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Exportação brasileira de café caiu em agosto

As exportações brasileiras de café renderam US$ 517,7 milhões em agosto, uma redução de 35,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com informações do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Foram embarcadas 2.522.535 sacas, uma queda de 13,6% na mesma comparação.

No acumulado de julho e agosto, os dois primeiros meses da safra 2012/2013, as vendas externas somaram US$ 951,2 milhões, uma diminuição de 28,6% sobre o mesmo período de 2011. Foram comercializadas 4.644.824 sacas, 6,8% abaixo do resultado de julho e agosto do ano passado.

O diretor geral do Cecafé, Guilherme Braga, disse, de acordo com comunicado da entidade, que as exportações de 2012 deverão ficar entre 28 milhões e 29 milhões de sacas, abaixo do previsto, que era de 33 milhões de sacas. Ele ressaltou que o produto demorou a chegar ao mercado no segundo semestre, por causa das chuvas, e não haviam estoques significativos ao fim da safra anterior.

Os Estados Unidos lideram as importações de café brasileiro este ano, seguidos da Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

As informações são da Anba, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Produção de café ultrapassa 50 milhões de sacas

A produção de café no Brasil da safra 2012 deve chegar a 50,48 milhões de sacas beneficiadas. O resultado é do terceiro levantamento realizado pela Conab e divulgado na última quinta-feira (06), em Brasília.

O resultado representa um crescimento de 16,1%, se comparado com a safra anterior que foi de 43,48 milhões de sacas de 60 kg. O ano de alta bienalidade e o investimento realizado pelo produtor na lavoura são os responsáveis pelo crescimento. Confirmada a expectativa, esta será a maior safra produzida no país, superando até mesmo o recorde anterior de 48,48 milhões de sacas, do período 2002/2003. Em comparação com a safra de 2010, último ano de ciclo positivo, a produção é 4,96% maior.

O café da espécie arábica, com uma produção estimada em 37,95 milhões de sacas, representa em média 75,2% da produção nacional, e o estado de Minas Gerais é o maior produtor, com um volume previsto de 26,63 milhões de sacas. Já o conilon ou robusta, cuja produção é estimada em 12,54 milhões de sacas, média de 24,8% da produção cafeeira do país, tem no estado do Espírito Santo seu maior produtor, com uma colheita estimada em 9,71 milhões de sacas.

Já a área nacional plantada com as duas espécies totaliza 2,34 milhões de hectares. Confirmada a estimativa, o aumento deve ser de 2,70% sobre a área de 2,27 milhões de hectares da safra de 2011, quando serão acrescidas 61.527 hectares.

O estado de Minas Gerais concentra a maior área plantada, com 1,20 milhão hectares e a maioria absoluta do arábica, enquanto que o Espírito Santo ocupa o segundo lugar, com área de 491,49 mil hectares e prevalência da espécie conilon.

Os dados referem-se à pesquisa realizada na segunda quinzena do mês passado, quando foram visitados os municípios dos principais estados produtores (MG, ES, SP, BA, PR e RO), que representam 98% da produção nacional. 

As informações são da Conab, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Portal Café Point

Consórcio Pesquisa Café moderniza governança corporativa

O Conselho Diretor do Consórcio Pesquisa Café aprovou, em sua XVIª Reunião Ordinária realizada na Sede Embrapa em Brasília, proposta de novo Sistema de Gestão do Consórcio – SGC. O objetivo é o fortalecimento do Consórcio para atender novos desafios, a corresponsabilização das consorciadas na tomada de decisão e a gestão estratégica para resultados. A programação de pesquisa do Consórcio Pesquisa Café tem a coordenação da Embrapa Café, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento- Mapa.

“No cenário plural, onde os interesses legítimos dos diversos agentes produtivos e dos executores da programação se entrelaçam de forma dinâmica e permanente, precisamos articular e concentrar ainda mais esforços em projetos afins. Entre os desafios que teremos pela frente estão o trabalho com visão sistêmica, estratégica, tática e operacional do Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Café – PNP&D/Café, com foco nas demandas dos públicos-alvo e na transferência de tecnologias”, explica o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo.

Novo sistema de gestão – O SGC pretende organizar e implementar processos prospectivos para construção e revisão sistemática da visão estratégica do Consórcio. Definir os grandes rumos e as intenções estratégicas e revisar sistematicamente o foco do Consórcio, priorizando temas e áreas para as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento, Transferência de Tecnologia e Comunicação, sintetizando-as em proposta de diretrizes institucionais.

Durante a reunião, foi constituída Coordenação Técnica, colegiado interdisciplinar e deliberativo do subsistema de Gestão Tática do SGC que negocia as medidas gerenciais e os recursos necessários para atingir as metas para a programação de Pesquisa e Desenvolvimento, Transferência de Tecnologia e Comunicação. As instituições consorciadas eleitas para representar o Consórcio nessa Coordenação são a Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, Instituto Agronômico – IAC, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural – Incaper e Universidade Federal de Lavras – Ufla.

Mudanças – Serão ainda revisadas as Políticas Institucionais – P&D, Inovação, Comunicação – e a estrutura e responsabilidades do Conselho Diretor, além de definido o processo de gestão estratégica (Plano Diretor) e da programação de P&D&I. “No plano estratégico, o Conselho Diretor vai trabalhar para elaborar o Plano Diretor do Consórcio e criar um Conselho Assessor”, completa Bartholo.

Outra novidade prevista é a definição de focos temáticos para realizar a identificação, seleção, avaliação e priorização de projetos, bem como o acompanhamento e avaliação de projetos em execução (nível operacional). Prevê-se que essa configuração vai auxiliar na busca de alinhamento estratégico dos projetos e a determinar ações necessárias para resolver desvios, ineficiências, redundâncias e conflitos. Além disso, serão lançados editais de contratação de projetos com mais foco em resultados, contribuindo para realização de um processo contínuo de acompanhamento.

“Esse novo modelo de governança deverá tornar mais transparente a missão institucional da Embrapa Café, do PNP&D/Café e do Consórcio, facilitar o levantamento de demandas e criar mecanismos de acompanhamento e avaliação da pesquisa e seus resultados”, declarou o presidente da Embrapa e também presidente do Conselho Diretor do Consórcio, Pedro Arraes.

Recursos garantidos – Foi também pauta da reunião do Conselho Diretor a apresentação da proposta de investimentos. Na ocasião, o diretor do Departamento do Café da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Edilson Martins Alcântara, enfatizou que estão garantidos recursos previstos na Lei Orçamentária Anual – LOA para a pesquisa de café ainda este ano.

Ajustes no Programa de bolsas – Também foram promovidas mudanças no programa de bolsas do Consórcio, como a atualização dos valores, tornando-os iguais ou superiores aos do CNPq, Fapemig, Fundação Araucárias e Fapesp e ainda flexibilizações no modus operandi do program para concessão de bolsas.

Sobre o Conselho Diretor do Consórcio – O Consórcio Pesquisa Café possui um Conselho Diretor, constituído pelos titulares de cada uma das dez instituições fundadoras e presidido pelo diretor-presidente da Embrapa. Esse conselho possui atribuições de analisar propostas de alterações no Consórcio; organizar, orientar e supervisionar a execução do Programa Pesquisa, incluindo a aprovação de aspectos técnicos e alocação de recursos e o estabelecimento de normas e procedimentos.

São membros fundadores do Consórcio e compõem o Conselho: Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade de Lavras (Ufla), Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Resultados do Consórcio Pesquisa Café – O sucesso da experiência do Consórcio é demonstrado pelos relevantes resultados alcançados em todas as etapas da cadeia produtiva do café graças a centenas de ações de pesquisa e transferência de tecnologia já validados. Sua ação está concentrada nos 12 principais estados produtores, cobrindo quase a totalidade do País. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2012 indica que o país deverá colher mais de 50 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado. Um crescimento de 16% comparado com a produção de 2011, de 43,48 milhões de sacas. Em termos de volume, a produção do café arábica sinaliza um crescimento de 5,9 mi de sacas, e o conilon de 1,32 mi de sacas de café beneficiado.

Resultados da atuação do Consórcio também aparecem nas exportações do agronegócio brasileiro, onde o agronegócio café ocupa a quinta posição no ranking, respondendo por 9,2% das exportações agrícolas em 2011. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a receita cambial com exportação de café registrou recorde de US$ 8,7 bilhões no ano passado, um aumento de 53% em relação à 2010.

As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

As informações são da Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Atraso da colheita no Vietnã sustenta preço do café robusta

A notícia de que a safra do Vietnã deve atrasar em quase um mês sustentou os preços do café robusta ontem na Bolsa de Londres. O Vietnã é o maior exportador de café robusta do mundo e, por causa das chuvas, estima-se que a colheita seja iniciada apenas em novembro. O atraso deve reduzir as exportações e, com menor volume do produto disponível no mercado, os preços tendem a subir. O contrato do café para entrega em novembro subiu 0,82% e fechou cotado a 2.094 dólares por tonelada.

O Vietnã também prevê uma queda de até 15% da produção no ano-safra 2012/13, pois as chuvas fortes fizeram com que as flores caíssem e os grãos não se formassem em alguns pés. A situação das lavouras também favorece a queda de produção, pois 35% delas são consideradas antigas e, por isso, produzem menos.

O café robusta já subiu mais de 10% este ano e alguns traders apostam que os preços possam alcançar até US$ 2.200 por tonelada nas próximas semanas. Geralmente, as torrefadoras usam a variedade robusta, mais barata, para realizar misturas com o café arábica, cujo maior produtor mundial é o Brasil.

Já o cacau fechou em queda de 1,94%. Segundo participantes, os preços recuaram para equilibrar altas anteriores. Investidores venderam com base na análise dos gráficos de preço e nas tendências de mercado. A falta de negócios na Bolsa de Nova York, devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, acentuou o movimento. O açúcar refinado, também negociado em Londres, caiu 0,55%.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Estudo vai detalhar consumo de café em 21 países importadores

A Organização Internacional do Café (OIC) informa que vai lançar, em breve, um estudo sobre os padrões de consumo de café em 21 países importadores. A pesquisa vai revelar informações sobre tendências no consumo de café, em casa e fora do lar, e a demanda por grão torrado e moído e por solúvel (instantâneo), desde 1997.

A OIC antecipou alguns resultados do trabalho. O consumo fora do lar apresenta as maiores taxas em Portugal, Espanha e Grécia. A organização pondera, entretanto, que nos últimos 4 a 5 anos, esses três países têm registrado redução no porcentual de café bebido fora de casa.

Em contrapartida, na Áustria, Polônia e Ucrânia, cerca de 90% do café é consumido no lar. Outra tendência é o crescimento de redes de cafeteria, que no Reino Unido representaram 6,6% do consumo total em 1997 e passaram para 17,3% em 2011, a maior taxa entre os 21 países em estudo.

Com relação ao consumo de torrado, moído e solúvel, o estudo revela que a maioria dos países mostra uma preferência por café torrado e moído. Turquia, Ucrânia, Grécia, Reino Unido e Rússia consomem cerca de 50% do seu café sob a forma de solúvel, embora os três últimos países estejam elevando o consumo de torrado e moído.

As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Especialistas acham necessário criar agência para o café colombiano

Um estudo da Associação Nacional de Instituições Financeiras (Anif) advertiu que a criação de uma agência de café na Colômbia seria a solução para salvar a agricultura da região. A opção da Anif é fazer algo similar ao que foi feito com hidrocarbonetos, separar as tarefas de regulamentação e produção, quando separou a Ecopetrol da Agência Nacional de Hidrocarbonetos. Eles garantem que não existe uma instituição cafeeira que impeça a livre competição.

O estudo da Anif considera que, quanto mais tarde se tratar desse assunto, “mais fundo cairá a produção de café do país”. A produção de café da Colômbia caiu de 12-14 milhões de sacas nos anos noventa para 8 a 9 de agora, o que supõe que a quantidade de café exportada tenha caído de modo alarmante no período entre 1990 e 2011. “O não cumprimento em volumes e qualidade se traduzem em perdas de credibilidade frente ao mercado mundial de café”.

A Federação de Cafeicultores da Colômbia (Fedecafé) justificou o não cumprimento de suas promessas (em 2011, anunciaram 9,5 milhões de sacas, mas a produção real foi de 7,8 milhões) pelo excesso de chuvas nas regiões cafeeiras, elevados preços de fertilizantes, renovação de 300.000 hectares e diferentes pragas no verão.

Apesar de todas essas críticas, a Anif falou de avanços institucionais, como o aumento da transmissão do preço ou a separação que vem sendo obtida de alguns negócios cafeeiros, como a Procafecol. 

A reportagem é do www.americaeconomica.com, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Café: Brasil embarca 2,281 mi de sacas em agosto (-12%)

As exportações brasileiras de café em agosto (23 dias úteis) alcançaram 2,281 milhões de sacas de 60 kg, o que representa uma redução de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado (2,593 milhões de sacas). Em termos de receita cambial houve queda de 35,7% no período, para US$ 465,1 milhões em comparação com US$ 722,8 milhões em agosto de 2011.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Quando comparada com o mês anterior, a exportação de café em agosto apresenta elevação de 25,2% em termos de volume, pois em julho passado o País embarcou 1,822 milhão de sacas. A receita cambial foi 23,6% maior, considerando faturamento de US$ 376,2 milhões em julho.

As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point.

Café sobe em NY por cobertura de posições vendidas

Os futuros do café arábica fecharam alta nesta segunda-feira, com seu contrato dezembro subindo 2,73 por cento, para fechar a 1,6735 dólar por libra-peso, maior ganho em um dia da commodity desde julho.

O contrato rompeu a média móvel de 14 dias de 1,6553 dólares por libra-peso, com coberturas de posições vendidas.

No entanto, sinais de um enfraquecimento da demanda persistem, com os estoques da bolsa atingindo novos recordes de dois anos de 1,92 milhão de sacas, e os diferenciais estão sob pressão. O mercado de Londres não funcionou por conta de um feriado.

As informações são da Reuters, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point.

MG: BID e associação alemã investem US$ 4,2 mi na cafeicultura familiar

O Fundo Multilateral de Investimento (Fumin), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e a Associação alemã sem fins lucrativos Hanns Neumann Stiftung do Brasil investirão US$ 4,2 milhões para apoiar a agricultura familiar do café em 11 municípios do sul e do leste de Minas Gerais.

Em comunicado, o BID informa que cerca de 4 mil agricultores familiares receberão capacitação para implementar melhores práticas no processamento da colheita, pós-colheita, controle da qualidade e identificação de oportunidades de mercado.

O total dos recursos investidos será doado, sendo US$ 1,9 milhão do Fumin e contrapartida de US$ 2,3 milhões da Associação Hanns R. Neumann Stiftung. Segundo a assessoria do banco, os desembolsos já estão autorizados.

As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point.

OIC: exportação global de café soma 9,11 mi de sacas em julho

As exportações de café no mundo totalizaram 9,11 milhões de sacas de 60 kg em julho, mais do que as 7,73 milhões de sacas embarcadas no mesmo mês do ano passado, afirmou hoje a Organização Internacional do Café (OIC).

No acumulado de outubro a julho, primeiros dez meses do ano-safra 2011/12, a exportação somou 90,36 milhões de sacas, ante 89,05 milhões de sacas no mesmo período do ano anterior. Nos 12 meses encerrados em julho de 2012, as exportações de arábica totalizaram 65,18 milhões de sacas, ante 68,12 milhões de sacas no mesmo período do ano anterior.

Durante o mesmo período, as vendas externas de café robusta somaram 40,72 milhões de sacas, ante 37,12 milhões de sacas um ano antes.

As informações são da Dow Jones, publicadas na Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point.