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Clima ameaça produção brasileira de café em 2012/13

O tamanho da próxima safra brasileira de café, cuja colheita terá início entre junho e julho, é um dos pontos-chave da equação que está ditando os rumos dos preços internacionais do produto. Mas a colheita poderá não ser tão volumosa quanto sinalizam as estimativas de mercado – entre 55 milhões e 57 milhões de sacas de 60 quilos – que colaboraram para derrubar as cotações nos últimos meses na bolsa de Nova York. Em Minas Gerais, maior produtor nacional do grão, a safra deverá ser até 2 milhões de sacas menor que o previsto em razão da estiagem registrada em 2011 e este ano.

Levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), de Minas, realizado na 2ª quinzena de fevereiro em 93% dos municípios do Estado apontou uma colheita de 24,6 milhões de sacas na temporada 2012/13. A projeção já é menor que a da Conab, que calculou a produção mineira em 26,3 milhões de sacas, com margem de erro de 3,01% para cima ou para baixo.

José Rogério Lara, diretor-técnico da Emater-MG, lembra que a seca foi severa no ano passado e provocou abortamento intenso de flores e chumbinhos. Neste ano, após as chuvas intensas de janeiro, a estiagem, que em algumas regiões durou de 15 a 50 dias, também prejudicou a granação dos frutos.

Na Bahia, 4º maior produtor nacional de café, também houve seca e a quebra da produção poderá chegar a 30% na maior região produtora do Estado, a do Planalto, segundo a Associação dos Produtores de Café do Estado (Assocafé). As projeções iniciais indicavam uma colheita baiana da ordem de 2,5 milhões de sacas, 1,3 milhão das quais no Planalto – onde não deverá ultrapassar 1 milhão.

Segundo João Lopes Araújo, presidente da Assocafé, os produtores investiram muito na cultura no ano passado em função dos preços altos do grão e agora estão “frustrados”.

O primeiro levantamento da Conab para a nova safra, divulgado em janeiro, estimou a colheita nacional entre 49 milhões e 52,3 milhões de sacas beneficiadas. Algumas consultorias chegaram a estimar a produção em 55 milhões de sacas, e o Rabobank projetou 57 milhões.

Paulo Etchichury, meteorologista da Somar Meteorologia, acredita que, de modo geral, o clima deverá beneficiar a cultura nos próximos meses. Mas a partir da metade de julho ondas de massa de ar polar elevarão o risco de geadas. Algum episódio de chuva no período também pode atrapalhar a colheita e o amadurecimento do grão na fase final. “O risco é mais para o manejo”, diz.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint

CMN deve aprovar recursos para ordenar melhor a venda da safra 2012

O Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá aprovar no começo de abril, na primeira semana, R$ 2,4 bilhões para a comercialização do café em recursos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) e mais R$ 2,0 bilhões via Banco do Brasil também para a estocagem. Esses R$ 4,4 bilhões vão viabilizar a estocagem de pelo menos 15 milhões de sacas de 60 quilos da safra nova. A informação parte do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, que falou à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2012, que ocorreu de 28 a 30 de março, em Araguari, Minas Gerais.

O orçamento total do Funcafé para o ano é de R$ 2,733 bilhões. Deste montante, são R$ 1,5 bilhão para a estocagem, mais R$ 500 milhões para custeio e colheita que podem virar financiamentos de estocagem. Silas Brasileiro informou que os recursos serão disponibilizados via garantia em produto, o que deve facilitar a liberação dos recursos, sem maior risco para a instituição financeira.

Brasileiro acredita que desta vez, neste ano, os recursos virão rapidamente, estando disponíveis desde o final de abril. O CMN deve aprovar voto com os recursos mais a carta reversal, que vão agilizar o processo. Esse “plano safra” para o café se estende por 24 meses e deve garantir o ordenamento da oferta neste ano de maior safra, aponta Silas Brasileiro. “O mais importante é que, dessa vez, o estoque vai ficar com o produtor e não com o comprador. Assim, o comprador não vai mandar no preço”, afirmou.

Em palestra durante a Fenicafé, Silas Brasileiro rechaçou o termo “retenção”, destacando que serão financiamentos normais para o ordenamento da oferta, com o produtor não vendendo a safra em três meses, mas sim em 12 meses, aos poucos, podendo dosar a oferta.

Para o presidente do CNC, neste primeiro trimestre do ano o mercado esteve desfavorável ao produtor, mas o cenário deve ser mais favorável no segundo trimestre, quando a oferta ainda não é abundante da safra nova. No terceiro trimestre, acredita numa nova depreciação do café, já que a demanda cai com o verão no Hemisfério Norte e entra mais fortemente o grão brasileiro. Mas, no quarto trimestre, a tendência volta a ser positiva, com o frio chegando novamente no Hemisfério Norte e com a oferta mais controlada. Com os financiamentos de estocagem, a ideia é abrandar o efeito de maior peso de disponibilidade do grão na entrada da safra nova.

As informações são da Agência Safras, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint

OIC: exportação mundial de café sobe 4,3% nos últimos 12 meses

De acordo com dados preliminares divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais para todos os destinos totalizaram 103.708.947 sacas de 60 kg no acumulado dos últimos 12 meses encerrado em fevereiro de 2012, o que implicou crescimento de 4,32% em relação às 99.418.310 sacas embarcadas de março de 2010 a fevereiro de 2011.

Entre os países que mais exportaram o produto, o Brasil, mesmo apresentando queda de 4,86% frente às remessas efetuadas em igual período anterior (33.784.691 sacas), manteve-se na liderança dos embarques, registrando o envio de 32.142.024 sacas a todos os destinos. Confira, na tabela abaixo, os embarques mundiais de café realizados entre março de 2011 e fevereiro de 2012. 

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As informações são da Assessoria de comunicação do CNC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint

“Votação do Código Florestal Brasileiro será realizada por volta do dia 20 de abril”, confirma o deputado Paulo Piau

“A votação do Código Florestal Brasileiro será realizada por volta do dia 20 de abril”, a afirmação foi feita pelo deputado Paulo Piau (PMDB/MG), durante a Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, que acontece em Araguari-MG. Segundo o deputado, a dinâmica das decisões do parlamento atrasaram o andamento da votação do Código, porém esse atraso gera um saldo positivo que, por meio do maior interesse da imprensa, conscientizou toda a população brasileira.

A discussão do código surge para nivelar o conhecimento e a conscientização de toda população. Segundo Piau, a assinatura do decreto de 22/07/2008, realizado na época pelo então ministro Carlos Minc, que regulamentou a lei dos crimes ambientais, causou um desconforto mas forçou os deputados a tomarem uma atitude quanto ao processo de adequação do Código Florestal.

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A votação do código ainda está sendo analisada, pois a decisão política deve levar em conta a conjuntura internacional, que considera os interesses dos outros páises no Brasil, e também a opinião pública. Para que a votação não fosse realizada apenas após a Rio + 20, que acontecerá em junho, líderes partidários fecharam um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, chegando ao consenso de liberar a votação da Lei Geral da Copa apenas após a promessa da antecipação da votação do Código Florestal para o mês de abril.

“O objetivo principal da adequação do novo Código Florestal é construir um termo de convergência máxima, com duas preocupações principais: a nova lei não pode contribuir para a expulsão de nenhum produtor do campo, e que nenhum metro quadrado do país fique sem a devida proteção”, enfatiza o deputado. Ele complementa dizendo que todos esses esclarecimentos contribuirão para diminuir as possibilidades de veto pela presidente Dilma.

No final de sua palestra, Paulo Piau, esclareu algumas questões feitas pelos produtores e demais participantes presentes no evento. Uma das questões levantadas foi em relação ao retorno financeiro que o produtor poderia ter para preservar sua propriedade. Piau concorda que o produtor é merecedor desse retorno, mas admite que ele não existe, pois infelizmente o dinheiro é direcionado para localidades que geram votos.

Diante das colocações feitas por produtores dizendo que o Código Florestal Brasileiro é muito exigente em relação ao resto do mundo, Piau fala sobre a autorização, incluída pelo Senado, para que a Câmara Brasileira de Comércio Exterior (Comex) crie barreiras à importação de países que adotem medidas de preservação ambiental menos severas que as brasileiras, criando assim vantagens comerciais futuras para o Brasil.

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Crédito das fotos: Henrique Vieira – Foto Geraldo, Araguari/MG
Fonte: Web CaféPoint

Gabriel Bartholo é o novo Gerente Geral da Embrapa Café

O agrônomo Gabriel Bartholo é o novo gerente geral da Embrapa Café, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, com sede em Brasília (DF). Bartholo retorna ao cargo que ocupou entre os anos de 2004 e 2008.

Em 2006, quando gerente da Embrapa Café, articulou conjuntamente com o Conselho Nacional do Café – CNC, que a época tinha como secretário executivo Alberto Duque Portugal, a REDE CAFÉS DO BRASIL, na plataforma PEABIRUS.

Bartholo é engenheiro agrônomo graduado pela Universidade Federal de Lavras (1972), possui mestrado em Fitotecnia com concentração em Melhoramento Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa (1978) e doutorado em Agronomia (Genética e Melhoramento de Plantas) pela Universidade Federal de Lavras (2000). Pesquisador na cultura do café, com estudos concentrados na área de melhoramento genético do cafeeiro/fitotecnia. Trabalhou 31 anos na EPAMIG – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais ocupando praticamente todos os cargos administrativos da empresa, chegando a ser seu presidente entre 1993 e 1995. Atualmente atuava como consultor técnico científico em projetos na Embrapa Cerrados, com sede em Brasília.

As informações são da Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint

Receita devolverá R$ 16,9 bilhões a exportadoras em dois meses

Devolução de créditos a empresas do setor faz parte do Plano Brasil Maior; pagamento começará no fim deste mês.

Iuri Dantas

BRASÍLIA
A Receita Federal pretende solucionar uma pendência de décadas e injetar R$ 16,9 bilhões em empresas exportadoras nos próximos dois meses, como parte do Plano Brasil Maior, a política industrial de Dilma Rousseff. O dinheiro pertence aos exportadores, mas segue depositado no Tesouro na forma de créditos de PIS e Cofins, que nunca foram ressarcidos.

Os créditos devem aliviar o caixa de diversas empresas que apresentaram mais de 22 mil pedidos de ressarcimento. Segundo o Fisco, o pagamento deve começar no fim deste mês e será feito em até 60 dias.

O prazo se deve à exigência legal para que todas as empresas adotem a escrituração digital até o fim deste mês, tornando mais fácil o trabalho da Receita em apurar os benefícios tributários.

A restituição dos créditos estava prevista no Brasil Maior desde o seu lançamento, em agosto do ano passado, embora não fosse levada muito a sério pelo setor privado porque, desde o governo Fernando Henrique Cardoso, a União promete devolver esses recursos.

A diferença, dessa vez, foi o desenvolvimento de um software específico para que o contribuinte pessoa jurídica reclamasse os créditos. A falta do programa de computador foi a justificativa dada pela Receita durante anos para explicar por que nunca houve esse ressarcimento.

Emergência
Agora, o software já está em funcionamento. A idéia da Receita é tornar a devolução dos créditos imediata a partir de julho deste ano, conforme previsto na política industrial.

Segundo o gerente executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, o setor insiste na devolução dos créditos desde a eclosão da crise em 2008.

“É uma medida emergencial. O crédito acumulado é um direito e qualquer demora no ressarcimento implica custos para os exportadores”, afirmou.

A devolução de créditos faz parte das medidas tributárias do Plano Brasil Maior. Além da restituição, o governo também criou um mecanismo para devolver 3% do valor exportado em manufaturas para os industriais.

Há, ainda, a experiência piloto da desoneração da contribuição patronal sobre a folha de pagamento com alguns setores, que deve ser ampliada neste ano.

Regimes
Outra forma de atacar os altos impostos sem reformar o sistema tem sido a adoção de regimes especiais de tributação, para permitir a importação de insumos sem impostos ou fabricação de componentes sem pagamento de tributos.

O governo estuda, entre outros, incentivos específicos para a indústria química, infraestrutura, iluminação, computadores e semicondutores.

Para o ex-secretário de Política Econômica, Julio Gomes de Almeida, atual economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), falta ao governo uma agenda mais ambiciosa para competitividade dos exportadores, com a reforma de tributos, redução do custo da energia e do crédito. “O governo vem agindo de forma relativamente lenta nessa área de tributos, mas essa medida vem em muito boa hora. Acho importante porque ajuda a situação dos exportadores. Falta incluir os Estados no processo. Tudo isso é importante, mas tem também a questão do ICMS.”

Jornal O Estado de São Paulo – 27/03/2012 – Economia – Página B4
Fonte: Web Site CCCV

Notícias do SJF:

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4742) no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede liminar para suspender os efeitos da Lei 12.440/2011, que criou a Certidão Negativa de Débito Trabalhista (CNDT), tornando obrigatória sua apresentação pelas empresas interessadas em participar de procedimentos licitatórios.

A CNDT é uma espécie de certificado de que a empresa não tem débitos para com empregados e tem validade de seis meses. No mérito, a CNC pede que o STF declare a lei inconstitucional.

Para a CNC, a exigência de que as empresas apresentem certidão negativa como pré-requisito para participarem de licitações públicas contraria dispositivos constitucionais, entre eles o direito à ampla defesa e ao contraditório (artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal). Outro argumento da CNC é o de que a lei instituiu uma “coação” às empresas em prejuízo do pleno emprego.

“A exigência da certidão negativa de débitos trabalhistas nada mais é do que uma forma de coagir o devedor a efetuar o pagamento, sob pena de ter prejuízos sem precedentes. Cumpre esclarecer que não estamos aqui protegendo os maus pagadores, mas sim aquela empresa que prioriza a manutenção dos empregos em detrimento de pagamento de débitos que podem ser quitados de outras formas”, argumenta a CNC.

A Confederação acrescenta que há inúmeros mecanismos utilizados pela Justiça do Trabalho para proteger o trabalhador, mas nenhum deles é tão “catastrófico” quanto a CNDT, nem mesmo a “malfadada penhora on-line”.

O relator da ação é o ministro Dias Toffoli, que também é relator da ADI 4716, ajuizada contra a mesma lei pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Fonte: Web “Clipping Informativo – Destaques”, Bergi Advocacia.

Notícias do SJF: “Nova ADI é ajuizada contra lei que criou Certidão Negativa de Débito Trabalhista” (processo relacionado: ADI 4742)

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4742) no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede liminar para suspender os efeitos da Lei 12.440/2011, que criou a Certidão Negativa de Débito Trabalhista (CNDT), tornando obrigatória sua apresentação pelas empresas interessadas em participar de procedimentos licitatórios.

A CNDT é uma espécie de certificado de que a empresa não tem débitos para com empregados e tem validade de seis meses. No mérito, a CNC pede que o STF declare a lei inconstitucional.

Para a CNC, a exigência de que as empresas apresentem certidão negativa como pré-requisito para participarem de licitações públicas contraria dispositivos constitucionais, entre eles o direito à ampla defesa e ao contraditório (artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal). Outro argumento da CNC é o de que a lei instituiu uma “coação” às empresas em prejuízo do pleno emprego.

“A exigência da certidão negativa de débitos trabalhistas nada mais é do que uma forma de coagir o devedor a efetuar o pagamento, sob pena de ter prejuízos sem precedentes. Cumpre esclarecer que não estamos aqui protegendo os maus pagadores, mas sim aquela empresa que prioriza a manutenção dos empregos em detrimento de pagamento de débitos que podem ser quitados de outras formas”, argumenta a CNC.
A Confederação acrescenta que há inúmeros mecanismos utilizados pela Justiça do Trabalho para proteger o trabalhador, mas nenhum deles é tão “catastrófico” quanto a CNDT, nem mesmo a “malfadada penhora on-line”.

O relator da ação é o ministro Dias Toffoli, que também é relator da ADI 4716, ajuizada contra a mesma lei pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Fonte: Web Clipping Informativo da Berge Advocacia

Balanço Semanal do Café – 01 a 04/01/2013

Na primeira semana deste ano, o mercado cafeeiro repetiu o comportamento registrado em grande parte de 2012, com as cotações apresentando alta volatilidade. Após atingir a máxima de 151,95 centavos de dólar por libra peso no pregão do dia 3 de janeiro, o contrato março/2013 – o mais negociado – sofreu realizações de lucro e voltou a recuar, movimento que foi intensificado nesta sexta-feira.

Esse comportamento evidencia duas “bandas” de preços que vem sendo testadas pelo mercado nos meses recentes. Abaixo de US$ 1,45 por libra peso há um forte suporte, com ausência de produtores nestes níveis, e acima de US$ 1,52 existe uma importante resistência, onde foram notadas, nesta semana, vendas dos países produtores da América Central e dos fundos.

No Brasil, apesar de fontes do mercado apregoarem que os produtores estariam segurando suas vendas em níveis acima do normal, não é isso que se vê quando olhamos os estoques nas cooperativas. Para Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé e conselheiro diretor do CNC, os estoques da cooperativa — superiores entre 20% e 25% aos de anos antecedentes —, não evidenciam um represamento nas vendas, mas sim um volume típico para um ano em que se colheu uma safra maior.

Carlos Paulino também acredita em preços melhores neste ano. De fato, se formos olhar a relação da disponibilidade brasileira a partir da próxima safra – que se inicia em julho –, não haverá formação de excedentes. Em nível mundial, também não teremos possibilidade de aumento nos estoques. A tendência é uma relação bem ajustada entre oferta e demanda, com manutenção da média dos níveis de volumes registrados nos últimos dois anos. Desta forma, cremos que haja espaço para uma recuperação nos preços, de maneira que voltem a patamares remuneradores.

O Conselho Nacional do Café mantém sua recomendação para que os produtores aproveitem os momentos de recuperação do mercado para continuar suas vendas de forma parcelada, evitando os momentos de pressões especulativas que deprimem as cotações.

As informações são do CNC, adaptadas pelo CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Quando o café deixa de ser uma commodity

Quando o café deixa de ser uma commodity

Torrefadores negociam os melhores produtos diretamente com a fazenda, e pagam mais por eles, no modelo Direct Trade

No mundo dos cafés especiais, os grãos deixaram de ser commodity contratada na bolsa de valores. Agora, os melhores frutos são negociados na fazenda, diretamente com o produtor, e levam o selo do Direct Trade (Comércio Direto).
 
O Direct Trade não é uma certificação, é mais um acordo de cavalheiros com regras específicas: torrefadores pagam um preço maior por cafés de qualidade superior; todo grão é negociado diretamente com o fazendeiro e existe a preocupação em estabelecer um relacionamento comercial duradouro.
 
Esse modelo surgiu há cerca de duas décadas, quando torrefadores americanos e europeus decidiram mudar a forma de negociar café. No Brasil, o italiano Ernesto Illy, da Illycaffè, foi o pioneiro a estabelecer um contato direto com produtores – maneira mantida até hoje pela empresa italiana.
 
Nos Estados Unidos, a torrefadora americana Intelligentsia Coffee & Tea liderou o movimento da compra direta: “Enquanto você toma nosso café, estamos a apertando a mão de um fazendeiro no Peru, Ruanda ou Guatemala”, diz o slogan.
 
O que era um movimento incipiente até dez anos atrás, tem se tornado cada vez mais popular entre torrefadores interessados em toda a cadeia produtiva e consumidores preocupados com qualidade e questões socioambientais. Para esses dois grupos, o Fair Trade, selo de reconhecimento do comércio justo, não basta.
 
Negociar cara a cara com o produtor tem vantagens óbvias para os envolvidos: o fazendeiro recebe um valor maior por seu café e o torrefador passa a conhecer todo o processo de produção do café que oferece a seus clientes.
Os sócios da torrefadora e cafeteria Coffee Collective, em Copenhague, na Dinamarca, buscavam esse tipo de relação com seus fornecedores de café por questão de qualidade.
 
Nos últimos anos, graças a um “dream team” formado por Klaus Thomsen, vencedor da Copa do Mundo de Baristas, e Peter Dupont, o mais aclamado mestre de torra do mundo, o Coffee Collective se transformou em ponto de encontro de aficionados por café.
 
Na loja da rua Jaegersborggad, próxima ao cemitério onde descansam o escritor de fábulas infantis Hans Christian Andersen e o filósofo Soren Kierkegaard, se dirigem profissionais do mundo todo, como a barista paulistana Isabela Raposeiras, do Coffee Lab. Lá acontecem workshops de torrefação, cursos para baristas, mas o local também recebe muito bem quem simplesmente deseja uma excelente xícara de café para rebater o temperamental clima dinamarquês. E entre as opções de café do Quênia e Guatemala há sempre um brasileiro. Os grãos vêm da fazenda Daterra do produtor Luís Norberto Pascoal, cuja família controla a DPascoal.

Em 2005, Thomsen e Dupont visitaram a fazenda Daterra, em Minas Gerais Ficaram espantados com a qualidade. “O café era sublime”, lembrou Thomsen. Eles procuravam um café para usar no campeonato mundial de baristas, o mesmo em que Thomsen acabou consagrado usando o café Daterra no blend vencedor, um ano depois. Desde então, eles visitam Minas Gerais todos os anos.
 
“A Daterra produz um dos melhores cafés para espresso que já provei”, disse Thomsen. Por enquanto, a fazenda mineira é o único fornecedor da cafeteria dinamarquesa. “Estamos muito abertos e interessados em descobrir novos produtores brasileiros.”
 
A Daterra produz de 70 mil a 80 mil sacas de café por ano. E, cerca de 30% disso é exportado diretamente para torrefadores. “O Direct Trade é um modelo que traz grandes vantagens. O produtor terá sua marca divulgada nos países de destino”, diz Andreza Mazarão, da Daterra. 

Consumo
Segundo a International Coffee Organization (ICO), 1,4 bilhão de xícaras de café são consumidas no mundo todo. Os países nórdicos lideram o ranking de bebedores de café. Os finlandeses consomem impressionantes 11 quilos de café per capita todos os anos. Noruegueses, suecos e dinamarqueses bebem o equivalente a 10 quilos, per capita. 

O papel do Brasil no mercado premium ainda é de coadjuvante. Maior produtor de café do mundo, o País é visto internacionalmente como um produtor de café de baixa qualidade. 

Especialistas acreditam que tal imagem está começando a mudar. “O Direct Trade pode ajudar a reverter, no médio prazo, a postura negativa do mercado internacional em relação ao café brasileiro”, diz o especialista Ensei Neto, do Specialty Coffee Bureau. Neto coordena o movimento Direct Trade Brasil que reúne cafeicultores, torrefadores e cafeterias para estimular a venda direta de café.
 
Os primeiros lotes do café Direct Trade Brasil estão chegando agora ao mercado canadense, americano e japonês. Por enquanto, só é possível pedir uma xícara de Direct Trade Brasil em cafeterias como a Cafezal – Cafés Especiais, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, e no Ateliê do Grão, em Goiânia. “Precisamos agregar valor ao café. Certificações, que deveriam criar valor, acabam gerando lucro aos intermediários e empresas que fazem auditorias. É um processo muito custoso. No final das contas, só grandes produtores conseguem a certificação”, diz Neto.
 
A qualidade do café consumido no Brasil deve começar a melhorar por mudanças nas regras do Ministério da Agricultura. A partir de agora, o café destinado ao mercado interno brasileiro deverá ter a mesma qualidade do exportado, ou seja, as impurezas não podem passar de 1%. A lei pretende coibir abusos e a venda de produtos com até 80% de impurezas tais como pedaços de palha, galhos e até pedra.
Jornal O Estado de São Paulo – 04/01/2012 – Economia

FONTE: Web CCCV -Centro do Comércio de Café de Vitória-. 

Negociar cara a cara com o produtor tem vantagens óbvias para os envolvidos: o fazendeiro recebe um valor maior por seu café e o torrefador passa a conhecer todo o processo de produção do café que oferece a seus clientes.
Os sócios da torrefadora e cafeteria Coffee Collective, em Copenhague, na Dinamarca, buscavam esse tipo de relação com seus fornecedores de café por questão de qualidade.
 

Nos últimos anos, graças a um “dream team” formado por Klaus Thomsen, vencedor da Copa do Mundo de Baristas, e Peter Dupont, o mais aclamado mestre de torra do mundo, o Coffee Collective se transformou em ponto de encontro de aficionados por café.
 

Na loja da rua Jaegersborggad, próxima ao cemitério onde descansam o escritor de fábulas infantis Hans Christian Andersen e o filósofo Soren Kierkegaard, se dirigem profissionais do mundo todo, como a barista paulistana Isabela Raposeiras, do Coffee Lab. Lá acontecem workshops de torrefação, cursos para baristas, mas o local também recebe muito bem quem simplesmente deseja uma excelente xícara de café para rebater o temperamental clima dinamarquês. E entre as opções de café do Quênia e Guatemala há sempre um brasileiro. Os grãos vêm da fazenda Daterra do produtor Luís Norberto Pascoal, cuja família controla a DPascoal.

Em 2005, Thomsen e Dupont visitaram a fazenda Daterra, em Minas Gerais Ficaram espantados com a qualidade. “O café era sublime”, lembrou Thomsen. Eles procuravam um café para usar no campeonato mundial de baristas, o mesmo em que Thomsen acabou consagrado usando o café Daterra no blend vencedor, um ano depois. Desde então, eles visitam Minas Gerais todos os anos.
 
“A Daterra produz um dos melhores cafés para espresso que já provei”, disse Thomsen. Por enquanto, a fazenda mineira é o único fornecedor da cafeteria dinamarquesa. “Estamos muito abertos e interessados em descobrir novos produtores brasileiros.”
 
A Daterra produz de 70 mil a 80 mil sacas de café por ano. E, cerca de 30% disso é exportado diretamente para torrefadores. “O Direct Trade é um modelo que traz grandes vantagens. O produtor terá sua marca divulgada nos países de destino”, diz Andreza Mazarão, da Daterra. 

Consumo
Segundo a International Coffee Organization (ICO), 1,4 bilhão de xícaras de café são consumidas no mundo todo. Os países nórdicos lideram o ranking de bebedores de café. Os finlandeses consomem impressionantes 11 quilos de café per capita todos os anos. Noruegueses, suecos e dinamarqueses bebem o equivalente a 10 quilos, per capita. 

O papel do Brasil no mercado premium ainda é de coadjuvante. Maior produtor de café do mundo, o País é visto internacionalmente como um produtor de café de baixa qualidade. 
Especialistas acreditam que tal imagem está começando a mudar. “O Direct Trade pode ajudar a reverter, no médio prazo, a postura negativa do mercado internacional em relação ao café brasileiro”, diz o especialista Ensei Neto, do Specialty Coffee Bureau. Neto coordena o movimento Direct Trade Brasil que reúne cafeicultores, torrefadores e cafeterias para estimular a venda direta de café.
Os primeiros lotes do café Direct Trade Brasil estão chegando agora ao mercado canadense, americano e japonês. Por enquanto, só é possível pedir uma xícara de Direct Trade Brasil em cafeterias como a Cafezal – Cafés Especiais, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, e no Ateliê do Grão, em Goiânia. “Precisamos agregar valor ao café. Certificações, que deveriam criar valor, acabam gerando lucro aos intermediários e empresas que fazem auditorias. É um processo muito custoso. No final das contas, só grandes produtores conseguem a certificação”, diz Neto.
A qualidade do café consumido no Brasil deve começar a melhorar por mudanças nas regras do Ministério da Agricultura. A partir de agora, o café destinado ao mercado interno brasileiro deverá ter a mesma qualidade do exportado, ou seja, as impurezas não podem passar de 1%. A lei pretende coibir abusos e a venda de produtos com até 80% de impurezas tais como pedaços de palha, galhos e até pedra.

Jornal O Estado de São Paulo – 04/01/2012 – Economia

FONTE: Web CCCV -Centro do Comércio de Café de Vitória-.