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Mitsubishi compra 20% da brasileira Ipanema Coffees
A corporação japonesa Mitsubishi anunciou nesta terça-feira, 3, que adquiriu 20% do capital da plantação da brasileira Ipanema Coffees, localizada 300 km ao norte da cidade de São Paulo, para assegurar a estabilidade da provisão de café no país asiático.
Em comunicado, a Mitsubishi Corporation, que não detalhou o montante envolvido na operação, assinalou que a Ipanema Coffees tem um terreno de 60 km², com uma produção anual de até 9,2 mil toneladas, equivalente a cerca de 1 bilhão de xícaras de café.
O grupo japonês destacou o “moderno sistema de gestão” da plantação, além de seus grãos especiais, o modelo de respeito ao meio ambiente e a responsabilidade corporativa.
Segundo a Mitsubishi Corporation, que se dedica a atividades em várias indústrias, desde energia a maquinaria e alimentação, a demanda do café produzido pela Ipanema cresceu a um ritmo próximo de 10% ao ano em países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e as nações da zona do euro. Atualmente, a Mitsubishi já adquire até 3 mil toneladas de grãos de café da Ipanema Coffees por ano.
O grupo japonês ressaltou que seguirá buscando oportunidades de negócio no Brasil, um país que considera de importância “estratégica” no marco de seu plano de gestão a médio prazo.
Fundada em 1969, a Ipanema Coffees conta com cerca de 1.600 empregados e registrou em 2011 vendas de mais de R$ 114 milhões.
As informações são da Agência EFE, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint
Presença feminina cresce em importância e número nos cafezais
A mulher tem participado mais das decisões no campo, seja na lavoura ou na administração da fazenda, obtendo assim maior poder de influência para a condução dos negócios rurais. Especialistas e cooperativas mostram que a presença feminina cresce em importância e número nos cafezais – a ponto de existir uma organização mundial para a defesa dessas cafeicultoras.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU) observa o movimento de forma ampla e defende que a atuação da mulher é imprescindível, em todas as culturas, para se manter à tona a produção mundial de alimentos. Na cidade mineira de Guaxupé, a principal cooperativa da região (e que se apresenta como a maior cafeeira do mundo) exemplifica o caso. Os líderes da Cooxupé têm a percepção de que o sexo feminino é cada vez mais presente nos assuntos da empresa, que produz volumes próximos de quatro milhões de sacas de café por ano.
“Não só na agricultura, a mulher está ganhando uma presença marcante no campo do trabalho. No café, ela tem uma influência muito grande, em diversos aspectos, mas principalmente nas decisões financeiras”, diz o vice-presidente da cooperativa, Carlos Augusto de Melo.
Não só a mulher de Melo, mas também a filha e a nora estão ligadas ao emprego rural. Enquanto a esposa administra a fazenda de 300 hectares, a filha “cuida do RH [recursos humanos] da propriedade”. Já a nora está concluindo a universidade e descende de um cooperado da Cooxupé, portanto “vai conciliar profissão com fazenda”, conta Melo. “Mas a minha propriedade é de médio porte. Nas camadas mais simples, a mulher tem presença ainda mais forte”, afirma o representante.
A rotina em um cafezal envolve tarefas árduas, como a colheita e o empilhamento de sacas, que, para a produtora aposentada e dona de casa Marília Bueno, devem ser delegadas a homens. “O trabalho é de homem, mas a mulher pode ajudar. Ajudando o homem, já serve. Mas o trabalho pesado tem que ser dele”, diz ela, que ficou viúva há 51 anos e, desde então, passou a se dividir entre afazeres domésticos e “da roça”, com a ajuda de sete filhos (quatro do sexo feminino).
Cafeicultoras com orgulho
No ano passado, as produtoras ligadas à Cooxupé – elas representam cerca de 10% do número de cooperados – entregaram mais de 230 mil sacas do produto – aproximadamente, 7% do volume total -, movimentando R$ 4,16 milhões, de acordo com a cooperativa mineira.
A conselheira-administrativa da empresa, Maria Liney Fleury, diz que sente orgulho de ser cafeicultora. “Sabemos o que nos custa colocar cada saca de café na pilha e é com paixão e otimismo que levamos e ampliamos o nosso negócio”, declara.
A proatividade feminina chamou atenção dos líderes da Cooxupé durante a sua Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), em fevereiro deste ano. “A mulher discute o orçamento com o marido e decide se pode ou não comprar o equipamento”, diz Melo.
A Cooxupé organizou, na semana passada, em sua sede no sul de Minas Gerais, um encontro com 191 cooperadas – todas à frente das lavouras de café – para enfatizar a importância da mulher no campo. O evento baseou-se em palestras, análises de mercado e chances de negócio.
Agronegócio feminino
Dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) mostram que 23% das famílias brasileiras que, de alguma forma, estão ligadas ao agronegócio têm liderança feminina. A nível global, a FAO aponta, em estudo divulgado em 2010, que 70% das mulheres economicamente ativas trabalham no setor rural.
Porém, a contribuição das mulheres para a economia agropecuária e o seu papel na segurança alimentar ainda são pouco reconhecidos, na avaliação do órgão da ONU. O documento da FAO afirma que a mulher tem importância decisiva na produção global de alimentos, pois responde por mais da metade da comida que chega às mesas de todo o mundo.
Ainda no estudo, publicado há dois anos, constam os seguintes dados: no continente africano, as mulheres executam 80% dos trabalhos rurais; no Caribe e na África subsaariana, elas produzem até 80% dos gêneros alimentícios básicos; em quinze países da União Europeia, 20% das terras agrícolas estão em posse de pessoas do sexo feminino (ante 77% de proprietários homens e 3% de posse pública).
No Brasil, a presença da mulher no setor rural pode ser facilmente observada na faina diária das lavouras, nos laboratórios de pesquisa e nas universidades voltadas à agropecuária.
As informações são do DCI, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint
Clima ameaça produção brasileira de café em 2012/13
O tamanho da próxima safra brasileira de café, cuja colheita terá início entre junho e julho, é um dos pontos-chave da equação que está ditando os rumos dos preços internacionais do produto. Mas a colheita poderá não ser tão volumosa quanto sinalizam as estimativas de mercado – entre 55 milhões e 57 milhões de sacas de 60 quilos – que colaboraram para derrubar as cotações nos últimos meses na bolsa de Nova York. Em Minas Gerais, maior produtor nacional do grão, a safra deverá ser até 2 milhões de sacas menor que o previsto em razão da estiagem registrada em 2011 e este ano.
Levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), de Minas, realizado na 2ª quinzena de fevereiro em 93% dos municípios do Estado apontou uma colheita de 24,6 milhões de sacas na temporada 2012/13. A projeção já é menor que a da Conab, que calculou a produção mineira em 26,3 milhões de sacas, com margem de erro de 3,01% para cima ou para baixo.
José Rogério Lara, diretor-técnico da Emater-MG, lembra que a seca foi severa no ano passado e provocou abortamento intenso de flores e chumbinhos. Neste ano, após as chuvas intensas de janeiro, a estiagem, que em algumas regiões durou de 15 a 50 dias, também prejudicou a granação dos frutos.
Na Bahia, 4º maior produtor nacional de café, também houve seca e a quebra da produção poderá chegar a 30% na maior região produtora do Estado, a do Planalto, segundo a Associação dos Produtores de Café do Estado (Assocafé). As projeções iniciais indicavam uma colheita baiana da ordem de 2,5 milhões de sacas, 1,3 milhão das quais no Planalto – onde não deverá ultrapassar 1 milhão.
Segundo João Lopes Araújo, presidente da Assocafé, os produtores investiram muito na cultura no ano passado em função dos preços altos do grão e agora estão “frustrados”.
O primeiro levantamento da Conab para a nova safra, divulgado em janeiro, estimou a colheita nacional entre 49 milhões e 52,3 milhões de sacas beneficiadas. Algumas consultorias chegaram a estimar a produção em 55 milhões de sacas, e o Rabobank projetou 57 milhões.
Paulo Etchichury, meteorologista da Somar Meteorologia, acredita que, de modo geral, o clima deverá beneficiar a cultura nos próximos meses. Mas a partir da metade de julho ondas de massa de ar polar elevarão o risco de geadas. Algum episódio de chuva no período também pode atrapalhar a colheita e o amadurecimento do grão na fase final. “O risco é mais para o manejo”, diz.
As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint
CMN deve aprovar recursos para ordenar melhor a venda da safra 2012
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá aprovar no começo de abril, na primeira semana, R$ 2,4 bilhões para a comercialização do café em recursos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) e mais R$ 2,0 bilhões via Banco do Brasil também para a estocagem. Esses R$ 4,4 bilhões vão viabilizar a estocagem de pelo menos 15 milhões de sacas de 60 quilos da safra nova. A informação parte do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, que falou à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2012, que ocorreu de 28 a 30 de março, em Araguari, Minas Gerais.
O orçamento total do Funcafé para o ano é de R$ 2,733 bilhões. Deste montante, são R$ 1,5 bilhão para a estocagem, mais R$ 500 milhões para custeio e colheita que podem virar financiamentos de estocagem. Silas Brasileiro informou que os recursos serão disponibilizados via garantia em produto, o que deve facilitar a liberação dos recursos, sem maior risco para a instituição financeira.
Brasileiro acredita que desta vez, neste ano, os recursos virão rapidamente, estando disponíveis desde o final de abril. O CMN deve aprovar voto com os recursos mais a carta reversal, que vão agilizar o processo. Esse “plano safra” para o café se estende por 24 meses e deve garantir o ordenamento da oferta neste ano de maior safra, aponta Silas Brasileiro. “O mais importante é que, dessa vez, o estoque vai ficar com o produtor e não com o comprador. Assim, o comprador não vai mandar no preço”, afirmou.
Em palestra durante a Fenicafé, Silas Brasileiro rechaçou o termo “retenção”, destacando que serão financiamentos normais para o ordenamento da oferta, com o produtor não vendendo a safra em três meses, mas sim em 12 meses, aos poucos, podendo dosar a oferta.
Para o presidente do CNC, neste primeiro trimestre do ano o mercado esteve desfavorável ao produtor, mas o cenário deve ser mais favorável no segundo trimestre, quando a oferta ainda não é abundante da safra nova. No terceiro trimestre, acredita numa nova depreciação do café, já que a demanda cai com o verão no Hemisfério Norte e entra mais fortemente o grão brasileiro. Mas, no quarto trimestre, a tendência volta a ser positiva, com o frio chegando novamente no Hemisfério Norte e com a oferta mais controlada. Com os financiamentos de estocagem, a ideia é abrandar o efeito de maior peso de disponibilidade do grão na entrada da safra nova.
As informações são da Agência Safras, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Web CaféPoint