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Tempo mudará esta semana e chuva atingirá região sudeste

Nesta quarta-feira (10/10) presença de um sistema frontal com ramo estacionário deixará o tempo nublado e com pancadas de chuva entre o norte PR, sul de SP, MS, MT e RO. haverá chance de chuva forte nestas áreas.O dia ficará chuvoso em grande parte do RS, em SC e sul do PR. Também haverá condição para chuva forte em cidades destas localidades. O calor e a alta umidade do ar deverão provocar pancadas de chuva sobre boa parte dos Estados do Norte do país. Haverá condição para pancada de chuva, principalmente a tarde, no norte de GO e faixa central do ES. No nordeste de MG, leste e sul da BA, norte do ES e SE o tempo ficará com muitas nuvens e pancadas de chuva podendo ser intensas em alguns pontos. No litoral nordestino haverá nebulosidade variável e uma pequena chance de chuva. Nas demais áreas do Brasil, sol entre poucas nuvens.

Região Sudeste
09/10/2012: No litoral de SP e litoral sul do RJ: sol e poucas nuvens. No norte de MG: possibilidade de pancadas de chuva a partir da tarde. No norte do RJ: dia nublado. Nas demais áreas do ES: nublado com pancadas de chuva. Nas demais áreas da região: predomínio de sol. Temperatura estável. Atenção para o baixo índice de umidade relativa do ar em grande parte da região. Temperatura máxima: 36°C no oeste de SP.

10/10/2012: No sul e oeste de SP: nublado com pancadas de chuva. No nordeste de MG e norte do ES: nublado com pancadas de chuva. No leste de MG e na região central do ES: possibilidade de pancadas de chuva a partir da tarde. No centro-noroeste de SP e no Triângulo Mineiro: possibilidade de pancadas de chuva a partir da tarde. Nas demais áreas da região: sol e poucas nuvens. Temperatura estável. Atenção para o baixo índice de umidade relativa do ar em grande parte da região. Temperatura máxima: 36°C no oeste de SP. Temperatura mínima: 13°C no sul de MG.

11/10/2012: No nordeste de MG: possibilidade de pancadas de chuva. No leste de MG, no ES e norte do RJ: sol entre nebulosidade variável. No sul e sudeste de SP: muitas nuvens e chuva a qualquer momento. No centro-norte e oeste de MG: sol e poucas nuvens. Nas demais áreas da região: nublado com pancadas de chuva. Temperatura máxima em queda no sul de SP.

Tendência
No norte e nordeste de MG e norte do ES: sol e poucas nuvens. No oeste de MG: possibilidade de pancadas de chuva. Entre o sul do ES e o Triângulo Mineiro: nublado com pancadas de chuva. Nas demais áreas da região: muitas nuvens e chuva a qualquer momento. Temperatura estável.

As informações são da SOMAR e INPE, com Newscafeicultura, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Portal Café Point

Tática dos grandes compradores pressiona preços de café brasileiro

Os grandes compradores de café não estão com pressa de comprar, segundo relata mídia norte-americana. Estoques globais de café arábica estariam em seu nível mais alto em mais de dois anos. Junta-se a isto os argumentos de que demanda de café estaria abrandando devido à crise na Europa. Devido ao cenário, cafeicultores brasileiros estão segurando parte da colheita a fim de valorizar suas produções.

* The Wall Street Journal

Os cafeicultores brasileiros estão segurando boa parte de sua produção, à espera de preços mais justos. Mas os compradores estão testando sua paciência.

O café tem saído do Brasil, o maior exportador do mundo, de forma mais lenta do que o habitual este ano. O governo estima que a colheita anual de café, encerrada no mês passado, bateu um recorde, mas as exportações do país estão em queda este ano. O motivo é que os agricultores não estão satisfeitos com os preços, que em junho atingiram seu ponto mais baixo em dois anos.

Mas os grandes compradores de café, como a americana J.M. Smucker Co., dona da Folgers, uma das marcas mais vendidas nos Estados Unidos, não estão com pressa de comprar. Os estoques globais de grãos arábica, a cobiçada variedade usada em mesclas mais sofisticadas de café, estão em seu nível mais alto em mais de dois anos. Enquanto isso, a demanda de café está abrandando devido à crise na Europa e mais suprimentos são esperados para os próximos meses.

A situação contrasta com a de 2011, quando os torrefadores e empresas de alimentos tiveram que batalhar para garantir abastecimento em meio a uma escassez de grãos que levou os preços ao nível mais alto em 14 anos.

O resultado é um “cabo de guerra” entre compradores e vendedores, diz Héctor Galván, um corretor sênior da R.J. O’Brien Futures em Chicago. “O café está lá, mas não está se movendo.”

Torrefadoras que produzem a maior parte do café que acaba nas prateleiras dos supermercados do mundo são altamente dependentes de grãos brasileiros. Mas, mesmo com alguns cafeicultores retendo sua produção, não há sinais de que os estoques dessas empresas estejam se esgotando. “Nós temos oferta suficiente para atender à demanda de produção em todo o nosso portfólio de café”, disse um porta-voz da Smucker.

Operadores que antecipavam uma grande safra brasileira provocaram uma onda de vendas no primeiro semestre de 2012, tornando o café uma das commodities de pior desempenho.

A queda dos preços se refletiu nas prateleiras dos supermercados, beneficiando consumidores com produtos mais baratos.

A desvalorização do café foi um choque desagradável para agricultores que se acostumaram no ano passado com preços em níveis só vistos vários anos atrás. E muitos estão segurando parte da colheita em resposta.

Algns investidores dizem que o tempo está se esgotando para os agricultores brasileiros. Cafeicultores da Colômbia e América Central estão se preparando para a colheita, que acrescentará milhões de sacas de café ao mercado.

Bill Collard, presidente da Futures Management Group, uma corretora da Flórida, começou a apostar na queda dos preços do café quando os futuros chegaram a US$ 1,75 a libra na semana passada (uma saca de café tem 132,3 libras). “Há muita pressão de colheita”, diz Collard. “Serão as vendas de produtores” que colocarão um teto para as altas de preços.

Por ora, porém, os cafeicultores, como Diogo Dias Teixeira de Macedo, de 34 anos, se mantêm firmes. “Vendemos cerca de 20% da produção até agora”, disse Teixeira, que cultiva 220 hectares de café na serra paulista. “Normalmente, nesta época, nós teríamos vendido 50%.”

Os futuros de café subiram até 27% desde junho, quando chegaram ao ponto mais baixo em dois anos: US$ 1,4920 por libra. Os analistas e operadores atribuíram a alta, em parte, à relutância dos agricultores brasileiros em liberar a produção.

Os torrefadores de café do tipo gourmet costumavam ver os grãos brasileiros como um adendo, um produto básico de baixo custo utilizado para completar o sabor das variedades mais potentes. Mas o café do Brasil ganhou popularidade nos últimos anos à medida que sua qualidade melhorou. Começando com o contrato para entrega em março de 2013, alguns grãos de café brasileiro poderão ser usados para cumprir contratos futuros, um sinal de sua aceitação generalizada.

Teixeira pode se dar ao luxo de esperar, porque o fundo governamental Funcafé oferece empréstimos aos produtores para que eles não tenham de vender café de imediato para pagar suas contas.

É verdade que as colheitas na Colômbia e América Central poderiam colocar menos pressão sobre os preços do que preveem alguns operadores. “Estamos nos preparando para computar nos preços um déficit substancial” de café mundialmente, porque a colheita brasileira no próximo ano provavelmente será menor do que a deste ano, diz Shawn Hackett, presidente da firma de corretagem e consultoria Hackett Financial Advisors. O Brasil tem um ciclo bienal de café, com produções altas e baixas se alternando, e Hackett está apostando que os preços do café para entrega em dezembro vão subir e espera que chegarão a US$ 2 a libra no fim do ano.

Mas outros acreditam que a produção brasileira, cedo ou tarde, chegará aos armazéns do mundo, empurrando os preços para baixo. Quando a venda da produção da Colômbia e da América Central começar, os agricultores brasileiros que estão retendo seus estoques provavelmente também começarão a vender, prevê Spencer Patton, fundador da corretora americana Steel Vine Investments. “Não espero que essa jogada acabe dando bons resultados para os agricultores brasileiros que estão segurando suas colheitas.

As informações são do The Wall Street Journal, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café POint

Agricultores familiares poderão utilizar crédito rural para compra de veículo

Os recursos serão disponibilizados por linha de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) criada para incentivar a comercialização de produtos do campo.

O financiamento é efetivado nos bancos que operam a linha de crédito do Pronaf Mais Alimentos. Mas, antes de ir ao banco, o agricultor interessado deve procurar as empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para desenvolver um projeto técnico simplificado, onde especificará como o veículo será usado. 

Carros da categoria caminhonetes poderão ser adquiridos e os modelos de veículo incluídos no programa estão disponíveis na internet. Para consultar o carro a ser financiado, o agricultor familiar deve selecionar a unidade da Federação, informar se é ou não contribuinte do ICMS e selecionar a categoria “Veículos de Transporte de Carga”. 

O objetivo da ação é facilitar o transporte de frutas, hortaliças, verduras e outros produtos da agricultura familiar até feiras e mercados, reduzindo o tempo da colheita até o consumidor final e possibilitando aumento da renda das famílias.

Indicadas para o transporte de cargas, as caminhonetes financiadas pelo programa abrangem quatro modelos fabricados por empresas diferentes. Cada uma com capacidade de até 750 quilos. O financiamento oferecerá condições especiais, com descontos de aproximadamente 15% em relação ao preço praticado no mercado. 

“Com essa iniciativa, vamos diminuir a distância entre o agricultor familiar e o mercado. Esse tipo de veículo, próprio para transportar cargas, será usado para expandir as vendas dos produtores rurais”, explica o coordenador do programa no MDA, Marco Antônio Viana Leite. 

Programa Mais Alimentos

O Mais Alimentos é uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) criada pelo MDA, em 2008, para estimular a modernização produtiva das unidades familiares agrícolas de todo o País. 

O Programa visa aumentar a comercialização das cadeias produtivas da apicultura, aquicultura, avicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, caprinocultura, fruticultura, olericultura, ovinocultura, pesca e suinocultura, além da produção de açafrão, arroz, centeio, feijão, mandioca, milho, sorgo e trigo. 

Os recursos do Mais Alimentos podem ser utilizados para compra de colheitadeiras, tratores, veículos de transporte de máquinas e equipamentos agrícolas, além de projetos para a correção e recuperação de solos, resfriadores de leite, melhoria genética, irrigação, implantação de pomares e estufas e armazenagem. 

Pronaf

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País. 

Para obter o financiamento, o agricultor deve procurar o sindicato rural ou a Emater para obtenção da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), que será emitida segundo a renda anual e as atividades exploradas, direcionando o agricultor para as linhas específicas de crédito a que tem direito. Para os beneficiários da reforma agrária e do crédito fundiário, o agricultor deve procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE). 

O agricultor deve estar com o CPF regularizado e livre de dívidas. As condições de acesso ao Crédito Pronaf, formas de pagamento e taxas de juros correspondentes a cada linha são definidas, anualmente, a cada Plano Safra da Agricultura Familiar, divulgado entre os meses de junho e julho.

A matéria é do Portal Brasil, adaptado pela Equipe AgriPoint..


Fonte: Portal Café Point

Preços do café chegam nas piores baixas em um mês na Bolsa de NY

A Bolsa de Nova York (ICE Futures) encerrou o pregão eletrônico desta última terça-feira (09) em queda para o café arábica. As cotações alcançaram os valores mais baixos em um mês. O principal motivo são as notícias de boas floradas no Brasil para a safra 2013.

No ano de 2013 a safra brasileira é menor, dentro do ciclo bienal da cultura, no entanto, com as boas floradas, o mercado avalia que a produção pode vir a ser melhor do que a expectativa anterior, assim as cotações caem.

A posição dezembro fechou a 165,30 centavos de dólar por libra-peso (R$ 443,87/sc.60Kg), com desvalorização de 380 pontos. Março encerrou a 169,50 centavos de dólar por libra-peso (R$ 455,15/sc.60Kg), com queda de 360 pontos. O mês de maio fechou cotado a 172,30 centavos de dólar por libra-peso (R$ 462,67/sc.60Kg), com baixa de 355 pontos.

As informações são de Notícias Agrícolas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Portal Café Point

Receita com exportações de café torrado e moído diminui 20,8% até setembro

A receita cambial com exportação brasileira de café torrado e moído apresentou queda de 20,87% nos nove primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações com café torrado e moído faturaram US$ 14,768 milhões, em comparação com US$ 18,662 milhões no mesmo período de 2011, conforme relatório divulgado nesta terça-feira pela Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O País exportou no período 1.811 toneladas do produto, com redução de 32,22% em relação ao ano anterior (2.672 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 8.155/t, ante US$ 6.984/t, representando elevação de 16,76%. 

Já a receita de exportação do café solúvel cresceu 6,5% até setembro, faturando US$ 508,370 milhões, em comparação com US$ 477,351 milhões entre janeiro e setembro do ano passado.

Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro no mês passado, com redução de 9,61%, em termos de receita.

O segundo principal mercado foi a Itália (queda de 64,21%), seguido de Argentina (baixa de 7,59%) e Chile (menos 7,92%).

As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.


Fonte: Portal Café Point

Volume de café embarcado em setembro cai 24,3%

A exportação brasileira de café em setembro, terceiro mês do ano-safra 2012/2013, apresentou queda de 24,3% em volume, para 2,223 milhões de sacas de 60 kg, em comparação com 2,936 milhões de sacas no mesmo mês de 2011. A receita cambial teve redução de 44,3%, para US$ 461 milhões, ante US$ 828,1 milhões em setembro de 2011. Os dados fazem parte de levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), divulgado nesta segunda-feira.

O resultado das exportações de café nos três primeiros meses do ano safra 2012/2013 (julho a setembro) é 33,9% inferior ao apurado no mesmo período da safra anterior, alcançando US$ 1,428 bilhão (US$ 2,160 bilhões em 2011). Em volume, houve queda de 12,4% na mesma base comparativa, ficando em 6,941 milhões de sacas (7,920 milhões em 2011).

O diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga, informa em comunicado que a redução nas exportações pode ser atribuídas a duas variáveis. A primeira delas é que a safra 2012/2013 sofreu um atraso no fluxo do preparo e entrada do produto no mercado por conta das chuvas nas regiões produtoras. A segunda é que a greve dos fiscais aduaneiros acabou comprometendo a capacidade dos terminais. O acúmulo da cargas importadas tornou mais lenta a saída do café, entre outros produtos para os países de destino.

Segundo o Cecafé, no acumulado do ano, até setembro, a receita cambial com café é de US$ 4,546 bilhões, o que representa queda de 26,1% em comparação com o mesmo período de 2011 (US$ 6,151 bilhões).

De janeiro a setembro de 2012, o principal mercado importador foi a Europa, responsável pela compra de 53% do total embarcado do produto brasileiro. A América do Norte adquiriu 21% do total de sacas exportadas, a Ásia, 19% e a América do Sul, 5%.

Os Estados Unidos seguem como líderes na lista de países importadores em 2012, considerando o período de janeiro a setembro, com 3.668.977 sacas importadas (19% do total exportado), seguida pela Alemanha, com 3.396.511 sacas (17% do total) e a Itália, com 1.812.258 sacas (9%). Em quarto lugar está o Japão, com 1.504.616 sacas (8% do total) e na quinta posição a Bélgica, com 1.213.471 sacas importadas (6% do total).

Nos nove meses de 2012, 75,4% do produto (14.768.820 sacas) foi exportado pelo Porto de Santos. O Porto de Vitória embarcou 9,2% do total (1.797.825 sacas) e o Porto do Rio de Janeiro escoou 12,1% das sacas exportadas (2.370.052 sacas). 

As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

“Uma em cada cinco sacas de café consumidas no mundo sairá de Minas Gerais”

Minas Gerais vai sediar o maior evento internacional da cafeicultura em 2013. A delegação mineira que participou da reunião da Organização Internacional do Café (OIC) na capital inglesa propôs e Belo Horizonte foi eleita, na abertura do encontro, a “capital do café”. A escolha por unanimidade de BH para receber o encontro da OIC, em setembro, é resultado de um trabalho de união do poder público e do setor rural do estado, e do reconhecimento do grande potencial de Minas nessa área, o que realmente nos credencia a acolher um evento internacional de tanta expressão. Será a primeira vez que o Brasil vai ser a sede de uma reunião da entidade, que completa 50 anos no mês do evento na capital mineira.

Principal fórum intergovernamental que trata das questões do café, a OIC é integrada por 70 países-membros, dos quais 38 são exportadores e 32 importadores. Juntos, respondem por 97% da produção mundial de café e mais de 80% do consumo global do grão. A organização, mediante a atuação dos representantes governamentais e do setor privado, promove a melhoria da qualidade do café, fomenta a expansão do consumo mundial do grão e coordena projetos de desenvolvimento cafeeiro que agregam e aprimoram a comercialização. Além disso, assegura a transparência do mercado, disponibilizando informações objetivas e abrangentes sobre o setor global por meio de dados estatísticos e estudos de mercado.

Entre os destaques dessa 109ª reunião da OIC, em Londres, o Grupo Central do Fórum Consultivo sobre Financiamento do Setor Cafeeiro debateu como proporcionar mais instrumentos aos produtores de café para financiar e gerir os riscos da atividade em todo o mundo. Outro ponto alto foi a realização de um seminário sobre os impactos econômico, social e ambiental dos processos de certificação na cafeicultura, em que o Brasil foi muito bem representado pela apresentação do gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo. No rol dos resultados, um dos principais frutos do evento este ano foi o compromisso assumido pelos países produtores de implementar um programa de melhoria do café para afastar do mercado a oferta de grãos de baixa qualidade.

O Brasil é líder global no cultivo e exportação de café. A carteira de clientes inclui 152 nações, nas quais o país figura como o principal fornecedor do produto – primeiro lugar no ranking de exportadores. Em 2011, as exportações renderam US$ 8,7 bilhões. Os 33,45 milhões de sacas exportadas representaram 3,4% do total de vendas externas brasileiras e 9,4% das transações do agronegócio nacional. O país é também o segundo maior mercado, com consumo anual per capita de 4,88 quilos ou 82 litros por habitante.

A OIC prevê que em 10 anos a produção mundial terá que crescer 32% para atender a demanda estimada do produto, em torno de 173,5 milhões de sacas. No ano-safra 2012/2013, uma em cada cinco sacas de café consumida no mundo sairá de Minas Gerais. A organização estima ainda que a produção mundial atingirá 127,4 milhões de sacas. Nosso estado é responsável por mais de 52% da safra recorde brasileira. Dos 50,48 milhões de sacas esperadas, 26,63 milhões terão origem em Minas, de acordo com levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Será a maior colheita nos 300 anos de cultivo do grão no país.

A liderança do estado no cultivo do café está refletida na economia e qualidade de vida dos mineiros. O grão representa 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro. O Valor Bruto da Produção de Café no ano passado somou R$ 11,3 bilhões, com a saca comercializada a um preço médio de R$ 522,58. A bebida é cultivada em 607 dos 853 municípios do estado, sendo a principal atividade econômica em 340 deles. Esses números são cabais para justificar a escolha de Belo Horizonte para sediar a próxima reunião da OIC, daqui a um ano.

A ideia de Minas sediar o cinquentenário da OIC é reflexo do seu vigor na cafeicultura. Essa iniciativa fortalece ainda mais a vanguarda do Brasil, em especial de Minas, no setor e demonstra o quanto estamos dispostos a colaborar com a atividade em todo o mundo.

Estivemos em Londres integrando a delegação de Minas Gerais, que conseguiu trazer o evento para o nosso estado. Quando setembro de 2013 vier, temos que mostrar para todo o mundo, por meio da OIC, o porquê dessa escolha. Minas Gerais possui várias cafeiculturas, cada uma delas com suas peculiaridades, mas todas com um fator em comum: a excelente qualidade de seus grãos. Temos certeza de que promoveremos um grande encontro da cafeicultura mundial ano que vem em Belo Horizonte, consolidada agora, com muita justiça, como a verdadeira “capital do café”.

As informações são do Jornal Estado de Minas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

O charme brasileiro em uma xícara de café

Cada vez mais o café brasileiro deixa de ser mera commodity para se tornar um produto com valor agregado, que atrai desde meros curiosos até paladares mais sofisticados. É o que mostrou a 7ª edição do Espaço Café Brasil – Feira Internacional do Café, que reúne toda a cadeia do setor cafeeiro e acontece até amanhã na Expo Center Norte. 

Lá, o grande destaque foram produtores e marcas de cafés diferenciados (comumente conhecidos como gourmets ou especiais, produzidos a partir de grãos da variedade arábica), que investem tanto em produção quase artesanal, selecionada grão a grão, até em modernização tecnológica dos processos para conseguir o melhor sabor e aroma da bebida – e assim transformá-la em um produto com qualidade premium – em que o quilo pode chegar a R$ 120.

E não é por menos: dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês) apontam que, enquanto o consumo do café tradicional no mundo cresce de 1,5% a 2% ao ano, o dos cafés diferenciados aumenta entre 10% e 15%, segundo a diretora executiva da BSCA Vanúsia Nogueira (foto: Newton Santos/Hype). Apesar de os números do café tipo exportação ainda serem bastante robustos no País – US$ 8 bilhões em 2011, ou 20% do mercado mundial, sendo 23% de cafés diferenciados (cerca de US$ 2 bilhões) -, o consumo desse tipo de produto no Brasil vem amadurecendo e crescendo vertiginosamente, de acordo com Vanúsia, entre 5% e 10% ao ano.

Hoje, somos o segundo maior consumidor do mundo de café de um modo geral (o primeiro são os EUA), com a meta de chegar ao topo em 2015. Mas acredito que isso deve acontecer antes, já que, em 2011, enquanto os EUA consumiram 20 milhões de sacas, o Brasil consumiu 19,2 milhões. Estamos melhorando cada vez mais.

Para impulsionar cada vez mais esse mercado, produtores brasileiros desenvolveram desde embalagens diferenciadas, técnicas de fertilização e irrigação para manter a qualidade da safra ao longo do ano todo, colheita mecanizada seletiva (que regula a vibração das palhetas para selecionar os grãos prontos a serem colhidos), e até uma tecnologia da Embrapa Café que desenvolveu o café-cereja (o fruto em si) descascado (que demora menos para secar).

Apesar de perseguirem o mesmo objetivo – o melhor sabor e qualidade para os apreciadores de café – os produtores se desdobram, cada um a seu modo, para se destacar.

Seleção Ultravioleta – Exemplo disso é o Ateliê do Café, marca de cafés especiais com a qualidade da Fazenda Da Terra, que possui uma microtorrefação em Valinhos (SP). A empresa, que ampliou sua produção de diferenciados a partir dos anos 2000, com o crescimento das cafeterias, tem um laboratório de pesquisa para desenvolver blends especiais, com máquinas que selecionam o café grão a grão com luzes ultravioleta.

A empresa desenvolveu até uma embalagem metalizada, a Pentabox, fechada a vácuo com gás para manter as propriedades do café por até três anos, já que 90% da sua produção é exportada.

Ainda há uma grande quantidade de café ruim no mercado, mas aumentam cada vez mais os consumidores que procuram bons cafés. Por isso, mantemos a projeção de continuar a crescer entre 20% e 25% ao ano, disse a gerente de marketing Cris Assumpção.

Já a Terroá Cafés Especiais, de Piatã (BA), localizada na Chapada Diamantina, uma jovem produtora com um ano e meio de atividade, além da formação em agronomia de seus proprietários – Luiz Bittner e Seyran Toker – para desenvolver as melhores práticas de cultivo e produção, tem a vantagem da localização dos terrenos de altitude e com o clima do Cerrado para produzir o melhor café – pois tudo isso influencia no sabor e aroma da bebida.

É uma forma artesanal de criar sabores distintos e lotes finos e selecionados, disse Bittner, que também é o provador oficial e possui o mais alto grau de degustador (o Q-Grader) credenciado pelo Coffee Quality Institute (EUA).

A empresa mineira Café Gourmet Santa Mônica, por sua vez, considerada a precursora dos cafés gourmet no Brasil, ao contrário da maioria concentra 68% de sua produção no mercado interno.

O melhor que produzimos fica por aqui, afirmou o diretor comercial Júlio César Biscioni. Sem falar em blends e outros macetes para desenvolver sabores característicos, a marca se baseia em técnicas de plantio como a fertirrigação (sistema de gotejamento na plantação para garantir boa safra durante o ano todo) para produzir o café mais saboroso. 

Após a torrefação e a prova, esse café tem que ser o mais cremoso possível, com sabor encorpado, ter doçura natural e baixo índice de amargor e acidez, disse. Essa técnica, completou Biscioni, utilizada pelas fazendas da marca de dois anos para cá, fez a produção dobrar e ampliou as projeções de crescimento para 15% a 20% ao mês até 2013.

A ideia é potencializar cada vez mais em todas as mídias a qualidade desse produto, para ampliar o número de xícaras vendidas para um mesmo cliente – como já está acontecendo em restaurantes e estabelecimentos parceiros com foco no segmento gourmet, disse.

Um mercado em expansão além do grão e pó – Os cafés diferenciados movimentam um amplo mercado. Exemplo disso é o aumento da procura pelo maquinário específico para degustar a bebida que representa 42% do interesse dos consumidores, segundo a organização do 7º Espaço Café Brasil.

Há desde máquinas computadorizadas de espresso que produzem 600 cafés por hora e custam R$ 60,5 mil – como a Strada, da marca italiana La Marzocco -, até coadores e prensas especialmente desenvolvidos para isso, como é o caso do coador Hario, trazido pela importadora Flavors.

A marca japonesa de filtros com sulcos em espiral, que chegou ao País em junho, mantém o fluxo rápido e contínuo da filtragem do café, para extrair todas as suas propriedades.

Acompanhamentos e aromatizantes para intensificar o sabor da bebida com notas de avelã, por exemplo, são outro nicho desse mercado, representada pela Da Vinci Gourmet, marca da irlandesa Kerry Ingredientes e Aromas.

O setor possui até um e-commerce especializado na venda de cafés diferenciados de vários tipos – de grãos a cápsulas, como as da italiana Illy -, além de produtos afins, como máquinas, utensílios, livros e presentes.

É a cafestore.com.br – que desde sua criação, no final de 2010, cresceu mais de 50% ao ano, puxada por um público formado tanto por leigos e especialistas, até escritórios e cafeterias, de acordo com o diretor Fernando Raso. 

As informações são do Diário do Comércio, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

PR: novas cápsulas de café especial valorizam origem produtora

A barista Georgia Franco de Souza, proprietária da Lucca Cafés Especiais, de Curitiba, quer democratizar o segmento com uma nova oferta de blends no mercado brasileiro. Para isso, lançou cápsulas de cafés especiais de origem no 7º Espaço Brasil Café, a maior feira do setor. Compostas por grãos recém-torrados e artesanais, as invenções da empresária são compatíveis ao sistema de máquinas da marca Nespresso e 30% em média mais baratas do que as da grife sediada na Suíça. 

Cada lote de cápsulas terá a descrição do café, esclarecendo qual a sua região de origem, fazenda produtora, características de sabor e data de embalagem. Criada há 10 anos, a Lucca foi a primeira cafeteria no Brasil especializada em cafés especiais. 

A história de Georgia se confunde com a de milhares de empreendedores no Brasil. Ex-professora e funcionária da Pontificia Universidade Católica do Paraná, ela deixou a carreira para investir em um negócio que lhe rendesse prazer além de dinheiro. Depois de estudar fora do país, dedicou-se à representação de uma marca de café brasileiro no exterior. 

Com o conhecimento adquirido, procurou o Sebrae no Paraná e participou do Empretec – programa que tem por objetivo desenvolver nos participantes características e comportamentos empreendedores. “Com o meu conhecimento e o curso, foi mais fácil elaborar um projeto e levantar recursos no Banco do Brasil”. 

Os R$ 50 mil financiados foram usados para comprar um torrador, uma máquina de extração e uma de lavar pratos. O pouco dinheiro restante veio de recursos próprios. “Começamos vendendo cinco tipos de cafés. Nós fomos um marco entre o café de graça e o cobrado. Na época, as pessoas, ao consumir, recebiam um cafezinho de brinde”, afirma a proprietária. 

O sucesso atraiu donos de restaurantes e hotéis, que passaram a comprar o café torrado. “Não queria ter apenas uma cafeteria, mas levar ao meu cliente uma experiência diferente”. A Lucca Cafés Especiais emprega 35 pessoas e vende 120 quilos de café na loja. Para hotéis e restaurantes, chega a repassar 2 mil quilos por mês. 

“Meu sonho agora é ver a população ter informação e acesso a estes blends especiais. Quero disseminar o conceito de que é preciso tomar um café fresco (recém-torrado) e consumir não em quantidade, mas em qualidade, com certificação e selos de origem”, diz Georgia. 

Para atender o público em todo o país, a Lucca criou uma loja virtual, que oferece as cápsulas e outros produtos diferenciados.

As informações são da agência SEBRAE de Notícias, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

EUA: Top 10 profissões que consomem mais café

Em levantamento realizado pela Dunkin Donuts (loja de cafés) e CareerBuilder (maior site de empregos online dos EUA), foi constatado o grande apreço do café por vários profissionais. Sobre tudo os profissionais que depende de sua boa performance e concentração em sua area de trabalho. Na pesquisa, 63% dos entrevistados disseram tomar ao menos 2 xícaras de café por dia, 28% bebem pelo menos 3 copos. 

Foi descoberto também que a conveniência em ter o café sempre à mão auxilia no grande consumo.

1° – Cozinheiros e toda função de preparação de comida
2° – Cientistas/Biólogos
3° – Vendas diretas/telemarketing
4° – Marketing/Relações publicas
5° – Enfermeiros/médicos/assistentes
6° – Editores/Escritores/Redatores
7° – Executivos de negócios
8° – Professores
9° – Engenheiros técnicos/suporte
10° – Gerentes de TI/Gerenciadores de redes

As informações são da top10mais.org, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point