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Café brasileiro ganha espaço em mercados de Índia e Vietnã
Portal do Agronegócio – Viçosa/MG – NOTÍCIAS – 17/05/2012 – 17:00:00
Os mercados russo e alemão estão se ampliando para o café brasileiro, que ganha espaço de países produtores como Índia, Vietnã e de algumas regiões africanas
DCI – Diário do Comércio & Indústria
O movimento enquadra-se num contexto de demanda aquecida e baixos estoques mundiais, fatores que elevam e sustentam os preços da commodity. No Brasil, os cafeicultores são favorecidos também pelo câmbio (dólar acima de R$ 1,90).
O mês de maio marca o início da colheita nas principais regiões brasileiras. A safra de 2012/2013 (safra cheia) deve bater recorde, com 50,5 milhões de toneladas colhidas, ou 16% a mais do que no ano passado, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Contudo, especialistas afirmam que a oferta maior não irá derrubar os preços internacionais.
“O consumo mundial deve seguir em alta, com uma produção global que pode não acompanhar o mesmo ritmo”, diz a pesquisadora Caroline Lorenzi, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O café arábica estava cotado, nessa quarta-feira (17), a R$ 388 na produção paulista, segundo o instituto. O presidente do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (Sindicafé-SP), Natan Herszkowicz, atenta para a questão cambial: uma valorização de 17% do dólar ante o real. “Transferiu-se isso para o café. O produtor está sendo mais bem remunerado”, afirma. E ressalta que a venda de variedades especiais é outro fator de valorização do café brasileiro. “O mundo continua demandando café, e café de alta qualidade, o que beneficia o País”.
Conilon “especial”
Os produtores ligados à Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), no Espírito Santo, querem provar que o conilon, a exemplo do arábica fino, também pode ser considerado especial. O descascamento do café e a seleção manual dos frutos permitiram à cooperativa explorar novos mercados, na Rússia e na Alemanha – e no Brasil -, com ganhos de 20% sobre o valor do grão.
A Coopeavi está negociando os cafés a R$ 350 (arábica), R$ 245 (conilon) e R$ 275 (cereja-descascada ou “conilon especial”), segundo o gerente de cafeicultura da cooperativa, João Elvidio Galimberti. “Há um consenso, por parte dos produtores, de produzir o café cereja-descascada”, diz. “Temos observado uma procura maior pelos cafés especiais, o consumidor tem assimilado bem a qualidade.”
Galimberti explica que o cafeicultor capixaba, na produção do cereja-descascada (colheita manual e seletiva), tem um “ganho real”. Por alguns motivos, economiza-se espaço (“ao tirar a casca”) e o tempo para secar os grãos fica menor. Além de tudo, os mercados interno e externo pagam mais pelo produto. “[A Rússia e a Alemanha] são mercados que, até então, preferiam receber produtos da Índia e da África, que produzem o melhor conilon”, afirma Galimberti. Em 2011, a Coopeavi enviou dez contêineres (192 toneladas, no total) aos dois países. Neste ano, já fez outros dois embarques (somando 39,4 toneladas) e recebeu oito encomendas, de 19,2 toneladas cada.
O preço do café cereja-descascada, destinado ao estrangeiro, atualmente fica entre US$ 155 e US$ 170, de acordo com o gerente da cooperativa. “O preço final das exportações traz exatamente a margem de 20% [sobre o valor do conilon tradicional] que tentamos agregar ao produto”, diz Galimberti. “O produtor tem um ganho real”, reafirma.
Evolução histórica
“A produção brasileira tem se superado a cada ano, com tecnologias, variedades novas, adensamento de plantio… o conilon alcançou níveis de produção muito elevados, e já há cafés rendendo 80 sacas por hectare”, analisa Herszkowicz, que, além de presidir o Sindicafé-SP, dirige a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).
O representante cita que, por exemplo, hoje já se têm cafezais com cinco ou seis mil pés plantados por hectare – algo inimaginável nos anos ’70, quando se plantava cerca de 1,5 mil mudas por unidade. Outro exemplo: conilons hiperprodutivos (cinco sacas/ha) no Espírito Santo. “Especialmente nos últimos cinco anos conseguiram-se resultados excelentes por lá.” O fator irrigação é destaque: a técnica cresceu “muito”, na última década, na mogiana paulista e no cerrado mineiro, de acordo com Herszkowicz.
Fonte: Web ABIC – Associação Brasileira das Indústrias de Café
Dirigente dedicado, trabalhador…
Nascido em Laranjal, Minas Gerais.
O Filho de José Venâncio da Costa e Juracy Costa herdou da família o perfil empreendedor: os pais eram proprietários de uma mercearia na Zona da Mata mineira.
Pai de cinco filhos, oito netos, um bisneto… Todos muito bem criados.
Viúvo da Sra. Cleusa Pimentel da Costa, a quem sempre se aconselhou antes de tomar qualquer decisão.
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Um amor herdado de família e a certeza pela busca da qualidade do café há anos atrás: prazer, seu nome é Salvador Venâncio da Costa. Numa entrevista descontraída, o atual presidente do Sindicato do Comércio de Café em Geral do Estado do Espírito Santo (Sindicafé), nos proporciona fazer uma viagem pelo mundo do café. O Sr. Salvador é um personagem de grande relevância sobre a história do Estado, em especial desse grão precioso que faz a economia capixaba prosperar a cada ano, o café. Com 80 anos, dentre várias conquistas historicamente registradas, cita-se a época em que era o presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) quando foi inaugurado o Palácio do Café, em 1987.
Sim, era o Sr. Venâncio o presidente do CCCV, lá na década de 80, quando foi inaugurado o edifício designado pelos comunicadores da época, como um formato exterior que se assemelhava a um classificador de café, falavam sobre o Palácio do Café. E pense bem, qual outra segmentação do agronegócio capixaba possui um Palácio? Se existe palácio, tem rei, tem sua magnitude e tem sua importância dentro do cenário econômico deste Estado, que possui um enorme potencial de crescimento em todas as instâncias, principalmente na cafeicultura.
Naquela época, em arquivos de 9 de outubro de 1987, o jornal A Gazeta, fez um caderno especial, carimbado como Suplemento Especial A Gazeta, onde o visionário e estratégico Sr. Venâncio já dizia: a nova sede deverá atender às empresas de exportação de café que, desde a construção da primeira sede do Centro, em 1957, vem trabalhando agrupadas no mesmo local. Sempre com o foco em centralizar as ações do café, o nobre senhor trouxe contigo a crença de que toda a cadeia produtiva deveria se fortalecer em conjunto para aquecer o desenvolvimento da cafeicultura do Espírito Santo. E desde lá, já se falava sobre a tal qualidade, que hoje é tópico especial na discussão para o crescimento da cadeia produtiva cafeeira capixaba.
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Desde o século passado, quando cuidava dos bens familiares que incentivava o plantio para ter uma colheita de qualidade, a degustação e a exportação de cafés já eram o foco. Quando fui chamado, eu já era da área do café, eu comprava, vendia e mandava café pra esse mundo a fora, relata Sr. Salvador. E foi assim o desenrolar da entrevista, num diálogo que proporcionou momentos de recordações em seu arsenal de fotos e jornais com registros sobre café desde a década de 60.
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Este repertório foi que o levou a ser convidado a gerir instituições de renome do setor: como o CCCV e o Sindicafé, consideravelmente em torno de 20 anos. Não só de café vive o homem, mas seus títulos vieram por sua benevolência enquanto articulador. Recebeu título de cidadão Espírito Santense, assinado em 22 de novembro de 1999 e título de Honra ao Mérito, pela Câmara Municipal de Vitória, em 12 de julho de 2006, por reconhecimento a serviços prestados a população da cidade, dentre outros.
E não para por aí. Nada mais honroso, do que ser homenageado pelo esporte que o brasileiro tem muito amor, o futebol. Conforme disse o Sr. Salvador, nunca joguei futebol, mas construí um estádio. A opção por ajudar o time financeiramente foi por verificar que na época o clube não provia de nenhum recurso.
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Assim, por acreditar sempre nos seus projetos e com o consentimento da esposa, resolveu cuidar do estádio que recebeu seu nome, por uma homenagem dos envolvidos no futebol capixaba da época. A votação dos Conselheiros recaiu para o nome Salvador Venâncio da Costa. Foi, na verdade um gesto digno de elogios dos Conselheiros, pois o presidente atual foi traço marcante para o aparecimento do referido estádio, relato de arquivo do impresso, jornal A Tribuna, datado em 14 de dezembro de 1966. Desta forma, nasce o estádio Salvador Venâncio da Costa, que hoje está entre os estádios concorrentes para treino de equipes mundiais durante a Copa de 2016, que o Brasil sediará.
Investimento na cadeia produtiva
Para quem fez um estádio, sem conhecer sobre futebol, imagina enquanto conhecedor do café, o que não faria. E em todo esse percurso de sua vida, o Sr. Venâncio esteve ali, parceiro de ações que qualificava os envolvidos na cadeia produtiva do café, desde o produtor, até o exportador.
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E foi nessa perspectiva que desenvolveu na última década parceria junto aos órgãos capixabas de renome para a qualificação dos envolvidos na cadeia produtiva do café, com o curso de Classificação e Degustação e o curso de Barista. Parceiros esses citados em CCCV – com o Centro de Treinamento Avelino Dadalto-, em continuidade com o Centro de Treinamento em Preparação de Café do Estado do Espírito Santo (CTPC) e nos últimos anos seu apoio ao Instituto de Desenvolvimento Social Sustentável do Café (Incafé).
Também consta no repertório do Sindicafé a divulgação da qualidade em Feiras e Eventos que vem proporcionando conhecimento e trazendo ao Espírito Santo um mercado promissor. Além do incentivo às atividades de classe por meio de apoio e valorização dos eventos direcionados aos exportadores.
É assim, um senhor visionário, que preza pelo investimento com cautela em seus projetos que acredita ser promissor e sempre com o consentimento da família, a quem sempre confiara: em especial sua esposa (in memória). Eu penso que tudo na vida a gente deve confidenciar a esposa, pois ela pensa no bem estar dos filhos. Salvador Venâncio da Costa: da família, do café, do futebol, sempre em busca da qualidade.
Um novo status para o café conilon capixaba
Cafeicultores do Espírito Santo, o maior produtor nacional de robusta, também conhecido como conilon, querem provar que o grão pode ser especial, assim como os cafés finos provenientes dos arábicas. A empresa Cambraia Cafés pretende lançar no próximo mês o primeiro blend que leva conilon especial. A expectativa é que a produção desses grãos, iniciada há cerca de dois anos, tende a crescer.
Arábica e robusta são as principais espécies cultivadas no mundo, comumente classificadas como variedades. Considerado de categoria inferior se comparado ao arábica, principalmente no que se refere à qualidade da bebida, o conilon é mais usado em blends de torrado e moído e na fabricação de café solúvel.
A meta é criar demanda para o produto, fazer o consumidor e a indústria entenderem a qualidade do conilon. Essas são as palavras do produtor Luís Carlos Gomes, que é um dos fornecedores para o novo blend. Produtor de café arábica no Espírito Santo, resolveu investir também no conilon descascado, o que segundo ele, garante uma bebida melhor e mais suave.
Este ano, o produtor deve colher pouco mais de 800 sacas diante de um total de 1.200 sacas de conilon, o mesmo volume da safra 2011/12. Para obter um produto classificado como especial, são necessários cuidados no manejo antes da colheita e no pós-colheita, além de uma posição geográfica favorável. Gomes cultiva sua produção em Santa Teresa, noroeste do Estado, acima de 400 metros de altitude antes considerado o limite para o plantio de robusta e tem plantas em áreas com altitude de quase 700 metros.
Além de atender à demanda crescente por produtos de melhor qualidade, o conilon especial seria, na avaliação dele, uma forma de a indústria baratear o custo com a matéria-prima na medida em que a maior utilização do robusta, mais barato que o arábica, garante mais corpo à bebida e não interfere no blend final com grãos arábicas. O robusta tem maior concentração de cafeína e sabor mais forte.
A exemplo do que ocorre com os arábicas finos, o conilon especial alcança preços superiores. De acordo com o produtor Luís Carlos Gomes, uma saca especial valia R$ 260 contra R$ 202 da tradicional, no ano passado. Mas ele relata que alguns produtores conseguiram R$ 356 ante R$ 300 do grão tradicional. O cafeicultor acredita que o conilon especial tem um ganho real de 15% a 25% em relação ao produto comum. Além disso, tem a vantagem do custo menor e a produtividade maior que o arábica. O produtor está otimista e prevê que o conilon vai tomar espaço do arábica, que hoje representa cerca de 75% do cultivo de café no país.
Luís Carlos Gomes e mais alguns produtores procuraram a Cooperativa Agropecuária Centro-Serrana (Coopeavi) em busca de apoio. Há dois anos, a cooperativa incentiva a produção do conilon especial e paga um prêmio sobre o produto. O ágio foi de cerca de 40 reais por saca no ano passado. E nesta safra deve ser entre 10% e 15% sobre o valor dos tipos mais comuns.
João Elvidio Galimberti, gerente de mercado de café da Coopeavi, disse que a cooperativa busca o mercado externo para competir com os melhores produtores de conilon na Índia e em alguns países da África. Hoje o tipo especial representa cerca de 10% do recebimento de todo o volume de café robusta da Coopeavi. A expectativa é de chegar aos 15% e 20%. A primeira colheita significativa dos associados rendeu pouco mais de 4 mil sacas de conilon cereja descascado e 12 mil sacas de grãos lavados com secagem natural. Desse total, dois contêineres com 320 sacas cada um foram exportados para Rússia e Alemanha.
Mais uma prova de teste será a colocação no mercado do primeiro blend de café fino produzido no Brasil que leva conilon especial. O produto será lançado no próximo mês pela mineira Cambraia Cafés. A recém-criada companhia, com foco em cafés gourmet, fez parceria com um distribuidor nos Estados Unidos e firmou contrato de exclusividade de venda em uma rede de supermercados no Brasil.
O blend, chamado de Zimbro, terá o mesmo preço de outros dois formados com café arábica e que serão lançados com a marca Cambraia em junho. Henrique Dias Cambraia, dono da empresa, diz que a inclusão do robusta especial não é só uma questão de preço. O produto garante um café forte, com padrão bem brasileiro, além de chamar a atenção pela novidade. Nos testes feitos pela torrefadora, Cambraia informa que os consumidores receberam o produto com surpresa positiva, diz. O blend será vendido em grãos torrados e moídos em embalagens de 250 gramas, de um quilo, além de sachês.
O blend Zimbro marca a estreia da torrefadora, que por enquanto terá um volume pequeno de produção, em torno de 10 toneladas por mês, divididos pela metade para os mercados interno e externo. O produto deve representar 40% da oferta de café.
Além da nova bebida, a produção de grãos especiais é incentivada pela empresa Conilon Brasil, que presta assistência técnica aos produtores. O Projeto Conilon Especial desenvolve protocolos de boas práticas agrícolas nos municípios capixabas de Jaguaré e Vila Valério, seguindo os padrões do Coffee Quality Institute, dos Estados Unidos, referência no assunto. Criada em 2009, a empresa quer identificar o potencial para a produção de conilon especial. De 150 propriedades avaliadas, 20 delas apresentaram condições especiais para a produção. Mas Adelino Júnior Thomazini, diretor da Conilon Brasil, é otimista e crê que 50% destas propriedades estarão produzindo conilon fino em 2012.
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Com o tempo, o produto vai se transformar em um grande mercado, afirma Adelino Thomazini, da Conilon Brasil
Thomazini explica que apesar de o conilon não ser rico em nuances de sabores como o arábica, com toques de fruta, chocolate, caramelo, castanha, etc, os cuidados no pós-colheita podem garantir a presença de algumas dessas características na bebida e valorizá-la por isso. Com o tempo, o produto vai se transformar em um grande mercado como ocorre com o arábica, prevê.
Valor Econômico
Fonte: Web Conilon Brasil
Indicador de preços do café da OIC registra nova queda em abril
As quedas das cotações internacionais do café arábica desde o início do ano refletiram-se no indicador de preços da Organização Internacional do Café (OIC) em abril, ainda que os valores do robusta tenham se mantido firmes, acima dos patamares do últimos trimestre de 2011.
Na média, o indicador da entidade ficou em US$ 1,6046 a libra-peso no mês passado, queda de 4,4% em relação a março (US$ 1,6777). Na comparação com abril do ano passado (US$ 2,3124), a baixa chega a 30,6%; sobre a média de 2011 (US$ 2,1039), a 23,7%. O indicador da OIC é composto por cotações de cafés arábicas de Brasil e Colômbia, entre outros, pela variedade robusta e pelos preços praticados nas bolsas de Nova York (arábica) e Londres (robusta).
Se a variedade arábica, que normalmente tem melhor qualidade, perdeu valor em Nova York, a média dos contratos futuros de segunda e terceira posições café robusta negociados em Londres aumentou 0,5% de março para abril e alcançou 91,81 centavos de dólar por libra-peso, o que proporcionou uma queda de 7,7% no diferencial ante o mercado de Nova York.
Além do recuo das cotações do arábica, a OIC diz que os preços em geral do café estavam mais voláteis no último mês. Além disso valor do dólar caiu em relação a moedas de países exportadores. Os preços dos produtos derivados de petróleo continuam a trajetória de alta, aumentando ainda mais os custos da cafeicultura, como transportes e fertilizantes.
A produção total dos países exportadores na temporada 2011/12 é estimada em 131,4 milhões de sacas, recuo de 2,1% em relação às 134,2 milhões de sacas do ciclo anterior. Para a temporada 2012/13, as informações disponíveis ainda são escassas para projeções, diz a OIC. Embora o consumo mundial tenha crescido 1,7% em 2011 (dados preliminares), houve uma diminuição em alguns mercados importantes.
As exportações dos países exportadores em março deste ano totalizaram 9,9 milhões de sacas, elevando para 51,7 milhões de sacas os embarques acumulados nos seis primeiros meses do ciclo 2011/12 (outubro de 2011 a março de 2012), queda de 2,3% em relação ao intervalo anterior. A queda é atribuída aos menores embarques particularmente de Brasil e Colômbia.
As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: CaféPoint
Setor produtivo valida tecnologias desenvolvidas pela Embrapa no âmbito do Consórcio Pesquisa Café
Uma equipe multidisciplinar de mais de 50 técnicos da Embrapa Café e Embrapa Cerrados, Unidades de Pesquisa da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Mapa, esteve no Oeste da Bahia realizando excursão técnica à Fazenda Lagoa do Oeste, em Luís Eduardo Magalhães. A visita teve o objetivo de conhecer as tecnologias da Embrapa, como o estresse hídrico controlado, o programa de monitoramento de irrigação, a aplicação de doses mais elevadas de fósforo na cultura e o cultivo da braquiária nas entrelinhas do cafeeiro.
Estresse hídrico controlado Com 904 hectares cultivados com café arábica irrigado por pivô central e gotejamento para produção de grãos especiais para exportação, a fazenda Lagoa do Oeste guarda uma história positiva de relacionamento com a Embrapa, tendo incorporado muitas de suas tecnologias, além de ser parceira do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café. O processo de produção do café irrigado é certificado internacionalmente, o que permite à Adecoagro, proprietária da fazenda, manter clientes no Japão, EUA e na Europa.
Em 2006, a Adecoagro iniciou as operações com café em uma área de 1.632 hectares envolvendo duas fazendas do grupo (Lagoa do Oeste e Rio de Janeiro, no mesmo município). Em 2011, na mesma área, a safra foi de 45 mil sacas e, para este ano, a estimativa é de 60.550 sacas. O potencial é de 65 mil sacas no ano que vem. Buscamos estabilidade de produtividade entre 45 a 50 sacas de café por hectare em áreas maduras, diz Rafael Ferreira, gerente de produção de café do grupo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento Conab, a previsão de produtividade nacional é 24,36 sacas por hectare, considerando a produção de 50,45 milhões de sacas previstas para 2012.
O resultado reflete o uso de tecnologias. Acreditamos que alcançamos vôo de cruzeiro com a parceria com o Consórcio Pesquisa Café e a Embrapa, o que é uma satisfação, afirmou Guy Carvalho, consultor técnico da Adecoagro. Ele lembrou as dificuldades enfrentadas até o estabelecimento do cafeeiro na região. Quando viemos para o Oeste da Bahia, tivemos que rever vários paradigmas. E pedimos ajuda à Embrapa. Viemos para produzir café especial irrigado e vimos que no Cerrado onde o período seco é intenso, o manejo das irrigações tem que ser feito criteriosamente para obter sucesso.
A parceria da fazenda com a Embrapa começou em 2005 com o projeto Desenvolvimento e adaptação de técnicas de manejo de água na cafeicultura irrigada em solos arenosos do oeste baiano (Projeto Raioba), que envolvia o uso de tensiômetros, turno de regas (com três a cinco dias de intervalo), redução de energia, menor desgaste das plantas, entre outros. O trabalho teve a participação do pesquisador Jorge Enoch Lima, da Embrapa Cerrados, e levou à redução, em 23%, do consumo de água anual para o café irrigado. Embora essa tecnologia tenha contribuído para racionalizar o uso de água de irrigação, ela por si só, não foi suficiente para solucionar muito dos problemas da cafeicultura irrigada do Oeste da Bahia.
No mesmo ano, foi adotado o estresse hídrico controlado, que promoveu a redução de custos, das perdas na colheita, de pragas, da requeima e da alta incidência de flores tipo estrelinhas. A tecnologia permitiu ainda o controle sobre a floração do cafeeiro, a uniformização da maturação dos frutos, a oportunidade para fazer a manutenção de equipamentos, além de ter garantido repouso às plantas e apontado falhas no programa de fertilização até então utilizado.
O projeto multidisciplinar utilizou cultivares de café desenvolvidas pelo Instituto Agronômico – IAC, Instituto Agronômico do Paraná – Iapar e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, instituições integrantes do Consórcio Pesquisa Café. Em 2005, convidamos pesquisadores, técnicos, extensionistas e produtores para um dia de campo visando observar a qualidade do café cereja colhido e cultivado com adoção do estresse hídrico. Foram cedidas áreas da fazenda para validar a pesquisa e os resultados da aplicação da tecnologia se mostraram promissores, conta Antonio Guerra, pesquisador que liderou o desenvolvimento da tecnologia e atualmente é gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Café.
Na estação de manejo de irrigação, foi apresentado sistema de captação e bombeamento de água na propriedade, que faz irrigação por gotejamento em 359 hectares e por pivô central na área restante. Em seguida, foram mostradas cultivares de Coffea arabica. A cultivar Catuaí Vermelho IAC 144 que é a variedade mais plantada no Oeste da Bahia, sendo de porte baixo, vigoroso e com alta produtividade, assim como a “Topázio” MG 1192, da Epamig. A “Icatu Amarelo” IAC 2944 tem porte alto e a “Iapar 59”, de porte baixo, sendo que ambas têm resistência a doenças. A “Catucaí” é resultante do cruzamento natural entre “Catuaí” e “Icatu”, guardando algumas características de ambos.
Aplicação de fósforo – Outra tecnologia da Embrapa adotada na fazenda foi a fosfatagem, a partir de 2006. Ela permitiu a revisão da quantidade de fósforo aplicada, propiciando mais energia, vigor e sanidade às plantas reduzindo os efeitos da bienalidade de produção.
Atualmente, o manejo da irrigação das propriedades utiliza a ferramenta online Monitoramento de Irrigação no Cerrado, da Embrapa Cerrados (disponível em http://hidro.cpac.embrapa.br), além de diversos controles de gerenciamento da produção. A adubação com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) também é feita com base nos trabalhos da Embrapa. Na parceria com a Embrapa, conseguimos solucionar diversos problemas que antes não resolvíamos, disse Guy.
Café com braquiária – Os visitantes percorreram todo o processo de produção do plantio ao processamento dos grãos. Na estação de manejo da fertilidade do solo com NPK e braquiária, o plantio da braquiária nas entrelinhas do cafeeiro foi realizado em novembro do ano passado, e até abril haviam sido feitas três roçadas. Foi constatado que a braquiária não competiu com o cafeeiro, além de contribuir para a ciclagem de nutrientes e a incorporação de carbono (matéria orgânica) para o solo. A braquiária consegue extrair fósforo que o café não acha, disse Guerra. Ela multiplica a micorriza nativa e estimula o sistema enzimático que está no solo, melhorando sua qualidade e fazendo-o funcionar melhor, acrescentou o chefe geral da Embrapa Cerrados, José Roberto Peres.
Colheita e pós colheita – A colheita foi demonstrada na estação seguinte. O processo de colheita seletiva é realizado por máquinas, em três etapas, à exceção das plantas com até dois anos. Na primeira passada, é colhido o café dos ponteiros em torno de 40% do total ou cerca de 25 mil sacas. Busca-se colher o máximo de grãos cereja e o mínimo de grãos verdes. Após essa primeira passada que causa um estresse mecânico às plantas com consequente maturação dos frutos mais atrasados, 20 dias depois, é feita a segunda passada, colhendo-se 45% do café. O restante é levantado do chão através da varrição.
Na usina de beneficiamento de grãos, foram observados os processos de separação e preparo dos grãos, como lavagem, descasca, secagem e ensacamento. Também foi demonstrada a classificação dos grãos, a análise da qualidade, cor, peneira e a separação dos grãos defeituosos. Ao final, os participantes puderam degustar um café preparado com dois tipos de grãos produzidos pela Adecoagro.
As tecnologias testadas e validadas com sucesso abrem margem para sua expansão em função dos benefícios visíveis, como diminuição de custos de produção e retorno financeiro dos investimentos aplicados. Estamos abertos para validar novas tecnologias, receber mais informações. A parceria com a pesquisa é fundamental para nós, assim como o inverso acredito ser também verdadeiro, fala Rafael Ferreira, gerente de produção da Fazenda Lagoa do Oeste.
Além de todo o processo ser altamente eficiente, tem um alto nível de gestão. As boas práticas predominam, sendo um grande laboratório para diversas teses. Identificamos a grande oportunidade de quantificar e valorar o uso das tecnologias empregadas. É preciso contabilizar o que se faz em nome da sustentabilidade. O meio ambiente deixou de ser uma palavra de ordem para se tornar uma exigência da sociedade, observou Peres ao final da visita.
O ex-chefe interino da Embrapa Café, Paulo Cesar Afonso Jr, disse que os resultados obtidos nesta fazenda e em outras nas quais as tecnologias do Consórcio Pesquisa Café foram aplicadas graças à união de instituições brasileiras de pesquisa, extensão e transferência de tecnologia em torno desse arranjo institucional, inédito e único no mundo em torno de um único produto. Precisamos incentivar mais esse exercício de aproximação com o setor produtivo e replicar esse sucesso pelo País a fora.
Depoimentos de participantes Pesquisadores da Embrapa Cerrados estavam empolgados durante a visita. Cícero Donizette, Luiz Adriano e Charles Martins acharam a iniciativa fantástica. Segundo eles, é uma oportunidade de contato direto com produtor, suas dúvidas e demandas para a pesquisa para ouvir demandas do setor e oferecer soluções viáveis econômico, sócio e ambientalmente em benefício da pesquisa, do setor produtivo e da sociedade. Da Embrapa Café, o pesquisador Anísio Diniz enfatiza a importância da transferência de tecnologia para que os resultados da pesquisa cheguem até o produtor. É ela que faz a ponte com a cadeia produtiva. O analista Jamilsen Santos, da mesma Unidade da Embrapa, concorda com o colega e acrescenta que, para completar o sistema de inovação, é necessário que essas tecnologias façam a diferença para a sociedade.
As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Mapa.
Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Breno Lobato – MTb 9417/MG e Flávia Bessa MTb 4469/DF
Site: http://www.embrapa.br/cafe
Fone: (61) 3448-1927
E-mail: flavia.bessa@embrapa.br
Site: http://www.embrapa.br/cafe
http://www.consorciopesquisacafe.com.br/
Serviço de Atendimento ao Cidadão: http://sac.sapc.embrapa.br
Fonte: Web Embrapa
Chuvas diminuirão no Espírito Santo nesta quinta-feira (17)
Nesta quinta-feira (17), a previsão do tempo indica que haverá redução das chuvas no Espírito Santo. O sol aparece entre muitas nuvens em toda a faixa leste, com previsão de chuvas rápidas por causa da umidade marítima. As temperaturas variam de 13°C a 19°C na Região Serrana e de 16°C a 26°C nas demais regiões.
De acordo com o meteorologista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Bruce Pontes, a trégua da chuva ocorrerá devido ao afastamento de um sistema de baixa pressão, que se formou no mar, na altura da costa do Espírito Santo.
A frente fria que provocou as chuvas deslocou-se para o oceano e a borda de um sistema de alta pressão começa a influenciar o Estado já na noite desta quarta-feira (16), reduzindo as chuvas, explicou.
No entanto, Pontes afirmou que o vento marítimo ainda mantém as condições para chuva ocasional e fraca na faixa leste do Estado nos próximos dias. Essa situação deve se manter até o final da semana, mas na maior parte do tempo não vai chover e o sol aparece, mesmo que entre muitas nuvens, afirmou.
Desde o início da semana, o volume de chuvas registrado em Vitória foi de 219,8 mm. Do início do mês de maio até agora, o acumulado já alcançou os 278 mm na Capital, um dos maiores volumes de chuva registrados para o mês de maio desde que as medições pluviométricas começaram a ser feitas no Espírito Santo.
Informações à imprensa:
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Texto: Luciana Silvestre
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Fonte: Web Incaper
Consumo mundial de café desacelera e cresce 1,7% em 2011, diz OIC
O consumo mundial de café cresceu 1,7% em 2011 em relação ao ano anterior e alcançou 137,9 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados preliminares divulgados pela Organização Internacional de Café (OIC). O incremento registrado foi inferior à média dos últimos 12 anos (2,5% ao ano), o que, segundo a entidade, confirma que a demanda continua a mostrar sinais de flutuação. Em alguns países emergentes, inclusive em exportadores de café como o Brasil, o aumento do consumo segue firme; mas em outras nações em desenvolvimento e em importantes países desenvolvidos há quedas significativas.
É o caso de tradicionais mercados na Europa como a Espanha, que registrou redução de 2,6%, e a Itália, com recuo de 1,8%. Nesses países, o produto subiu no varejo e afungentou consumidores tendo em vistas os problemas nas respectivas economias. Em dezembro do ano passado, os valores no varejo atingiram recordes em vários países, com aumentos superiores a 30% ante dezembro de 2010.
Na lista da OIC, os mercados emergentes onde o consumo de café mais recuou em 2011 foram a Coreia do Sul (17,1%), Argélia (11,5%) e Ucrânia (10,8%). Entretanto, a entidade alerta que a metodologia usada para calcular o consumo nesses países pode ter sido prejudicada por questões como a mudança dos estoques. Portanto, estão sujeitas à revisão.
Entre o grupo de países exportadores, o que apresentou maior crescimento no consumo foi o Vietnã (21,6%). No Brasil, o incremento foi de 2,6%, o que manteve o país como o segundo maior consumidor do mundo, atrás dos EUA onde a demanda subiu 1,2% no ano passado. Dentre os principais importadores do grão, a França teve maior incremento do consumo (4,3%).
Valor Econômico
Fonte: Web Conilon Brasil
Espírito Santo realizará maior conferência internacional de café conilon no Brasil
No período de 11 a 15 de junho, de 2012 acontecerá a Conferência Internacional de Coffea canephora, no Centro de Convenções de Vitória. O tema do evento é Cem anos de história e evolução do conilon no Estado do Espírito Santo. A Conferência contará com a participação de palestrantes nacionais e internacionais que discorrerão sobre temas relevantes para todas as etapas da cadeia produtiva do conilon. Contará com a participação de países produtores e exportadores do café robusta como: Vietnã, Uganda, Índia e Costa do Marfim e são esperados cerca de 700 participantes. As inscrições estão abertas pelo site www.conferenciaconilon.com.br.
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A Conferência Internacional do Coffea canephora é uma a promoção do Governo do Estado do Espírito Santo, com realização do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), da Embrapa Café, uma unidade de pesquisa da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Consórcio Pesquisa Café.
O presidente da comissão executiva da Conferência, Romário Gava Ferrão, fala que um dos objetivos do evento é divulgar a importância do café conilon (Coffea canephora) no mercado brasileiro e internacional. Em face de seus indiscutíveis atributos como matéria-prima, o café robusta é complemento na produção do café solúvel e na composição dos blends do torrado e moído, observa.
Ainda segundo o presidente, a contribuição do café robusta à cafeicultura nacional, além do seu aspecto social e da geração de trabalho, se exterioriza, notadamente, no grande impulso dado à indústria de café solúvel. Para ter uma ideia, na produção de café solúvel, 80% da sua composição é feita com o café robusta; já o café expresso, tem 20% do robusta em sua composição. A Conferência Internacional será um dos maiores fóruns de debates e aprendizado sobre esse grão, e mostrará as tecnologias desenvolvidas por vários institutos nas áreas de melhoramento genético, biotecnologia, tecnologia de produção e questões climáticas, que é um dos principais focos, Romário explica.
Guilherme Braga, diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), explica que o evento representa uma justa homenagem à competência do cafeicultor capixaba e das instituições de pesquisa e assistência técnica do estado, responsáveis pela formação do mais importante polo de produção da variedade no Brasil. A minha participação na Conferência muito me honra e proporciona-me a oportunidade de destacar pontos importantes do café robusta na comercialização interna e externa.
Expositores Entre expositores e participantes, está a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), no Espírito Santo, que irá divulgar o café de terreiro, processo diferenciado feito em pequena quantidade quando não se tem muito tempo para fazer a secagem adequada. Além de apresentar o conilon cereja descascado, haverá também espaço para a degustação do café robusta. O estado do Espírito Santo está de parabéns pela evidência que está dando ao produto de grande importância mundial. Além do mais, os visitantes e palestrantes irão apreciar o sabor marcante e encorpado do café robusta, que apesar de pouco divulgado, está inserido nos lares brasileiros, ressalta o presidente da cooperativa, Antonio Joaquim de Souza Neto.
Sobre o Coffea canephora Conhecido no mercado internacional como café robusta e mais notadamente no Brasil como conilon, a espécie Coffea canephora tem uma participação de 38% na produção mundial. No Espírito Santo, a espécie foi introduzida há 100 anos e é cultivada comercialmente desde 1972, envolvendo 64 municípios, 40 mil propriedades, 78 mil famílias e cerca de 250 mil empregos de forma direta e indireta no estado, distribuída em 300 mil hectares.
Safra Conilon 2012 no Brasil Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) da safra 2012, a produção brasileira de conilon está estimada em 12,3 milhões de sacas de 60 quilos, sendo 9,3 milhões no Espírito Santo, 1,6 milhões em Rondônia, e o restante da produção nos estados da Bahia (0,738), Mato Grosso (0,115), Minas Gerais (0,299) e Pará (0,165).
No Consórcio Pesquisa Café o conilon também é prioridade, sendo objeto de pesquisa em diferentes etapas da cadeia produtiva desse café. O Consórcio Pesquisa Café é um dos maiores realizadores do evento e é preciso que este ano haja mais interação entre produtores, pesquisadores e técnicos para divulgação das pesquisas desenvolvidas, finaliza Romário Ferrão.
Saiba mais no site: www.conferenciaconilon.com.br.
Área de Comunicação & Negócios da Embrapa Café
Responsável: Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)
Texto: Higor Sousa Silva (MTb 9684/DF)
Fone: (61) 3448-4566
Site: http://www.embrapa.br/cafe
http://www.consorciopesquisacafe.com.br/
Serviço de Atendimento ao Cidadão: http://sac.sapc.embrapa.br
Fonte: Web Embrapa
Encontro em Ibatiba marca início oficial da colheita do café arábica no ES
[imagem67] O lançamento oficial da campanha para produção de café arábica de qualidade será nesta sexta-feira (18), em Ibatiba, na Microrregião Caparaó. O evento será realizado durante o 10º encontro de produtores de café do município e também comemora o início da colheita do arábica no Espírito Santo.
Durante a atividade, que pretende reunir cerca de 500 pessoas, haverá palestras sobre as tendências do mercado mundial de café, alternativas de pós-colheita para agregação de valor ao café arábica e linhas de crédito rural para agricultura.
Será lançado o concurso municipal de qualidade do café arábica e haverá pronunciamento de autoridades, como o secretário da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Enio Bergoli, e do diretor presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo. Ao final do evento, ocorrerá a colheita simbólica do café arábica.
De acordo com o pesquisador do Incaper e coodenador do Programa Estadual de Cafeicultura, Romário Gava Ferrão, o café arábica no Espírito Santo é compatível com os melhores cafés produzidos no Brasil e no mundo. Nosso desafio é a busca pela excelência do café arábica, que tem um mercado extremamente exigente, afirmou Romário.
Para atingir este objetivo, além da campanha para a produção de café arábica com qualidade, realizada há 15 anos, o Incaper conta com o Programa Renovar Café Arábica, que pretende renovar em 100% o parque cafeeiro de arábica.
Serviço:
Evento: Lançamento oficial da campanha para produção de café arábica de qualidade
Data: 18 de maio de 2012
Local: Coração de Eventos (Casa de Eventos). Km 156/BR-262
Programação:
12h – Chegada e inscrição dos cafeicultores
13h – Tendências do Mercado Mundial de Café
13h40 – Alternativas de pós-colheita para agregação de valor ao café arábica
15h30 – Linhas de crédito rural para cafeicultura
15h40 – Lançamento do concurso municipal de qualidade do café arábica
16h – Pronunciamento das autoridades
16h30 – Lançamento do início da colheita do café arábica
17h – Sorteio de brindes e encerramento
Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação Incaper
Eduardo Brinco/Juliana Esteves/Luciana Silvestre
Texto: Luciana Silvestre
comunicacao@incaper.es.gov.br
Tel: 3636-9865/3636-9868/9850-2210
Twitter: @incaper
Fonte: Web Incaper
Diferença de preços entre os cafés arábica e robusta cai 48%
A diferença entre os preços internacionais dos cafés arábica e robusta caiu ontem, dia 14, para um nível 47,6% inferior ao registrado há um ano, segundo cálculos do Valor Data. Tradicionalmente, o arábica, que normalmente tem qualidade superior, vale muito mais que o robusta, o que provoca um grande diferencial entre as duas variedades.
O spread dos vencimentos dos contratos futuros de segunda posição de entrega do arábica negociado em Nova York e do robusta transacionado na bolsa de Londres nesta segunda-feira foi de 81,06 centavos de dólar por libra-peso a favor do primeiro. Há um mês, a diferença era de 88,94 centavos; há um ano, era de US$ 1,5478, ou 47,6% mais que o spread atual.
A diferença de preços é acompanhada de perto pelos torrefadores, que muitas vezes substituem alguns grãos arábicas em suas bebidas pelo robusta, mais barato. Nos últimos dois anos, houve maior uso do café robusta nos blends da bebida em função dos preços elevados do arábica, que em 2011 atingiram máximas em 14 anos. Em 2012, os preços futuros do arábica já caíram mais de 23% com a expectativa de uma colheita maior no Brasil. Ao mesmo tempo, os preços do robusta subiram cerca de 20%, em parte devido à retenção de vendas dos cafeicultores do Vietnã, maior produtor mundial da variedade, à espera de valores maiores do produto. Mas a maior demanda pelo robusta também provocou a valorização da variedade no mercado internacional, afirma Gil Barabach, analista da Safras & Mercado.
Segundo ele, nos últimos meses houve um menor diferencial entre as variedades, diante da queda registrada nos valores do arábica. E agora ocorre um realinhamento da estratégia das torrefadoras diante da perspectiva de maior oferta de café arábica com a entrada de uma grande safra brasileira. Além disso, de acordo com Barabach, existe uma acomodação do consumo de café diante do período de primavera no hemisfério Norte.
A expectativa é que as compras das torrefadoras se concretizem nos próximos meses e que os produtores brasileiros vendam a safra tão logo tiver a oferta do produto, disse Keith Flury, analista sênior de commodities do Rabobank.
Valor Econômico
Fonte: Web Conilon Brasil