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Governo do ES incentiva investimentos na melhoria da qualidade do café conilon

[imagem65] O Governo do Espírito Santo em parceria com a Prefeitura de Vila Valério, promoveu no município um grande encontro de cafeicultores e profissionais que atuam no setor. A solenidade ocorreu na manhã desta segunda-feira (14), quando em todo o Estado é celebrado o “Dia do Início da Colheita do Café Conilon”.

Mais de 300 produtores participaram do evento, que também contou com a participação do diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo, do prefeito de Vila Valério, Edecir Felipe, do coordenador estadual de cafeicultura e pesquisador do Incaper, Romário Gava Ferrão, dentre outras autoridades.

Na abertura do encontro Romário Gava Ferrão falou sobre a importância de produzir um café de qualidade. “Há seis anos o Incaper realiza, com parceiros, a campanha para produção de café conilon de qualidade. A ação consiste na realização de um conjunto de atividades que visam capacitar, e conscientizar o cafeicultor sobre a importância de produzir com qualidade, e as formas para se alcançar esse objetivo”, afirmou.

Produtores rurais de diversos municípios também estiveram presentes. O cafeicultor Renato Scarpat, de Vila Valério, destaca a importância do trabalho do Incaper na busca pela qualidade do café conilon: “Mais do que um profissional, o técnico, o extensionista do Incaper é um amigo do produtor rural. Esta parceria é fundamental neste processo em busca da qualidade”, ressalta o produtor.

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O diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, representou o Governo do Estado no evento. Ele ressaltou a participação do Incaper não apenas na agricultura familiar, mas no dia a dia de todos os capixabas. E destacou que o desafio da qualidade vai além da xícara. “Por trás da xícara tem gente, tem meio ambiente, política pública, e muitas outras coisas envolvidas. Vamos mostrar este novo produto, com aspectos diferenciados, que vai encantar o mundo”, lembrou.

Ainda sobre a qualidade do conilon, Evair de Melo lembrou a importância de o produtor rural seguir os 10 mandamentos para produzir um café de qualidade. E anunciou: “Fica declarada, iniciada e autorizada a colheita do conilon no Espírito Santo”. Uma colheita simbólica marcou o início da safra 2012 deste café no Estado.

Campanha pela qualidade do café

Entre as principais ações da campanha pela qualidade do conilon estão o adequado planejamento e gestão das atividades associadas à produção; a melhoria das estruturas da colheita, secagem, beneficiamento e armazenamento; a capacitação permanente dos técnicos e dos cafeicultores; a transferência de tecnologia aos produtores; implementação de salas de provas para classificação do café e concursos de qualidade.

Além disso, o Incaper elaborou os dez mandamentos para produzir café conilon com qualidade, que consistem em indicações técnicas para orientar os produtores. Entre elas, destaca-se a recomendação de iniciar a colheita quando mais de 80% dos frutos estiverem maduros e procedimentos específicos para a secagem, como a manutenção da temperatura de, no máximo de 60°C na massa do café, quando utilizar o secador mecânico.

Espírito Santo prevê safra histórica de café em 2012

A safra de café no Estado bateu recorde em 2011 e as previsões para este ano são ainda mais positivas. Para 2012, a colheita esperada é de 12,06 milhões de sacas, sendo 2,81 milhões de café arábica e 9,25 milhões de conilon. A safra capixaba prevista será superior em 4,21% a do ano passado, que foi de 11,57 milhões de sacas.

Cafeicultura no Espírito Santo

O Espírito Santo ocupa menos de 0,5% do território brasileiro. Nessa pequena área está inserida uma das mais imponentes cafeiculturas do mundo, numa área aproximada de 500 mil hectares, responsáveis pela produção anual de 11,5 milhões de sacas, entre arábica e conilon, oriundas de 60 mil propriedades. Essa produção coloca o Espírito Santo como o segundo maior produtor do Brasil, com 25% da produção nacional. Quando se trata apenas do conilon, o Estado ocupa o primeiro lugar, com 72 % da produção no Brasil. Se fosse um País, o Estado seria o terceiro maior produtor mundial, perderia pelo próprio Brasil e Vietnã.

O café está presente em todos os municípios capixabas, exceto Vitória, sendo o maior gerador de empregos no Estado. A cafeicultura é a principal atividade econômica em 80% dos municípios e representa, sozinha, 43% do PIB agrícola do Espírito Santo. Toda a cadeia produtiva gera aproximadamente 400 mil postos de trabalhos por ano, e só no setor de produção são envolvidas 131 mil famílias. A produção que gera esse grande negócio é obtida prioritariamente por produtores de base familiar, com tamanho médio das lavouras em torno de 4,8 hectares para o café arábica e 9,4 hectares para o conilon.

Dentro da produção de café estadual, aproximadamente 73% é de conilon e 26% de arábica. O conilon é cultivado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros, São Gabriel da Palha, cuja produção de cada município é superior a 400 mil sacas por ano. A safra de conilon em 2010 foi de 7,33 milhões de sacas.

Já o arábica é produzido em 43 municípios capixabas, em regiões com altitude superior a 500 metros, envolvendo 20 mil propriedades. Cerca de 70% da produção advém das regiões do Caparaó e Serrana, sendo que os principais municípios produtores são Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Muniz Freire, Irupi, Ibatiba. A produtividade média no Estado é de 15,2 sacas beneficiadas/ha, mas muitos produtores alcançam produtividades superiores a 40 sacas/ha, atingindo até 80 sacas/ha. A safra estimada para 2010 é de 2,74 milhões de sacas.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação – Incaper
Eduardo Brinco/Juliana Esteves/Luciana Silvestre
Texto: Eduardo Brinco e Juliana Esteves
comunicacao@incaper.es.gov.br
(27) 3636-9865/3636-9868/9850-2210

Fonte: Web SEAG – Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca

Café e coração: pesquisa aponta que bebida não afeta pessoas com doenças coronárias

Há quatro anos a Unidade Café e Coração, instalada no Instituto do Coração de São Paulo (InCor) desenvolve pesquisas integrantes do Consórcio Pesquisa Café, com foco no consumo de café. A criação desse núcleo aconteceu a partir da parceria entre InCor e Embrapa Café. A parceria também apoiou a execução do projeto de pesquisa coordenado pelo médico e pesquisador Luiz Antonio Machado Cesar que vem avaliando os efeitos do café sobre variáveis que envolvem o sistema cardiovascular. Segundo ele, considerando os estudos realizados até hoje, não há evidências que o café seja ruim para pessoas com problemas no coração.

Para se chegar ao conhecimento dessas evidências, a equipe do projeto acompanhou diferentes grupos de 20 voluntários, entre pessoas consideradas saudáveis e pessoas com doenças coronarianas, chegando a mais de 110 voluntários até o momento, com expectativa de alcançar 150 pessoas até o final da pesquisa em dezembro de 2012.  Durante os estudos, cada voluntário passou por três baterias de exames, que consistiam em: avaliar a pressão arterial em 24 horas, avaliar o comportamento da pessoa durante exercício físico em esteira, avaliar o comportamento das artérias (chamado de Reatividade vascular), avaliar a presença ou ausência de arritmias no coração em 24 horas e efeitos provocados em dosagens de diferentes substâncias no sangue, como o açúcar e colesterol, por exemplo.

“Até então, havia uma ideia generalizada de que café fazia mal a saúde e pessoas com problemas no coração não poderiam consumir a bebida”, recordou Luiz Cesar, acrescentando que os estudos já realizados em outros países sobre o tema utilizavam cerca de 500 mg de cápsulas de cafeína e não café. Para a pesquisa brasileira, o coordenador desenvolveu uma metodologia diferente. Na primeira semana, os voluntários se consultaram com a nutricionista da equipe e receberam uma dieta que eliminava, a cada semana, alimentos com cafeína, inclusive o café. “Ao final da terceira semana, eles voltavam aqui sem nenhuma cafeína na alimentação e faziam a primeira bateria de exames”, conta o pesquisador.

Em seguida, a pesquisa deu início ao consumo de três a quatro xícaras grandes de café ao dia. Cada voluntário recebeu uma cafeteira, filtros de café e o mesmo pó de café, selecionado devido à qualidade e recomendação da Abic. “Mas nós também queríamos saber se o tipo de torra do café também influenciava na saúde das pessoas”, lembrou Luiz Cesar. Por isso, os estudos foram feitos com cafés de torras diferentes, uma mais clara e outra mais escura. Por sorteio, decidiu-se quais voluntários começariam o estudo com o café de torra escura e quais iniciariam com a torra mais clara. Dessa forma, durante outras quatro semanas, cada voluntário consumiu o tipo de café determinado no sorteio e, ao fim desse período, novos exames foram feitos.

Na última etapa de exames, cada voluntário trocou o tipo de torra que estava consumindo e mais quatro semanas se passaram fazendo o consumo da segunda opção de torra. Por fim, a terceira bateria de exames foi feita e os resultados comparados. Segundo o médico pesquisador, “não houve nenhuma evidência de que o café fez mal tanto aos pacientes saudáveis quanto aos que tinham problemas coronarianos”. Foi detectado apenas um leve aumento no colesterol, “pacientes que tinham 140 de colesterol, passaram para 148”, exemplificou, “mas esse aumento aconteceu nos dois tipos de colesterol, no chamado bom e no ruim”.

Em relação ao tipo de torra, percebeu-se que a torra mais escura não alterou a pressão arterial.  Uma pequena influência aconteceu na pressão com a torra mais clara. “Acreditamos que essa diferença se deu porque quando o café é torrado durante mais tempo, ficando mais escuro, sobram menos radicais fenólicos (ácidos clorogênicos), enquanto na torra mais clara, de menos tempo, restam mais dessas substâncias”, explicou o coordenador.  “É possível que haja substâncias no café que interfiram na pressão arterial, aumentando a pressão quando a torra é mais clara. E isto pode ser o motivo de estudos diferentes anteriores terem demonstrado tanto aumento, quanto diminuição da pressão em consumidores de café. O tipo de torra pode ter influenciado. Mesmo que os radicais fenólicos sejam bons, alguns podem aumentar a pressão”.

O resultado parcial da pesquisa, alcançado até agora, demonstrou boas evidências, para o médico Luiz Cesar, mostrando que nenhuma alteração que poderia trazer malefício a doentes coronarianos foi sentida. “Não houve interferência na glicemia, nem houve taquicardia ou arritmia de nenhum voluntário”. Muitos desses resultados já foram apresentados em congressos nacionais e internacionais.

Além do apoio na criação da Unidade Café e Coração do InCor, a Embrapa Café foi importante apoio com a destinação de recursos para que todos os exames pudessem ser realizados, explicou o coordenador. Para Luiz Cesar, com os sucessos obtidos nos últimos quatro anos, o objetivo agora é levar a pesquisa adiante até o fim do prazo do projeto, em dezembro deste ano. “Até lá pretendemos chegar a cerca de 150 voluntários na pesquisa”. Além disso, o médico já pensa em novos recursos para continuidade dos estudos. “É importante que haja essa continuidade. As perguntas sempre serão feitas e cabe a nós a busca por respostas.”

Área de Comunicação & Negócios da Embrapa Café
Texto: Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)
Site: http://www.embrapa.br/cafe
Fone: (61) 3448-4566
Serviço de Atendimento ao Cidadão: http://sac.sapc.embrapa.br

Fonte: Web Embrapa

OIC: exportações mundiais de café arábica e robusta em março

De acordo com dados preliminares do informe estatístico mensal da Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais da variedade arábica totalizaram 5.287.403 sacas de 60 kg em março de 2012, o que implicou queda de 8,59% na comparação com as 5.784.226 sacas registradas no mesmo mês de 2011, mas alta de 8,04% frente às 4.893.993 sacas de fevereiro deste ano.

Respondendo por 35,27% do total apurado, o Brasil permanece na liderança absoluta das exportações mundiais de café arábica, tendo registrado a remessa de 1.864.727 sacas ao exterior em março, ou 15,77% a menos do que o embarcado no terceiro mês de 2011 (2.213.846 sacas). Veja, abaixo, tabela com as exportações mundiais da variedade ao longo dos últimos seis meses.

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Café Robusta

O Vietnã segue como líder das exportações mundiais de café robusta, com seus embarques apresentando crescimento de 13,04% em março ante mesmo mês do ano passado (2,3 milhões de sacas de 60 kg). No terceiro mês de 2012, os vietnamitas responderam por 62,44% das exportações globais de conilon, tendo comercializado 2,6 milhões de sacas com o exterior

De acordo com a entidade, o total embarcado por todos os países produtores, em março passado, foi de 3.683.775 sacas de robusta, montante 5,80% inferior ao registrado no terceiro mês de 2011, quando a exportação mundial da variedade somou 3.910.488 sacas, e 0,28% menor do que as 3.694.246 sacas de fevereiro.

O Brasil foi o sexto colocado no ranking mundial, em março, atrás de Índia, Costa do Marfim, Uganda, Indonésia e do próprio Vietnã. No mês retrasado, nosso país remeteu 79.136 sacas de conilon ao exterior, volume que implicou queda de 58,53% em relação a março de 2011 (190.847 sacas) e representou 2,15% do total. Confira, na sequência, tabela com os principais exportadores de robusta nos últimos seis meses.

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A reportagem é de Paulo A. C. Kawasaki da CNC, adaptada pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Web Café Point

Primeiro café especial com Conilon será lançado em junho

 
O primeiro café especial com o Conilon produzido no Espírito Santo já tem data para entrar no mercado. O lançamento oficial do novo produto será na Conferência Internacional de Coffea canephora, que acontece de 11 a 15 de junho, em Vitória.

A novidade, inédita no mercado de cafés especiais de torrefadoras, foi confirmada nesta sexta-feira (20), durante a 24ª Feira Anual da Associação Americana de Cafés Especiais (Specialty Coffee Association of America – SCAA), que acontece até domingo (22), na cidade de Portland, nos Estados Unidos.

“Nossas previsões se confirmaram. A presença do Conilon capixaba aqui na feira foi um investimento direcionado para ampliar o mercado, garantindo e gerando mais renda para os produtores. A qualidade do Conilon produzido no Espírito Santo evoluiu muito e a presença dele em blends de cafés especiais era uma questão de tempo”, comemora o secretário da Agricultura do de Estado do Espírito Santo, Enio Bergoli.

O novo produto será da torrefadora mineira ‘Santo Antonio Estate Coffee’, da cidade de Santo Antônio do Amparo, que é membro da Associação Brasileira de Cafés Especiais (Brazil Specialty Coffee Association – BSCA). O empresário Henrique Cambraia conheceu o produto capixaba no estande institucional que o Governo do Estado do Espírito Santo montou na feira da SCAA, para garantir a participação de uma comitiva capixaba no encontro.

“O novo produto será um blend do café arábica da Santo Antonio com o Conilon Cereja Descascado de um produtor do município de Santa Teresa. A amostra do produtor teresense foi uma das 20 que trouxemos para as sessões de degustação programadas em nosso estande, direcionadas para especialistas e empresários”, destaca o presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo.

O ingresso do Conilon no mercado de cafés especiais é inédito no segmento das empresas associadas a BSCA, que atua para congregar produtores de cafés especiais, difundir a produção de cafés especiais brasileiros e estimular o constante aprimoramento técnico e a maior eficiência na comercialização deste tipo de produto superior.

ABIC

Fonte: Web ACBB – Associação Brasileira de Café e Barista

No Dia Internacional do Café, histórias e dicas de como preparar a bebida em casa

[imagem70] Café, tradicional bebida que deixa o aroma pela casa e o sabor forte no paladar. Este sábado (14) é dia de comemoração internacional para o grão que é mania certa entre os brasileiros. Para marcar a data, além de depoimentos de amantes da bebida, o Portal NE10 traz dicas de como preparar café de qualidade em casa.

O estudante de engenharia João Paulo Moura, 18 anos, começou a gostar da bebida graças às reuniões em família. “Desde pequeno, sempre que vou para casa da minha avó, todo mundo se junta para conversar e ela prepara café para acompanhar”.

Com Samara Andrade, 36 anos, a paixão também começou na infância. “Me lembro que quando acordava pra ir para escola, meus irmãos tomavam leite e eu chorava para ganhar café”, relembra. Para a engenheira civil, a bebida é insubstituível. “Eu tomo café em todas as refeições, pra mim é um companheiro de todas as horas”. 

Outro caso de amor a primeira vista é o do designer de softwares Rodolfo Calado, 33 anos. “Ainda pequeno, sentia o cheiro de café no final da tarde, quando minha avó fazia. Desde então, já associo o aroma a coisas boas”, comenta. Rodolfo acredita que café bom mesmo é aquele moído na hora. “Quem gosta de café de verdade, prefere o café moído, nada de grão solúvel”.

Todos admiradores de uma bebida que pode ser facilmente preparada em casa, com muita qualidade. O barista – profissional especialista em café – Jonathan Silva, 37 anos, enumera uma série de recomendações para acabar com a fama do café ruim e sem gosto. A começar pelas compras no supermercado. “Comece procurando de cima para baixo, onde os melhores produtos estão e onde eles foram produzidos”, alerta. Depois, procure selos de qualidade, como o BSCA (Brazil Specialty Coffee Association) e o Utz Kapeh. 

O barista recomenda também ficar atento às plantas originárias do pó. Atualmente, os produtores brasileiros usam a arábica e a robusta. A primeira é referência de qualidade. “Os cafés produzidos com grãos 100% arábicos são os melhores para produzir uma boa bebida”. Por último, repare na cor do pó. Prefira sempre o marrom ao preto. “O pó preto é, na verdade, o grão incinerado vendido como extra-forte. É como se você estivesse bebendo carvão”, completa Jonathan Silva. 

Ao chegar em casa, hora de preparar o cafezinho. A primeira dica é no tipo de água. “Sempre use água filtrada, pois a água da torneira tem muito cloro e o café perderá os componentes essenciais”, alerta o barista. A água também não pode sair do fogo fervendo. “Se você deixa de tomar o café incinerado e deixa ferver a água, é o mesmo processo. O café perde todos os elementos essenciais”. Depois de pronto, a dica é degustar em xícara de porcelana, que vai manter a temperatura ideal da bebida. 


CUIDADOS – Apesar das maravilhas que o café (feito em casa ou não) pode oferecer, é importante ter alguns cuidados. “É um produto que não se pode consumir em todas as faixas etárias e de todas as formas pelo alto grau estimulante”, alerta a nutricionista Luciana Mamede. A cautela é necessária em hipertensos, idosos e pessoas que sofrem de alguma disnfunção metabólica, como a anemia. 

Outro ponto negativo é a inibição da absorção de alguns nutrientes essenciais no organismo, como o cálcio e o ferro. “É melhor tomar café em momentos onde você não vai ingerir estes nutrientes. Quanto mais longe for o intervalo de consumo da bebida e comida, maior a reposição nutricional”. 

A especialista também aponta para as controvérsias nos estudos em que o café aparece como anti-oxidante. “Não há comprovação científica que a bebida aja no combate aos radicais livres que causam o envelhecimento da célula. E mesmo que houvesse, o potencial de impedir o processo não tira o risco da cafeína prejudicar outros aspectos”. O café pode ser substituído neste caso por anti-oxidantes comprovados, como as vitaminas C e E. 

Ciente de todos os males que o café pode trazer em momentos inoportunos, a bebida consumida em dose certa traz benefícios. “Três xícaras de café médias (150ml) por dia é estimulante e trata de várias situações fisiológicas, como a dor de cabeça”, explica Dra. Luciana. 

O grão também é usado como estimulante físico (em suplementos) e algumas pesquisas afirmam que a bebida aciona as endorfinas, controladoras do sexo.

NE10

Fonte: Web ACBB – Associação Brasileira de Café e Barista

Gabriel Bartholo é o novo gerente geral da Embrapa Café

[imagem59]Foco em PD&I e governança, arranjos institucionais, sintonia com clientes, gestão participativa e descentralizada, aprimoramento de processos e visão de futuro são algumas palavras que resumem a nova gestão da Embrapa Café, iniciada oficialmente hoje, dia 9 de abril, pelo  gerente geral Gabriel Bartholo. A Unidade tem como função principal a gestão do Programa Pesquisa Café do Consórcio Pesquisa Café em consonância com deliberações do Conselho Diretor do Consórcio e do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDP, além de pesquisa em café.

Para Bartholo, o momento atual exige um novo modelo de gestão, denominado de Governança Corporativa. “É um sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo o relacionamento entre Conselho, equipe executiva e demais órgãos de controle. Principais características da boa governança são participação, transparência, responsabilidade, orientação por consenso, igualdade, efetividade e eficiência e prestação de contas. Essas serão minhas diretrizes”, diz.

Entre os principais pontos da proposta de trabalho estão ações estratégicas nas áreas de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação, Comunicação e Negócios e Administração. Em PD&I, Bartholo pretende ajustar o planejamento de pesquisa para aumentar a eficiência dos recursos materiais, humanos e financeiros e promover maior integração entre as instituições consorciadas por meio do fortalecimento da pesquisa em rede. Além de desenvolver estratégias para otimizar o desempenho e a eficiência na orientação, acompanhamento e avaliação das ações de PD&I, tendo o Consórcio Pesquisa Café como  co-responsável. “Estamos em um momento em que ajustes precisam ser feitos para que o arranjo Consórcio tenha cada vez mais vida longa e próspera. É o que todos os envolvidos esperam”.

Nesse sentido, o novo gerente geral também planeja estruturar a programação de PD&I e de transferência de conhecimentos e tecnologia com o Consórcio Pesquisa Café, integrando e explorando o caráter institucional e multidisciplinar do corpo técnico-científico. “O mundo exige novas demandas de pesquisa, não só que incrementem a capacidade produtiva com sustentabilidade e economia, mas também que incorporem características de interesse agronômico visando à melhoria da qualidade e aumento do valor agregado e garantam a competitividade do negócio. Devemos continuar investindo em pesquisas de melhoramento genético, biologia molecular, desenvolvimento de práticas de manejo para adaptação de sistemas produtivos e mitigação dos impactos previstos nos cenários de mudanças climáticas, além de produção e industrialização de cafés diversificados em atendimento às crescentes exigências de mercado”, explica.

Ainda no que diz respeito à política de PD&I, o caminho a ser seguido pela Embrapa Café, segundo Bartholo, será o de fortalecimento da interação e parcerias com outras instituições públicas e privadas no Brasil e no exterior, aumento da renda de pequenos (familiar) e médios cafeicultores por meio da disponibilidade de tecnologias de manejo da cultura e gestão da propriedade, estímulo ao uso de boas práticas agrícolas com a implantação de sistema de produção sustentável focado na responsabilidade socioambiental, por meio da transferência de tecnologia. “Para isso, vamos privilegiar a atualização de pesquisadores, técnicos e extensionistas nos diferentes segmentos da cadeia produtiva em sistemas de produção, políticas sociais, ambientais e econômicas para a cafeicultura”, completa.

Por falar em transferência de tecnologia, ainda estão previstas como ações de fortalecimento desse processo a realização de cursos de capacitação de técnicos da extensão rural e cafeicultores empresariais e familiares, o treinamento de agentes multiplicadores na promoção do desenvolvimento e apropriação das inovações tecnológicas e estabelecimento de parcerias com agentes de extensão rural, em conjunto com as consorciadas, para programar unidades piloto de sistemas de exploração cafeeira de cunho familiar.

Na área de Comunicação e Negócios, a Embrapa Café vai fortalecer a comunicação interna e externa, envolvendo a Embrapa Café, o Consórcio Pesquisa Café, cooperativas e associações de cafeicultores empresariais e familiares, entre outros agentes e clientes, com a criação de novos veículos e espaços interativos que permitam dinamizar o fluxo de informações. Além disso, serão criadas estratégias para fortalecer a imagem do Consórcio junto aos elos da cadeia produtiva de café.

Na área de gestão de conhecimento, Bartholo vai propor o estabelecimento de uma agência de informações sobre a cafeicultura com o objetivo de subsidiar agentes públicos e privados para formulação de políticas para a cafeicultura, além da criação de comitê de estudo para, junto com o Consórcio, incrementar portfólio eletrônico e impresso, bem como as ações do comitê de propriedade intelectual. Em desenvolvimento institucional, o empenho será no sentido de fortalecer as equipes de pesquisa dos projetos estratégicos, bem como a carteira de projetos de alto interesse da Unidade e do Consórcio. “Pretendemos criar o comitê interno de avaliação anual de sistemas de gestão dos processos e da chefia da Embrapa Café”, adianta. 

Para incrementar parcerias interinstitucionais e Internacionais, primeiramente a estratégia será de no sentido de interagir de forma intensiva com o Consórcio, unidades da Embrapa, Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária – SNPA, instituições nacionais e internacionais de ensino e pesquisa, agentes de fomento à pesquisa, instituições de assistência técnica e extensão rural, fundações, entidades representantes de produtores e de trabalhadores rurais.

“Internacionalmente vamos caminhar para ampliar a interação com os Labex para estabelecer parcerias que promovam o fortalecimento e capacitação das equipes para obtenção de maior eficácia das ações de PD&I, além de estabelecer convênios de cooperação internacional com países produtores de café para capacitação e transferência de conhecimentos acumulados pelo Consórcio e buscar intercâmbio com organismos e instituições internacionais em áreas de interesse da cafeicultura”, completa o novo chefe.

Currículo resumido 
Bartholo é engenheiro agrônomo graduado pela Universidade Federal de Lavras (1972), possui mestrado em Fitotecnia com concentração em Melhoramento Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa (1978) e doutorado em Agronomia (Genética e Melhoramento de Plantas) pela Universidade Federal de Lavras (2000). É pesquisador na cultura do café, com estudos concentrados na área de melhoramento genético do cafeeiro/fitotecnia. Trabalhou 31 anos na Epamig, tendo ocupado praticamente todos os cargos de gestão da Empresa, inclusive o de presidente entre 1993 e 1995. Foi gerente geral da Embrapa Café de 2004 a 2008. Atualmente estava atuando como consultor técnico científico em projetos na Embrapa Cerrados. Sua produção técnico-científica, bem como a lista de prêmios e distinções recebidas é extensa.

Área de Comunicação & Negócios da Embrapa Café
Texto: Flávia Bessa – MTb 4469/DF 
Site: http://www.embrapa.br/cafe
Fone: (61) 3448-1927
Serviço de Atendimento ao Cidadão: http://sac.sapc.embrapa.br

Fonte: Web Embrapa Café

Mitsubishi compra 20% da brasileira Ipanema Coffees

A corporação japonesa Mitsubishi anunciou nesta terça-feira, 3, que adquiriu 20% do capital da plantação da brasileira Ipanema Coffees, localizada 300 km ao norte da cidade de São Paulo, para assegurar a estabilidade da provisão de café no país asiático.

Em comunicado, a Mitsubishi Corporation, que não detalhou o montante envolvido na operação, assinalou que a Ipanema Coffees tem um terreno de 60 km², com uma produção anual de até 9,2 mil toneladas, equivalente a cerca de 1 bilhão de xícaras de café.

O grupo japonês destacou o “moderno sistema de gestão” da plantação, além de seus grãos especiais, o modelo de respeito ao meio ambiente e a responsabilidade corporativa.

Segundo a Mitsubishi Corporation, que se dedica a atividades em várias indústrias, desde energia a maquinaria e alimentação, a demanda do café produzido pela Ipanema cresceu a um ritmo próximo de 10% ao ano em países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e as nações da zona do euro. Atualmente, a Mitsubishi já adquire até 3 mil toneladas de grãos de café da Ipanema Coffees por ano.

O grupo japonês ressaltou que seguirá buscando oportunidades de negócio no Brasil, um país que considera de importância “estratégica” no marco de seu plano de gestão a médio prazo.

Fundada em 1969, a Ipanema Coffees conta com cerca de 1.600 empregados e registrou em 2011 vendas de mais de R$ 114 milhões.

As informações são da Agência EFE, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint

Presença feminina cresce em importância e número nos cafezais

A mulher tem participado mais das decisões no campo, seja na lavoura ou na administração da fazenda, obtendo assim maior poder de influência para a condução dos negócios rurais. Especialistas e cooperativas mostram que a presença feminina cresce em importância e número nos cafezais – a ponto de existir uma organização mundial para a defesa dessas cafeicultoras.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU) observa o movimento de forma ampla e defende que a atuação da mulher é imprescindível, em todas as culturas, para se manter à tona a produção mundial de alimentos. Na cidade mineira de Guaxupé, a principal cooperativa da região (e que se apresenta como a maior cafeeira do mundo) exemplifica o caso. Os líderes da Cooxupé têm a percepção de que o sexo feminino é cada vez mais presente nos assuntos da empresa, que produz volumes próximos de quatro milhões de sacas de café por ano.

“Não só na agricultura, a mulher está ganhando uma presença marcante no campo do trabalho. No café, ela tem uma influência muito grande, em diversos aspectos, mas principalmente nas decisões financeiras”, diz o vice-presidente da cooperativa, Carlos Augusto de Melo.

Não só a mulher de Melo, mas também a filha e a nora estão ligadas ao emprego rural. Enquanto a esposa administra a fazenda de 300 hectares, a filha “cuida do RH [recursos humanos] da propriedade”. Já a nora está concluindo a universidade e descende de um cooperado da Cooxupé, portanto “vai conciliar profissão com fazenda”, conta Melo. “Mas a minha propriedade é de médio porte. Nas camadas mais simples, a mulher tem presença ainda mais forte”, afirma o representante.

A rotina em um cafezal envolve tarefas árduas, como a colheita e o empilhamento de sacas, que, para a produtora aposentada e dona de casa Marília Bueno, devem ser delegadas a homens. “O trabalho é de homem, mas a mulher pode ajudar. Ajudando o homem, já serve. Mas o trabalho pesado tem que ser dele”, diz ela, que ficou viúva há 51 anos e, desde então, passou a se dividir entre afazeres domésticos e “da roça”, com a ajuda de sete filhos (quatro do sexo feminino).

Cafeicultoras com orgulho
No ano passado, as produtoras ligadas à Cooxupé – elas representam cerca de 10% do número de cooperados – entregaram mais de 230 mil sacas do produto – aproximadamente, 7% do volume total -, movimentando R$ 4,16 milhões, de acordo com a cooperativa mineira.

A conselheira-administrativa da empresa, Maria Liney Fleury, diz que sente orgulho de ser cafeicultora. “Sabemos o que nos custa colocar cada saca de café na pilha e é com paixão e otimismo que levamos e ampliamos o nosso negócio”, declara.

A proatividade feminina chamou atenção dos líderes da Cooxupé durante a sua Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), em fevereiro deste ano. “A mulher discute o orçamento com o marido e decide se pode ou não comprar o equipamento”, diz Melo.

A Cooxupé organizou, na semana passada, em sua sede no sul de Minas Gerais, um encontro com 191 cooperadas – todas à frente das lavouras de café – para enfatizar a importância da mulher no campo. O evento baseou-se em palestras, análises de mercado e chances de negócio.

Agronegócio feminino
Dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) mostram que 23% das famílias brasileiras que, de alguma forma, estão ligadas ao agronegócio têm liderança feminina. A nível global, a FAO aponta, em estudo divulgado em 2010, que 70% das mulheres economicamente ativas trabalham no setor rural.

Porém, a contribuição das mulheres para a economia agropecuária e o seu papel na segurança alimentar ainda são pouco reconhecidos, na avaliação do órgão da ONU. O documento da FAO afirma que a mulher tem importância decisiva na produção global de alimentos, pois responde por mais da metade da comida que chega às mesas de todo o mundo.

Ainda no estudo, publicado há dois anos, constam os seguintes dados: no continente africano, as mulheres executam 80% dos trabalhos rurais; no Caribe e na África subsaariana, elas produzem até 80% dos gêneros alimentícios básicos; em quinze países da União Europeia, 20% das terras agrícolas estão em posse de pessoas do sexo feminino (ante 77% de proprietários homens e 3% de posse pública).

No Brasil, a presença da mulher no setor rural pode ser facilmente observada na faina diária das lavouras, nos laboratórios de pesquisa e nas universidades voltadas à agropecuária.

As informações são do DCI, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint

Clima ameaça produção brasileira de café em 2012/13

O tamanho da próxima safra brasileira de café, cuja colheita terá início entre junho e julho, é um dos pontos-chave da equação que está ditando os rumos dos preços internacionais do produto. Mas a colheita poderá não ser tão volumosa quanto sinalizam as estimativas de mercado – entre 55 milhões e 57 milhões de sacas de 60 quilos – que colaboraram para derrubar as cotações nos últimos meses na bolsa de Nova York. Em Minas Gerais, maior produtor nacional do grão, a safra deverá ser até 2 milhões de sacas menor que o previsto em razão da estiagem registrada em 2011 e este ano.

Levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), de Minas, realizado na 2ª quinzena de fevereiro em 93% dos municípios do Estado apontou uma colheita de 24,6 milhões de sacas na temporada 2012/13. A projeção já é menor que a da Conab, que calculou a produção mineira em 26,3 milhões de sacas, com margem de erro de 3,01% para cima ou para baixo.

José Rogério Lara, diretor-técnico da Emater-MG, lembra que a seca foi severa no ano passado e provocou abortamento intenso de flores e chumbinhos. Neste ano, após as chuvas intensas de janeiro, a estiagem, que em algumas regiões durou de 15 a 50 dias, também prejudicou a granação dos frutos.

Na Bahia, 4º maior produtor nacional de café, também houve seca e a quebra da produção poderá chegar a 30% na maior região produtora do Estado, a do Planalto, segundo a Associação dos Produtores de Café do Estado (Assocafé). As projeções iniciais indicavam uma colheita baiana da ordem de 2,5 milhões de sacas, 1,3 milhão das quais no Planalto – onde não deverá ultrapassar 1 milhão.

Segundo João Lopes Araújo, presidente da Assocafé, os produtores investiram muito na cultura no ano passado em função dos preços altos do grão e agora estão “frustrados”.

O primeiro levantamento da Conab para a nova safra, divulgado em janeiro, estimou a colheita nacional entre 49 milhões e 52,3 milhões de sacas beneficiadas. Algumas consultorias chegaram a estimar a produção em 55 milhões de sacas, e o Rabobank projetou 57 milhões.

Paulo Etchichury, meteorologista da Somar Meteorologia, acredita que, de modo geral, o clima deverá beneficiar a cultura nos próximos meses. Mas a partir da metade de julho ondas de massa de ar polar elevarão o risco de geadas. Algum episódio de chuva no período também pode atrapalhar a colheita e o amadurecimento do grão na fase final. “O risco é mais para o manejo”, diz.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint

CMN deve aprovar recursos para ordenar melhor a venda da safra 2012

O Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá aprovar no começo de abril, na primeira semana, R$ 2,4 bilhões para a comercialização do café em recursos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) e mais R$ 2,0 bilhões via Banco do Brasil também para a estocagem. Esses R$ 4,4 bilhões vão viabilizar a estocagem de pelo menos 15 milhões de sacas de 60 quilos da safra nova. A informação parte do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, que falou à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2012, que ocorreu de 28 a 30 de março, em Araguari, Minas Gerais.

O orçamento total do Funcafé para o ano é de R$ 2,733 bilhões. Deste montante, são R$ 1,5 bilhão para a estocagem, mais R$ 500 milhões para custeio e colheita que podem virar financiamentos de estocagem. Silas Brasileiro informou que os recursos serão disponibilizados via garantia em produto, o que deve facilitar a liberação dos recursos, sem maior risco para a instituição financeira.

Brasileiro acredita que desta vez, neste ano, os recursos virão rapidamente, estando disponíveis desde o final de abril. O CMN deve aprovar voto com os recursos mais a carta reversal, que vão agilizar o processo. Esse “plano safra” para o café se estende por 24 meses e deve garantir o ordenamento da oferta neste ano de maior safra, aponta Silas Brasileiro. “O mais importante é que, dessa vez, o estoque vai ficar com o produtor e não com o comprador. Assim, o comprador não vai mandar no preço”, afirmou.

Em palestra durante a Fenicafé, Silas Brasileiro rechaçou o termo “retenção”, destacando que serão financiamentos normais para o ordenamento da oferta, com o produtor não vendendo a safra em três meses, mas sim em 12 meses, aos poucos, podendo dosar a oferta.

Para o presidente do CNC, neste primeiro trimestre do ano o mercado esteve desfavorável ao produtor, mas o cenário deve ser mais favorável no segundo trimestre, quando a oferta ainda não é abundante da safra nova. No terceiro trimestre, acredita numa nova depreciação do café, já que a demanda cai com o verão no Hemisfério Norte e entra mais fortemente o grão brasileiro. Mas, no quarto trimestre, a tendência volta a ser positiva, com o frio chegando novamente no Hemisfério Norte e com a oferta mais controlada. Com os financiamentos de estocagem, a ideia é abrandar o efeito de maior peso de disponibilidade do grão na entrada da safra nova.

As informações são da Agência Safras, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint