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Café Conilon: inicia hoje a Conferência Internacional no ES

Com o tema central “Cem Anos de História e Evolução do Conilon no Estado do Espírito Santo – Brasil”, o evento visa apresentar e discutir, com a comunidade científica e com representantes dos diversos setores envolvidos na cadeia de Coffea canephora (café conilon), temas associados à pesquisa, desenvolvimento e inovações; aspectos conjunturais e de organização; qualidade, mercado e indústria; entre outros, direcionados à competitividade e sustentabilidade desta importante atividade em vários países do mundo. O evento será realizado entre os dias 11 e 15 de junho no Centro de Convenções de Vitória, Espírito Santo.

Delegações de diversos países já confirmaram presença, como o Vietnã, maior produtor mundial de robusta; a Índia, referência internacional em qualidade do produto; além de Uganda, Indonésia, Costa do Marfim, México, Porto Rico, República Dominicana e Nicarágua. Até mesmo a Costa Rica, tradicional produtor de arábica, manifestou interesse em participar do evento.

A Conferência Internacional de Coffea canephora é realizada pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café), do Consórcio Pesquisa Café; e de mais de vinte instituições parceiras.

Fonte: Informações retiradas no site da Conilon Brasil e adaptadas pela Assessoria de Comunicação do Sindicafé.

Faltam 5 dias para a Conferência Internacional de Coffea Canephora


Os preparativos para a Conferência Internacional do Coffea canephora estão a todo vapor. O evento será realizado entre os dias 11 e 15 de junho no Centro de Convenções de Vitória, Espírito Santo.

Com o tema central “Cem Anos de História e Evolução do Conilon no Estado do Espírito Santo – Brasil”, o evento visa apresentar e discutir, com a comunidade científica e com representantes dos diversos setores envolvidos na cadeia de Coffea canephora (café conilon), temas associados à pesquisa, desenvolvimento e inovações; aspectos conjunturais e de organização; qualidade, mercado e indústria; entre outros, direcionados à competitividade e sustentabilidade desta importante atividade em vários países do mundo.

Delegações de diversos países já confirmaram presença, como o Vietnã, maior produtor mundial de robusta; a Índia, referência internacional em qualidade do produto; além de Uganda, Indonésia, Costa do Marfim, México, Porto Rico, República Dominicana e Nicarágua. Até mesmo a Costa Rica, tradicional produtor de arábica, manifestou interesse em participar do evento.

Um ambiente será construído exclusivamente para expor o robusta de qualidade. O Espaço Conilon terá cafeteria, sala de degustação e estande, para apresentar aos participantes o conilon capixaba de excelência. Ainda na programação da Conferência, estão previstas visitas técnicas a Unidades Demonstrativas de café conilon nos municípios de Fundão, Marilândia e São Gabriel da Palha. Haverá também uma vista a uma indústria de café solúvel.

A Conferência Internacional de Coffea canephora é realizada pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café), do Consórcio Pesquisa Café; e de mais de vinte instituições parceiras.

Juliana Esteves

Assessoria Incaper

Fonte: Web Conilon Brasil

Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – maio de 2012

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Crédito: Ascom-PV
O ICF tem o objetivo de antecipar o potencial das vendas do comércio.

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador inédito com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

Análise ICF – maio 2012 | [arquivo92]

Gráficos ICF – maio 2012  [arquivo93]

Fonte: Web CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo-.

Aberto novo período para solicitação de bolsa


Já está disponível o calendário para renovação, substituição e concessão de novas bolsas do Consórcio Pesquisa Café que serão contratadas no segundo semestre de 2012. O calendário pode ser acessado na página do Portal do Consórcio: http://www.consorciopesquisacafe.com.br, menu Programa de Bolsas, submenu Calendário.

As solicitações de renovação das bolsas em curso, bem como de concessão de novas bolsas, poderão ser feitas pelos coordenadores dos planos de ação entre os dias 6 e 15 de junho, diretamente no sistema de bolsas (http://sisgap.sapc.embrapa.br/). A análise dos processos pela Comissão Técnica do Programa de Bolsas ocorrerá entre os dias 16 e 28 de junho. A divulgação dos resultados está prevista para o dia 29 de junho.

Os relatórios dos bolsistas deverão ser encaminhados em versão digital, via SISGAP, bem como os trabalhos científicos publicados pelos bolsistas no 1° semestre deste ano. O novo plano de trabalho deverá conter no mínimo três atividades a serem desenvolvidas no período de 1º de julho a 31 de dezembro.

Os bolsistas e coordenadores deverão estar com seus currículos atualizados na Plataforma Lattes do CNPq, conforme exigência das Normas do Programa de Bolsas, disponível em http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/arquivos/norma_do_programa_de_bolsas_e_auxilio_do_consorcio_pesquisa_cafe-18082010.pdf.

Mais informações deverão ser encaminhadas para o e-mail bolsa@sapc.embrapa.br.

Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Flávia Bessa – MTb 4469/DF
Fone: (61) 3448-1927
Site: www.embrapa.br/cafe
www.consorciopesquisacafe.com.br

Fonte: Web Embrapa

PIB revela atividade econômica fraca no primeiro trimestre

Evolução do PIB brasileiro (Fonte: Época Negócios)

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Adicionar aos meus Itens  O Produto Interno Bruno (PIB) do Brasil atingiu R$ 1,03 trilhão no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma expansão de 0,2% na comparação com os três últimos meses de 2011 e de 0,8% ante igual período do ano passado. O resultado, divulgado pelo IBGE no dia 1º de junho, mostra que a economia começou o ano em ritmo lento.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) fez uma análise sobre o resultado do PIB no primeiro trimestre de 2012.

De acordo com o IBGE, a Indústria teve o maior destaque, com crescimento de 1,7% frente ao último trimestre de 2011 e de apenas 0,1% na comparação com o mesmo treimestre do ano anterior. O setor foi influenciado pela maior competição externa e pela queda do consumo interno, cujos índices de endividamento e inadimplência estão altos. Impactado pelo bom desempenho do mercado de trabalho, que conjuga renda em alta e desemprego em baixa, o setor de Serviços teve alta de 0,6% frente ao último trimestre de 2011 e de 1,6% na comparação anual. O destaque negativo foi o setor Agropecuário, que encolheu 7,3% em relação ao último trimestre de 2011 e 8,5% na comparação com igual período de 2011.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 1% frente ao último trimestre de 2011. Já o do governo registrou alta de 1,5% – a maior taxa desde o segundo trimestre de 2011 (2,1%). A taxa de investimentos atingiu 18,7% do PIB, superior apenas ao primeiro trimestre de 2009, e a taxa de poupança, 15,7%, a menor desde igual período de 2009 (14,4%). Apesar de ter tido crescimento menor do que o dos gastos do govenro, o consumo das famílias teve impacto maior para expansão do PIB, por causa seu peso na composição das contas nacionais.

“O consumo das famílias foi o componente que mais contribuiu para o crescimento do PIB, influenciado pelo crescimento da massa salarial real; pelo crédito, que apesar de ter desacelerado, continua crescendo; e pelas medidas de incentivo ao consumo, como isenção de IPI para alguns segmentos”, afirma a gerente das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Para a economista da CNC Marianne Hanson, os dados refletem os efeitos contracionistas do passado, mas o cenário tende a melhorar. “Apesar de persistirem os efeitos de um crescimento econômico internacional mais fraco e de um ambiente de maior aversão ao risco sobre a produção, consumo e investimentos nacionais, as políticas em vigor devem estimular a demanda e promover uma recuperação no segundo semestre”, afirma. Entretanto, segundo Marianne, o cenário externo deve continuar influenciando negativamente, o que deve impedir um crescimento acima de 3% em 2012.

Brasil fica em último entre os emergentes

Com a divulgação do dado, o Brasil fica na quinta e última posição no ranking de crescimento entre os países emergentes. Em primeiro lugar está a China, que registrou alta de 8,1% nos três primeiros meses do ano, frente ao mesmo período do ano passado, seguida pela Índia (5,3%), Rússia (4,9%) e África do Sul (2,1%).

O PIB

O PIB equivale à soma das riquezas produzidas pelo país, e é composto pelo desempenho da indústria, da agropecuária e do setor de serviços. Também é analisado a partir do consumo, e neste caso é dividido pelo consumo das famílias e do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

Fonte: Web CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo-.

Consórcio Pesquisa Café contribui para a sustentabilidade da agricultura familiar

[imagem96] Com as tecnologias geradas pelo Consórcio Pesquisa Café os pequenos produtores vivem uma nova realidade e estão deixando para traz aquela imagem do pequeno produtor atrelado a técnicas ultrapassadas. O acesso ao conhecimento e às tecnologias adequadas à pequena propriedade levou a cafeicultura familiar a um novo patamar. Hoje, o café desses produtores não só gera renda familiar como, principalmente, tem qualidade reconhecida.

Segundo o Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui mais de 285 mil estabelecimentos rurais de café. A grande maioria das propriedades cafeeiras é formada por famílias de pequenos produtores. O Simpósio de Cafeicultura Familiar, realizado em 2009 pela Prefeitura Municipal de Poços de Caldas (MG), destacou ainda que 70% delas têm menos de 20 hectares.

O Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, unidade da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), desenvolve tecnologias que, quando adotadas pela cafeicultura familiar, torna a produção competitiva, rentável e sustentável. “Todas as pesquisas do Consórcio atendem o pequeno produtor e com treinamento e transferência de tecnologia adequada à propriedade, o produtor fica preparado para produzir da melhor forma possível”, diz Antonio Fernando Guerra, gerente adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Café.

A cafeicultura familiar vem ganhando qualidade com as pesquisas das instituições consorciadas nas diferentes regiões produtoras do país. O pesquisador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Juarez de Sousa e Silva, atua em pesquisas voltadas para a criação de alternativas para a agricultura familiar. Em parceria com os pesquisadores Roberto Precci Lopes, Sérgio Maurício Lopes Donzeles e Carlos André da Costa, Juarez lançou o livro “Infraestrutura mínima para produção de café com qualidade”, com apoio do Consórcio Pesquisa Café. Um manual para qualquer pequeno cafeicultor que deseja otimizar sua produção e obter um produto final de qualidade.

A publicação traz opções de máquinas de baixo custo e tecnologias para as etapas de pós-colheita especialmente pensadas para a cafeicultura familiar. Técnicas para as etapas de abanação, lavagem, separação, secagem e armazenamento dos grãos processados estão sendo transferidas a pequenos cafeicultores na Zona da Mata mineira e no Espírito Santo.

O mesmo caminho está sendo feito pela pesquisa da Embrapa Cerrados sobre o Estresse Hídrico Controlado, liderada por Antonio Guerra. Tecnologia que também está beneficiando
Floração uniforme provocada pelo Estresse Hídrico – Flávia Bessa

 pequenos produtores no Espírito Santo e na Bahia. Essa técnica pode ser adotada em qualquer propriedade e não tem custo alto, pois os sistemas de irrigação já são normalmente instalados. A tecnologia permite a uniformização da florada com base no controle da irrigação, para otimizar a colheita e melhorar a qualidade dos grãos.

A pesquisa que desenvolveu o Sistema para Limpeza de Águas Residuárias (Slar), com participação do pesquisador Sammy Fernandes, da Embrapa Café, em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), projetou um equipamento passível de ser construído pelo próprio produtor. O aparelho consiste num sistema de caixas de decantação interligadas e de peneiras estrategicamente posicionadas que permite o reaproveitamento da água utilizada no processamento dos grãos em lavagens futuras. A tecnologia pode gerar uma economia de até 90% de água na etapa do processamento via úmida dos frutos.

Em relação à agroecologia, o cafeicultor familiar pode se beneficiar com a tecnologia do “Manejo de plantas daninhas usando leguminosas herbáceas consorciadas com café”. A pesquisa realizada pelo pesquisador da Embrapa Café, Julio Cesar Freitas Santo, com a parceria da UFV, avaliou as influências das leguminosas lablabe, sirato, híbrido de Java e amendoim forrageiro na redução das plantas daninhas que podem ser prejudiciais aos cafezais. Segundo Julio, “essa tecnologia é de baixo custo e pode ser adotada em qualquer tipo de propriedade cafeeira”. A prática está de acordo com os sistemas de produção de cafés de base ecológica, certificados e especiais, contribui para agricultura de baixo carbono e promove a sustentabilidade da cafeicultura, com redução do uso de herbicidas, capinas e custos.

No Paraná, onde a cafeicultura é formada praticamente de pequenas propriedades, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) desenvolve continuamente o projeto de pesquisa “Café Adensado”, que recebeu apoio do Consórcio. A tecnologia consolidada entre os cafeicultores do estado depende essencialmente da mão-de-obra familiar na produção, principalmente na colheita. Ela consiste em aumentar a quantidade de plantas na mesma área cultivada.

Mais próximas, as plantas otimizam o espaço e aumentam a produtividade, mas é preciso um manejo adequado até a colheita para manter a área limpa, produtiva e livre de pragas e doenças. O coordenador do programa de café do Iapar, Marcos Antonio Pavan, explica que é feito um estudo constante sobre o adensamento para orientar da melhor forma os cafeicultores. “Se o espaço fechar muito, é preciso fazer podas nos ramos laterais. O produtor também deve preparar um estoque que supra suas necessidades, pois não há colheita no ano seguinte a poda. Em contrapartida, o uso da técnica de poda, elimina a broca do cafeeiro da lavoura”.

“A agricultura familiar no café é extremamente representativa”, destaca Antonio Guerra, e os investimentos em tecnologias nesse segmento implicam melhorias sociais na vida do pequeno produtor como: geração de emprego e renda, fixação do homem no meio rural e mais qualidade de vida no campo. Guerra lembra que praticamente todas as tecnologias do Consórcio Pesquisa Café podem ser adaptadas à cafeicultura familiar, sendo a transferência de tecnologia fundamental para isso. As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio financeiro do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé/MAPA).


Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto:Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)
Fone: (61) 3448-4566
Site: www.embrapa.br/cafe
www.consorciopesquisacafe.com.br

Fonte: Web Embrapa

3ª edição da Fispal Hotel, acontece em São Paulo, em junho

Hôtelier News – São Paulo/SP – MAGAZINE 
Entre os dias 25 e 28 de junho acontece, em São Paulo, a terceira edição da Fispal Hotel (Feira de Negócios para o Setor Hoteleiro). O evento acontece paralelamente à Fispal Food Service (Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Alimentação Fora do Lar), à Fispal Café (Feira de Negócios para o Setor Cafeeiro), à TecnoSorvetes (9ª Feira Internacional de Tecnologia para a indústria de Sorveteria Profissional) e ao Sial Brazil (Salão Internacional de Alimentação para a América Latina).
Voltada para o mercado hoteleiro, a iniciativa engloba uma feira de negócios e também o congresso Gestão de Compras para Hotéis, desenvolvido com base nos desafios diários da gestão de compras hoteleiras. O evento reunirá os hotéis, redes e seus executivos para um debate profundo e troca de informações estratégicas.
Entre os participantes estão Sébastien Brunel, diretor de Compras da Accor, Francisco Calvo, diretor de Negócios da Bourbon, Bruno Omori, presidente da ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo), Ricardo Domingues, diretor executivo da Resorts Brasil, João Fonseca, gerente Corporativo de Suprimentos do Grupo Pestana, Alexandre Callegaro, gerente geral do Best Western Suites Le Jardin e Patrícia Sena, gerente de Compras do DPNY Beach Hotel.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site da feira.
(Redação)
Fonte: Web ABIC -Associação Brasileira da Indústria de Café-.

Cafés especiais do Norte Pioneiro conquistam indicação geográfica

SóNotícias – AGRONOTÍCIAS 
Autor: Assessoria 
Os produtores de cafés especiais do Norte Pioneiro do Paraná estão em festa. No Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, receberam a notícia de que a região conquistou a Indicação Geográfica de Procedência (I.G.P.).
A certificação garante a origem, os processos de produção e algumas características sensoriais dos cafés do Norte Pioneiro. Além dos paranaenses, apenas outras duas regiões brasileiras, localizadas em Minas Gerais, apresentam o registro oficial, a Região do Cerrado Mineiro e a Serra da Mantiqueira.
O trabalho para conquistar a I.G.P., no Norte Pioneiro, iniciou em 2008 e confere maior visibilidade para a produção paranaense. “A conquista mostra o sucesso de um trabalho coletivo. Ao ser reconhecido oficialmente, o café da região passa a servir de referência, como o que acontece com o presunto de Parma, com os vinhos de Bordeaux e Borgonha”, afirma Allan Marcelo de Campos Costa, diretor-superintendente do Sebrae/PR.
“A certificação vai ampliar a competitividade dos cafés especiais e abrir novos mercados”, complementa Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR e gestor do Projeto de Cafés Especiais.
De acordo com Luiz Roberto Saldanha, presidente da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (ACENPP), entidade detentora da certificação e que representa os cafeicultores do território, a I.G.P. é uma ferramenta de comunicação com o mercado, reconhecida em todo o mundo.
Luiz Saldanha explica que os consumidores, cada vez mais exigentes, querem saber a origem do produto, como o café foi produzido e a qualidade do grão. “A I.G.P., combinada à estruturação associativa da comercialização e do rigoroso controle de qualidade implantado no Projeto de Cafés Especiais, responde às três perguntas e certifica a procedência, o processo de produção e os atributos únicos da bebida”, diz.
A certificação beneficiará aproximadamente 7,5 mil cafeicultores e suas famílias, espalhados por 45 municípios do Norte Pioneiro. Eles são responsáveis pela produção de 1,1 milhão a 1,3 milhão de sacas beneficiadas por ano, o que corresponde em média a 50% da produção paranaense de café.
Hulda Oliveira Giesbrecht, analista técnica da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, avalia que a I.G.P. é uma chancela que confirma que o café do Norte Pioneiro possui características exclusivas, que não podem ser encontradas em bebidas de outra parte do mundo. Para ela, a I.G.P. está além das outras certificações, que avaliam apenas algumas regras específicas.
“A I.G.P. comprova que o produto daquela região é único. Além disso, os produtores que estão naquela área assumem o compromisso de continuar produzindo da mesma forma, em relação ao manejo e ao beneficiamento, para manter a qualidade”, analisa.
Hulda Giesbrecht acrescenta que a I.G.P. promove uma melhoria contínua. “Além de agregar valor ao produto, contribui na redução de custos e no aumento de produtividade, interferindo em toda a cadeia produtiva”, enfatiza.
Para Enio Queijada de Souza, gerente de Agronegócio do Sebrae Nacional, gradativamente, o Paraná recupera lugar de destaque na cafeicultura nacional, com uma produção voltada para a qualidade. “A I.G.P. é uma maratona, e o Projeto de Cafés Especiais conseguiu ultrapassar os obstáculos. O desafio agora é encontrar mercados que remunerem o produto”, destaca.

História

A I.G.P. é registrada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A certificação do Norte Pioneiro, como região produtora de cafés especiais, é fruto de um trabalho intenso realizado pelo Sebrae/PR.
A iniciativa contou com parceria da ACENPP, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), da Associação dos Municípios Norte Pioneiro (Amunorpi), da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR).
O lançamento do Projeto de Cafés Especiais, em 2006, mostrou a nova realidade do mercado de cafés e norteou os agricultores para um novo modelo de produção. Antes focada na quantidade, a cultura do grão na região do Norte Pioneiro ganhou uma nova roupagem: a produção de cafés especiais.
“A fase conhecida como nova cafeicultura paranaense oferece maior rentabilidade para os produtores, já que a saca do café especial é vendida por um preço 20% mais alto em relação ao grão tradicional”, avalia Heverson Feliciano, gerente regional do Sebrae/PR no norte do Paraná.
Idealizado pelo Sebrae/PR e ACENPP, a intenção do Projeto de Cafés Especiais é transformar a região do Norte Pioneiro em uma referência na produção de café de qualidade. De acordo com Feliciano, a certificação coroa um trabalho de mais de cinco anos. “A I.G.P. credencia os cafeicultores como produtores de cafés especiais. A expectativa é de que, com a certificação, o projeto ganhe ainda mais dimensão”, afirma.
O Projeto de Cafés Especiais promove capacitações que orientam os produtores sobre as técnicas e os cuidados necessários em cada uma das etapas do processo, da semente à xícara, para garantir a produção de grãos de qualidade.
O Projeto de Cafés Especiais também incentiva a comercialização da marca própria, de forma organizada e com condições de atender os mercados interno e externo. Outra estratégia da ACENPP e Sebrae/PR, para divulgar a qualidade do café produzido na região, foi a concepção da Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná – FICAFE.
O evento, realizado anualmente, marca uma nova etapa na história da cafeicultura paranaense.
Cafés especiais

Uma das diferenças entre um café especial e um café comercial é a pureza e a uniformidade dos grãos. Nos lotes de cafés especiais, o consumidor conhece a origem da bebida, graças à certificação da propriedade e à rastreabilidade do produto.
Os cafés especiais não apresentam nenhum defeito primário como grãos pretos, verdes ou ardidos. Uma prova ‘cega’, feita por especialistas que analisam amostras de cafés retiradas dos lotes atribuem notas, de acordo com o padrão da SCAA (Specialty Coffee Association of America). A classificação determina se um café é ou não especial. Para um café ser certificado como especial a nota recebida tem que estar acima dos 80 pontos.

Fonte: Web ABIC -Associação Brasileira da Indústria de Café-.

Café descafeinado pode proteger o organismo contra diabetes tipo 2

Um novo estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina de Mount Sinai, nos Estados Unidos, indica que o café descafeinado é capaz de melhorar o metabolismo cerebral associado ao diabetes tipo 2. Essa ação do cérebro, se reduzida, também pode provocar problemas cognitivos. A pesquisa foi publicada na edição de janeiro do periódico online Nutritional Neuroscience.

Para observar a reação do cérebro com o consumo da bebida, o grupo de pesquisadores induziu ratos a desenvolverem diabetes tipo 2. Os animais receberam suplementos dietéticos de café descafeinado e de glicose durante cinco meses e antes de apresentarem a doença.

Os resultados mostraram que os ratos, ao receberam o café sem cafeína, foram capazes de metabolizar a glicose de maneira mais eficaz, utilizando-a como fonte de energia para o cérebro e evitando que ela se acumulasse no organismo, provocando, ou piorando, o quadro do diabetes. Esse processo de uso da glicose é reduzida em pessoas com diabetes tipo 2 e, além dessa doença, pode acarretar diversos problemas cognitivos. “O metabolismo energético cerebral prejudicado está associado ao declínio cognitivo que ocorre com o envelhecimento do indivíduo e pode impulsionar o aparecimento de doenças neurodegenerativas mais sérias, como a Doença de Alzheimer”, diz Giulio Maria Pasinetti, coordenador do estudo.

Segundo os pesquisadores, essa é a primeira evidência de que os cafés descafeinados podem ser benéficos à prevenção e ao tratamento tanto do diabetes tipo 2, quanto dos problemas cognitivos que acompanham o envelhecimento do homem.

A ingestão de café não é recomendada para todas as pessoas, já que a cafeína está relacionada a problemas como doenças cardiovasculares, colesterol elevado e alta pressão arterial. Porém, esses efeitos negativos podem não ser provocados com o consumo da bebida descafeinada, o que revela que outros componentes do café são benéficos à saúde. Agora, os pesquisadores esperam aprofundar os conhecimentos sobre o papel preventivo do café sem cafeína em outras doenças.

A reportagem é da revista Veja, adaptada pela Equipe CaféPoint.

FONTE: Web Café Point

Safra de café do Brasil é vista em 52,16 mi sacas


A atual safra de café do Brasil atingirá 52,16 milhões de sacas de 60 kg, segundo sondagem instantânea feita pela Thomson Reuters no evento Perspectivas para o Agribusiness em 2012 e 2013, em São Paulo. Participaram da pesquisa 130 pessoas, incluindo lideranças do setor e especialistas.

O número médio da sondagem está um pouco acima da previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que em seu último relatório apontou uma produção recorde do Brasil de 50,45 milhões de sacas para a safra 2012/13.

O mesmo levantamento realizado pela Thomson Reuters apontou um consumo médio no Brasil de 20,23 milhões de sacas em 2012.

Durante os debates na palestra Perspectivas do Mercado de Café, que integrou o evento promovido pela BM&FBovespa, participantes do mercado contestaram estimativas otimistas, como as divulgadas pelo adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que apontou na semana passada um volume de 55,9 milhões de sacas para a safra atual.

“A impressão é de que o erro é sempre para cima”, disse o consultor Luiz Otávio Araripe, avaliando os números do USDA para a safra brasileira de café nos últimos 14 anos.

A estimativa mais alta feita no exterior para a safra brasileira foi apontada como um dos fatores que estariam pressionando para baixo os preços do café arábica na bolsa de Nova York.

O corretor Eduardo Carvalhaes afirma que os fundamentos são para preços mais altos. “Operadores de instituções financeiras muitas vezes não percebem os fundamentos e trabalham apenas com a perspectiva de curtíssimos prazo”, disse ele.

“Não percebem os fundamentos… Estamos com estoques praticamente zerados… No próximo ano não vai faltar, mas também não vai sobrar.” Carvalhaes disse confiar nos números da Conab.

Tradicional produtor de café, Luiz Hafers, acredita na recuperação dos preços do arábica. “O mercado está perto do fundo. A disposição dos especuladores de vender a descoberto está esgotada”, disse ele. “Que o mercado sobe, não tenho dúvida. Quando sobe é que eu não sei.”

A reportagem é da Agência Reuters, adaptada pela Equipe CaféPoint.

FONTE: Web CaféPoint