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Mais de 12.000 toneladas de café da Indonésia para exportação estão atrasadas

Uma escassez de barcos contêineres tem adiado o envio de mais de 12.000 toneladas de café do principal porto de exportação da Indonésia e mais problemas deverão ocorrer à medida que a colheita ganha ímpeto, disseram os negociantes na segunda-feira. A Indonésia é o segundo maior produtor de café robusta do mundo depois do Vietnã.

Muitos exportadores, que tinham anteriormente barcos contêineres menores, parecem que estavam despreparados para o aumento nas chegadas de café das plantações na principal ilha produtora, Sumatra, à medida que a colheita se recuperou do mau clima. Fortes chuvas prejudicaram a colheita de 2011, causando uma severa escassez na oferta que enviou os preços prêmios a recordes de US$ 550 para futuros.

“Há uma falta de grandes contêineres. Alguns envios foram adiados por uma semana e os grãos não foram deixados no porto ainda. Pelo menos 12.000 toneladas estão sendo adiadas”, disse um negociante em Bandar Lampung, capital de Lampung, em Sumatra. “Alguns grãos que deveriam ser enviados em julho provavelmente serão enviados em setembro. Os distribuidores não esperavam que as exportações desse ano seriam tão fortes, sendo esse o motivo pelo qual eles têm enviado navios menores ao porto. Muitos navios estão sobrecarregados e ouvi que um quase afundou e tiveram que ser retirados alguns grãos”.

As exportações de café robusta de Sumatra aumentaram 3% em julho com relação ao ano anterior, mostraram dados do Governo. Em julho do ano passado, as exportações de robusta caíram 40%, para 21.116 toneladas, com relação ao mesmo mês de 2010, devido às condições extremas do clima que afetaram a produção. “É verdade que existe um atraso no envio das exportações de café a países estrangeiros”, disse um oficial do braço de Lampung da Associação de Exportadores de Café da Indonésia. “Meus grãos de café ficaram parados por uma semana no porto Panjang”.

As chegadas diárias de Sumatra ficaram em cerca de 3.000 toneladas nessa semana e a atual colheita deverá desacelerar na maioria das áreas no final de agosto. Os negociantes disseram que os armazéns foram preenchidos com grãos da atual colheita. A produção de café da Indonésia crescerá 17%, para 9,7 milhões de sacas de 60 quilos, em 2012/13, devido às condições mais favoráveis de clima, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Web CaféPoint

Café chega ao mercado e preços recuam em NY

A colheita de café do Brasil está na reta final e o aumento da oferta vem pesando nas cotações. Investidores e analistas esperam ver uma produção recorde neste ano e o País é o maior produtor e exportador mundial da commodity. Após um período de chuvas fora de época, que atrasaram os trabalhos no campo, a colheita vem avançando e os preços do café começaram a ceder. Analistas preveem um aumento expressivo da oferta no curto prazo, na medida em que o café for vendido pelos produtores brasileiros na origem. Ontem, os contratos do café para entrega em dezembro fecharam em baixa de 0,63%, cotados a 166,0 cents/lb.

Alguns participantes do mercado ponderam, no entanto, que, apesar de a produção nacional ser volumosa, o clima úmido no início do ano pode ter reduzido a qualidade do café arábica brasileiro. Segundo a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), cerca de 30% do café de algumas áreas produtoras foi perdido por causa da baixa qualidade e os danos totais serão avaliados nas próximas semanas.

De modo geral, os preços das commodities agrícolas oscilaram pouco ontem. As cotações do trigo tiveram a maior queda do dia na Bolsa de Chicago, de 2,0%. O Egito comprou 120 mil toneladas do cereal na Rússia e na Ucrânia, e não dos Estados Unidos, o que pressionou as cotações em Chicago. Além disso, choveu em lavouras que enfrentavam clima seco no Estado americano do Kansas, o que não estava previsto. O milho cedeu 0,41% e a soja fechou em baixa de 0,17%.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Web CaféPoint

Nova metodologia para avaliar sementes de café é testada

Agrolink – Porto Alegre/RS – SEMENTES – 15/08/2012 – 12:13:00
Os resultados apresentados vão embasar processo de validação
Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Café e Universidade Federal de Lavras (UFLA) – instituição participante do Consórcio Pesquisa Café cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café – trazem contribuições importantes para a validação de nova metodologia de avaliação da germinação de sementes de café em tempo reduzido. “Durante os estudos foi testada metodologia para diversas cultivares e diferentes níveis de qualidade. A partir dos resultados apresentados, a equipe de pesquisadores envolvida na investigação dessa nova metodologia dará início ao processo de validação do novo teste de germinação de sementes de café e posterior indicação para publicação nas Regras de Análises de Sementes”, adianta a pesquisadora da Embrapa Café Sttela Dellyzete Veiga Franco da Rosa.
A pesquisadora enfatiza a importância desses estudos para o processo de validação da nova metodologia de avaliação de sementes de café. “Para propor e legitimar uma nova metodologia há um longo caminho a ser seguido, desde a definição da metodologia até a verificação de sua validade e eficácia para outras cultivares e diferentes níveis de qualidade, uma vez que implica mudanças nas regras oficiais de análise de sementes. O desenvolvimento e a definição da metodologia foram realizados de 2006 a 2008 durante treinamento na Ohio State University – OSU, nos EUA”.
Teste de germinação – é uma das atividades obrigatórias do Sistema Nacional de Produção de Sementes e Mudas (SNSM). Para café, o teste atualmente descrito nas regras oficiais de análises demanda um período de 30 dias. Esse tempo é considerado longo, atrasando e onerando a comercialização das sementes e posteriormente a formação das mudas. “Assim, a redução do tempo do teste é altamente favorável, do ponto de vista técnico, econômico e científico, dando maior flexibilidade, otimização e autonomia às atividades do sistema de produção, bem como às atividades de pesquisa sobre a propagação dessa espécie”, explica Sttela. 
Além disso, segundo a pesquisadora, o teste de germinação de sementes de café vem sendo apontado como ferramenta importante no controle de qualidade de grãos de café para a produção da bebida. Resultados recentes de pesquisas comprovam a correlação entre parâmetros químicos e sensoriais com variáveis da qualidade fisiológica e bioquímica dos grãos de café. “Assim, há evidências de que o teste de germinação poderá ser utilizado como um marcador fisiológico da qualidade de bebida do café, dando ao produtor uma opção a mais para a tomada de decisão sobre os destinos de lotes de café, em função da qualidade. Em contrapartida, poderá ser exigido mais do produtor de sementes, inclusive melhores padrões de germinação”.
A pesquisa foi realizada em estudo de Mestrado do estudante da UFLA Gabriel Castanheira, sob a orientação da pesquisadora da Embrapa Café.
Fonte: Portal ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café-.

ES: conilon capixaba é destaque em Brasília

Página Rural – Porto Alegre/RS – NOTÍCIAS – 15/08/2012 – 17:40:30
Vitória/ES
Quem mais entende de café no Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Café, sediada em Brasília – DF, recebeu, ontem (14), cerca de dez quilos de café conilon capixaba. O responsável pelo envio dos grãos é o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) que trabalha para a produção de conilon de qualidade no Espírito Santo. 
“Mais do que aroma, sabor e outras características sensoriais, por trás das xícaras de café tem gente. O café une as pessoas, gera trabalho e renda e esse café representa a mais completa obra da atividade econômica já produzida no Espírito Santo. Os visitantes e a diretoria da Embrapa terão a oportunidade de degustar e comprovar a força de um café 100% conilon”, afirma Evair Vieira de Melo, diretor-presidente do Incaper. 
“Queremos, com essa amostra, contribuir na divulgação dos cafés produzidos em diferentes regiões e em diversos cultivos. Esse café fará parte de um ambiente de degustação de cafés do Brasil, de forma que a sociedade conheça as nuances do produto”, aponta o gerente-geral da Embrapa-Café, Gabriel Ferreira Bartholo. 
Essa é uma importante conquista, e é realizada no ano em que o conilon completa 100 anos de existência no Espírito Santo e se consolida como maior produtor do Brasil. O café enviado foi do produtor de São Gabriel da Palha, Bento Venturim, e foi preparado pela Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel). 
Café no ES 
O agronegócio do café é uma das atividades mais importantes do Espírito Santo por seu grande peso social e econômico. Presente em todos os municípios capixabas, exceto Vitória, é a atividade com maior poder de geração de empregos no Estado. A cafeicultura é o sustentáculo econômico de 80% dos municípios e responde por 43% do PIB agrícola capixaba. 
Toda a cadeia produtiva gera aproximadamente 400 mil postos de trabalho ao ano. Só no setor de produção, envolve 131 mil famílias, com tamanho médio das lavouras em torno de 8,3 hectares. O Estado é o único que tem produção significativa das duas espécies – arábica e conilon – com produção anual de cerca de 11 milhões de sacas colhidas em 60 mil propriedades, das quais, mais de 73% são de base familiar. 
Esses números colocam o Estado como o segundo maior produtor do Brasil. Destaca-se como o maior produtor brasileiro de café conilon e terceiro maior de café arábica.
Fonte: Portal ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café-.

Café conilon do Espírito Santo ganha destaque na Coreia do Sul

O café conilon capixaba acaba de obter uma importante conquista para ampliar a presença no mercado asiático, um dos mais tradicionais do mundo. Nesse final de semana foi confirmada a classificação “ótima qualidade” para as amostras de conilon cereja descascado enviadas às rodadas internacionais de degustação das torrefadoras de cafés especiais na Coreia do Sul.

“O mercado asiático é crescente em termos de consumo de cafés especiais e a valorização do conilon de qualidade é uma oportunidade significativa para ampliar a renda dos cafeicultores capixabas”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.

Ao todo, foram enviadas para as rodadas internacionais de degustação de café do grupo dos robustas, onde o conilon está inserido, dez amostras de conilon cereja descascado de produtores de Santa Teresa, Jaguaré, Vila Valério e Castelo. O produto capixaba foi avaliado e experimentado juntamente com amostras de cafés especiais produzidos em Uganda, Vietnã, Indonésia e Costa do Marfim.

“Em parceria com o Governo do Estado estamos encaminhando amostras do nosso conilon cereja descascado a todos os importantes eventos de degustação internacional, pois o uso dessa espécie de café é crescente nas preparações de bebida de qualidade”, ressalta o degustador Arthur Fiorott, da Conilon Brasil, responsável pelo envio das amostras e que atua em conjunto com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para promover a melhoria da qualidade do conilon no Espírito Santo.

O marco dessas participações internacionais foi a presença do conilon capixaba na 24ª Feira Anual da Associação Americana de Cafés Especiais (Specialty Coffee Association of América – SCAA), realizada em abril, na cidade de Portland, nos Estados Unidos.

No ano em que o conilon completa 100 aos de existência no Espírito Santo, o Estado se consolida como maior produtor do Brasil. Para a atual safra, que está no final da colheita, a previsão é que sejam produzidas 9.4 milhões de sacas, um recorde. Entretanto, a produção de cafés de qualidade ainda é pequena. Atualmente, 40 produtores capixabas se dedicam à produção do tipo cereja descascado, gerando cerca de 15 mil sacas por ano. Trabalhando a qualidade, o produtor comercializa o café com melhores preços. O acréscimo é de 40%.

Para garantir presença no mercado de cafés especiais, o desafio posto é ampliar o volume de produção do cereja descascado em relação à produção total de conilon, tendo em vista que o mercado exige quantidade e pontualidade de entregas. “Cada vez mais o mercado de café dos robustas está diferenciando por qualidade o conilon, que, gradativamente, tem mais espaço nos blends”, afirma Bergoli.

A evolução da produção de conilon de qualidade no Espírito Santo é evidente. Neste ano de 2012, por intermédio da Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), foi realizado o primeiro embarque com oito contêineres de conilon cereja descascado exportados para Rússia. Outro mercado potencial é o do Japão. O país asiático, que é tradicional consumidor de cafés especiais de arábica, pode se traduzir também num promissor consumidor do conilon.

Conilon especial ao alcance dos capixabas

Os cafés enviados para degustação na Coreia do Sul, bem como outros cafés de qualidade superior produzidos em terras capixabas, puderam ser consumidos pelo público em geral, no espaço institucional do Governo do Espírito Santo, durante a 36º Exposição Estadual Agropecuária, GranExpoES 2012, realizada entre os dias 8 e 12 de agosto.

Os baristas apresentaram para degustação vários tipos de preparação, como o expresso e café coado tradicional. As misturas (blends) são compostas com até 60% de conilon especial.

As informações são da Assessoria de Comunicação da Seag ES

Fonte: Web Conilon Brasil

Espírito Santo exporta quase 400 mil sacas de café em julho

As exportações de café pelos portos capixabas mantiveram-se estáveis em julho, primeiro mês do ano safra 2012/2013, acompanhando a tendência nacional. Houve aumento no número de sacas exportadas do arábica e do café solúvel em relação a junho e uma diminuição em relação ao conilon. No total, foram exportadas 399.251 sacas no último mês – em junho, o total foi de 379.146 -, que geraram uma receita de US$ 67.353.777,34.

Segundo relatório divulgado pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), saíram do Espírito Santo em julho 200.863 sacas de café arábica, 171.056 de conilon e 27.332 de solúvel, comercializadas por um preço médio de US$ 168,70. No mês anterior, foram escoadas pelos portos capixabas 180.967 sacas de arábica, 182.999 de conilon e 15.180 de solúvel.

No acumulado de 2012, foram exportadas pelos portos capixabas 2.349.443 sacas, com uma receita de US$ 447.108.765,38. Do volume total comercializado de café, 1.576.494 sacas foram de arábica, 617.999 de conilon e 154.839 de solúvel. Os principais compradores do café escoado pelo Espírito Santo de janeiro a julho deste ano foram os Estados Unidos, seguidos de Argentina, Líbano, Turquia e Alemanha.

No contexto nacional, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o volume exportado em julho pelo Brasil apresentou leve aumento de 0,73% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram embarcadas 2.077.703 sacas de 60 kg em comparação com 2.063 milhões de sacas em julho de 2011. Já a receita, de US$ 428.852 milhões, apresentou queda de 20,4% nesse mesmo período.

No Espírito Santo, o CCCV, em parceria com o Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf), Incaper e outras instituições tem se empenhado para orientar os produtores de forma a ter uma colheita com maior qualidade, principalmente do conilon. Segundo o presidente do CCCV, Luiz Polese, se o grão for bem tratado, colhido no tempo certo de amadurecimento e secado de forma correta, em terreiro-estufa ou secador de fogo indireto, ele terá uma safra gourmet e será bem remunerado.

Portal Fator Brasil

Fonte: Web Conilon Brasil

Abic aponta aumento do consumo de café no Brasil

A Associação Brasileira da Indústria de Café divulgou na última sexta-feira (10/08) um levantamento intermediário que mostra que o consumo anual, até abril deste ano, encosta em 20 milhões de sacas. O levantamento considerou os doze meses compreendidos entre maio/2011 e abril/2012 e serve como indicador de tendências para o balanço total que é calculado no final de cada ano.

Realizado pela Área de Pesquisas e Informações da ABIC, o levantamento intermediário mostra que os brasileiros continuam aumentando o consumo de café. No período compreendido entre Maio/2011 e Abril/2012, a ABIC registrou o consumo de 19,975 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 3,05% em relação ao período anterior correspondente (Maio/10 a Abril/11), que havia sido de 19,383 milhões de sacas. A expectativa inicial da ABIC era um crescimento de 3,5% em volume, mas mesmo tendo sido um pouco abaixo, a entidade espera fechar o ano com uma demanda total de 20,41 milhões de sacas. Com isso, a meta de se ter um consumo interno de 21 milhões de sacas, proposta em 2004, poderá ser atingida em 2013.

“As razões do crescimento de 3,05%, menor do que o esperado pela ABIC em suas previsões iniciais, deverão ser mais pesquisadas, mas podem estar relacionadas ao crescimento do consumo de produtos concorrentes no café da manha no lar”, diz Américo Sato, presidente da entidade. Enquanto a penetração do café no consumo doméstico permaneceu elevada (95%), mas estável, os outros produtos ou categorias novas cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (24%) e as bebidas a base de soja (29%), segundo pesquisas complementares da Kantar Worldpanel. “Essas categorias de maior valor agregado desafiam a indústria de café para a inovação e para a retomada de índices de crescimento maiores, o que pode ocorrer com a oferta de cafés de melhor qualidade, certificados e diferenciados”.

Certificações – O levantamento intermediário mostra que o País ampliou seu consumo interno de café em 592 mil sacas nos 12 meses considerados. Entretanto, as empresas associadas da ABIC que participam deste levantamento informando os volumes produzidos mensalmente, mostraram uma evolução mais significativa, de 5,34% em relação a 2011. Para a entidade, contribuíram para este aumento significativo o crescimento do consumo fora do lar; a entrada no mercado de novos produtos inovadores e a melhoria da qualidade, com a ampliação da oferta de produtos diferenciados.

“Acreditamos na crescente preferência dos consumidores por produtos monitorados quanto à qualidade e muitas marcas trazem os símbolos de seus programas de certificação de qualidade, como o Selo de Pureza ABIC ou o Selo de Qualidade PQC – Programa de Qualidade do Café, o que parece atrair mais compradores, fazendo com que o resultado dessas empresas seja positivo”, explica Américo Sato, para quem a “qualidade é o motor do consumo”.

Em 1989, a ABIC lançou o Programa do Selo de Pureza anunciando que pretendia reverter a queda no consumo de café que havia à época, por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor. O Selo de Pureza foi o primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil. Atualmente ele certifica 1.082 marcas de café e já realizou mais de 53.000 análises laboratoriais nesses 23 anos de existência e desde seu lançamento o consumo vem crescendo.

Em 2004, a ABIC criou o PQC – Programa de Qualidade do Café, que hoje é o maior e mais abrangente programa de qualidade e certificação para café torrado e moído, em todo o mundo. O PQC certifica e monitora 496 marcas de café, sendo que 105 são de cafés Gourmet, de alta qualidade.

Consumo per capita – O levantamento intermediário mostra que o consumo per capita foi de 6,18 kg de café em grão cru ou 4,94 kg de café torrado, quase 83 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 1,23% em relação ao período anterior. “Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado consumido nos lares, também os cafés expressos, cappuccinos e outras combinações com leite”, avalia Márcio Reis Maia, diretor da área de Pesquisas e Informações da ABIC.

O consumo per capita brasileiro continua sendo um dos mais elevados mesmo quando comparado com o de países europeus. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos – Finlândia, Noruega, Dinamarca – com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.

Pesquisa do IBGE (POF), também indicou que o café é o alimento mais consumido diariamente por 78% da população acima de 10 anos, o que representa 79,7 litros/habitante ano, muito semelhante ao apurado pela ABIC, e é maior na região Nordeste, seguido do Sudeste (255 ml/dia ou 93 litros/habitante ano).

As informações são da Assessoria de Imprensa da ABIC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal CaféPoint.

Clima interferiu no desenvolvimento dos cafezais paranaenses e a expectativa é de redução da oferta de grãos

As intempéries climáticas afetaram o desempenho da atual safra de café do Paraná. A expectativa inicial era de uma produção de aproximadamente 2 milhões de sacas, mas o último levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento, aponta uma estimativa de 1,6 milhão a 1,8 milhão de sacas colhidas em 2012.

Na avaliação do coordenador do setor de café do Deral e coordenador estadual da Câmara Setorial do Café, Paulo Franzini, cerca de 20% da produção foi afetada pelo clima.

No inverno de 2011, a geada que atingiu algumas áreas do Estado comprometeu o potencial produtivo dos cafezais. Na sequência, a fase de florada foi prejudicada pela estiagem em setembro e pelas baixas temperaturas registradas em outubro e novembro. ”O potencial da safra e a qualidade dos grãos foram também reduzidos pela seca nos meses de dezembro e janeiro e pelo excesso de chuvas em junho, que prejudicaram o peso e o tamanho dos grãos”, esclarece Franzini.

A área cultivada com café no Estado totaliza 87,1 mil hectares, sendo que 70 mil hectares estão em produção. Com esses índices, a média da produtividade das lavouras de café no Paraná é de 24 sacas por hectare. Uma iniciativa da Câmara Setorial do Café, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) busca ampliar a produtividade média dos cafezais paranaenses para 40 sacas por hectare, com o intuito de aumentar a competitividade dos produtores.

As informações são da Folha de Londrina, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal CaféPoint.

Cafeicultura em debate na GranExpoES

A cafeicultura capixaba, mais uma vez, será destaque durante a GranExpoES – 36ª Exposição Estadual Agropecuária. O tema será abordado de diferentes maneiras, tanto na teoria como na prática, e conta com a participação de diversos profissionais do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e parceiros.

Assessoria de Comunicação – Incaper
 
O pesquisador do Incaper e coordenador Estadual de Cafeicultura, Romário Gava Ferrão, e Marcos Molin, do Cetcaf, coordenam um fórum de debate sobre cafeicultura. Serão discutidos “estado da arte na colheita mecanizada de café conilon” e as “perspectivas do mercado de café com ênfase na infraestrutura portuária”. As palestras serão nesta quinta-feira (09), a partir das 10h no Auditório 3 do Centro de Eventos de Carapina. A expectativa é de que em torno de cem pessoas participem destes trabalhos.

Além das discussões teóricas, os participantes poderão colocar em prática os conhecimentos adquiridos, sob a coordenação de Romário Gava Ferrão e Aldemar Polonini Moreli, também do Incaper. Haverá demonstração e métodos de pós colheita e agregação de valor ao café. Serão quatro turmas com 20 participantes cada. Duas na quinta-feira (09) e outras duas na sexta-feira (10). As práticas serão feitas no terreiro de café do Centro de Eventos de Carapina.

Além disso, serão oferecidos minicursos de culinária no café, por meio de uma parceria entre a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Serão duas turmas de 20 participantes, na quinta (09) e sexta-feira (10).

Assessoria de Comunicação – Incaper

Fonte: Web Conilon Brasil