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Sul de Minas: cafeicultores de Três Pontas perdem suas propriedades em função de dívida agrícola

Em Três Pontas (MG), florada do café foi boa, mas pegamento ficou aquém do esperado em função da bianualidade. Próxima safra do município pode ser até 25% menor em relação à anterior.

Preços estão abaixo do custo de produção, que gira em torno de R$350, enquanto preço médio do café é de R$320. Café extra fino é negociado a R$345.

Sem capital, investimentos por parte do produtor tendem a diminuir no próximo cultivo. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Três Pontas, Gilvan Mendonça Mesquita, produtor trabalha há 13 anos abaixo do custo de produção e atualmente não tem crédito para obter recursos em banco. “Produtor trabalha sem dinheiro e abaixo do custo de produção”, afirma.

Ainda de acordo com Mesquita, mais de 400 contratos agrícolas de produtores estão sendo executados pela União. “Dívidas agrícolas foram transformadas em dívidas da União e estão sendo executadas. Muitos produtores já perderam suas propriedades”, alerta.

Segundo o sindicalista, o produtor rural que se encontrar em processo de execução de dívida agrícola pode encontrar orientação jurídica no Sindicato Rural. 

As informações são de Notícias Agrícolas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Novo selo ID proporciona oportunidades para cafés brasileiros na Europa

Em evento realizado em Muzambinho/MG na última segunda-feira (29), mais de 50 produtores de renome do Sul de Minas e da Mogiana paulista, além de instituições representativas da cadeia do café na região, prestigiaram o Lançamento do Selo de Certificação ID, que proporciona oportunidades aos cafeicultores de exportarem seus cafés a San Marino, sobretudo, para a composição do Sammarinese Blend, comercializado neste país.

O selo ID, além de contemplar os aspectos sustentáveis ambientais, sociais e econômicos; prevê ainda rastreabilidade completa e preservação das identidades culturais regionais. No evento, o Consulado Geral da República de San Marino e os responsáveis pelo selo ID firmaram oficialmente, por meio de assinatura de protocolo, intenções de cooperação em favor da certificação.

Ao Cônsul Geral de San Marino, Giuseppe Lantermo de Montelupo, uniram-se para o Lançamento do ID prefeitos da região, assessores e técnicos de entidades públicas privadas ligadas ao setor cafeeiro, e dezenas de formadores de opinião e referenciais da mídia do café que literalmente lotavam o recinto. O CaféPoint, gentilmente convidado pela organização, esteve presente com Andre Sanches Neto, responsável de conteúdo no setor café do grupo AgriPoint.

“O evento, um jantar informal com breve pausa para discursos e assinatura do projeto, mostrou-se um marco para os negócios dos cafeicultores presentes. O encontro proporcionou mais do que o reconhecimento de inegável autenticidade por parte da “Sereníssima República”, como é conhecido San Marino, em relação à cultura cafeeira da região: provou que juntos os produtores se fortalecem. O entusiasmo com projetos futuros estava evidente nas expressões otimistas, embora sob argumentos realistas, da grande maioria dos presentes”, comenta André.

Aos possuidores do certificado ID Café, abre-se a oportunidade de composição do Sammarinese Blend, uma marca institucional, com conceitos e práticas totalmente adaptadas aos padrões europeus e que agrega valores tangíveis e intangíveis aos cafés brasileiros.

A sugestiva frase estampada nos impressos do evento, ‘Valor que Une e Identifica’, evoca os princípios da iniciativa e destacam seus diferenciais: rastreabilidade completa e preservação das identidades culturais de cada comunidade, tanto no Brasil onde os cafés são produzidos, como na Europa, principal cenário consumidor. Das montanhas do Brasil, pelas montanhas de San Marino ao mundo, cafés com qualidade e sustentabilidade.

A articulação local foi feita pelo cafeicultor de Muzambinho, Alfredo Gonçalves. Alfredo esteve em visita a San Marino neste mês de outubro, comprovou a validade do projeto e retornou ao país para auxiliar no seu desenvolvimento junto aos cafeicultores da região.

Vale destacar que San Marino é um dos menores países do mundo e está localizado numa região central da Itália. Ocupa uma área de 60 quilômetros quadrados e tem uma população de 30 mil habitantes. É a república mais antiga do mundo, fundada no ano 301. Apesar do número reduzido de moradores, San Marino recebe mais de 3,5 milhões de turistas por ano, sendo um público que já conhece a qualidade do café produzido no Sul de Minas.

As informações são Serviço de Imprensa Consular – FICC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Portal Café Point

Cafeicultores de montanha estão sofrendo por falta de tecnologia

Além das preocupações com o preço das sacas, os cafeicultores brasileiros também temem a falta de tecnologia para a colheita. A maior parte da produção brasileira ainda está baseada na cafeicultura de montanha. Nesses terrenos, as plantas criam raízes mais fortes e profundas para se sustentar, por isso absorvem mais nutrientes e desenvolvem frutos melhores, mas há pouca tecnologia para realizar a colheita. “A cafeicultura de montanha tem um custo bem maior porque ainda não temos o equipamento adequado”, diz Vanúsia Nogueira, da Associação Brasileira de Cafés Especiais – BSCA. “Os produtores estão sofrendo por falta de tecnologia”.
A única máquina desenvolvida para esse tipo de cultivo é brasileira e se parece com mãos que derrubam os frutos de café do pé e substituem a força de trabalho de dez homens. Ainda assim, a tecnologia é insuficiente. “Ainda precisa muito do ser humano”, diz Alcântara. “No cerrado, uma colhedeira mecânica colhe de 30 a 50 hectares com apenas um homem, é uma velocidade estupenda”.

O cultivo de montanha é comum em outros países, mas até hoje em nenhum país foi desenvolvida a tecnologia necessária para esse tipo de colheita. Na Colômbia e no Vietnã, por exemplo, o café também é de montanha, mas a mão de obra barata e as intervenções estatais tornam a colheita manual ainda muito rentável.

Distribuição de renda na cafeicultura de montanha

“O café é um grande empregador. No ano passado, as exportações do grão equivaleram a 8 bilhões de dólares, mas os custos de sua produção estão cada vez mais caros por uma série de fatores, como aumento da inflação entre outros impactos que o encarecem principalmente durante a colheita (fundamentalmente em regiões serranas). A solução para o produtor é mecanizar”, afirmou Carlos Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, durante o Global Agribusiness Forum, realizado em setembro.

Êxodo Rural

Para Paulino, um dos grandes desafios e necessidades para o pequeno produtor será de fato o avanço rápido na mecanização, deixando o campo mais interessante para o produtor e evitando o êxodo para as grandes cidades. “Ao investirmos em mão de obra qualificada e processos vantajosos e eficientes na lavoura, a migração para as cidades tende a diminuir, trazendo mais competitividade para o meio rural”. 

No Brasil, o cultivo é cinco vezes mais caro do que a cafeicultura de cerrado. “A colheita mecânica custa 20% da colheita manual”, afirma Alcântara, do MAPA. Segundo o Sincal – Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite, 72% do parque cafeeiro nacional se encontra em regiões serranas.

Soluções para o Café de Montanha 

O cenário urgente de déficit tecnológico na montanha levou o CNC – Conselho Nacional do Café a levantar o tema na semana passada e colocá-lo em debate. Representantes do setor sugeriram para a pauta da reunião do CDPC / MAPA a criação de um concurso que foque o desenvolvimento de máquinas para a colheita do café nessas áreas com maior declividade, proposta que está em estudo para aperfeiçoamento, mas que antecipamos visa trabalhar com alunos das faculdades de mecatrônica de todo o Brasil, oferecendo um prêmio, ainda a ser definido, para o vencedor.

As informações são do IG Agronegócios e do CNC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Portal Café Point

Furacão Sandy obriga armazéns certificados a fecharem nos EUA

Inundações são uma preocupação, mas alguns donos de armazéns disseram que o café pode ser recuperado porque as portas ficam longe do chão. Os armazéns de café e cacau certificados pela Bolsa de Nova York (ICE Futures U.S.) na costa nordeste dos Estados Unidos estão fechados por causa da passagem do furacão Sandy. “É uma situação sem precedentes. Estamos fechados”, disse John Cavaliere, dono da Pioneer Commodities USA, que possui armazéns certificados em Cliffwood, no estado de Nova Jersey, e próximo da Filadélfia. 

Cerca de 17% dos estoques de café arábica e todos de cacau da ICE estão em armazéns na costa leste dos EUA, onde o furacão está causando chuvas fortes e inundações. A qualidade desses produtos pode ser prejudicada pela água, que pode alterar o sabor e causar bolor. 

Na sexta-feira (26/10), os armazéns na região de Nova York guardavam 405.555 sacas de 60 kg de café e 4,2 milhões de sacas de 65 kg de cacau estavam em armazéns de Virgínia a Nova York. Inundações são uma preocupação, mas alguns donos de armazéns disseram que o café e o cacau podem ser recuperados porque as portas dos locais ficam longe do chão, então caminhões podem carregar os produtos.

As informações são do Estadão, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Portal Café Point

Empresas e trabalhadores devem atentar para as mudanças em entendimento de súmulas do TST

Empresas e trabalhadores devem ficar atentos às mudanças promovidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em setembro, com a revisão de vários entendimentos sobre regras trabalhistas. O TST reviu súmulas e orientações para jurisprudências, ou seja, entendimentos que norteiam as decisões de futuros conflitos. Ao todo, 43 temas foram discutidos. Em 38 houve algum tipo de alteração. Os novos entendimentos já estão valendo, informa o Tribunal.

Entre as mudanças – e de acordo com as novas interpretações do Tribunal –, os funcionários que estiverem de plantão longe da empresa, com o celular ligado e disponíveis para convocação pelo empregador terão direito a receber, por hora, o equivalente a um terço de sua hora convencional.
Foi garantida, também, a estabilidade para trabalhadoras com contratos temporários que ficarem grávidas – a empresa terá de garantir a vaga até o fim da gestação e assegurar cinco meses de licença-maternidade. Essa regra só valia para mulheres contratadas pelas empresas. Quem sofrer acidente de trabalho terá direito a ficar no emprego por pelo menos um ano após a recuperação. Quando um funcionário com doença grave, como a Aids, for demitido e alegar preconceito, caberá ao patrão provar que não o dispensou por causa da doença.

O TST também definiu que a nova Lei do aviso prévio, que ampliou o prazo do aviso de 30 dias para 90 dias, proporcional ao tempo de trabalho (a cada ano trabalhado, três dias a mais no aviso), só vale nas rescisões que forem feitas a partir da entrada em vigor da nova Lei, em outubro de 2011.
Súmulas

O Tribunal Superior do Trabalho informa que as Súmulas e Orientações Jurisprudenciais não têm caráter vinculante, isto é, não obrigam as instâncias inferiores a aplicá-las automaticamente. Elas refletem o posicionamento sobre determinadas matérias predominantes no TST – que tem como função principal a uniformização da jurisprudência trabalhista no Brasil – e são aplicadas aos processos que chegam ao Tribunal. As Súmulas são aprovadas pelo Tribunal Pleno a partir de decisões reiteradas dos órgãos julgadores do TST sobre o mesmo tema, refletindo, assim, o entendimento pacificado na Corte sobre a matéria.

Clique aqui e acesse a tabela do TST com as mudanças.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fecomércio-ES

Produtores de cafés especiais da Indonésia estão de olho nos Estados Unidos

Os produtores de café da Indonésia estão atualmente visando tornar os Estados Unidos seu principal mercado, à medida que a demanda por café desse país está aumentando.

O vice-presidente da Associação de Exportadores e Produtores de Café da Indonésia (AEKI), Pranoto Soenarto, disse que o mercado americano absorve 20% das exportações anuais totais de café da Indonésia, de 180.000 toneladas. A região também exporta seu café para Austrália, Japão e Alemanha.

“Nosso café é famoso por seu sabor único, uma combinação de café e especiarias, comenta Soenarto”. A Indonésia produz cafés especiais, o mais popular deles sendo o café Takengon, de Aceh; café Mandailing, de Sumatra do Norte; café Toraja, de South Sulawesi; café Kintamani, de Bali; café Bajawa, de Flores, em East Nusa Tenggara, café Baliem, de Papua e o famoso café Luwak ou Civeta, principalmente de Sumatra e Java.

Pranoto disse que a maioria das plantações de café da Indonésia é localizada junto com plantações de especiarias, incluindo plantações de cravo, em áreas montanhosas e até vulcânicas. “Como resultado, o café especial da Indonésia tem um sabor específico, não encontrado em outros lugares do mundo”.

O comissário chefe da companhia estatal, PT Perkebunan Nusantara (PTPN) XII, Delima Azhari, disse que os produtores de café da Indonésia enfrentam muitos desafios. “Geralmente, a produção de cafés especiais nesta região ainda é muito baixa, de apenas 0,7 toneladas por hectare por ano. De fato, a produção de café pode aumentar para 1 tonelada por hectare”. 

Ele disse que a manutenção da qualidade do café é outro desafio. “Não podemos produzir café arábica Kintamani em outros locais da Indonésia. As condições geográficas afetam muito o sabor e a qualidade dos grãos de café”.

O chefe de promoção do Ministério da Agricultura, Nyoman Widhi Adnyana, admitiu que 90% das plantações de café ainda são de pequena escala, a maioria manejada por produtores ou plantações comunitárias. “os produtores locais continuam desenvolvendo plantações de café de formas tradicionais, do cultivo à colheita e manejo na pós-colheita”.

A Indonésia é agora o terceiro maior produtor de café do mundo depois do Brasil e Vietnã. A Indonésia produz 700.000 toneladas de café por ano; cerca de 400.000 toneladas são exportadas a vários países. 

A reportagem é do Thejakartapost.com, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Portal Café Point

Prazo para adaptação ao novo TRCT acaba dia 31 deste mês

O prazo para as empresas se adaptarem ao novo Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT) acaba no dia 31 deste mês. A partir de 1º de novembro, a adesão ao novo modelo do documento será obrigatória, conforme determina a Portaria nº 1.057, de julho de 2012. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as mudanças trarão mais segurança a trabalhadores e empregadores na medida em que reduzirão erros e proporcionarão maior transparência nos desligamentos, evitando questionamentos futuros.

Considerando que a partir de 1º de novembro a Caixa não aceitará mais os modelos antigos do TRCT para o pagamento do seguro-desemprego e a liberação do FGTS, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Messias Melo, alerta os representantes sindicais dos trabalhadores, responsáveis por boa parte das homologações dos contratos de trabalho, para a necessidade de se atentarem sobre a obrigatoriedade da mudança. Ele lembra que, ao adotarem o novo documento, as empresas evitarão contratempos aos trabalhadores.


Novo TRCT
Impresso em duas vias, sendo uma para o empregador e outra para o empregado, o novo termo vem acompanhado do respectivo Termo de Homologação ou de Quitação (conforme a situação – contratos com menos ou com mais de um ano de serviço), que serão impressos em quatro vias (uma para o empregador e três para o empregado) destinadas ao saque do FGTS e à solicitação do seguro-desemprego.

Além de prorrogação da validade do modelo atual, até 31 de outubro, a Portaria nº 1.057 criou dois novos formulários: o Termo de Quitação e o Termo de Homologação. O Termo de Quitação deverá ser utilizado em conjunto com o TRCT nas rescisões de contratos de trabalho com menos de um ano de serviço. Já o Termo de Homologação será utilizado para as rescisões de contrato com mais de um ano de serviço – casos em que é obrigatória a assistência e homologação pelo sindicato profissional representativo da categoria ou pelo MTE.

A mudança tornou o TRCT mais claro, uma vez que criou campos diferenciados para a explicitação de férias do período e dos períodos anteriores, horas extras normais e noturnas, 13º salário do período e de períodos anteriores, entre outros detalhamentos.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fecomércio-ES

Nível de endividamento do capixaba permanece estável em outubro

Pesquisa da Fecomércio-ES revela que 62,4% das famílias possuem algum tipo de dívida

O nível de endividamento do capixaba manteve-se estável em outubro, atingindo 62,4%, ante 62,6% visto em setembro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) apurada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES). Em relação ao mesmo período de 2011, quando o indicador era de 63,1%, houve queda de 0,7 pontos percentuais.

No que se refere ao pagamento da dívida, o índice constatou que em outubro mais famílias poderão honrar com suas dívidas. Recuou para 11,5% a porcentagem dos que não terão condições de pagar, enquanto em setembro era de 15%. E o índice que indica as famílias endividadas com conta em atraso registrou uma leve queda, passando de 24,6% em setembro, para 24,4% em outubro. 

Segundo a pesquisa, há mais capixabas com dívidas na faixa de rendimento de até 10 salários mínimos (64,7%). Já entre os consumidores que ganham acima de 10 salários mínimos, o índice é de 47,4%. Em relação à inadimplência, a PEIC também mostra que 26,9% das pessoas com renda até 10 salários mínimos estão com contas em atraso, contra 11,3% dos que possuem renda acima deste patamar.

“Apesar dos números ainda estarem mostrando alto nível de endividamento das famílias capixabas, a percepção em relação ao endividamento é, em geral, positiva, e a proporção de famílias que se declararam muito endividadas também vem registrando queda. Afinal, as famílias seguem com maior atenção em relação ao endividamento,” afirma José Lino Sepulcri, presidente da Fecomércio-ES.

Perfil da dívida

[imagem130] Em outubro, 34,5% dos capixabas afirmam estar comprometidos com dívidas por mais de um ano, 20,9% de três a seis meses e 31,5% por menos de três meses. A parcela da população que comprometeu menos de 10% da renda familiar é de 22,9%. Entre 11% e 50% de sua renda mensal é de 47,6%, e 28,1% comprometeram mais de 50%.

Entre os consumidores com contas em atraso, 37,3% têm atrasos há mais de 90 dias, 35,3% têm contas atrasadas por até 30 dias e 27,3% do total de famílias estão com dívidas atrasadas entre 30 e 90 dias.

De acordo com a pesquisa, o cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelas dívidas entre os capixabas. Cerca de 69,6% das famílias afirmam possuir dívidas no cartão, seguido de crédito pessoal (16,8%),  financiamento de carro (16,5%), carnês (14,5%), entre outros. 
 
Para ter a acesso a pesquisa completa, clique aqui (PEIC).
Fonte: Assessoria de Comunicação Fecomércio-ES.

Custo maior e receita menor ao cafeicultor

Por Andre Sanches Neto (CaféPoint) 

 
Após um ano atípico em valor de mercado ao grão de café, que chegou a elevados patamares muito pouco habituais para os cafeicultores, o produtor brasileiro de café enfrenta novamente a realidade de esforços hercúleos de engenharia produtiva e financeira para manter-se na ativa. 

Atualmente, cotada em média entre US$1,60/lb e US$1,65/lb na Bolsa de NY – principal referência ao mercado – a commodity café arábica (ao redor de 76% da produção total brasileira) se encontra por volta de 24% abaixo do valor registrado há um ano. No mercado físico a consequência é o preço médio atual de R$380,001 para os cafés arábica de boa qualidade. 

De 2002 a 2010 o produtor brasileiro de café em geral trabalhou sob dívidas financeiras2 devido às pressões do mercado sobre os preços e aumento exponencial dos custos. 

Voltando à atualidade, a média de preço do café de boa qualidade na corrente safra gira em torno de R$390,003 e o custo de produção (custo operacional efetivo – COE) tem variado de R$350,00 a R$450,004 em regiões serranas (72% do parque cafeeiro nacional). Tendo em vista que uma parcela significativa da produção tem sido e deve continuar a ser comercializada abaixo do preço médio padrão (R$390,00), nesta safra em especial devido às difíceis condições climáticas durante a colheita que reforçou a queda na qualidade, vê-se claramente que a condição econômica dramática dos cafeicultores nacionais é presente e contínua.

Resultado: a rentabilidade média do cafeicultor brasileiro caiu entre 30% a 40%4 em 1 ano.


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Fonte: Portal Café Point

Situação difícil do futuro da cafeicultura colombiana é tema de discussão

A matéria intitulada Colômbia: a terra do café sob ameaça alertou semana passada sobre as ameaças atuais ao país de Juan Valdez, que poderia estar caminhando a uma posição secundária no setor cafeeiro.

O produtor brasileiro João Carlos Remédio, leitor do CaféPoint, reagiu à matéria abordando o tema, mas desviando o enfoque para a realidade brasileira
(leia aqui junto com a matéria na íntegra).

Agora é a vez do produtor colombiano de café e também leitor do CaféPoint, Gabriel Velez, decidir compartilhar com a comunidade sua opinião sobre a situação da cafeicultura em seu país, com a autenticidade de quem vivencia a situação em sua essência. 

Confira:

“Soy productor de cafe en Colombia y les puedo asegurar que el articulo resume en una forma muy clara lo mal que va el cultivo del cafe en Colombia.

Adicional a las plagas, emfermedades, climas adversos, etc, tenemos el peor mal que pueda tener pais alguno: LA FEDERACION NACIONAL DE CAFETEROS, integrada por viejos mayores de 70 años anclados al pasado que por decenas de años no deciden nada, apoyados por el presidente de turno del pais, en este caso Juan Manuel Santos, quien se sostuvo en Londres, por mas de 9 años de cuenta de los cafeteros y apoya las directivas actuales que con burocracia y altos salarios van a terminar de liquidar el cultivo de cafe en Colombia.”

E para você leitor brasileiro, qual seria a posição da cafeicultura nacional a respeito de sua gestão e governo, em relação à situação colombiana exposta na matéria e reforçada por nosso colega Gabriel Velez?

Fonte: Portal Café Point