões. A justificativa é a de que o dispositivo vetado levaria a uma limitação pouco razoável às regras de proteção ambiental.

3- Autorizações para plantio ou reflorestamento de espécies: o Congresso havia previsto que o plantio ou reflorestamento com espécies nativas, exóticas e frutíferas independeria de autorização prévia, desde que observadas as limitações legais, devendo ser informado o órgão competente no prazo de um ano. A presidente vetou a medida por entender que o texto aprovado poderia dar margem à interpretação de que passaria a ser exigido o controle de origem do plantio de espécies frutíferas pelos órgãos ambientais, o que burocratizaria desnecessariamente a produção de alimentos, segundo o governo.

4- Prazos para adesão ao PRA: de acordo com o texto aprovado pelo Congresso, após a disponibilização do Programa de Regularização Ambiental o proprietário autuado por infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008, relativas à supressão irregular de vegetação em APP, de reserva legal e de uso restrito, teria 20 dias para aderir ao PRA, contados da ciência da autuação. A presidente vetou o prazo, por entender que a medida limitaria de forma injustificada a possibilidade de os proprietários promoverem a regularização ambiental de seus imóveis rurais.

5- Recomposições de APP em médias propriedades: o Congresso aprovou que, para os cursos d’água com até 10 metros de largura que cruzem imóveis com área superior a quatro e até o limite de 15 módulos fiscais, a recomposição de vegetação nativa às margens do rio seria feita em uma faixa de 15 metros, contados da borda da calha do leito regular. A presidente vetou a medida por considerar que a redação adotada reduziria a proteção mínima proposta originalmente pela MP. Pelo decreto que regulamenta a regularização ambiental rural, as propriedades com área superior a quatro e de até 10 módulos fiscais devem recompor, no mínimo, 20 metros de vegetação às margens de cursos d’água.

6- Recomposições de APP com árvores frutíferas: segundo o texto aprovado pelo Congresso, a recomposição de APPs poderia ser feita com o plantio de árvores frutíferas. Contudo, a presidente vetou a possibilidade de uso isolado de frutíferas na recomposição das áreas de preservação permanente, justificando que a medida comprometeria a biodiversidade das APPs. Além disso, segundo o governo, a Lei já permite o uso intercalado de árvores nativas e exóticas na recomposição de APPs em pequenos imóveis rurais.

7- Cursos d’água temporários de até dois metros de largura: de acordo com o texto aprovado pelo Congresso, no caso de áreas rurais consolidadas em APPs ao longo de cursos d’água naturais temporários, com largura de até dois metros, seria admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo ou de turismo rural, sendo obrigatória a recomposição das matas ciliares em faixas de cinco metros. A presidente vetou o dispositivo sob a justificativa de que a medida reduziria excessivamente o limite mínimo de proteção ambiental dos cursos d’água, inviabilizando a sustentabilidade ambiental no meio rural.

8- Áreas consolidadas em APPs: o Congresso aprovou que, para os proprietários de imóveis rurais que, em 22 de julho de 2008, detivessem até 10 módulos fiscais e desenvolvessem atividades agrossilvipastoris em APPs, seria garantida que a exigência de recomposição, somadas todas as APPs do imóvel, não ultrapassaria: 10% da área total do imóvel para propriedades de até dois módulos fiscais; 20% da área total do imóvel para propriedades com área superior a dois e de até quatro módulos; e 25% da área total do imóvel em propriedades com área superior a quatro e de até 10 módulos, excetuados os localizados na Amazônia Legal. A presidente vetou a exceção de 25% prevista para médias propriedades, sob a justificativa de que o dispositivo teria impacto significativo sobre a proteção ambiental em território nacional, além de desrespeitar o equilíbrio entre o tamanho da propriedade e a faixa de recomposição estabelecida.

9- Revogações do antigo Código Florestal e dispensa de averbação da RL: segundo o texto aprovado pelo Congresso, estariam revogados o Código Florestal de 1965 e a exigência de averbação da reserva legal. A presidente vetou o artigo por entender que a medida poderia dificultar a compreensão exata do alcance da lei. Quanto à averbação da reserva legal, o governo argumenta que o instrumento não poderia ter sido revogado sem haver um sistema substituto que permitisse, ao Poder Público, controlar o cumprimento das obrigações legais referentes ao tema.

Sem acordo

Um dos principais líderes da bancada ruralista na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse, em nome da bancada, que os vetos contrariam o acordo firmado no Congresso para a votação da MP do Código Florestal. Para Caiado, a presidente não poderia ter fixado por decreto as regras para recomposição de vegetação nativa. 

O DEM, segundo o deputado, entrará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão. Ainda segundo Caiado, o partido proporá também um projeto de decreto legislativo para anular os efeitos do decreto. “A prerrogativa da presidente de vetar existe, é constitucional. O que é totalmente inconstitucional é querer suprimir o Congresso Nacional e querer legislar por decreto”, argumentou.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Frente Parlamentar da Agropecuária argumentou que, ao baixar o decreto sobre o tema, a presidente “não soube valorizar o exaustivo trabalho realizado pelo Congresso Nacional” na elaboração do código e informou que avaliará nos próximos dias as medidas a serem tomadas.

As informações são da Agência Câmara de Notícias, adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: Portal Café Point

Trading Olam irá expandir área plantada de café em Laos e fincar pé no Brasil

A trading de Cingapura Olam planeja novas iniciativas para aumentar o seu portfólio de plantações de café arábica, disse nesta quarta-feira (17) o vice-presidente sênior da companhia, SV Padmanabhan, nos bastidores de uma conferência sobre agricultura.

A companhia planeja expandir a sua área plantada em Laos de 2.200 hectares para 5 mil hectares, segundo o executivo. A Olam consegue produzir café arábica em Laos por 80 cents/lb, mais barato do que no Brasil. Segundo ele, estudos mostram que é possível cultivar em Laos arábica de qualidade semelhante ao de origem brasileira. 

A trading também está avaliando o cultivo de arábica em Medan, na Indonésia, e planeja adquirir plantações no Brasil, conforme Padmanabhan. O executivo revelou ainda que a limpeza dos 5 mil hectares de terras que a Olam alugou na Etiópia já começou. A produção de café no país está prevista para começar em cerca de quatro anos. 

As informações são da Dow Jones e da Agência Estado, adaptadas pela Equipe Café Point.

Fonte: Portal Café Point

Maior grupo torrefador da Península Ibérica adota marca única para 35 países

Fruto de um trabalho de “vários meses”, a marca única Delta vai agora ser introduzida faseadamente em Portugal, mas sobretudo no estrangeiro, nomeadamente nos 35 países onde a Delta Cafés já está presente. De forma direta, o grupo está hoje na Espanha (a primeira internacionalização ainda nos anos 80), França, Luxemburgo, Angola (onde tem uma unidade produtiva, que data do final da década de 90) e no Brasil (mais recente). 

A Delta emprega atualmente 3.100 colaboradores, muito longe dos três colaboradores com que Rui Nabeiro, líder fundador do grupo, começou há 51 anos. 

Aumento da vendas em 25% 

A meta é crescer, sobretudo lá fora, explicou Rui Miguel Nabeiro: contra 25% do volume de negócios hoje realizado no exterior, a Delta Cafés quer acabar 2013 com 30% das vendas fora de Portugal. A companhia torrefadora vai terminar 2012 com um faturamneto de 308 milhões de euros, estimou o gestor.

Para passar de um quarto para cerca de um terço o peso das exportações nas vendas totais, a Delta Cafés vai ter de “crescer 25% nos próximos dois anos”, explicou o gestor, adicionando também “10 novos mercados” até ao final de 2014, que contudo não identificou. 

Em Portugal, onde o grupo pretende crescer, apesar do “contexto econômico altamente competitivo”, Rui Miguel Nabeiro reivindicou uma quota de 31% da Delta na venda de cafés puros (líder) e de 38% no segmento de hotéis, restaurantes e cafés, atribuindo ainda uma quota de 42% à marca de cápsulas de café da empresa, a Delta Q. 

A “maior torrefadora de café da Península Ibérica”, que processa 20 mil toneladas de café por ano, não vai contudo precisar de aumentar a produção para fazer face à nova estratégia comercial expansionista. No final deste ano, explicou Rui Miguel Nabeiro, a ocupação produtiva irá perfazer 75% da capacidade existente da unidade industrial de Campo Maior. 

As informações são do Jornal de Negócios, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point