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Conferência internacional de café destaca importância do conilon para o mundo
Os cinco maiores países produtores de café conilon, Brasil, Costa do Marfim, Indonésia, Uganda e Vietnã, reuniram-se no primeiro painel de discussão da Conferência Internacional de Coffea canephora, no Centro de Convenções de Vitória, no Espírito Santo. O evento está sendo realizado pelo Governo do Estado e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio do Consórcio Pesquisa Café, que tem sua programação de pesquisa coordenada pela Embrapa Café, unidade da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
No primeiro dia de debate, ficou claro o espaço que o conilon vem ganhando cada vez mais na produção, na indústria e no mercado consumidor de cafés pelo mundo. Prova disso, foi a apresentação do diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, e do pesquisador da Embrapa Café/Incaper, Aymbiré Fonseca, ambos falando sobre a história e contexto atual do conilon no estado e no país. Ao se apresentarem no painel Estado da arte, inovações tecnológicas e transferência de tecnologias de Coffea canephora nos principais países produtores do mundo, falaram sobre os cem anos da espécie introduzida no país pelo Espírito Santo, mostraram em números como o Brasil evoluiu em pesquisa, no que diz respeito à sistema de cultivo, combate à pragas e doenças e novas variedades, e tem potencial para assumir em alguns anos o posto de primeiro exportador de robusta, hoje ocupado pelo Vietnã. O Espírito Santo responde hoje por 20% da produção de conilon no mundo.
Em seguida, Costa do Marfim, com Koffi NGoran, e da Indonésia, com Pranoto Soernato, apresentaram as demandas prioritárias de seus países quanto à cultura do robusta. No caso da Costa do Marfim, apesar de uma produção em ascensão, o país sofre as consequências da falta de crescimento da produtividade e de intempéries constantes do clima. Na Indonésia, a questão principal está em torno de uma produção que busca se recuperar competitivamente, mas que vem sofrendo com a substituição, no meio agrícola, da produção de café por outras culturas como cacau e algodão.
Encerrando o cenário do robusta no mundo, palestrantes de Uganda, Henry Ngabirano, e do Vietnã, Phung Duc Thung, destacaram cenários onde uma grande demanda por incentivo à pesquisa e a necessidade de políticas agrícolas para regular a cafeicultura surgem como os principais desafios. Na Uganda, apesar de relevante pesquisa para o desenvolvimento de uma variedade resistente à doença chamada CWD, ainda existem outros segmentos a serem beneficiados com pesquisas de produtividade e sobre tolerância à seca, por exemplo. Entre as prioridades, Uganda destaca ainda a busca por melhorias na qualidade do robusta, espécie nativa do país.
O Vietnã, atual maior exportador de robusta do mundo, enfrenta imensas dificuldades nos mais variados segmentos da cafeicultura. Com grande número de propriedades, formadas por pequenos produtores, muitos divididos por etnias, o país rapidamente alcançou o primeiro lugar na produção, mas atualmente tem desafios de produtividade, de sustentabilidade, ameaçada pela má utilização de recursos hídricos e de solo; falta de mercado interno, o que deixa o país vulnerável às variações de preços do mercado externo; e, principalmente, a falta de pesquisa e tecnologia no campo, consequência em grande parte da falta de organização institucional do estado e dos próprios produtores.
Perspectivas para o conilon Com o balanço da situação do robusta nos principais países produtores, a Conferência pretende unir esforços e suscitar parcerias e troca de conhecimentos com o objetivo de viabilizar um desenvolvimento sustentável da produção mundial e com foco na qualidade do conilon.
Na palestra que encerrou o dia de debates, ministrada por Carlos Henrique Brando, da P&A Marketing Internacional, as perspectivas para a cultura são bastante positivas. Brando atestou o crescimento da procura pelo conilon por diferentes países consumidores, com destaque para os países emergentes que entram no filão, além do crescente mercado da indústria de solúvel. Com isso, os países produtores precisam se preparar para atender a uma demanda que só aumenta. O palestrante questiona: De onde virá o mercado adicional para isso?. Nesse aspecto, Brando ressaltou que Brasil e Vietnã saem na frente por seus relevantes números de produção, ambos respondem hoje por 50% da produção mundial de robusta. Além da tecnologia, um diferencial na disputa, a transferência desta para o produtor, levando a um ganho de remuneração do agricultor e a um consequente aumento de sua produção, também será um ponto crucial na conquista de novos mercados.
Ainda sobre o futuro da produção, Carlos Brando destacou a mudança da qualidade do conilon, não só como produto final, mas também na percepção do mercado, que passa cada vez mais a aceitar blends de café com porcentagens maiores de robusta. Segundo Norma Técnica da ABIC lançada este ano, não há mais restrição de quantidade de robusta para o chamado café gourmet, ou seja, o que atesta a qualidade de um café a partir de agora será sua capacidade de alcançar a nota mínima na classificação do produto final e não mais a porcentagem de arábica ou de conilon no blend.
Após as palestras, uma mesa de debate, com os palestrantes dos países produtores, com o diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva, e com o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, respondeu às perguntas do público sobre os temas discutidos ao longo do dia.
Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Embrapa
Fonte: Web Conilon Brasil
Começa no Brasil a maior Conferência Internacional de Coffea canephora do mundo
[imagem100]O Espírito Santo é o maior produtor da espécie Coffea canephora no Brasil e segundo maior produtor mundial com 300 mil hectares de área cultivada. Com a tradição e avanço do estado na pesquisa e na produção da cultura, foi aberta, no Centro de Convenções de Vitória, a primeira Conferência Internacional de Coffea canephora, na noite de segunda-feira (11/06). O evento vai até o dia 15/06 e é o maior já realizado no mundo voltado para a cadeia produtiva do conilon, também conhecido como robusta. O Consórcio Pesquisa Café, cuja programação de pesquisa é coordenada pela Embrapa Café, unidade da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), está presente na Conferência como apoiador na organização, com um estande para exposição de tecnologias e com a presença de pesquisadores no evento.
A Conferência, promovida pelo Governo do Estado do Espírito Santo e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), instituição do Consórcio, espera um público de 700 pessoas, com cerca de 20 delegações vindas dos principais países produtores e também consumidores de conilon, além de 40 debatedores internacionais. Essa Conferência é uma mostra da crescente importância que o conilon adquiriu no mundo. Queremos debater avanços, conhecimentos e tecnologias para a indústria, mercado e produtores, sempre com foco na sustentabilidade. Esperamos promover um grande intercâmbio de informações, ressaltou o coordenador do programa de cafeicultura do Espírito Santo, Romário Gava Ferrão.
A distribuição de renda e geração de trabalho no meio rural pela cafeicultura no Espírito Santo foi outro ponto destacado pelo presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo. Entre outros, estavam presente na solenidade de abertura, o diretor do Departamento de Café (Decaf/MAPA), Edilson Alcântara, o secretário executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva, e o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo.
Encerrando a noite de abertura, o público de pesquisadores, produtores, empresários, estudantes, vindos de diferentes partes do Brasil e do mundo, assistiu à Conferência do governador do estado, Renato Casagrande, sobre Cem anos de história e evolução do conilon no Espírito Santo. A apresentação trouxe informações sobre um século da cultura no estado, com um panorama animador de crescimento e inovação do conilon na pesquisa e no campo. O Espírito Santo produz hoje 10% de todo o café do mundo e 20% do conilon mundial, comemorando recorde de produção em 2012, com mais de 10 milhões de sacas nesta colheita, destacou Casagrande. São 679 milhões de pé de café no estado, 78 mil famílias que vivem da cafeicultura e 40 mil propriedades produtoras.
Nesse cenário, o Consórcio Pesquisa Café, importante parceiro nas pesquisas cafeeiras junto ao Incaper, busca viabilizar essa inovação e, principalmente a transferência de tecnologias para o produtor. Indo ao encontro da meta defendida pelo diretor do Decaf/MAPA, Edilson Alcântara: O Decaf vai apoiar a transferência de tecnologia para os produtores, pois temos que incentivá-los a suprir suas necessidades tecnológicas. Nosso desafio é criar uma certificação para o café brasileiro atestando sua sustentabilidade. O Decaf é responsável pela gestão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), de onde são repassados os recursos para as pesquisas do Consórcio.
A Conferência Internacional de Coffea canephora está sendo transmitida ao vivo pelo site Peabirus no endereço: http://www.redepeabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=39490. Mais informações também no site do evento: www.conferenciaconilon.com.br.
Os painéis de discussão iniciam nesta terça-feira (12/06), com a apresentação do estado da arte da cultura do conilon no Brasil, Costa do Marfim, Indonésia, Uganda, Vietnã e as perspectivas para o Coffea canephora. O primeiro painel contou ainda com a participação do presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, e com o pesquisador da Embrapa Café, Aymbiré Fonseca. O painel foi moderado pelo diretor geral da OIC, Robério Oliveira Silva.
Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)
Fone: (61) 3448-4566
Site: www.embrapa.br/cafe
www.consorciopesquisacafe.com.br
Fonte: Web Embrapa.
Café Conilon: inicia hoje a Conferência Internacional no ES
Com o tema central Cem Anos de História e Evolução do Conilon no Estado do Espírito Santo Brasil, o evento visa apresentar e discutir, com a comunidade científica e com representantes dos diversos setores envolvidos na cadeia de Coffea canephora (café conilon), temas associados à pesquisa, desenvolvimento e inovações; aspectos conjunturais e de organização; qualidade, mercado e indústria; entre outros, direcionados à competitividade e sustentabilidade desta importante atividade em vários países do mundo. O evento será realizado entre os dias 11 e 15 de junho no Centro de Convenções de Vitória, Espírito Santo.
Delegações de diversos países já confirmaram presença, como o Vietnã, maior produtor mundial de robusta; a Índia, referência internacional em qualidade do produto; além de Uganda, Indonésia, Costa do Marfim, México, Porto Rico, República Dominicana e Nicarágua. Até mesmo a Costa Rica, tradicional produtor de arábica, manifestou interesse em participar do evento.
A Conferência Internacional de Coffea canephora é realizada pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café), do Consórcio Pesquisa Café; e de mais de vinte instituições parceiras.
Fonte: Informações retiradas no site da Conilon Brasil e adaptadas pela Assessoria de Comunicação do Sindicafé.
Faltam 5 dias para a Conferência Internacional de Coffea Canephora
Os preparativos para a Conferência Internacional do Coffea canephora estão a todo vapor. O evento será realizado entre os dias 11 e 15 de junho no Centro de Convenções de Vitória, Espírito Santo.
Com o tema central Cem Anos de História e Evolução do Conilon no Estado do Espírito Santo Brasil, o evento visa apresentar e discutir, com a comunidade científica e com representantes dos diversos setores envolvidos na cadeia de Coffea canephora (café conilon), temas associados à pesquisa, desenvolvimento e inovações; aspectos conjunturais e de organização; qualidade, mercado e indústria; entre outros, direcionados à competitividade e sustentabilidade desta importante atividade em vários países do mundo.
Delegações de diversos países já confirmaram presença, como o Vietnã, maior produtor mundial de robusta; a Índia, referência internacional em qualidade do produto; além de Uganda, Indonésia, Costa do Marfim, México, Porto Rico, República Dominicana e Nicarágua. Até mesmo a Costa Rica, tradicional produtor de arábica, manifestou interesse em participar do evento.
Um ambiente será construído exclusivamente para expor o robusta de qualidade. O Espaço Conilon terá cafeteria, sala de degustação e estande, para apresentar aos participantes o conilon capixaba de excelência. Ainda na programação da Conferência, estão previstas visitas técnicas a Unidades Demonstrativas de café conilon nos municípios de Fundão, Marilândia e São Gabriel da Palha. Haverá também uma vista a uma indústria de café solúvel.
A Conferência Internacional de Coffea canephora é realizada pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café), do Consórcio Pesquisa Café; e de mais de vinte instituições parceiras.
Juliana Esteves
Assessoria Incaper
Fonte: Web Conilon Brasil
PIB revela atividade econômica fraca no primeiro trimestre
Evolução do PIB brasileiro (Fonte: Época Negócios)
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Adicionar aos meus Itens O Produto Interno Bruno (PIB) do Brasil atingiu R$ 1,03 trilhão no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma expansão de 0,2% na comparação com os três últimos meses de 2011 e de 0,8% ante igual período do ano passado. O resultado, divulgado pelo IBGE no dia 1º de junho, mostra que a economia começou o ano em ritmo lento.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) fez uma análise sobre o resultado do PIB no primeiro trimestre de 2012.
De acordo com o IBGE, a Indústria teve o maior destaque, com crescimento de 1,7% frente ao último trimestre de 2011 e de apenas 0,1% na comparação com o mesmo treimestre do ano anterior. O setor foi influenciado pela maior competição externa e pela queda do consumo interno, cujos índices de endividamento e inadimplência estão altos. Impactado pelo bom desempenho do mercado de trabalho, que conjuga renda em alta e desemprego em baixa, o setor de Serviços teve alta de 0,6% frente ao último trimestre de 2011 e de 1,6% na comparação anual. O destaque negativo foi o setor Agropecuário, que encolheu 7,3% em relação ao último trimestre de 2011 e 8,5% na comparação com igual período de 2011.
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 1% frente ao último trimestre de 2011. Já o do governo registrou alta de 1,5% – a maior taxa desde o segundo trimestre de 2011 (2,1%). A taxa de investimentos atingiu 18,7% do PIB, superior apenas ao primeiro trimestre de 2009, e a taxa de poupança, 15,7%, a menor desde igual período de 2009 (14,4%). Apesar de ter tido crescimento menor do que o dos gastos do govenro, o consumo das famílias teve impacto maior para expansão do PIB, por causa seu peso na composição das contas nacionais.
“O consumo das famílias foi o componente que mais contribuiu para o crescimento do PIB, influenciado pelo crescimento da massa salarial real; pelo crédito, que apesar de ter desacelerado, continua crescendo; e pelas medidas de incentivo ao consumo, como isenção de IPI para alguns segmentos”, afirma a gerente das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
Para a economista da CNC Marianne Hanson, os dados refletem os efeitos contracionistas do passado, mas o cenário tende a melhorar. “Apesar de persistirem os efeitos de um crescimento econômico internacional mais fraco e de um ambiente de maior aversão ao risco sobre a produção, consumo e investimentos nacionais, as políticas em vigor devem estimular a demanda e promover uma recuperação no segundo semestre”, afirma. Entretanto, segundo Marianne, o cenário externo deve continuar influenciando negativamente, o que deve impedir um crescimento acima de 3% em 2012.
Brasil fica em último entre os emergentes
Com a divulgação do dado, o Brasil fica na quinta e última posição no ranking de crescimento entre os países emergentes. Em primeiro lugar está a China, que registrou alta de 8,1% nos três primeiros meses do ano, frente ao mesmo período do ano passado, seguida pela Índia (5,3%), Rússia (4,9%) e África do Sul (2,1%).
O PIB
O PIB equivale à soma das riquezas produzidas pelo país, e é composto pelo desempenho da indústria, da agropecuária e do setor de serviços. Também é analisado a partir do consumo, e neste caso é dividido pelo consumo das famílias e do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.
Fonte: Web CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo-.
Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – maio de 2012
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Crédito: Ascom-PV
O ICF tem o objetivo de antecipar o potencial das vendas do comércio.
A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador inédito com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.
Análise ICF – maio 2012 | [arquivo92]
Gráficos ICF – maio 2012 [arquivo93]
Fonte: Web CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo-.
Aberto novo período para solicitação de bolsa
Já está disponível o calendário para renovação, substituição e concessão de novas bolsas do Consórcio Pesquisa Café que serão contratadas no segundo semestre de 2012. O calendário pode ser acessado na página do Portal do Consórcio: http://www.consorciopesquisacafe.com.br, menu Programa de Bolsas, submenu Calendário.
As solicitações de renovação das bolsas em curso, bem como de concessão de novas bolsas, poderão ser feitas pelos coordenadores dos planos de ação entre os dias 6 e 15 de junho, diretamente no sistema de bolsas (http://sisgap.sapc.embrapa.br/). A análise dos processos pela Comissão Técnica do Programa de Bolsas ocorrerá entre os dias 16 e 28 de junho. A divulgação dos resultados está prevista para o dia 29 de junho.
Os relatórios dos bolsistas deverão ser encaminhados em versão digital, via SISGAP, bem como os trabalhos científicos publicados pelos bolsistas no 1° semestre deste ano. O novo plano de trabalho deverá conter no mínimo três atividades a serem desenvolvidas no período de 1º de julho a 31 de dezembro.
Os bolsistas e coordenadores deverão estar com seus currículos atualizados na Plataforma Lattes do CNPq, conforme exigência das Normas do Programa de Bolsas, disponível em http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/arquivos/norma_do_programa_de_bolsas_e_auxilio_do_consorcio_pesquisa_cafe-18082010.pdf.
Mais informações deverão ser encaminhadas para o e-mail bolsa@sapc.embrapa.br.
Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Flávia Bessa MTb 4469/DF
Fone: (61) 3448-1927
Site: www.embrapa.br/cafe
www.consorciopesquisacafe.com.br
Fonte: Web Embrapa
Consórcio Pesquisa Café contribui para a sustentabilidade da agricultura familiar
[imagem96] Com as tecnologias geradas pelo Consórcio Pesquisa Café os pequenos produtores vivem uma nova realidade e estão deixando para traz aquela imagem do pequeno produtor atrelado a técnicas ultrapassadas. O acesso ao conhecimento e às tecnologias adequadas à pequena propriedade levou a cafeicultura familiar a um novo patamar. Hoje, o café desses produtores não só gera renda familiar como, principalmente, tem qualidade reconhecida.
Segundo o Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui mais de 285 mil estabelecimentos rurais de café. A grande maioria das propriedades cafeeiras é formada por famílias de pequenos produtores. O Simpósio de Cafeicultura Familiar, realizado em 2009 pela Prefeitura Municipal de Poços de Caldas (MG), destacou ainda que 70% delas têm menos de 20 hectares.
O Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, unidade da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), desenvolve tecnologias que, quando adotadas pela cafeicultura familiar, torna a produção competitiva, rentável e sustentável. Todas as pesquisas do Consórcio atendem o pequeno produtor e com treinamento e transferência de tecnologia adequada à propriedade, o produtor fica preparado para produzir da melhor forma possível, diz Antonio Fernando Guerra, gerente adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Café.
A cafeicultura familiar vem ganhando qualidade com as pesquisas das instituições consorciadas nas diferentes regiões produtoras do país. O pesquisador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Juarez de Sousa e Silva, atua em pesquisas voltadas para a criação de alternativas para a agricultura familiar. Em parceria com os pesquisadores Roberto Precci Lopes, Sérgio Maurício Lopes Donzeles e Carlos André da Costa, Juarez lançou o livro Infraestrutura mínima para produção de café com qualidade, com apoio do Consórcio Pesquisa Café. Um manual para qualquer pequeno cafeicultor que deseja otimizar sua produção e obter um produto final de qualidade.
A publicação traz opções de máquinas de baixo custo e tecnologias para as etapas de pós-colheita especialmente pensadas para a cafeicultura familiar. Técnicas para as etapas de abanação, lavagem, separação, secagem e armazenamento dos grãos processados estão sendo transferidas a pequenos cafeicultores na Zona da Mata mineira e no Espírito Santo.
O mesmo caminho está sendo feito pela pesquisa da Embrapa Cerrados sobre o Estresse Hídrico Controlado, liderada por Antonio Guerra. Tecnologia que também está beneficiando
Floração uniforme provocada pelo Estresse Hídrico – Flávia Bessa
pequenos produtores no Espírito Santo e na Bahia. Essa técnica pode ser adotada em qualquer propriedade e não tem custo alto, pois os sistemas de irrigação já são normalmente instalados. A tecnologia permite a uniformização da florada com base no controle da irrigação, para otimizar a colheita e melhorar a qualidade dos grãos.
A pesquisa que desenvolveu o Sistema para Limpeza de Águas Residuárias (Slar), com participação do pesquisador Sammy Fernandes, da Embrapa Café, em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), projetou um equipamento passível de ser construído pelo próprio produtor. O aparelho consiste num sistema de caixas de decantação interligadas e de peneiras estrategicamente posicionadas que permite o reaproveitamento da água utilizada no processamento dos grãos em lavagens futuras. A tecnologia pode gerar uma economia de até 90% de água na etapa do processamento via úmida dos frutos.
Em relação à agroecologia, o cafeicultor familiar pode se beneficiar com a tecnologia do Manejo de plantas daninhas usando leguminosas herbáceas consorciadas com café. A pesquisa realizada pelo pesquisador da Embrapa Café, Julio Cesar Freitas Santo, com a parceria da UFV, avaliou as influências das leguminosas lablabe, sirato, híbrido de Java e amendoim forrageiro na redução das plantas daninhas que podem ser prejudiciais aos cafezais. Segundo Julio, essa tecnologia é de baixo custo e pode ser adotada em qualquer tipo de propriedade cafeeira. A prática está de acordo com os sistemas de produção de cafés de base ecológica, certificados e especiais, contribui para agricultura de baixo carbono e promove a sustentabilidade da cafeicultura, com redução do uso de herbicidas, capinas e custos.
No Paraná, onde a cafeicultura é formada praticamente de pequenas propriedades, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) desenvolve continuamente o projeto de pesquisa Café Adensado, que recebeu apoio do Consórcio. A tecnologia consolidada entre os cafeicultores do estado depende essencialmente da mão-de-obra familiar na produção, principalmente na colheita. Ela consiste em aumentar a quantidade de plantas na mesma área cultivada.
Mais próximas, as plantas otimizam o espaço e aumentam a produtividade, mas é preciso um manejo adequado até a colheita para manter a área limpa, produtiva e livre de pragas e doenças. O coordenador do programa de café do Iapar, Marcos Antonio Pavan, explica que é feito um estudo constante sobre o adensamento para orientar da melhor forma os cafeicultores. Se o espaço fechar muito, é preciso fazer podas nos ramos laterais. O produtor também deve preparar um estoque que supra suas necessidades, pois não há colheita no ano seguinte a poda. Em contrapartida, o uso da técnica de poda, elimina a broca do cafeeiro da lavoura.
A agricultura familiar no café é extremamente representativa, destaca Antonio Guerra, e os investimentos em tecnologias nesse segmento implicam melhorias sociais na vida do pequeno produtor como: geração de emprego e renda, fixação do homem no meio rural e mais qualidade de vida no campo. Guerra lembra que praticamente todas as tecnologias do Consórcio Pesquisa Café podem ser adaptadas à cafeicultura familiar, sendo a transferência de tecnologia fundamental para isso. As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio financeiro do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé/MAPA).
Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto:Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)
Fone: (61) 3448-4566
Site: www.embrapa.br/cafe
www.consorciopesquisacafe.com.br
Fonte: Web Embrapa
3ª edição da Fispal Hotel, acontece em São Paulo, em junho
Hôtelier News – São Paulo/SP – MAGAZINE
Entre os dias 25 e 28 de junho acontece, em São Paulo, a terceira edição da Fispal Hotel (Feira de Negócios para o Setor Hoteleiro). O evento acontece paralelamente à Fispal Food Service (Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Alimentação Fora do Lar), à Fispal Café (Feira de Negócios para o Setor Cafeeiro), à TecnoSorvetes (9ª Feira Internacional de Tecnologia para a indústria de Sorveteria Profissional) e ao Sial Brazil (Salão Internacional de Alimentação para a América Latina).
Voltada para o mercado hoteleiro, a iniciativa engloba uma feira de negócios e também o congresso Gestão de Compras para Hotéis, desenvolvido com base nos desafios diários da gestão de compras hoteleiras. O evento reunirá os hotéis, redes e seus executivos para um debate profundo e troca de informações estratégicas.
Entre os participantes estão Sébastien Brunel, diretor de Compras da Accor, Francisco Calvo, diretor de Negócios da Bourbon, Bruno Omori, presidente da ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo), Ricardo Domingues, diretor executivo da Resorts Brasil, João Fonseca, gerente Corporativo de Suprimentos do Grupo Pestana, Alexandre Callegaro, gerente geral do Best Western Suites Le Jardin e Patrícia Sena, gerente de Compras do DPNY Beach Hotel.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site da feira.
(Redação)
Fonte: Web ABIC -Associação Brasileira da Indústria de Café-.
Cafés especiais do Norte Pioneiro conquistam indicação geográfica
SóNotícias – AGRONOTÍCIAS
Autor: Assessoria
Os produtores de cafés especiais do Norte Pioneiro do Paraná estão em festa. No Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, receberam a notícia de que a região conquistou a Indicação Geográfica de Procedência (I.G.P.).
A certificação garante a origem, os processos de produção e algumas características sensoriais dos cafés do Norte Pioneiro. Além dos paranaenses, apenas outras duas regiões brasileiras, localizadas em Minas Gerais, apresentam o registro oficial, a Região do Cerrado Mineiro e a Serra da Mantiqueira.
O trabalho para conquistar a I.G.P., no Norte Pioneiro, iniciou em 2008 e confere maior visibilidade para a produção paranaense. A conquista mostra o sucesso de um trabalho coletivo. Ao ser reconhecido oficialmente, o café da região passa a servir de referência, como o que acontece com o presunto de Parma, com os vinhos de Bordeaux e Borgonha, afirma Allan Marcelo de Campos Costa, diretor-superintendente do Sebrae/PR.
A certificação vai ampliar a competitividade dos cafés especiais e abrir novos mercados, complementa Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR e gestor do Projeto de Cafés Especiais.
De acordo com Luiz Roberto Saldanha, presidente da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (ACENPP), entidade detentora da certificação e que representa os cafeicultores do território, a I.G.P. é uma ferramenta de comunicação com o mercado, reconhecida em todo o mundo.
Luiz Saldanha explica que os consumidores, cada vez mais exigentes, querem saber a origem do produto, como o café foi produzido e a qualidade do grão. A I.G.P., combinada à estruturação associativa da comercialização e do rigoroso controle de qualidade implantado no Projeto de Cafés Especiais, responde às três perguntas e certifica a procedência, o processo de produção e os atributos únicos da bebida, diz.
A certificação beneficiará aproximadamente 7,5 mil cafeicultores e suas famílias, espalhados por 45 municípios do Norte Pioneiro. Eles são responsáveis pela produção de 1,1 milhão a 1,3 milhão de sacas beneficiadas por ano, o que corresponde em média a 50% da produção paranaense de café.
Hulda Oliveira Giesbrecht, analista técnica da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, avalia que a I.G.P. é uma chancela que confirma que o café do Norte Pioneiro possui características exclusivas, que não podem ser encontradas em bebidas de outra parte do mundo. Para ela, a I.G.P. está além das outras certificações, que avaliam apenas algumas regras específicas.
A I.G.P. comprova que o produto daquela região é único. Além disso, os produtores que estão naquela área assumem o compromisso de continuar produzindo da mesma forma, em relação ao manejo e ao beneficiamento, para manter a qualidade, analisa.
Hulda Giesbrecht acrescenta que a I.G.P. promove uma melhoria contínua. Além de agregar valor ao produto, contribui na redução de custos e no aumento de produtividade, interferindo em toda a cadeia produtiva, enfatiza.
Para Enio Queijada de Souza, gerente de Agronegócio do Sebrae Nacional, gradativamente, o Paraná recupera lugar de destaque na cafeicultura nacional, com uma produção voltada para a qualidade. A I.G.P. é uma maratona, e o Projeto de Cafés Especiais conseguiu ultrapassar os obstáculos. O desafio agora é encontrar mercados que remunerem o produto, destaca.
História
A I.G.P. é registrada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A certificação do Norte Pioneiro, como região produtora de cafés especiais, é fruto de um trabalho intenso realizado pelo Sebrae/PR.
A iniciativa contou com parceria da ACENPP, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), da Associação dos Municípios Norte Pioneiro (Amunorpi), da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR).
O lançamento do Projeto de Cafés Especiais, em 2006, mostrou a nova realidade do mercado de cafés e norteou os agricultores para um novo modelo de produção. Antes focada na quantidade, a cultura do grão na região do Norte Pioneiro ganhou uma nova roupagem: a produção de cafés especiais.
A fase conhecida como nova cafeicultura paranaense oferece maior rentabilidade para os produtores, já que a saca do café especial é vendida por um preço 20% mais alto em relação ao grão tradicional, avalia Heverson Feliciano, gerente regional do Sebrae/PR no norte do Paraná.
Idealizado pelo Sebrae/PR e ACENPP, a intenção do Projeto de Cafés Especiais é transformar a região do Norte Pioneiro em uma referência na produção de café de qualidade. De acordo com Feliciano, a certificação coroa um trabalho de mais de cinco anos. A I.G.P. credencia os cafeicultores como produtores de cafés especiais. A expectativa é de que, com a certificação, o projeto ganhe ainda mais dimensão, afirma.
O Projeto de Cafés Especiais promove capacitações que orientam os produtores sobre as técnicas e os cuidados necessários em cada uma das etapas do processo, da semente à xícara, para garantir a produção de grãos de qualidade.
O Projeto de Cafés Especiais também incentiva a comercialização da marca própria, de forma organizada e com condições de atender os mercados interno e externo. Outra estratégia da ACENPP e Sebrae/PR, para divulgar a qualidade do café produzido na região, foi a concepção da Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná FICAFE.
O evento, realizado anualmente, marca uma nova etapa na história da cafeicultura paranaense.
Cafés especiais
Uma das diferenças entre um café especial e um café comercial é a pureza e a uniformidade dos grãos. Nos lotes de cafés especiais, o consumidor conhece a origem da bebida, graças à certificação da propriedade e à rastreabilidade do produto.
Os cafés especiais não apresentam nenhum defeito primário como grãos pretos, verdes ou ardidos. Uma prova cega, feita por especialistas que analisam amostras de cafés retiradas dos lotes atribuem notas, de acordo com o padrão da SCAA (Specialty Coffee Association of America). A classificação determina se um café é ou não especial. Para um café ser certificado como especial a nota recebida tem que estar acima dos 80 pontos.
Fonte: Web ABIC -Associação Brasileira da Indústria de Café-.