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Plano Agrícola contemplará cooperativas

As cooperativas de produção agropecuária terão maior acesso aos recursos para a safra 2012/2013 e juros mais baratos. Esses valores poderão ser acessados pelos associados. Isto porque propostas apresentadas pelo sistema cooperativista ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foram contempladas no novo Plano Agrícola e Pecuário, lançado dia 28 de junho.

Os destaques estão no Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), cujo objetivo é apoiar as cooperativas de produção agropecuária, pesqueiras e aquícolas por meio de estímulos de crédito para a recuperação ou reestruturação patrimonial. O montante de recursos disponibilizados para esse programa é de R$ 3 bilhões, o que corresponde a um aumento de 50% em relação à safra anterior.

O Procap-Agro conta com a modalidade capital de giro, com limite de crédito que  passa a ser de R$ 40 milhões por cooperativa, podendo ser ampliado para até R$ 50 milhões, quando contratado por cooperativa central. Para a safra 2012/2013, foi autorizada a concessão de crédito diretamente àscooperativas para saneamento financeiro por meio da integralização de quotas-partes. As cooperativas da região Sul poderão obter o financiamento do Procao-Agro com taxa de juros de 5,5% ao ano, a título de crédito emergencial, em decorrência das perdas ocasionadas pela estiagem durante a safra 2011/2012.

Outra novidade são as alterações nas normas de enquadramento das ações desenvolvidas no âmbito do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop). Com a medida, o Governo reiterar a abrangência de todos os setores cooperativos de produção. Esse programa conta com a disponibilidade de recursos de R$ 2 bilhões para apoio financeiro aos à produção, beneficiamento, industrialização e armazenagem de produtos agropecuários, às ações de adequação sanitária e de recuperação de solos. E o limite de financiamento passa de R$ 60 milhões para R$ 100 milhões.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social
(61) 3218-3088
Mônica Bidese
monica.bidese@agricultura.gov.br

Fonte:Web Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Elegantes cafés na capital do chá

No século 17, antes do chá virar mania nacional na Inglaterra, o café era a bebida mais popular. Nas coffee houses espalhadas pelo centro de Londres, comerciantes e banqueiros se reuniam para tratar de negócios. A primeira da cidade, Pasqua Rosees, surgiu em 1652, mas foi destruída no Grande Incêndio e substituída pela Jamaica Coffee House que, hoje, é um bar chamado Jamaica Wine House, em Cornhill, na London City.

Atualmente, café está de novo na moda, para a felicidade dos brasileiros que não passam um dia sem. Nos últimos anos, fantásticas lojas independentes surgiram vendendo o próprio café fabricado com grãos importados de vários países, inclusive do Brasil.
Uma de minhas lojas favoritas é a Monmouth Coffee (monmouthcoffee.co.uk), com três endereços: Covent Garden, Bermondsey e London Bridge. A última, ao lado do Borough Market, é a mais concorrida: quando o mercado está aberto, a fila dobra a esquina. Para comprar um pacote de café, basta pedir instruções para os atendentes no balcão. Ainda no mercado, encontra-se o carrinho do Flat Cap, cujo dono brasileiro fez tanto sucesso que abriu duas lojas, uma delas a elegante Notes Music & Coffee (notesmusiccoffee.com), perto da Trafalgar Square.
Já no Broadway Market, o café do vietnamita Ca Phe VN (caphevn.co.uk) é um dos mais populares. Além de café com leite condensado, quente ou gelado, em sua loja, em Clerkenwell Road, há o caríssimo Weasel coffee, feito com grãos digeridos por doninhas.
Na mesma rua, o moderno Workshop Coffee (workshopcoffee.com) tem um bar no centro e, no fundo, uma máquina onde o café é torrado. Além de café, servem outras bebidas e pratos durante o dia e a noite.
Na movimentada Berwick Street, em Soho, está o Flat White (flatwhitecafe.com), cujo nome foi derivado da bebida trazida para o país pelos donos australianos e que agora faz parte do menu de vários cafés da cidade. Trata-se de um latte mais cremoso com uma dose extra de café.
Perto dali, o pub The Old Coffee Shop, pequeno e escuro, já vendeu muito café e, hoje, serve cervejas independentes fabricadas em Londres, a bebida que nunca saiu da moda.

O Estado de S. Paulo – São Paulo/SP – NOTÍCIAS – 03/07/2012 – 03:09:00
ANA GASSTON* – O Estado de S.Paulo
* É jornalista, paulistana e vive em Londres há 10 anos

Presidente da CNA destaca a importância do fortalecimento da classe média rural para a agricultura brasileira

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, destacou, em discurso no Senado, nesta terça-feira (3/7), a importância do fortalecimento da classe média rural para que a agricultura brasileira continue a ser uma das melhores e mais baratas do mundo. “Nós precisamos almejar a classe média rural, assim como foi feito nas cidades. O agronegócio não pode ser uma ilha de prosperidade com um oceano de pobreza em volta”, afirmou. Segundo a senadora, o modelo anterior de política agrícola, focado na produção, fez encolher a classe média no campo, enquanto as classes D e E aumentaram. O desafio será aumentar a classe média rural em 30% nos próximos cinco anos, com os novos mecanismos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/2013, lançado pelo Governo Federal na semana passada.

Entre as novas medidas do PAP, que proporcionarão o crescimento da classe média no campo, a presidente da CNA ressaltou a ampliação do valor do seguro agrícola, que passou de R$ 250 milhões para R$ 400 milhões, a criação de uma central de risco, com informações transparentes sobre a capacidade de pagamento dos produtores rurais, e com o repasse direto da subvenção econômica aos agropecuaristas, sem a intermediação das traders. Com a ampliação do seguro agrícola, a área de lavouras seguradas no Brasil passou de 5% para 20%. “Ainda não chegamos ao patamar que queremos, mas nós vamos chegar lá. Estivemos em audiência, por duas vezes, com a presidente Dilma Rousseff discutindo a política agrícola e conseguimos sensibilizá-la quanto à importância do seguro agrícola”, disse a senadora. “O que queremos é chegar a 50% da área plantada segurada em 2015″, completou.

A senadora lembrou que a adesão à central de risco será voluntária, mas que os produtores rurais com baixo risco de inadimplência serão beneficiados com empréstimos a taxas de juro mais baixas. Hoje, segundo a senadora, porque o risco é desconhecido, os juros são altos para todos os produtores. Quanto ao repasse direto da subvenção aos produtores, a senadora explicou que a medida permitirá que o dinheiro chegue mais rápido ao produtor que teve a safra frustrada. Segundo a presidente da CNA, como a política agrícola sempre se baseou na produção e no abastecimento, a ajuda do Governo chegava atrasada, na forma dos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “A Conab e o Ministério da Agricultura atuavam em função do abastecimento e da produção, tanto faz o leilão do arroz ser hoje ou daqui a 60 dias. Não tem problema os produtores quebrarem, porque o arroz já havia sido colhido”, disse. A senadora ressaltou que o novo mecanismo beneficiará diretamente os produtores da classe média rural, já que os grandes produtores vendem a produção no mercado futuro, antes do início do plantio.

Outras medidas do PAP 2012/2013 elogiadas pela presidente da CNA foram a redução da taxa de juros para as operações de custeio, comercialização e investimento, que caíram de 6,75% para 5,5%, ao ano; o aumento do limite de financiamento por produtor para R$ 800 mil, uma proposta da CNA acatada integralmente pelo Governo; a diminuição de 6,25% para 5%, ao ano, para empréstimos dos recursos contratados no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), assim como a ampliação do limite dessa modalidade de financiamento para R$ 500 mil por produtor. Com o novo PAP, a senadora prevê uma safra recorde de 170 milhões de toneladas.

Assessoria de Comunicação CNA

Fonte: Web Conilon Brasil.

Funcafé tem juros reduzidos e alterações nas regras de armazenamento

As taxas de juros das operações com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) foram reduzidas de 6,75% para 5,5% ao ano para os contratos feitos a partir de 30 de junho. Os financiamentos realizados anteriormente a esta data continuam com encargo financeiro de 6,75% ao ano.

A determinação foi divulgada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) ocorrida na semana passada e publicada no Diário Oficial da União de hoje (02).

O texto da resolução do CMN traz mudanças em relação ao armazenamento das sacas depositadas como garantia para os financiamentos de estocagem. A partir de agora, não existe mais a obrigatoriedade de estrados de madeira nos armazéns credenciados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na avaliação do diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia doMapa, Edilson Alcântara, “as medidas vêm ao encontro do que está acontecendo com a economia brasileira e significa uma vitória de todo o sistema produtivo brasileiro”.

As informações são do Mapa, adaptadas pela Equipe CaféPoint

Fonte: Web Café Point.

Exportação de café do Brasil somam 1,68 mi sacas em junho

As exportações de café verde do Brasil atingiram 1,68 milhão de sacas em junho, contra 1,81 milhão de sacas em maio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nessa segunda-feira (2).

O volume também é menor em comparação com o mesmo mês de 2011, quando os embarques somaram 2,20 milhões de sacas.

As exportações de açúcar bruto totalizaram 1,29 milhão de toneladas em junho, enquanto as vendas de soja ficaram em 4,84 milhões de toneladas.

Reuters 

Fonte: Web Conilon Brasil

Cafeicultores vão ao Mapa discutir novas políticas para o setor, informa CNA

Representantes dos Cafeicultores se reúnem hoje (03), em Brasília, para discutir o Plano de Políticas Estratégicas para a Cafeicultura Brasileira 2012/2014 com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O documento foi elaborado pela Comissão Nacional do Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), CNC (Conselho Nacional do Café) e OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e entregue no Ministério dia 26 de junho, para análise.

O presidente das Comissões de Café da CNA e da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), Breno Mesquita, ressalta que o Plano traz propostas para contornar a baixa cotação atual do grão e prevê ações de médio prazo que ficaram fora do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/2013: “Os principais pontos do documento são políticas que envolvem a renda do produtor; o ordenamento de safra, que passa necessariamente pelos financiamentos disponíveis, e pesquisas. Também traz propostas de estratégias de marketing que visam agregar valor à produção nacional”.

A reunião será em Brasília, às 14h30min, com o secretário executivo do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz. O Plano de Políticas Estratégicas para a Cafeicultura Brasileira 2012/2014 está disponível para consulta no site da CNC: www.cncafe.com.br

CNA 

Fonte: Web Conilon Brasil

Dilma Rousseff fala sobre o Plano Agrícola 2012/2013

Durante o programa de rádio “Café com a Presidenta”, Dilma lembrou que R$ 115,2 bilhões é o maior valor já disponibilizado para o setor agropecuário

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 2 de julho, durante o programa de rádio Café com a Presidenta, que o Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 irá liberar R$ 115,2 bilhões de crédito para atividades agrárias. Segundo ela, este é o maior valor já disponibilizado para o setor agropecuário e irá ajudar o produtor no aumento da produção das lavouras e rebanhos e também na compra de produtos.
Outra novidade do Plano é que as linhas de crédito estão mais baratas, com redução de juros de 6,75% para 5,5% ao ano para compra de semente ou adubo. Além disso, os produtores com renda de até R$ 800 mil serão beneficiados com financiamento para o custeio da produção. O Governo Federal aumentou o crédito e diminuiu os juros dos empréstimos para 5% ao ano. Esses juros podem cair ainda mais caso os produtores passem a adotar práticas sustentáveis.
Dilma acrescentou ainda que o valor do seguro feito pelo produtor para garantir o pagamento dos empréstimos (Proagro) também aumentou. A partir de agora os médios produtores poderão ter um seguro de até R$ 300 mil por safra. Segundo a presidenta, essa iniciativa foi tomada para dar tranqüilidade a quem produz, já que a agricultura é uma atividade que envolve riscos como secas, geadas e chuvas em excesso. 
Ouça o programa aqui.
 
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social
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Fonte: Web Ministério da Agricultura.

Café pode reduzir riscos de câncer de pele

Quanto maior o consumo de café, menor os riscos de desenvolver câncer de pele do tipo carcinoma basocelular 
Quanto maior a ingestão de café com cafeína durante o dia, menores os riscos de desenvolver carcinoma basocelular, tipo de câncer de pele mais comum e menos agressivo. A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de Harvard, foi publicada no Cancer Research, um periódico da Associação Americana para a Pesquisa em Câncer.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Increased Caffeine Intake Is Associated with Reduced Risk of Basal Cell Carcinoma of the Skin
Onde foi divulgada: periódico Cancer Research
Quem fez: Jiali Han e equipe
Instituição: Escola de Medicina da Universidade de Harvard
Dados de amostragem: 112.897 participantes
Resultado: Quanto maior o consumo de café (ou outras bebidas cafeínadas), menores as chances de desenvolver o carcinoma basocelular, um tipo comum e menos agressivo de câncer de pele. O café sem cafeína, no entanto, não foi relacionado com o efeito protetor contra esse tipo de tumor.
“Não recomendaria, no entanto, o aumento no consumo de café com base apenas nesses dados”, diz Jiali Han, da Escola de Medicina de Harvard e responsável pela pesquisa. A descoberta engrossa a lista de condições que têm o risco reduzido com o consumo regular de cafeína – entre elas, estão o diabetes tipo 2 e a doença de Parkinson.
O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais diagnosticado nos Estados Unidos – país onde foi realizado o estudo. “Dado o grande número de novos casos, uma mudança na dieta que tenha quaisquer efeitos protetores pode ter um impacto importante na saúde pública”, diz Han. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 70% dos mais de 134.000 novos casos de câncer de pele não melanoma que devem ser diagnosticados em 2012 serão do tipo carcinoma basocelular.
Pesquisa
No levantamento, foram analisados dados de 112.897 participantes, dos quais 22.786 desenvolveram carcinoma basocelular durante os mais de 20 anos de acompanhamento. Uma associação inversa foi observada entre o consumo de café e os riscos para a doença – o café descafeinado, no entanto, não foi associado com a redução dos riscos. “Esses resultados sugerem que é o café com cafeína o responsável pela redução nos riscos de carcinoma basocelular”, diz Han. “Isso seria consistente com dados já publicados sobre pesquisas animais, que indicam que a cafeína pode bloquear o desenvolvimento de tumores na pele.”
Em contraste às descobertas, tanto o consumo de café ou somente o da cafeína (em chás, por exemplo) não foram associados com duas outras formas de câncer de pele mais letais – melanoma e carcinoma de células escamosas. No grupo estudado, houve 1.953 casos de carcinoma de células escamosas e 741 de melanoma. “É possível que esses números sejam insuficientes para quaisquer associações com o consumo de café”, diz Han.

VEJA On-line – São Paulo/SP – SAÚDE – 02/07/2012 – 11:12:00
Fonte: Web ABIC.

Demanda fraca e safra recorde no Brasil abalam cafeicultura

Wall Street Journal – Updated July 1, 2012, 7:50 p.m. ET
Por CAROLYN CUI

No meio da incerteza econômica global, as commodities caíram bastante no segundo trimestre, pressionadas por temores sobre a fraqueza da demanda. O café foi um dos mais golpeados, com uma queda de 6,8% nos preços que abalou uma matéria-prima por muito tempo considerada à prova de recessão.

O café tem estado sob pressão há meses. Os preços vinham caindo desde o início do ano, empurrados pela expectativa de uma safra recorde no Brasil, o maior produtor mundial de café. Além disso, a demanda tem desacelerado, à medida que torrefadoras deixam de comprar grãos de alta qualidade e os consumidores em alguns mercados reduzem o consumo de café.

No segundo trimestre do ano, a cotação do café caiu US$ 0,1235, para US$ 1,701 a libra-peso, na bolsa americana de futuros ICE Futures. Os preços subiram um pouquinho no fim de junho, mas ainda acumulam queda de 44% em relação ao pico de US$ 3,049 registrado em maio de 2011. No acumulado do ano, a commodity caiu 25%.

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Colheita de café em Monte Belo, Minas Gerais – FOTO: Reuters

“O café foi pego de cheio por uma série de fatores negativos”, disse Keith Flury, analista sênior de commodities do banco holandês Rabobank.

No segundo trimestre, a economia mundial patinou, em parte devido ao agravamento da crise da dívida na Europa, onde 13 países estão oficialmente em recessão. Na China, o crescimento econômico desacelerou. Já nos EUA, a recuperação econômica ainda engasga.

O tombo do café este ano sugere que não há nada totalmente blindado contra a turbulência econômica. O mito entre investidores de commodities sempre foi que a demanda do café passaria incólume por ciclos econômicos, pois supostamente ninguém abriria mão do cafezinho mesmo num cenário de crise.

“O que [o investidor] não entendeu é que quando vários anos de auge nos preços se combinam com um fraco crescimento econômico, o consumidor começa a fazer escolhas”, disse Kona Haque, diretora de pesquisa de commodities agrícolas no Macquarie Bank Ltd.

Com a crise da dívida europeia se intensificando, a demanda do café em certos países caiu. No Reino Unido, a queda no consumo da bebida em 2011 foi de 6,7%. Na Espanha, o declínio foi de 2,6% e na Itália, 1,6%, segundo dados preliminares da Organização Internacional do Café (OIC). No mundo como um todo, o consumo subiu 1,7% em 2011 — menos do que a média anual de 2,5% de crescimento registrada desde 2000. Ainda não há dados disponíveis sobre 2012.

[imagem104]A variedade arábica, de alta qualidade, sofreu com mudanças em hábitos de consumo. Com os preços na bolsa ICE Futures mais do que dobrando de 2010 para 2011, torrefadoras e consumidores começaram a migrar para um grão menos nobre, o robusta, na tentativa de preservar o lucro ou cortar despesas. Nos 12 meses encerrados em maio, as exportações de café arábica caíram 6,1%, enquanto as da variedade robusta subiram 6,8%, segundo a OIC.

No segundo trimestre o robusta, um contrato de futuros de menor peso negociado na NYSE Liffe, em Londres, subiu 3,5%, para US$ 2.103 a tonelada. No ano, acumula alta de 19%. O grão robusta tem o dobro da cafeína do arábica e sabor mais forte.

A dança dos preços vem atraindo uma série de atores financeiros para o mercado do café. Segundo dados do governo americano, no caso do arábica o volume de posições “net-short” — uma aposta na queda dos preços — em fundos de índices e fundos de hedge atingiu um recorde no segundo trimestre.

Fundamentos fracos “deixaram a opinião [desses atores] sobre o café ainda mais negativa, derrubando cada vez mais o mercado. Outras commodities agrícolas não foram alvo de tanta negatividade”, disse Haque, a analista do Macquarie.

Desde o fim do ano passado, o volume nesse mercado de futuros chegou a subir 55% em termos de contratos em aberto. Nos últimos dias, caiu 15%, de acordo com a bolsa ICE Futures. No sentido inverso, os preços se recuperaram um pouco — “devido à corrida de investidores agressivos para cobrir-se”, diz Stan Dash, diretor da corretora eletrônica TradeStation Securities, aludindo ao movimento de recompra de contratos para cobrir posições a descoberto quando os preços sobem.

Os preços do arábica provavelmente cairão mais com a nova safra brasileira, cuja colheita começou em maio e vai até setembro. A estimativa é que a safra do país este ano seja a maior da história, que responde por cerca de um terço da produção mundial. Com os preços altos no ano passado, os cafeicultores brasileiros ampliaram a área plantada e o uso de fertilizantes. Mas muitos estão adiando a venda, à espera de uma recuperação nos preços.

“Acho que os brasileiros vão começar a vender nos próximos dois ou três meses. Lá por setembro, já vamos ver o início do movimento de queda no mercado”, previu Haque.

Globalmente, os estoques de café (como porcentagem do uso) devem cair para 21,5% ao fim do atual ano-safra, o nível mais baixo em 12 anos, prevê o Rabobank.

Fonte: Web ABIC.

Cepea: chuva começa a prejudicar qualidade da safra 2012/13

Em plena colheita da temporada 2012/13, fortes chuvas têm ocorrido nas principais regiões produtoras de café do Brasil. Além de atrasar a colheita, as precipitações preocupam agentes, que comentam que a qualidade do grão novo, sobretudo o de arábica, já começa a ser comprometida. 

De acordo com informações do Cepea, as chuvas das últimas semanas provocaram queda de grãos dos pés, que, por sua vez, acabam sendo colhidos apenas quando o clima melhora. Esses grãos de varrição apresentam qualidade inferior. A alta umidade também tem atrapalhado a secagem do café em terreiro. 

O clima úmido pode, ainda, elevar a incidência de grãos fermentados ou apenas parcialmente secos, o que também reduz a qualidade desses lotes. Por conta desses fatores, produtores consultados pelo Cepea comentam que a qualidade do café da nova temporada (2012/13) já é inferior à do grão da safra 2011/12, que havia sido considerada excelente. Vale ressaltar, contudo, que ainda é cedo para mensurar as possíveis perdas, visto que as chuvas são muito recentes.

As informações são do Cepea, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Web Café Point.