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Manejo Integrado de Pragas promove cafeicultura sustentável
As lavouras de cafeeiro hospedam poucas espécies de pragas, sendo que a grande maioria dos artrópodes (insetos, ácaros, aranhas, por exemplo) encontrados nas lavouras de cafeeiro são considerados benéficos, e só algumas poucas espécies podem ser consideradas como pragas. Entre essas poucas espécies de pragas, uma parte delas – como alguns ácaros, o bicho-mineiro e a broca-do-café – podem eventualmente causar prejuízos econômicos ao produtor e ainda à qualidade da bebida. Em decorrência do emprego de defensivos para controlá-los, há também prejuízos socioambientais e à saúde da população e aumento de custos na produção.
Os métodos de controle mais eficazes dessas pragas, no sentido real do termo, são os que usam os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), ou seja, aliam o manejo químico e biológico, entre outros, em prol da preservação no agroecossistema, usando defensivos como último recurso, somente no momento certo para cada praga e de forma controlada, seletivos aos artrópodes não alvos, preservando os inimigos naturais das pragas e favorecendo seu controle.
Desde a criação, em 1997, do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café (Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa), projetos têm sido conduzidos com essa visão integrada e ecológica do manejo das pragas. Reflexo disso foi a inauguração, em 2000, do Centro de Pesquisa em Manejo Ecológico das Pragas e Doenças de Plantas Cultivadas – EcoCentro, sendo o café sua cultura-chave.
O EcoCentro reuniu equipe de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, instituição participante do Consórcio, que trabalhavam há décadas com esse pensamento e ainda permitiu estabelecimento de parceria com pesquisadores de outras instituições consorciadas, como a Universidade Federal de Lavras – Ufla, o Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA e a Embrapa Café. Hoje os projetos do EcoCentro abarcam principalmente o Sul de Minas e Alto Paranaíba, regiões onde são mais relevantes as infestações por pragas como ácaros, o bicho-mineiro e a broca-do-café.
Segundo o pesquisador da Embrapa Café Mauricio Sergio Zacarias, que trabalha no EcoCentro desde 2003, esses projetos têm em comum uma visão mais abrangente do agroecossistema da lavoura e a busca de uma solução não imediatista para o problema, mas sim duradoura, de efeitos contínuos. Nessa linha, a multidisciplinaridade é fundamental. “Olhar o entorno, a propriedade e a lavoura, o lado socioeconômico, cultural e químico da questão e suas consequências. Hoje estima-se que cerca de 15% do custo da produção de café é devido aos gastos com o controle químico de pragas. Levando em consideração que o Brasil é o maior consumidor de produtos fitossanitários do mundo, a tendência em pender por essa via é forte e tardia, se pensarmos em países mais avançados socioeconomicamente. Estamos tentando fazer o contraponto, mas falta apoio para os pesquisadores da área. Trabalhamos por essa mudança de consciência”, diz.
Manejo Integrado de Pragas do Cafeeiro (MIP Café) – O pesquisador explica que o MIP tem base em pesquisas de táticas de manejo ecológico das pragas que utilizam ao máximo a ação benéfica dos inimigos naturais, pois reconhece que o próprio agroecossistema possui um complexo desses organismos benéficos que controlam pragas e doenças, reduzindo perdas econômicas sem causar danos à saúde humana e ao ambiente. “No Manejo Integrado de Pragas, pode-se eventualmente vir a se dispensar totalmente o uso de produtos fitossanitários. Esse sistema é chave para a produção organomineral, ou seja, produção na qual tais produtos são dispensáveis (se diferencia da produção orgânica por utilizar o manejo racional de fertilizantes), e também no processo de transição para o sistema orgânico de produção”.
Zacarias acredita que essas formas de condução da lavoura ensinam a conviver e tolerar a presença de pragas (insetos, ácaros e plantas daninhas), doenças e danos que provocam enquanto não representam prejuízo econômico. “Essa tolerância tem o objetivo de preservar a ação do meio ambiente, principalmente dos inimigos naturais, permitindo que se tornem mais eficientes, aliado à capacidade de recuperação natural das plantas”, pondera o pesquisador.
Ácaros do cafeeiro – Entre as centenas de espécies de ácaros que vivem e convivem no agroecossistema cafeeiro, há muito mais espécies de ácaros predadores que pragas. Somente o ácaro-vermelho e o ácaro-branco podem vir a causar danos diretos e o ácaro-da-mancha-anular indiretos, por meio da transmissão de doenças.
Segundo o pesquisador da Embrapa Café Mauricio Sergio Zacarias e pesquisadores da Epamig Paulo Rebelles Reis, Rogério Antônio Silva e Júlio César de Souza, o ácaro-vermelho, ao se alimentar das folhas do cafeeiro, causa perda do brilho da folha, péssimo aspectos às plantas e até desfolhamento. São pragas típicas de períodos de seca, com estiagem prolongada. “A preservação e o aumento das espécies de ácaros predadores são importantes para a manutenção do controle biológico desses ácaros e, se necessário, o controle químico com aplicação de defensivos deve ser feito com acaricidas específicos ou inseticidas-acaricidas seletivos. O uso em excesso de defensivos para outras pragas ou doenças pode ocasionar a resistência e/ou ressurgência desses ácaros”, explica Rebelles.
Sobre o ácaro-da-mancha-anular, os pesquisadores afirmam ser uma espécie comum e amplamente disseminada. Aparece em todas as regiões cafeeiras do País, sendo que sua importância é devida à transmissão do vírus causador da doença virótica mancha-anular. A severidade dessa doença é maior nas áreas de Cerrado, sendo muito relevante e demandando constante vigilância na região do Alto Paranaíba de Minas Gerais. A doença se caracteriza por causar manchas em formato de anel nas folhas, ramos e frutos das plantas e consequente queda das folhas e redução na qualidade do café. “Também nessa espécie de praga percebe-se a ocorrência de inimigos naturais, como ácaros predadores. O controle químico deve ser feito somente quando necessário e nas reboleiras, característica da infestação do ácaro, e com produtos fitossanitários seletivos aos ácaros predadores, priorizando-se o Manejo Integrado dessa espécie de ácaro”, completa o pesquisador.
Já o ácaro-branco ataca folhas e ramos ou folhas novas em condições de alta umidade relativa, uma condição típica em viveiros. Sua importância reside na má formação das mudas nos viveiros.
Bicho-mineiro – É a principal e a mais disseminada praga do cafeeiro e tem esse nome por minar as folhas da planta. Tem ocorrência generalizada em Minas Gerais, tendo chegado ao Brasil junto com o café, da África. Pesquisadores afirmam que essa praga aparece principalmente em longos períodos de estiagem e baixa umidade; depois do uso excessivo de fungicidas cúpricos ou alguns inseticidas; em áreas de espaçamento muito abertas ou muito ensolaradas e onde há presença de cobertura morta, cultura intercalar ou mato nas ruas e ainda adubações e tratos insuficientes.
Há várias formas de manejo dessa praga, entre elas o cultural, com a utilização de quebra-ventos, ou arborização com leguminosas, que reduzem as infestações da praga. Segundos Reis e Souza, “o controle biológico do bicho mineiro existe naturalmente podendo ser realizado por parasitoides (pequenas vespas) e/ou predadores (vespas, marimbondos), que procuram nas lesões das folhas do cafeeiro, lagartas do bicho-mineiro para parasitar ou delas se alimentar. A eficiência dos predadores é de cerca de 70%, enquanto que a dos parasitas é de 18%. A utilização de controle químico para complementação torna-se necessária somente quando 30% (Sul de Minas) ou 20% (Triângulo mineiro) das folhas apresentarem minas intactas e com lagartas vivas”.
Estudos realizados por esses pesquisadores do Consórcio Pesquisa Café mostram que, em ataques mais severos, cerca de 60% das folhas atacadas caem e, independente do tamanho da lesão, todas as folhas atacadas tem sua eficiência fotossintética bastante reduzida. Dessa forma, dependendo da intensidade de infestação, podem ocorrer de 30 a 80% de prejuízos na produção.
Broca-do-café – De ocorrência mais generalizada no Paraná, na Zona da Mata de Minas Gerais e nas regiões de produção de Conilon, pode ser considerada atualmente a segunda principal praga da cafeicultura de arábica e a principal praga do Conilon. Juntamente com o bicho-mineiro, são consideradas as pragas-chave no Manejo Integrado de Pragas do Café (MIP Café).
A broca causa dano direto no produto final da lavoura – os frutos do cafeeiro – reduzindo a produtividade (seja por frutos caídos ou perda de peso) e a qualidade da bebida. Sem manejo adequado, a broca permanece nos frutos úmidos remanescentes da colheita, nos que ficam nas plantas ou sobre o solo, causando infestação na safra seguinte, com consequente redução do peso dos grãos, queda dos frutos e redução da qualidade do café.
Na natureza, conforme ensinam os pesquisadores do Consórcio, já existem inimigos naturais de pragas como a broca, muitos deles em estudo e testes, como a vespa-de Uganda, a vespa-da-Costa-do-Marfim, vespa-do-Togo, a formiga Crematogaster curvispinosus e os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae. Segundo os estudiosos, esse fato combinado a práticas de manejo ecológico se aliam na prevenção e no controle dessa praga, evitando ou mesmo diminuindo consideravelmente o uso de produtos fitossanitários nas lavouras de café.
Entre as práticas recomendadas pelos pesquisadores está o plantio dos cafezais em espaçamentos que permitam arejamento e penetração de luz para propiciar baixa umidade do ar em seu interior. A colheita de café deve ser muito bem feita, limpa, devendo ser evitado que fiquem frutos nas plantas e no chão, nos quais a broca poderá sobreviver na entressafra, principalmente se for chuvosa. Outra recomendação é que, após a colheita, caso tenham ficado muitos grãos nas plantas e no chão, se faça o “repasse” ou catação dos frutos remanescentes da colheita. É importante também, segundo os pesquisadores, monitoramento sistemático das lavouras irrigadas, pois devido à umidade têm mais facilidade de infestação.
“Mais do que a criação de um produto biológico, uma tecnologia, nós buscamos trabalhar a sustentabilidade do agroecossistema, a paisagem, com ações de prevenção e conscientização. Isso implica mudança de comportamento do agricultor na condução de seu trabalho, que precisa geralmente investir num trabalho de um a dois anos para perceber e compreender que os resultados valem a pena” ressalta Zacarias.
EcoCentro – Coordenado pelo pesquisador Paulo Rebelles Reis, tem como objetivo pesquisar e difundir princípios e práticas de controle de pragas (artrópodes e plantas daninhas) e doenças de forma ecológica. Propõe ainda o emprego de insumos e energias de forma racional para obtenção de uma rentabilidade sustentável com um mínimo de impacto ambiental.
Consórcio Pesquisa Café – O Brasil desenvolve o maior programa mundial de pesquisas em café, o Programa Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Essa rede integrada de pesquisa é possível graças ao Consórcio Pesquisa Café, que reúne dezenas de instituições brasileiras de pesquisa, ensino e extensão estrategicamente localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação entre as instituições e a união de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais, que permitem elaborar projetos inovadores. A evolução da cafeicultura brasileira, ao longo dos últimos anos, comprova a importância dos trabalhos de pesquisa.
Esse arranjo institucional atua em todos os segmentos da cadeia produtiva, tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores. Hoje reúne mais de 700 pesquisadores de cerca de 40 instituições, envolvidos em 74 projetos dos quais fazem parte 355 Planos de ação.
Foi criado por iniciativa de dez instituições ligadas à pesquisa e ao café: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola – EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, Instituto Agronômico – IAC, Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro – Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras – Ufla e Universidade Federal de Viçosa – UFV.
As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.
As informações são do CNC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Pesquisa indica que tomar café pode diminuir risco de morte
Um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine indica que o consumo de café está associado a um menor risco de morte. De acordo com a análise, os homens acompanhados durante 13 anos que bebiam de duas a três xícaras de café por dia tiveram uma diminuição de 10% no risco de morte, se comparados com os que não ingeriam a bebida. Já no público feminino esta redução chegou a 13%.
De acordo com Fabiano Sandrini, endocrinologista do Sergio Franco Medicina Diagnóstica, esta pesquisa é muito polêmica, já que a maioria dos estudos se concentra nos efeitos nocivos do café. “O que mais observamos no meio científico são análises sobre a possibilidade de o café aumentar o risco de doenças cardíacas, particularmente porque esta bebida tem sido associada com os níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade aumentada e, a curto prazo, com o aumento na pressão sanguínea. Mas o artigo publicado nos revelou que isso pode ter acontecido porque os pesquisadores anteriores não fizeram uma adequação nas variáveis analisadas, confundindo, por exemplo, o consumo café com o tabagismo ” revela o PhD em Endocrinologia Pediátrica.
O grupo analisou 229.119 homens e 173.141 mulheres, com idade entre 50 e 71 anos. Durante a pesquisa, 33.731 homens e 18.784 mulheres morreram. Os bebedores de café não fumantes tiveram um risco menor para mortes resultantes de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes, doenças respiratórias, infecções, lesões e acidentes. Mas os pesquisadores não encontraram nenhuma associação representativa para mortes por câncer em mulheres. “Estes estudos não são conclusivos, mas nos dão um novo paradigma sobre os benefícios do café para a saúde”, finaliza Sandrini.
Fonte: Assessoria CRM Pharos
Convenção Coletiva 2012/2013
Já está disponível em nosso site a Convenção 2012/2013, que pode ser acessada através do link http://www.sindicafe.com.br/arquivos/7UR8hConvencao_Coletiva_de_Trabalho_-_2012-2013.pdf.
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Entre as 24 cláusulas que estão dispostas no documento, alguns dos assuntos ressaltados são a correção salarial, o piso salarial e a cesta básica alimentar. Também disponível junto ao documento uma proposta referente ao plano de saúde.
O prazo de vigência da Convenção Coletiva de Trabalho é de 12 (doze) meses, iniciada em 1 de junho de 2012, com término em 31 de maio de 2013.
Fonte: Assessoria de Comunicação Sindicafé
COMUNICADO: Sindicafé
Assunto: Autenticação dos Livros de Escrituração Contábil e Fiscal na Junta Comercial.
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SP: programa do Governo promoverá condições para evitar êxodo rural
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O Banco do Brasil e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp) firmaram na última sexta-feira (28) parceria para a atuação do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), do governo federal.
O PNHR compõe o Minha Casa, Minha Vida, e tem o objetivo de reduzir o déficit habitacional rural, oferecendo condições para que os produtores rurais tenham moradias de acordo com suas necessidades, seja por meio de construção ou reformas, de forma a contribuir para a manutenção do homem do campo na atividade rural. O Banco do Brasil é o agente financiador, enquanto a Fetaesp fará o papel de entidade organizadora, levantando as demandas, encaminhando propostas e gerenciando a execução do programa até a entrega das moradias para os agricultores, além de realizar um trabalho social para contribuir ao desenvolvimento dos beneficiários.
A principal vantagem apontada pelos representantes do Banco do Brasil é o subsídio de 96% do total de custos de construção, deixando somente 4% de investimento aos agricultores. Braz Albertini, presidente da Fetaesp, disse durante o evento que o programa é uma reivindicação antiga do movimento sindical no campo. “Nós temos um êxodo rural forte, então é preciso oferecer condições para que o agricultor permaneça na atividade, e a habitação é uma delas”, pontua. O Gerente Executivo da Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil, Álvaro Tosetto, apontou que o PNHR vem para complementar as políticas públicas voltadas ao setor. “Ao longo do tempo os produtores foram conquistando condições adequadas de financiamento para melhorar seus fatores de produção e conseguir gerar resultados, manter sua família, gerar receita e ainda não tinham a oportunidade de financiar a sua habitação ou a reforma de sua casa”.
Após a solenidade de assinatura da parceria, os participantes acompanharam como será o funcionamento da aplicação do programa, que já tem no município de Apiaí um projeto piloto com a construção de nove unidades em execução.
Podem participar do PNHR produtores e trabalhadores rurais com renda bruta familiar de até R$ 60 mil. As principais condições para acesso aos agricultores são: não ser ou ter sido beneficiário de programas habitacionais; não ter financiamento imobiliário ativo; estar sem restrições junto ao Cadastro Informativo de créditos não quitados do setor público federal e Receita; não ser proprietário, cessionário ou promitente comprador de imóvel residencial urbano ou rural no atual local de domicílio ou onde pretenda fixá-lo, ressalvados os casos de reforma de moradia; não ser detentor de área superior a quatro módulos fiscais; e não ser assentado pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).
As informações são do Departamento de Comunicação Fetaesp, adaptadas pela Equipe AgriPoint.
Fonte: Portal Café Point
Produtor mineiro aumenta investimento nesta safra
Dados sobre a contratação de crédito agrícola entre julho e agosto de 2012 confirmam que os produtores mineiros têm a intenção de aumentar e/ou melhorar a qualidade da safra no período 2012/2013. De acordo com os números divulgados pelo Banco do Brasil e analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), os recursos totais contratados pelos agricultores do Estado, no período, alcançaram R$ 1,3 bilhão, cifra 11,5% superior à registrada nos dois primeiros meses da safra 2011/2012.
O crescimento entre julho e agosto, que marca o início da safra, foi registrado principalmente por causa da busca de crédito para o custeio. O assessor técnico da Seapa, Alceste Fernando Lima, explica que o valor tomado exclusivamente para o custeio agrícola em Minas Gerais no acumulado de julho/agosto deste ano foi da ordem de R$ 778,4 milhões. “Essa soma é 34,2% superior à registrada nos contratos de crédito de custeio assinados em Minas nos dois primeiros meses da safra passada, que atingiram R$ 580,2 milhões”.
Destinado ao financiamento de bens e insumos relacionados à agricultura, o crédito de custeio tem por finalidade cobrir despesas das lavouras temporárias – como arroz, milho e soja, entre outras – ou permanentes em produção, entre elas café e laranja. Os recursos atendem ao financiamento de mão-de-obra, preparo da terra, aquisição de sementes e adubos, bem como à manutenção das lavouras e realização da colheita.
Agricultura empresarial
Para o custeio das lavouras apenas na agricultura empresarial mineira, foram realizados contratos de R$ 700,9 milhões entre julho e agosto. Segundo Lima, houve uma variação positiva de 34,8% em relação a idêntico período de 2011. O valor obtido nos dois meses foi registrado por meio de 3,2 mil contratos, volume 8,9% superior ao anotado nos dois primeiros meses da safra passada.
“Os números indicam a expectativa de aumento da produção agrícola em Minas, levando alguns analistas a sinalizarem para produções recordes”, diz Lima.
Agricultura familiar
O levantamento mostra crescimento também na busca de crédito de custeio exclusivamente para a agricultura familiar mineira em julho e agosto. Foram contratados R$ 77,4 milhões, soma 28,2% superior à registrada em idêntico período do ano passado. Os produtores do segmento fizeram 5,7 mil contratos, volume 12,3% maior que o registrado pelos produtores do Estado nos dois primeiros meses da safra de 2011/2012.
De acordo com o superintendente de Agricultura Familiar da Seapa, José Antônio Ribeiro, está aumentando entre os agricultores a confiança em buscar financiamento para fortalecer a atividade, principalmente porque existe a possibilidade de expandir a colocação dos produtos do segmento no mercado.
“Uma das alternativas oferecida aos produtores do segmento familiar é participar do acesso a mercados institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)”, diz o superintendente. “Esse programa tem por base a Lei 11.947/09, que estabelece a obrigatoriedade de reservar 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a compra de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar.”
A Seapa, por intermédio da Subsecretaria de Agricultura Familiar, desenvolve ações dentro do Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar, do governo de Minas, para facilitar o acesso dos agricultores ao PNAE. Atualmente, os trabalhos são realizados em 45 municípios e para a 2013 a meta é atender aos agricultores familiares de 99 municípios.
Crédito Agrícola contratado – julho/agosto 2012/2013
Minas Gerais
Total: R$ 1,3 bilhões (+11,5%)
Custeio: R$ 778,4 milhões (+34,2%)
Agricultura Empresarial:
Custeio: R$ 700,9 milhões (+34,8%)
Agricultura Familiar
Custeio: R$ 77,4 milhões (+28,2%)
As informações são da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Cafeicultores da Zona da Mata mineira apostam no cultivo dos cafés especiais
Cafeicultores da Zona da Mata mineira apostam em investimentos na colheita e pós-colheita para a melhoria da qualidade dos grãos. Apesar dos custos, o resultado agrada tanto o bolso de quem produz como o paladar dos consumidores com os cafés especiais.
Na fazenda Braúna, no município de Araponga, a paisagem rural é tomada pelos pés de café. Lá a plantação ocupa 100 hectares de café arábica. Nos últimos anos, o cafeicultor João Mattos está investindo na melhoria da qualidade. No pátio de secagem ele faz o processo tradicional, e também a secagem suspensa, onde é processado o café cereja descascado.
‘Quando a gente faz a colheita do café, a gente tem três cafés bem distintos: o café verde, o maduro, que a gente chama de cereja, o vermelhinho e o café já seco ou passa. Quando pegamos o cereja descascado, a gente consegue separar esses extratos, tirar aquela casquinha vermelhinha. Esse é o café com a mais alta qualidade”, explica João.
É justamente neste tipo de café que os produtores da região estão encontrando um diferencial. O cereja descascado é muito apreciado no mercado de cafés especiais e agrega valor ao preço final. Uma saca de café do tipo 6, de bebida dura, em Minas Gerais, custa em média R$370. Já o especial é comercializado entre R$430 e R$700. Alguns lotes especiais chegam a ser vendidos por até R$1.500 a saca.
O investimento, segundo João Mattos, vale a pena. ‘Além do preço diferenciado, a gente consegue ter uma melhor gestão da propriedade com redução do desperdício de fertilizantes, de defensivos, a mão de obra mais qualificada por causa dos treinamentos”.
Em Minas Gerais um trabalho de certificação específico para os chamados cafés diferenciados começou em 2008, com a criação do Certifica Minas Café. Atualmente já são 1.500 produtores no estado que aderiram ao programa.
A família do cafeicultor José Márcio Dias entrou nesse processo há três anos. Na fazenda Catitú são 300 mil pés em 100 hectares. Desde então, ele teve que marcar com placas o talho de café, o que ajuda a identificar a origem e a procedência pro consumidor final. Ele destaca que, com isso, a produção fica mais organizada. “Assim sabemos qual talho está dando lucro. A partir daí, a gente reforma ou elimina os que dão prejuízos”.
Além de identificar a origem e também os pontos onde o produto é de melhor qualidade na lavoura, José Márcio tem um caderno onde anota tudo: faz o controle de custos, produtos e mão-de-obra. O trabalho está mudando a gestão nas propriedades, e consequentemente a qualidade das safras na Zona da Mata mineira.
As informações são da MegaMinas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Pode haver vetos ao Código, admite ministro
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), não descartou a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff vetar trechos do texto da Medida Provisória do Código Florestal aprovado nesta semana pelo Senado Federal. Ele argumenta que existem questões técnicas que podem ser vetadas após discussão do texto pelo Poder Executivo. “Onde a maioria do governo estiver, estará o ministro da Agricultura”, disse ele.
Mendes Ribeiro destacou que o importante é que “com ou sem veto da presidente Dilma Rousseff, teremos um novo Código Florestal, que acabará com a insegurança jurídica no campo”.
Ele lembrou que foi criticado porque defendeu o veto na questão das áreas de preservação permanente no texto aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado. “A Câmara dos Deputados havia errado, pois a decisão prejudicava o pequeno produtor. A medida provisória baixada pela presidente Dilma corrigiu, aperfeiçoando o texto”, afirma o ministro.
A reportagem é de O Estado de São Paulo, adaptada pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Espaço Café Brasil recebe atenção especial do Sebrae
As novidades e tendências do mercado mundial de café estarão à mostra durante o 7º Espaço Café Brasil. O evento é considerado o mais completo do gênero na América Latina e reunirá produtores, cooperativas, indústrias, equipamentos, produtos e profissionais do mercado, em São Paulo, entre 4 e 6 de outubro, com patrocínio do Sebrae.
Além da exposição de produtos, máquinas, equipamentos e serviços, os visitantes poderão participar da programação especial, que inclui palestras, workshops, salas de provas de cafés e competições. Os apreciadores da bebida ainda poderão participar de degustações nos mais diversos métodos de preparo, assistir apresentações de baristas renomados e conhecer as variedades dos grãos brasileiros.
O Sebrae desenvolve projetos em diversas regiões cafeicultoras observando principalmente o mercado de cafés especiais, que cresce em média 20% ao ano. Desde 2006, o Espaço Café Brasil trouxe uma nova dinâmica de negócios para o setor. No evento do ano passado, por exemplo, 70 marcas de 14 países expuseram seus produtos e geraram R$ 5,5 milhões em negócios nos três dias.
Na edição deste ano, já confirmaram presença produtores, torrefadores, as principais marcas de café, fabricantes de máquinas de cafés, cooperativas e associações, food services, produtores de insumos e acompanhamentos. Também ocorrerão rodadas de negócios com orientação de especialistas da área. Baristas de todo o país competirão pelo título de melhor profissional no preparo do café e participantes dos workshops vão interagir em aulas sobre preparo e torrefação. O evento ainda terá simpósios e palestras sobre temas como produção no campo, certificação, torrefação, cafeterias, tendências nos negócios e novidades relacionadas ao produto.
O histórico da feira mostra que máquinas e equipamentos agrícolas ocupam a preferência de 45% dos visitantes. Em seguida vem os cafés gourmet/especiais (42%), equipamentos para cafeterias (32%), produção e agronegócio (27%), insumos e acompanhamentos (26%), equipamentos para indústria (25%), automação comercial (23%), serviços de café (23%), cursos, certificações e qualidade (22%), franquia (20%), exportação (17%) e produtos orgânicos (9%).
As informações são do Sebrae, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Norma define procedimento para estrangeiro solicitar autorização para compra de terra
A Instrução Normativa Conjunta nº1 que define o processo administrativo para estrangeiros solicitarem autorização para a compra ou arrendamento de terra no país foi publicada no dia 28/09 no Diário Oficial da União.
De acordo com a instrução, o estrangeiro residente no país ou empresa estrangeira com permissão para funcionar no Brasil devem solicitar a autorização à superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no estado onde o terreno a ser adquirido está localizado.
O estrangeiro interessado deve apresentar ainda documentação que justifique o tamanho da área desejada, cronograma de investimento e implementação do projeto, se será usado crédito oficial na aquisição e comprovar compatibilidade com os critérios estipulados pelo Zoneamento Ecológico do Brasil (ZEE), quando esse for exigido.
No caso de projeto de caráter industrial, o interessado deve demonstrar compatibilidade entre a planta industrial e a localização da terra.
A instrução envolve os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Turismo e o Incra. Dependendo da atividade a ser desenvolvida no terreno, o pedido de autorização será avaliado pelos órgãos citados.
A medida serve como orientação para o procedimento administrativo e começou a valer a partir de sexta-feira (28). A aquisição de imóvel rural por estrangeiro é regulada pela Lei 5.709, de 7 de outubro de 1971.
As informações são da Agência Brasil, adaptadas pela Equipe AgriPoint.
Fonte: Portal Café Point