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ABIC inicia planejamento para maior controle de uso de seu “Selo de Pureza”

A ABIC inicia um planejamento para ajuizar ações de busca e apreensão em face de todas as empresas que estejam utilizando o “Selo de Pureza ABIC” indevidamente.

As empresas PHD Com. de Café Ltda. e Café Cambuí, que não mais pertenciam ao quadro de associados da ABIC, insistiam em continuar utilizando o Selo de Pureza ABIC indevidamente. A busca e apreensão do indevido uso do selo por estas empresas ocorreu no dia 14 de Setembro e foram apreendidos 355 Kg de cafés embalados, 11 bobinas de embalagens de 250g e 8 fardos com 600 unidades de embalagens em papel. 

O Juiz da 3ª Vara Cível da Comarca de Contagem, Minas Gerais, deferiu a medida de busca e apreensão a fim de recolher todos os produtos que constem a utilização indevida do Selo de Pureza ABIC, bem como todas as embalagens e as bobinas das embalagens. 
Além disso, foi determinado às empresas que se abstivessem de praticar todo e qualquer ato que implique na utilização do referido Selo, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00 (dois mil reais). 

O “Selo de Pureza ABIC” é registrado perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e sua utilização indevida constitui propaganda enganosa e caracteriza a materialidade dos crimes incursos no Código Penal e na Lei nº 9.279/96, além de ocasionar a responsabilidade civil e a consequente indenização. 

As informações são da ABIC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Presidente da Embrapa é exonerado do cargo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aceitou, neste domingo (30), o pedido de exoneração do presidente da Embrapa, Pedro Antônio Arraes Pereira. De acordo com informações do órgão, o nome do substituto deve ser comunicado nos próximos dias.

A diretora de Administração e Finanças da Embrapa, Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni, assumirá o posto interinamente. Em sua segunda gestão, Arraes foi reconduzido ao cargo no órgão em 16 de agosto deste ano. Ele tomou posse da presidência da empresa pela primeira vez em julho de 2009.

A saída de Arraes do cargo foi o desfecho de uma longa e silenciosa crise, cujo enredo interno vai além das críticas e diagnósticos divulgadas em artigos – a maioria deles no jornal O Estado de S.Paulo, alertando para a falta de rumo da empresa.

A falta de resposta da empresa a essas críticas pode ser interpretada como uma forma de manter sob controle a informação essencial: pesquisadores, cientistas e técnicos passaram a exercer forte oposição à gestão de Arraes, considerada por eles responsável pela perda gradual da capacidade da Embrapa de acompanhar o desenvolvimento tecnológico aplicado aos produtos em seu universo de atuação.

Inchada – a empresa gasta de 70 a 80% de seu orçamento com a folha de pagamentos – perdeu importância na agenda empresarial brasileira. O empresário nacional busca as soluções inovadoras no exterior. A negligência com a obtenção de patentes e a omissão no programa de melhoramento de sementes são outras acusações à gestão agora encerrada, com números expressivos: 60% das sementes de soja, 70% de milho e 80% de algodão, são de programas de melhoramento genético privados.

Sobram acusações de censura a manifestações de pesquisadores inconformados com o isolamento a que se dizem submetidos em razão da crítica à perda da visão estratégica. O processo gerencial, segundo os críticos de Arraes, é pouco oxigenado pela falta de renovação de pessoas e métodos, enfraquecendo a empresa diante dos desafios de um cenário globalizado e altamente competitivo.

Alguns departamentos estratégicos da empresa foram submetidos a comandos burocráticos e outros, como o de Administração Financeira, estão sob o mesmo comando há mais de uma década.

Outra crítica remete à nova estrutura para gestões de projetos internacionais de cooperação, com recursos do Banco Mundial, entre outras instituições. O Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, que centraliza os programas e projetos da Embrapa, não participa diretamente da coordenação e desconhece até o total de recursos captado.

Por fim, uma das críticas mais contundentes é à coordenação de programas de pesquisa da Embrapa ser feita no exterior. Os sites das plataformas da empresa têm sua logomarca e a do governo federal, mas estão hospedados num servidor em Los Angeles.

A Embrapa
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi criada em 26 de abril de 1973. A missão da Embrapa é viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, em benefício da sociedade brasileira.

As informações são de João Bosco Rabello, de O Estado de São Paulo e da Empraba, adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: Portal Café Point

Bahia: cafeterias cobram 13 vezes mais do que gastam com a matéria-prima

Febre nos shoppings de Salvador, as cafeterias chegam a arrecadar 13 vezes mais do que o valor de custo do quilo da matéria-prima. Os grãos oferecidos no café gourmet, considerados top de linha, saem das distribuidoras a cerca de R$ 40 o quilo, que corresponde a aproximadamente 110 xícaras.

Vendidos em média ao consumidor final a R$ 5, o lucro dessas boutiques chega a porcentagens exorbitantes. Com o investimento em um quilo de café especial, as lojas especializadas arrecadam por volta de R$ 550. Mesmo com as distorções nos preços o consumo da bebida é alto, responsável pelo crescimento das cafeterias na cidade, com clientela garantida.

O produto utilizado no preparo da média oferecida nas cafeterias é diferente do material vendido nos grandes supermercados, principalmente nos fatores pureza, preço e sabor. O preço do produto top de linha chega a custar dez vezes mais do que o café comum, mas ainda assim, a diferença de valores cobrados nos cafés gourmet não justifica a distorção de preços. De acordo com Fernando Oliveira, gerente comercial da Agricafé, empresa que trabalha com comercialização, exportação e consultoria de café, um quilo do produto de grãos diferenciados custa de R$ 25 a 35 os mais comuns, R$ 55 o orgânico e em média R$ 40 aqueles que apresentam certificados de origem.

Segundo Fernando, cada quilo de café chega a render de 100 a 110 xícaras de expresso. Com um cálculo simples é possível perceber a diferença entre o valor cobrado no produto final, a média, e o gasto tido pelas cafeterias com o material. Com a venda de 100 expressos a R$ 5, o que correspondente ao gasto de um quilo de café, o estabelecimento arrecada R$ 500, gastando em média R$ 50 com a matéria-prima.

Embora a diferença seja grande, o gerente comercial pondera que os gastos das cafeterias não se resumem à compra do café. “Geralmente estes estabelecimentos ficam localizados em lugares de alto padrão, então há muito gasto com pessoal, aluguel, sem contar os outros o ingredientes necessários no preparo do produto”, lembrou Fernando. Essa foi a justificativa do maitre do Pereira Café, localizado na Alameda das grifes do shopping Iguatemi, para explicar a cobrança de R$ 5,40 pela xícara média de café expresso no local. “Nossa folha de pagamento é muito alta com o aluguel de espaço e a contratação de pessoas preparadas”, afirmou o maitre.

No Lucca cafés especiais, cafeteria instalada no Salvador Shopping, o valor da xícara pequena de café expresso chega a custar R$ 9,90, a depender da origem do produto. A gerente e barista do estabelecimento, Alessandra Portela, assume que o valor é o mais alto do shopping, mas garante que o material utilizado no preparo das bebidas é diferenciado. “Aqui o cliente pode optar por alguma das 27 opções de drinks preparados com café, além de escolher o tipo e a origem do grão”, informou Alessandra.

Segundo ela, o Lucca trabalha com sete tipos de grãos que se diferenciam pelo aroma, sabor, forma de plantio, colheita e origem. A gerente admite que os valores também são cobrados baseados no público de cafeterias, que geralmente pertence a classe A.

O fenômeno “efeito renda”
Para o economista Paulo Dantas da Costa, membro do Conselho Federal de Economia, o alto valor dos cafezinhos expressos é resultado de um fenômeno chamado pelos especialistas de “efeito renda”. Segundo ele, o valor exorbitante do cafezinho não é resultado apenas dos gastos dos estabelecimentos ou com o preço do produto bruto.

Para ele, os vendedores superdimensionam o valor por que tem a garantia de saída. “Isso acontece muito com produtos especiais. As pessoas acham que porque estão consumindo um produto diferenciado devem pagar mais caro e até procuram. O estabelecimento, por sua vez, tem a garantia de saída por vender para o público que tem potencial de compra.”, explicou. “Um fenômeno parecido acontece com as cervejas especiais. Existem marcas que chegam a custar R$ 500, mas o gasto da produção é mínimo”, continuou o economista.

Seja qual for o motivo da supervalorização dos cafezinhos, uma saída para os amantes da bebida é adquirir o quilo dos grãos ou já torrado. Em Salvador, algumas cafeterias revendem o produto bruto ao público. O médico Rafael Campos Hermida, consumidor de café e assíduo frequentador dos pontos especializados de venda do produto, acredita que o atendimento e a variedade encontrada nas cafeterias tradicionais justificam o preço elevado dos itens. “Pelo menos duas vezes por semana encontro amigos numa cafeteria. Geralmente são lugares tranquilos, sem muita gente, atendimento rápido e ainda encontro café de qualidade”. 


As informações são da Tribuna da Bahia, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Web Café Point

MAPA cria a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), por meio da Portaria nº 852 publicada no Diário Oficial da União (DOU). A agricultura de precisão (AP) é uma técnica que promove o desenvolvimento sustentável e a competitividade do agronegócio em benefício da sociedade brasileira.

A CBAP será responsável pela difusão e fomento de conceitos e técnicas de agricultura de precisão. Dentre suas atribuições estão desenvolver programas de treinamento de mão de obra em AP, levantar demandas de pesquisa e encaminhá-las aos órgãos competentes, bem como gerar e adaptar conhecimentos e tecnologias com custo e benefícios equilibrados. Além disso, a Comissão também buscará mecanismos para incluir disciplinas na área de agricultura de precisão em cursos técnicos, de graduação e pós-graduação; elaborar material de divulgação da AP; buscar a inserção da técnica nas políticas brasileiras; e criar um banco de dados público das atividades relacionadas à prática.

A agricultura de precisão utiliza equipamentos e máquinas que fazem análise de solo e distribuem os insumos em taxas variadas. Sensores de rendimento mostram as áreas com melhor rendimento do solo e orientam para a melhor maneira de plantar. Aparelhos de GPS mapeiam e ajudam a monitorar a propriedade para adubação e uso de agroquímicos em quantidade certa para cada local. Isso evita o desperdício de fertilizantes, otimiza a colheita e proporciona sustentabilidade e competitividade ao pequeno, médio e grande agronegócio brasileiro.

A comissão será composta por membros de 13 instituições: ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI); Associação Brasileira de Engenheiro Agrícola (Abeag); Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea); Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer); Associação Brasileira de Engenharia Agrícola (SBEA); Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); Fórum de Pró-Reitores de Pós Graduação (Foprop); Universidade de Santa Maria e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Fonte: Web Café Point

Cafés colombianos comemoram 50 anos de sua inserção no mercado japonês

Em 1962, quando a Federação Nacional de Cafeicultores do país abriu seu primeiro escritório de representação no Japão, as importações de café verde eram incipientes. Hoje, o país do “sol nascente” é o principal mercado dos cafés colombianos.

A decisão de abrir há 50 anos uma representação do Café da Colômbia no Japão não foi fácil, dadas as árduas condições que atravessava esse país e seu consumo marginal do grão. No entanto, durante décadas, tem-se demonstrado que esse grande desafio assumido pela Federação é outra amostra da visão da organização cafeeira. Atualmente, o país do “sol nascente” é o principal mercado para as vendas diretas da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, o segundo destino das exportações de café da Colômbia e um dos principais clientes da estratégia de valor agregado do grêmio. 

O café premium colombiano se posiciona em um país consumidor de chá

Em 1962, quando a Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia abriu seu primeiro escritório de representação no Japão, as importações de café verde eram incipientes e a instituição se propôs como desafio aumentar a presença do café colombiano nesse país que era tradicionalmente um consumidor de chá.

Para isso, então, as primeiras vendas de café colombiano no Japão foram realizadas através da troca de café por veículos 4×4, considerando que as divisas para comprar café no Japão era restritas pelo Governo desse país.

Dez anos depois, as importações japonesas de café verde aumentaram para 1,342 milhão de sacas, das quais 218 mil eram importados da Colômbia, mais de cinco vezes a quantidade importada quando a Federação iniciou sua tarefa.

Em 1990, o consumo de café alcançou 9,9 xicaras por semana por pessoa, segundo a All Japan Coffee Association (AJCA), representando um aumento de 50% comparado com 1980. Além disso, nesse mesmo ano, as importações japonesas totais de café foram de 4,8 milhões de sacas, das quais as de café colombiano representaram 20%. 

Nos últimos cinco anos, a demanda do mercado japonês por café colombiano ficou em média em 1,3 milhão de sacas por ano, com um alto componente de cafés especiais e diferenciados e de café liofilizado.

“É evidente que a presença que temos atualmente na Ásia não teria sido possível sem a decisão visionária de desenvolver modelos de negócios, conhecer os clientes e gerar mercado para o café colombiano”, disse o gerente geral da Federação durante sua visita ao Japão, Luis Genaro Muñoz Ortega. “Apesar das críticas e daquilo que em algum momento foi classificado como irresponsável e sonhador, os feitos demonstram mais uma vez que tínhamos razão em estar presentes e acompanhar o crescimento desse importante mercado”.

Continuando com uma estratégia de posicionamento e penetração, a representação para a Ásia da Federação está focada no desenvolvimento de outros mercados promissores como o da Coreia do Sul, da República Popular da China e dos países da Oceania.

Dentro das atividades realizadas pela Federação de Cafeicultores para manter a aprofundar a relação com a indústria japonesa, estão os cursos sobre qualidade que receberam mais de uma centena de especialistas de várias empresas comercializadoras de bebidas e torrefadoras, que vem ao país para descobrir vivencialmente o que há por trás do café colombiano, exercício que atualmente se replica com membros da indústria de café na China. 

“Temos um grande portfólio de negócios e inciativas que cobrem vários países com diferentes produtos, marcas e propostas diferenciadas”, disse o diretor da Ásia para a Federação de Cafeicultores com sede em Tóquio, Santiago Pardo. “O reconhecimento que estamos recebendo da indústria é uma amostra de gratidão à nossa consistência e permanência apesar das dificuldades e complexos ciclos econômicos que tanto a indústria como as economias asiáticas têm vivido”, finalizou Pardo.

Além disso, graças às contínuas visitas ao país de especialistas preparadores de café provenientes do Japão, a crescente comunidade de baristas tem conhecido em primeira mão, a variedade e amplas oportunidades que oferecem os micro-lotes de todas as zonas do leste do país, programa empreendido pela Federação para atender nichos de mercados especializados e que tem tido uma recepção boa.

As informações são da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Web Café Point

São Paulo: Agricultores do interior contam prejuízos causados por tempestade

Um milhão e oitocentos mil pés de café prejudicados. Alguns tombaram, outros tiveram os galhos queimados e ressecados, já as folhas foram danificadas pela chuva de granizo.

A tempestade ainda arrancou e jogou na terra o botão floral, o que significa prejuízo para a próxima colheita.

A chuva e a ventania também causaram prejuízos em outros setores de uma fazenda. Uma parte da estrutura metálica do barracão foi destruída. Lá dentro estavam 2,5 mil sacas de café que deveriam ser exportadas, mas o produto não será aproveitado porque o grão ficou úmido.

O processo de beneficiamento dos grãos foi interrompido. Nas máquinas havia muito mais do que café.

O telhado do almoxarifado também foi destruído e molhado. A tarefa agora é era limpar e organizar novamente os objetos e aparelhos eletrônicos. Treze casas onde os funcionários da fazenda moram também foram atingidas.

As informações são do G1, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Web Café Point

Senado deve votar nesta terça-feira (25) medida que altera Código Florestal

A medida provisória que traz alterações ao novo Código Florestal está prevista para ser apreciada na tarde desta terça-feira (25) pelo plenário do Senado. Após passar pelo Senado, a medida será encaminhada para sanção ou veto da presidente da República Dilma Rousseff.

Na Câmara, a medida foi aprovada pelo plenário na última quarta-feira (19), com a manutenção do texto definido pela comissão especial que analisou a proposta.
A versão aprovada pela comissão especial – e depois pelo plenário da Câmara – prevê que, nas propriedades de 4 a 15 módulos fiscais com cursos de água de até 10 metros de largura, a recomposição de mata ciliar será de 15 metros. A redação original da medida provisória enviada pelo governo era mais rígida e determinava recomposição de 20 metros em propriedades de 4 a 10 módulos.

Embora tenha sido alvo de uma série de polêmicas, a expectativa é de que a medida seja apreciada pelos senadores sem maiores dificuldades. O relator na comissão especial, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), disse que espera uma votação “consensual”.

“Eu acho que vai ser uma votação consensual […] Foi um acordo que mereceu votação unânime na Câmara, e talvez mereça votação unânime no Senado”, disse o senador.

O acordo para votação na Câmara, porém, se arrastou por semanas até a consolidação de acordo entre a base governista e partidos de oposição, em meio a tensões com a chamada bancada ruralista, que exigia redução da recomposição nas margens de rios.

No final, o governo teve de ceder para possibilitar a aprovação da MP e colocá-la em risco de perder a validade, que ocorre no dia próximo dia 8 de outubro, caso não seja aprovada pelas duas Casas do Congresso.

As informações são do G1, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Web Café Point

Banco alemão estima que cotações do café subirão em breve

A valorização do dólar pressionou as cotações do café arábica na bolsa de Nova York ontem. A queda para os contartos de março foram de 105 pontos, a US$ 1,7635 por libra-peso. 

“A maioria dos investidores continua a apostar em novas quedas, embora a posição líquida vendida tenha sido reduzida pela primeira vez em sete semanas”, analisou o Commerzbank, segundo maior banco alemão, para a Dow Jones Newswires. 

O banco acrescenta que, como a oferta do grão de qualidade superior deve recuar em breve, espera-se que as cotações voltem a subir. 

A matéria é do CaféPoint, baseada em informações do Valor Econômico.


Fonte: Web Café Point

Colômbia possui mais de 50% da área cafeeira resistente à ferrugem

O principal indicador de investimento do setor cafeeiro colombiano, o número de hectares renovados, continuou mostrando um grande dinamismo no fechamento dos oito primeiros meses do ano. Entre janeiro e agosto de 2012, o país sul-americano renovou 74.338 hectares de café, 1,8% a mais que a cifra recorde de hectares renovados no mesmo período do ano anterior, segundo dados da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia).

Estima-se que o total de árvores de café plantado no ano supera a marca de 401 milhões, das quais 379 milhões foram plantadas com variedades resistentes à ferrugem e com maior capacidade de suportar a variação climática. Essas lavouras começarão seu ciclo produtivo em 2014. A Federação prevê que, ao fechar o presente ano, conseguirá bater novamente o recorde de117 mil hectares de café renovados em 2011.

Graças a esses programas desenvolvidos pela institucionalidade cafeeira, atualmente o país alcançou 50% de sua área produtiva com cafezais tecnificados e resistentes à ferrugem, um pouco mais que o dobro da área que tinha as mesmas características no ano de 2008. “O que temos realizado nos últimos anos é um salto de grande dimensão”, assinalou Luis Genaro Muñoz Ortega, diretor executivo da Federacafe.

Ele ainda indicou que “a seguir nesse ritmo, dentro de três anos alcançaremos nosso objetivo essencial, que é ter uma cafeicultura muito mais bem preparada para as mudanças climáticas”, sustentou. Muñoz apontou que, tanto em hectares como em números de árvores com alta produtividade, “temos uma situação totalmente distinta em matéria de produção, como já temos observado nos últimos meses”.

O total das renovações é resultado do PSF (Programa Permanência, Sustentabilidade e Futuro), assim como os investimentos realizados pelos mesmos cafeicultores que apostam no futuro da atividade. Vinte e oito por cento do total dos 74.338 hectares renovados nos oito primeiros meses foram beneficiadas pelo PSF, através do qual se apoia a tecnificação das propriedades com menos de cinco hectares, em mãos de pequenos produtores.

Com a tecnificação se busca obter maior produtividade, graças a uma maior densidade dos plantios, idade ideal de produção e uso de variedades resistentes. Esse programa dá diversas oportunidades aos cafeicultores que, por diversas razões, não teriam acesso ao crédito e não contavam com a capacidade financeira necessária para empreender a renovação de suas lavouras.

Desde o ano de 2008, tramitaram 165 mil créditos de juros baixos no programa PSF, visando à renovação de 139 mil hectares. Com ações como essa a Federacafe recebeu o reconhecimento como uma das dez empresas latino-americanas mais destacadas na transformação produtiva, láurea oferecida pela Corporação Andina de Fomento, durante o evento “Rio+20”, realizado recentemente no Brasil.

As informações são da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Web Café Point

Brasil promulga somente agora acordo global de café de 2011

Foi publicado no Diário Oficial da União da última sexta-feira o Acordo Internacional de Café, adotado pelo Conselho Internacional do Café em fevereiro de 2011.

Apesar de sua promulgação tardia no país, isso não limitou ações do Brasil (maior produtor e exportador global) no âmbito do acordo, segundo uma fonte do setor, que pediu para não ser identificada.

O acordo regula a cooperação internacional de questões relativas ao café e terá vigência por 10 anos, podendo ser prorrogado por mais oito anos depois do prazo inicial.

O objetivo do Acordo, segundo o decreto, é “fortalecer o setor cafeeiro global num contexto de mercado, promovendo sua expansão sustentável em benefício de todos os participantes do setor”.

Estão previstos no Acordo a elaboração e o financiamento de projetos de desenvolvimento na área do café e o estabelecimento de um fórum consultivo sobre financiamento do setor, para atender a necessidade de maior acesso a informações sobre tópicos relacionados à gestão financeira e de risco no setor.

Além disso, há a intenção de expandir os dados estatísticos, para dar mais transparência aos números compilados pela Organização Internacional do Café (OIC).

O tratado internacional também cria um novo comitê para promoção e desenvolvimento de mercado, que deverá supervisionar atividades como campanhas de informação, pesquisa, construção de capacidade e estudos relacionados com a produção e o consumo de café, além de estabelecer um comitê de projetos, que será responsável pela análise das ações de pesquisa a serem discutidas no âmbito da OIC.

O Acordo de 2007 é o sétimo desde 1962, assinado pelos 77 países membros do Conselho Internacional do Café, incluindo Vietnã e Colômbia, importantes produtores mundial de café. 

As informações são da Reuters, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point