Notícias
Preços do café chegam nas piores baixas em um mês na Bolsa de NY
A Bolsa de Nova York (ICE Futures) encerrou o pregão eletrônico desta última terça-feira (09) em queda para o café arábica. As cotações alcançaram os valores mais baixos em um mês. O principal motivo são as notícias de boas floradas no Brasil para a safra 2013.
No ano de 2013 a safra brasileira é menor, dentro do ciclo bienal da cultura, no entanto, com as boas floradas, o mercado avalia que a produção pode vir a ser melhor do que a expectativa anterior, assim as cotações caem.
A posição dezembro fechou a 165,30 centavos de dólar por libra-peso (R$ 443,87/sc.60Kg), com desvalorização de 380 pontos. Março encerrou a 169,50 centavos de dólar por libra-peso (R$ 455,15/sc.60Kg), com queda de 360 pontos. O mês de maio fechou cotado a 172,30 centavos de dólar por libra-peso (R$ 462,67/sc.60Kg), com baixa de 355 pontos.
As informações são de Notícias Agrícolas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Receita com exportações de café torrado e moído diminui 20,8% até setembro
A receita cambial com exportação brasileira de café torrado e moído apresentou queda de 20,87% nos nove primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações com café torrado e moído faturaram US$ 14,768 milhões, em comparação com US$ 18,662 milhões no mesmo período de 2011, conforme relatório divulgado nesta terça-feira pela Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O País exportou no período 1.811 toneladas do produto, com redução de 32,22% em relação ao ano anterior (2.672 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 8.155/t, ante US$ 6.984/t, representando elevação de 16,76%.
Já a receita de exportação do café solúvel cresceu 6,5% até setembro, faturando US$ 508,370 milhões, em comparação com US$ 477,351 milhões entre janeiro e setembro do ano passado.
Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro no mês passado, com redução de 9,61%, em termos de receita.
O segundo principal mercado foi a Itália (queda de 64,21%), seguido de Argentina (baixa de 7,59%) e Chile (menos 7,92%).
As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Mulheres do Café
Josiane Cotrim Macieira, 53 anos, natural de Manhumirim, Minas Gerais é da quarta geração de uma família de cafeicultores familiares. Estudou Jornalismo na Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e é mestre em Comunicação Política pela Dublin City University. Casada com o Embaixador do Brasil na Noruega com quem tem 2 filhas, já morou no Iraque, França, Irlanda, Suíça e Nicarágua onde conheceu o trabalho da IWCA – International Women`s Coffee Alliance, entidade que tem como objetivo estimular e reconhecer a participação das mulheres em todos os segmentos da cadeia produtiva do café. Apaixonada por café e sobretudo pelas pessoas envolvidas na produção, Josiane está atualmente engajada no desenvolvimento da IWCA no Brasil.
Em ocasião da realização do 7° Espaço Café Brasil, a Embaixadora da IWCA no Brasil concedeu entrevista ao CaféPoint, que teve a oportunidade de acompanhar sua participação ativa nos 3 dias de evento. Josiane nos contou toda vontade, luta e muito trabalho para elevar a condição das “Mulheres do Café” em meio ao cenário do mercado cafeeiro, algumas vezes pouco gentil a estas damas que compõem parte significativa deste setor.
CaféPoint: Conte-nos um pouco sobre a IWCA e suas metas?
Josiane Macieira: A IWCA – International Women`s Coffee Alliance nasceu há 10 anos do encontro de mulheres da indústria dos EUA e Canadá com produtoras da Nicarágua. Sua missão é dar poder às mulheres da comunidade do setor cafeeiro internacional, estimular e reconhecer a participação das mulheres em todos os segmentos da indústria do café, do grão à xícara.
Esta Aliança proporciona a infraestrutura necessária para cumprir com nosso objetivo. Constitui o veículo que facilita a transferência de conhecimento, o fortalecimento de uma rede de contatos, a execução de cursos de treinamento e a incorporação das mulheres na cadeia de abastecimento. Em suma, trata-se de “business”. Nós mulheres precisamos aprender a comercializar. Já provamos que sabemos produzir cafés de qualidade. Agora precisamos saber como vender esse produto bem.
Para isto, oferecemos treinamento, capacitação e desenvolvimento das lideranças. Em resumo, trata-se de preparar as mulheres para que façam negócios que beneficiem suas famílias. A IWCA tem o compromisso de desenvolver ações que gerem benefícios de integração e valorização das mulheres nos países produtores.
Diversos estudos demonstram que a melhoria do status das mulheres é uma das estratégias mais acertadas para confrontar os desafios que enfrentam as comunidades ao redor do mundo. As mulheres investem a maior parte de seus ganhos na educação, nutrição e saúde de seus filhos, conforme provam pesquisas realizadas.
CaféPoint: Desde quando a IWCA atua no Brasil?
J.M.: A Aliança funciona criando capítulos nos países, sobretudo nos produtores. No Brasil, a IWCA Brasil começou a ser criada em 2011 no 6° Espaço Café Brasil, quando realizou-se um seminário com mulheres de várias regiões produtoras. Isso foi possível graças ao apoio do Sebrae e na ocasião foi assinada a carta intenções para a IWCA Internacional, manifestando o desejo das brasileiras de fazerem parte da organização.
Um ano depois, durante o 7° Espaço Café Brasil, entre 04 e 06 de outubro, assinamos a Carta de Entendimento criando o capítulo brasileiro. Em um ano foram cumpridos todos os passos estipulados pelo Protocolo de Criação de Capítulos da IWCA. Elegeu-se uma diretoria que representa toda cadeia do negócio café, do grão à xícara, venceu-se as diversas etapas burocráticas e agora a Aliança existe de fato e de direito no maior produtor, exportador e segundo consumidor de café do mundo.
CaféPoint: Durante o 7° Espaço Café Brasil vocês assinaram oficialmente, como relatou, a Carta de Entendimento. Conte-nos um pouco sobre a importância deste ato.
J.M.: Criar um capítulo da IWCA no Brasil abre muitas oportunidades para as mulheres, não apenas no país, como internacionalmente. Como maior produtor e exportador de café verde do mundo, o Brasil não poderia ficar de fora dessa organização. Precisamos mostrar ao mundo que tem gente também envolvida na produção de cafés no Brasil. Inclusive, muitas mulheres que, aparentemente, são invisíveis. Com a oficialização deste ato, nossa missão no Brasil será dar voz e vez a todas as mulheres desse setor que emprega mão de obra como nenhum outro no país.
CaféPoint: Vocês tiveram uma forte participação neste evento, com palestras, sala de cupping, além de assinaturas expressivas. Estão satisfeitas com os resultados?
J.M.: Os resultados desse segundo encontro superaram nossas expectativas. Conseguimos trazer palestrantes para realizar duas manhãs de seminário. Todas voluntárias, vindas de Brasília, Rio de Janeiro, ninguém faltou. Nossa programação foi cumprida como previsto. O Sebrae apoiou o encontro financiando a ida de produtoras de diferentes regiões cristalizando uma parceria que está funcionando muito bem. As cooperativas também contribuíram. Por exemplo, a Coocaram de Rondônia enviou duas produtoras de Ji Paraná. Isso é para nós uma grande vitória, integrar no nosso encontro mulheres da região mais remota do país. Rondônia e seus produtores de café merecem mais atenção.
Além disso, o cupping que foi formatado para ser um treinamento para aquelas que nunca haviam participado de uma atividade assim, acabou atraindo a atenção de compradores e muitas conseguiram vender seus cafés por preços muito bons. Muito saber que já estamos fazendo a diferença no setor oferecendo mais oportunidades de comercialização. Isso só foi possível graças ao envolvimento de baristas e provadoras que estão trabalhando voluntária e espontaneamente nos eventos realizados pela IWCA Brasil.
CaféPoint: Como as mulheres produtoras do país podem conhecer melhor a IWCA e quais os métodos e procedimentos para integrar-se à associação?
J.M.: Estamos indo muito rápido. As mulheres que participaram do seminário em São Paulo irão replicar a experiência nas respectivas regiões e assim atingiremos a ponta da cadeia. Essa é a metodologia da IWCA “success through localization”. É assim que vamos levando a mensagem da Aliança e criando uma rede disseminadora de nossas ideias nos diversos eventos de café que ocorrem no país. Nossa intenção é realizar cursos de treinamento para mulheres durante os simpósios e encontros do setor, incluir a participação de palestrantes mulheres que possuem trabalhos científicos sobre café.
Normalmente não vemos muitas mulheres nos eventos de café, nem nas mesas de apresentação nem como palestrantes. E, no entanto, temos muitos trabalhos interessantes realizados por pesquisadoras que merecem ser divulgados. Por isso contamos com o apoio dos homens para que eles percebam que é preciso diversificar, homens e mulheres juntos. Como acontece nos países desenvolvidos. Os países onde homens e mulheres participam igualmente das decisões e das discussões possuem economias mais competitivas e um crescimento mais rápido, como demonstram estudos realizados.
E é por isso que a formação de capítulos da IWCA através de figuras organizacionais sem fins de lucro, legalmente estabelecidas de acordo com a ordem jurídica de cada um dos países produtores cria importantes conexões nacionais e internacionais entre as mulheres que pertencem à indústria cafeeira.
A IWCA tem um site www.womenincoffee.org e vamos ter um link onde a IWCA Brasil irá informar sobre suas atividades. Disponibilizamos também uma página no Facebook. Temos a convicção de que poderemos incluir digitalmente as mulheres do meio rural. Esse é o nosso desafio. Só assim conseguiremos contribuir para que os jovens no campo possam interagir com o mundo exterior.
A participação é aberta. Estamos concluindo nosso regimento interno para estabelecer algumas regras, mas em princípio toda e qualquer interação é bem-vinda, seja na nossa página no Facebook Iwca Brasil ou por email: iwcabrasil@groups.live.com.
CaféPoint: Quais os próximos passos da IWCA Brasil?
J.M.: O céu é o limite. Entendo que não seja fácil entender o que é a aliança, uma vez que não se trata de uma organização nos moldes convencionais. No mundo atual onde a única constante é a mudança, o funcionamento em rede virtual é uma coisa nova com a qual temos de nos habituar. E as mulheres do campo não podem se alijar desse processo.
Esperamos que o capítulo brasileiro da IWCA possa promover o reconhecimento do papel das produtoras na indústria e que os consumidores reconheçam os benefícios que proveem das mulheres à comunidade cafeeira global e esses respaldem os produtos que estão associados ao desenvolvimento social.
Entrevista concedida por Josiane Cotrim Macieira, Embaixadora da IWCA no Brasil, a André Sanches Neto, Coordenador de conteúdo e Analista de mercado do CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
O charme brasileiro em uma xícara de café
Cada vez mais o café brasileiro deixa de ser mera commodity para se tornar um produto com valor agregado, que atrai desde meros curiosos até paladares mais sofisticados. É o que mostrou a 7ª edição do Espaço Café Brasil – Feira Internacional do Café, que reúne toda a cadeia do setor cafeeiro e acontece até amanhã na Expo Center Norte.
Lá, o grande destaque foram produtores e marcas de cafés diferenciados (comumente conhecidos como gourmets ou especiais, produzidos a partir de grãos da variedade arábica), que investem tanto em produção quase artesanal, selecionada grão a grão, até em modernização tecnológica dos processos para conseguir o melhor sabor e aroma da bebida – e assim transformá-la em um produto com qualidade premium – em que o quilo pode chegar a R$ 120.
E não é por menos: dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês) apontam que, enquanto o consumo do café tradicional no mundo cresce de 1,5% a 2% ao ano, o dos cafés diferenciados aumenta entre 10% e 15%, segundo a diretora executiva da BSCA Vanúsia Nogueira (foto: Newton Santos/Hype). Apesar de os números do café tipo exportação ainda serem bastante robustos no País – US$ 8 bilhões em 2011, ou 20% do mercado mundial, sendo 23% de cafés diferenciados (cerca de US$ 2 bilhões) -, o consumo desse tipo de produto no Brasil vem amadurecendo e crescendo vertiginosamente, de acordo com Vanúsia, entre 5% e 10% ao ano.
Hoje, somos o segundo maior consumidor do mundo de café de um modo geral (o primeiro são os EUA), com a meta de chegar ao topo em 2015. Mas acredito que isso deve acontecer antes, já que, em 2011, enquanto os EUA consumiram 20 milhões de sacas, o Brasil consumiu 19,2 milhões. Estamos melhorando cada vez mais.
Para impulsionar cada vez mais esse mercado, produtores brasileiros desenvolveram desde embalagens diferenciadas, técnicas de fertilização e irrigação para manter a qualidade da safra ao longo do ano todo, colheita mecanizada seletiva (que regula a vibração das palhetas para selecionar os grãos prontos a serem colhidos), e até uma tecnologia da Embrapa Café que desenvolveu o café-cereja (o fruto em si) descascado (que demora menos para secar).
Apesar de perseguirem o mesmo objetivo – o melhor sabor e qualidade para os apreciadores de café – os produtores se desdobram, cada um a seu modo, para se destacar.
Seleção Ultravioleta – Exemplo disso é o Ateliê do Café, marca de cafés especiais com a qualidade da Fazenda Da Terra, que possui uma microtorrefação em Valinhos (SP). A empresa, que ampliou sua produção de diferenciados a partir dos anos 2000, com o crescimento das cafeterias, tem um laboratório de pesquisa para desenvolver blends especiais, com máquinas que selecionam o café grão a grão com luzes ultravioleta.
A empresa desenvolveu até uma embalagem metalizada, a Pentabox, fechada a vácuo com gás para manter as propriedades do café por até três anos, já que 90% da sua produção é exportada.
Ainda há uma grande quantidade de café ruim no mercado, mas aumentam cada vez mais os consumidores que procuram bons cafés. Por isso, mantemos a projeção de continuar a crescer entre 20% e 25% ao ano, disse a gerente de marketing Cris Assumpção.
Já a Terroá Cafés Especiais, de Piatã (BA), localizada na Chapada Diamantina, uma jovem produtora com um ano e meio de atividade, além da formação em agronomia de seus proprietários – Luiz Bittner e Seyran Toker – para desenvolver as melhores práticas de cultivo e produção, tem a vantagem da localização dos terrenos de altitude e com o clima do Cerrado para produzir o melhor café – pois tudo isso influencia no sabor e aroma da bebida.
É uma forma artesanal de criar sabores distintos e lotes finos e selecionados, disse Bittner, que também é o provador oficial e possui o mais alto grau de degustador (o Q-Grader) credenciado pelo Coffee Quality Institute (EUA).
A empresa mineira Café Gourmet Santa Mônica, por sua vez, considerada a precursora dos cafés gourmet no Brasil, ao contrário da maioria concentra 68% de sua produção no mercado interno.
O melhor que produzimos fica por aqui, afirmou o diretor comercial Júlio César Biscioni. Sem falar em blends e outros macetes para desenvolver sabores característicos, a marca se baseia em técnicas de plantio como a fertirrigação (sistema de gotejamento na plantação para garantir boa safra durante o ano todo) para produzir o café mais saboroso.
Após a torrefação e a prova, esse café tem que ser o mais cremoso possível, com sabor encorpado, ter doçura natural e baixo índice de amargor e acidez, disse. Essa técnica, completou Biscioni, utilizada pelas fazendas da marca de dois anos para cá, fez a produção dobrar e ampliou as projeções de crescimento para 15% a 20% ao mês até 2013.
A ideia é potencializar cada vez mais em todas as mídias a qualidade desse produto, para ampliar o número de xícaras vendidas para um mesmo cliente – como já está acontecendo em restaurantes e estabelecimentos parceiros com foco no segmento gourmet, disse.
Um mercado em expansão além do grão e pó – Os cafés diferenciados movimentam um amplo mercado. Exemplo disso é o aumento da procura pelo maquinário específico para degustar a bebida que representa 42% do interesse dos consumidores, segundo a organização do 7º Espaço Café Brasil.
Há desde máquinas computadorizadas de espresso que produzem 600 cafés por hora e custam R$ 60,5 mil – como a Strada, da marca italiana La Marzocco -, até coadores e prensas especialmente desenvolvidos para isso, como é o caso do coador Hario, trazido pela importadora Flavors.
A marca japonesa de filtros com sulcos em espiral, que chegou ao País em junho, mantém o fluxo rápido e contínuo da filtragem do café, para extrair todas as suas propriedades.
Acompanhamentos e aromatizantes para intensificar o sabor da bebida com notas de avelã, por exemplo, são outro nicho desse mercado, representada pela Da Vinci Gourmet, marca da irlandesa Kerry Ingredientes e Aromas.
O setor possui até um e-commerce especializado na venda de cafés diferenciados de vários tipos – de grãos a cápsulas, como as da italiana Illy -, além de produtos afins, como máquinas, utensílios, livros e presentes.
É a cafestore.com.br – que desde sua criação, no final de 2010, cresceu mais de 50% ao ano, puxada por um público formado tanto por leigos e especialistas, até escritórios e cafeterias, de acordo com o diretor Fernando Raso.
As informações são do Diário do Comércio, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
PR: novas cápsulas de café especial valorizam origem produtora
A barista Georgia Franco de Souza, proprietária da Lucca Cafés Especiais, de Curitiba, quer democratizar o segmento com uma nova oferta de blends no mercado brasileiro. Para isso, lançou cápsulas de cafés especiais de origem no 7º Espaço Brasil Café, a maior feira do setor. Compostas por grãos recém-torrados e artesanais, as invenções da empresária são compatíveis ao sistema de máquinas da marca Nespresso e 30% em média mais baratas do que as da grife sediada na Suíça.
Cada lote de cápsulas terá a descrição do café, esclarecendo qual a sua região de origem, fazenda produtora, características de sabor e data de embalagem. Criada há 10 anos, a Lucca foi a primeira cafeteria no Brasil especializada em cafés especiais.
A história de Georgia se confunde com a de milhares de empreendedores no Brasil. Ex-professora e funcionária da Pontificia Universidade Católica do Paraná, ela deixou a carreira para investir em um negócio que lhe rendesse prazer além de dinheiro. Depois de estudar fora do país, dedicou-se à representação de uma marca de café brasileiro no exterior.
Com o conhecimento adquirido, procurou o Sebrae no Paraná e participou do Empretec – programa que tem por objetivo desenvolver nos participantes características e comportamentos empreendedores. “Com o meu conhecimento e o curso, foi mais fácil elaborar um projeto e levantar recursos no Banco do Brasil”.
Os R$ 50 mil financiados foram usados para comprar um torrador, uma máquina de extração e uma de lavar pratos. O pouco dinheiro restante veio de recursos próprios. “Começamos vendendo cinco tipos de cafés. Nós fomos um marco entre o café de graça e o cobrado. Na época, as pessoas, ao consumir, recebiam um cafezinho de brinde”, afirma a proprietária.
O sucesso atraiu donos de restaurantes e hotéis, que passaram a comprar o café torrado. “Não queria ter apenas uma cafeteria, mas levar ao meu cliente uma experiência diferente”. A Lucca Cafés Especiais emprega 35 pessoas e vende 120 quilos de café na loja. Para hotéis e restaurantes, chega a repassar 2 mil quilos por mês.
“Meu sonho agora é ver a população ter informação e acesso a estes blends especiais. Quero disseminar o conceito de que é preciso tomar um café fresco (recém-torrado) e consumir não em quantidade, mas em qualidade, com certificação e selos de origem”, diz Georgia.
Para atender o público em todo o país, a Lucca criou uma loja virtual, que oferece as cápsulas e outros produtos diferenciados.
As informações são da agência SEBRAE de Notícias, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Volume de café embarcado em setembro cai 24,3%
A exportação brasileira de café em setembro, terceiro mês do ano-safra 2012/2013, apresentou queda de 24,3% em volume, para 2,223 milhões de sacas de 60 kg, em comparação com 2,936 milhões de sacas no mesmo mês de 2011. A receita cambial teve redução de 44,3%, para US$ 461 milhões, ante US$ 828,1 milhões em setembro de 2011. Os dados fazem parte de levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), divulgado nesta segunda-feira.
O resultado das exportações de café nos três primeiros meses do ano safra 2012/2013 (julho a setembro) é 33,9% inferior ao apurado no mesmo período da safra anterior, alcançando US$ 1,428 bilhão (US$ 2,160 bilhões em 2011). Em volume, houve queda de 12,4% na mesma base comparativa, ficando em 6,941 milhões de sacas (7,920 milhões em 2011).
O diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga, informa em comunicado que a redução nas exportações pode ser atribuídas a duas variáveis. A primeira delas é que a safra 2012/2013 sofreu um atraso no fluxo do preparo e entrada do produto no mercado por conta das chuvas nas regiões produtoras. A segunda é que a greve dos fiscais aduaneiros acabou comprometendo a capacidade dos terminais. O acúmulo da cargas importadas tornou mais lenta a saída do café, entre outros produtos para os países de destino.
Segundo o Cecafé, no acumulado do ano, até setembro, a receita cambial com café é de US$ 4,546 bilhões, o que representa queda de 26,1% em comparação com o mesmo período de 2011 (US$ 6,151 bilhões).
De janeiro a setembro de 2012, o principal mercado importador foi a Europa, responsável pela compra de 53% do total embarcado do produto brasileiro. A América do Norte adquiriu 21% do total de sacas exportadas, a Ásia, 19% e a América do Sul, 5%.
Os Estados Unidos seguem como líderes na lista de países importadores em 2012, considerando o período de janeiro a setembro, com 3.668.977 sacas importadas (19% do total exportado), seguida pela Alemanha, com 3.396.511 sacas (17% do total) e a Itália, com 1.812.258 sacas (9%). Em quarto lugar está o Japão, com 1.504.616 sacas (8% do total) e na quinta posição a Bélgica, com 1.213.471 sacas importadas (6% do total).
Nos nove meses de 2012, 75,4% do produto (14.768.820 sacas) foi exportado pelo Porto de Santos. O Porto de Vitória embarcou 9,2% do total (1.797.825 sacas) e o Porto do Rio de Janeiro escoou 12,1% das sacas exportadas (2.370.052 sacas).
As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
“Uma em cada cinco sacas de café consumidas no mundo sairá de Minas Gerais”
Minas Gerais vai sediar o maior evento internacional da cafeicultura em 2013. A delegação mineira que participou da reunião da Organização Internacional do Café (OIC) na capital inglesa propôs e Belo Horizonte foi eleita, na abertura do encontro, a “capital do café”. A escolha por unanimidade de BH para receber o encontro da OIC, em setembro, é resultado de um trabalho de união do poder público e do setor rural do estado, e do reconhecimento do grande potencial de Minas nessa área, o que realmente nos credencia a acolher um evento internacional de tanta expressão. Será a primeira vez que o Brasil vai ser a sede de uma reunião da entidade, que completa 50 anos no mês do evento na capital mineira.
Principal fórum intergovernamental que trata das questões do café, a OIC é integrada por 70 países-membros, dos quais 38 são exportadores e 32 importadores. Juntos, respondem por 97% da produção mundial de café e mais de 80% do consumo global do grão. A organização, mediante a atuação dos representantes governamentais e do setor privado, promove a melhoria da qualidade do café, fomenta a expansão do consumo mundial do grão e coordena projetos de desenvolvimento cafeeiro que agregam e aprimoram a comercialização. Além disso, assegura a transparência do mercado, disponibilizando informações objetivas e abrangentes sobre o setor global por meio de dados estatísticos e estudos de mercado.
Entre os destaques dessa 109ª reunião da OIC, em Londres, o Grupo Central do Fórum Consultivo sobre Financiamento do Setor Cafeeiro debateu como proporcionar mais instrumentos aos produtores de café para financiar e gerir os riscos da atividade em todo o mundo. Outro ponto alto foi a realização de um seminário sobre os impactos econômico, social e ambiental dos processos de certificação na cafeicultura, em que o Brasil foi muito bem representado pela apresentação do gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo. No rol dos resultados, um dos principais frutos do evento este ano foi o compromisso assumido pelos países produtores de implementar um programa de melhoria do café para afastar do mercado a oferta de grãos de baixa qualidade.
O Brasil é líder global no cultivo e exportação de café. A carteira de clientes inclui 152 nações, nas quais o país figura como o principal fornecedor do produto – primeiro lugar no ranking de exportadores. Em 2011, as exportações renderam US$ 8,7 bilhões. Os 33,45 milhões de sacas exportadas representaram 3,4% do total de vendas externas brasileiras e 9,4% das transações do agronegócio nacional. O país é também o segundo maior mercado, com consumo anual per capita de 4,88 quilos ou 82 litros por habitante.
A OIC prevê que em 10 anos a produção mundial terá que crescer 32% para atender a demanda estimada do produto, em torno de 173,5 milhões de sacas. No ano-safra 2012/2013, uma em cada cinco sacas de café consumida no mundo sairá de Minas Gerais. A organização estima ainda que a produção mundial atingirá 127,4 milhões de sacas. Nosso estado é responsável por mais de 52% da safra recorde brasileira. Dos 50,48 milhões de sacas esperadas, 26,63 milhões terão origem em Minas, de acordo com levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Será a maior colheita nos 300 anos de cultivo do grão no país.
A liderança do estado no cultivo do café está refletida na economia e qualidade de vida dos mineiros. O grão representa 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro. O Valor Bruto da Produção de Café no ano passado somou R$ 11,3 bilhões, com a saca comercializada a um preço médio de R$ 522,58. A bebida é cultivada em 607 dos 853 municípios do estado, sendo a principal atividade econômica em 340 deles. Esses números são cabais para justificar a escolha de Belo Horizonte para sediar a próxima reunião da OIC, daqui a um ano.
A ideia de Minas sediar o cinquentenário da OIC é reflexo do seu vigor na cafeicultura. Essa iniciativa fortalece ainda mais a vanguarda do Brasil, em especial de Minas, no setor e demonstra o quanto estamos dispostos a colaborar com a atividade em todo o mundo.
Estivemos em Londres integrando a delegação de Minas Gerais, que conseguiu trazer o evento para o nosso estado. Quando setembro de 2013 vier, temos que mostrar para todo o mundo, por meio da OIC, o porquê dessa escolha. Minas Gerais possui várias cafeiculturas, cada uma delas com suas peculiaridades, mas todas com um fator em comum: a excelente qualidade de seus grãos. Temos certeza de que promoveremos um grande encontro da cafeicultura mundial ano que vem em Belo Horizonte, consolidada agora, com muita justiça, como a verdadeira “capital do café”.
As informações são do Jornal Estado de Minas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Manejo Integrado de Pragas promove cafeicultura sustentável
As lavouras de cafeeiro hospedam poucas espécies de pragas, sendo que a grande maioria dos artrópodes (insetos, ácaros, aranhas, por exemplo) encontrados nas lavouras de cafeeiro são considerados benéficos, e só algumas poucas espécies podem ser consideradas como pragas. Entre essas poucas espécies de pragas, uma parte delas – como alguns ácaros, o bicho-mineiro e a broca-do-café – podem eventualmente causar prejuízos econômicos ao produtor e ainda à qualidade da bebida. Em decorrência do emprego de defensivos para controlá-los, há também prejuízos socioambientais e à saúde da população e aumento de custos na produção.
Os métodos de controle mais eficazes dessas pragas, no sentido real do termo, são os que usam os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), ou seja, aliam o manejo químico e biológico, entre outros, em prol da preservação no agroecossistema, usando defensivos como último recurso, somente no momento certo para cada praga e de forma controlada, seletivos aos artrópodes não alvos, preservando os inimigos naturais das pragas e favorecendo seu controle.
Desde a criação, em 1997, do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café (Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa), projetos têm sido conduzidos com essa visão integrada e ecológica do manejo das pragas. Reflexo disso foi a inauguração, em 2000, do Centro de Pesquisa em Manejo Ecológico das Pragas e Doenças de Plantas Cultivadas – EcoCentro, sendo o café sua cultura-chave.
O EcoCentro reuniu equipe de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, instituição participante do Consórcio, que trabalhavam há décadas com esse pensamento e ainda permitiu estabelecimento de parceria com pesquisadores de outras instituições consorciadas, como a Universidade Federal de Lavras – Ufla, o Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA e a Embrapa Café. Hoje os projetos do EcoCentro abarcam principalmente o Sul de Minas e Alto Paranaíba, regiões onde são mais relevantes as infestações por pragas como ácaros, o bicho-mineiro e a broca-do-café.
Segundo o pesquisador da Embrapa Café Mauricio Sergio Zacarias, que trabalha no EcoCentro desde 2003, esses projetos têm em comum uma visão mais abrangente do agroecossistema da lavoura e a busca de uma solução não imediatista para o problema, mas sim duradoura, de efeitos contínuos. Nessa linha, a multidisciplinaridade é fundamental. “Olhar o entorno, a propriedade e a lavoura, o lado socioeconômico, cultural e químico da questão e suas consequências. Hoje estima-se que cerca de 15% do custo da produção de café é devido aos gastos com o controle químico de pragas. Levando em consideração que o Brasil é o maior consumidor de produtos fitossanitários do mundo, a tendência em pender por essa via é forte e tardia, se pensarmos em países mais avançados socioeconomicamente. Estamos tentando fazer o contraponto, mas falta apoio para os pesquisadores da área. Trabalhamos por essa mudança de consciência”, diz.
Manejo Integrado de Pragas do Cafeeiro (MIP Café) – O pesquisador explica que o MIP tem base em pesquisas de táticas de manejo ecológico das pragas que utilizam ao máximo a ação benéfica dos inimigos naturais, pois reconhece que o próprio agroecossistema possui um complexo desses organismos benéficos que controlam pragas e doenças, reduzindo perdas econômicas sem causar danos à saúde humana e ao ambiente. “No Manejo Integrado de Pragas, pode-se eventualmente vir a se dispensar totalmente o uso de produtos fitossanitários. Esse sistema é chave para a produção organomineral, ou seja, produção na qual tais produtos são dispensáveis (se diferencia da produção orgânica por utilizar o manejo racional de fertilizantes), e também no processo de transição para o sistema orgânico de produção”.
Zacarias acredita que essas formas de condução da lavoura ensinam a conviver e tolerar a presença de pragas (insetos, ácaros e plantas daninhas), doenças e danos que provocam enquanto não representam prejuízo econômico. “Essa tolerância tem o objetivo de preservar a ação do meio ambiente, principalmente dos inimigos naturais, permitindo que se tornem mais eficientes, aliado à capacidade de recuperação natural das plantas”, pondera o pesquisador.
Ácaros do cafeeiro – Entre as centenas de espécies de ácaros que vivem e convivem no agroecossistema cafeeiro, há muito mais espécies de ácaros predadores que pragas. Somente o ácaro-vermelho e o ácaro-branco podem vir a causar danos diretos e o ácaro-da-mancha-anular indiretos, por meio da transmissão de doenças.
Segundo o pesquisador da Embrapa Café Mauricio Sergio Zacarias e pesquisadores da Epamig Paulo Rebelles Reis, Rogério Antônio Silva e Júlio César de Souza, o ácaro-vermelho, ao se alimentar das folhas do cafeeiro, causa perda do brilho da folha, péssimo aspectos às plantas e até desfolhamento. São pragas típicas de períodos de seca, com estiagem prolongada. “A preservação e o aumento das espécies de ácaros predadores são importantes para a manutenção do controle biológico desses ácaros e, se necessário, o controle químico com aplicação de defensivos deve ser feito com acaricidas específicos ou inseticidas-acaricidas seletivos. O uso em excesso de defensivos para outras pragas ou doenças pode ocasionar a resistência e/ou ressurgência desses ácaros”, explica Rebelles.
Sobre o ácaro-da-mancha-anular, os pesquisadores afirmam ser uma espécie comum e amplamente disseminada. Aparece em todas as regiões cafeeiras do País, sendo que sua importância é devida à transmissão do vírus causador da doença virótica mancha-anular. A severidade dessa doença é maior nas áreas de Cerrado, sendo muito relevante e demandando constante vigilância na região do Alto Paranaíba de Minas Gerais. A doença se caracteriza por causar manchas em formato de anel nas folhas, ramos e frutos das plantas e consequente queda das folhas e redução na qualidade do café. “Também nessa espécie de praga percebe-se a ocorrência de inimigos naturais, como ácaros predadores. O controle químico deve ser feito somente quando necessário e nas reboleiras, característica da infestação do ácaro, e com produtos fitossanitários seletivos aos ácaros predadores, priorizando-se o Manejo Integrado dessa espécie de ácaro”, completa o pesquisador.
Já o ácaro-branco ataca folhas e ramos ou folhas novas em condições de alta umidade relativa, uma condição típica em viveiros. Sua importância reside na má formação das mudas nos viveiros.
Bicho-mineiro – É a principal e a mais disseminada praga do cafeeiro e tem esse nome por minar as folhas da planta. Tem ocorrência generalizada em Minas Gerais, tendo chegado ao Brasil junto com o café, da África. Pesquisadores afirmam que essa praga aparece principalmente em longos períodos de estiagem e baixa umidade; depois do uso excessivo de fungicidas cúpricos ou alguns inseticidas; em áreas de espaçamento muito abertas ou muito ensolaradas e onde há presença de cobertura morta, cultura intercalar ou mato nas ruas e ainda adubações e tratos insuficientes.
Há várias formas de manejo dessa praga, entre elas o cultural, com a utilização de quebra-ventos, ou arborização com leguminosas, que reduzem as infestações da praga. Segundos Reis e Souza, “o controle biológico do bicho mineiro existe naturalmente podendo ser realizado por parasitoides (pequenas vespas) e/ou predadores (vespas, marimbondos), que procuram nas lesões das folhas do cafeeiro, lagartas do bicho-mineiro para parasitar ou delas se alimentar. A eficiência dos predadores é de cerca de 70%, enquanto que a dos parasitas é de 18%. A utilização de controle químico para complementação torna-se necessária somente quando 30% (Sul de Minas) ou 20% (Triângulo mineiro) das folhas apresentarem minas intactas e com lagartas vivas”.
Estudos realizados por esses pesquisadores do Consórcio Pesquisa Café mostram que, em ataques mais severos, cerca de 60% das folhas atacadas caem e, independente do tamanho da lesão, todas as folhas atacadas tem sua eficiência fotossintética bastante reduzida. Dessa forma, dependendo da intensidade de infestação, podem ocorrer de 30 a 80% de prejuízos na produção.
Broca-do-café – De ocorrência mais generalizada no Paraná, na Zona da Mata de Minas Gerais e nas regiões de produção de Conilon, pode ser considerada atualmente a segunda principal praga da cafeicultura de arábica e a principal praga do Conilon. Juntamente com o bicho-mineiro, são consideradas as pragas-chave no Manejo Integrado de Pragas do Café (MIP Café).
A broca causa dano direto no produto final da lavoura – os frutos do cafeeiro – reduzindo a produtividade (seja por frutos caídos ou perda de peso) e a qualidade da bebida. Sem manejo adequado, a broca permanece nos frutos úmidos remanescentes da colheita, nos que ficam nas plantas ou sobre o solo, causando infestação na safra seguinte, com consequente redução do peso dos grãos, queda dos frutos e redução da qualidade do café.
Na natureza, conforme ensinam os pesquisadores do Consórcio, já existem inimigos naturais de pragas como a broca, muitos deles em estudo e testes, como a vespa-de Uganda, a vespa-da-Costa-do-Marfim, vespa-do-Togo, a formiga Crematogaster curvispinosus e os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae. Segundo os estudiosos, esse fato combinado a práticas de manejo ecológico se aliam na prevenção e no controle dessa praga, evitando ou mesmo diminuindo consideravelmente o uso de produtos fitossanitários nas lavouras de café.
Entre as práticas recomendadas pelos pesquisadores está o plantio dos cafezais em espaçamentos que permitam arejamento e penetração de luz para propiciar baixa umidade do ar em seu interior. A colheita de café deve ser muito bem feita, limpa, devendo ser evitado que fiquem frutos nas plantas e no chão, nos quais a broca poderá sobreviver na entressafra, principalmente se for chuvosa. Outra recomendação é que, após a colheita, caso tenham ficado muitos grãos nas plantas e no chão, se faça o “repasse” ou catação dos frutos remanescentes da colheita. É importante também, segundo os pesquisadores, monitoramento sistemático das lavouras irrigadas, pois devido à umidade têm mais facilidade de infestação.
“Mais do que a criação de um produto biológico, uma tecnologia, nós buscamos trabalhar a sustentabilidade do agroecossistema, a paisagem, com ações de prevenção e conscientização. Isso implica mudança de comportamento do agricultor na condução de seu trabalho, que precisa geralmente investir num trabalho de um a dois anos para perceber e compreender que os resultados valem a pena” ressalta Zacarias.
EcoCentro – Coordenado pelo pesquisador Paulo Rebelles Reis, tem como objetivo pesquisar e difundir princípios e práticas de controle de pragas (artrópodes e plantas daninhas) e doenças de forma ecológica. Propõe ainda o emprego de insumos e energias de forma racional para obtenção de uma rentabilidade sustentável com um mínimo de impacto ambiental.
Consórcio Pesquisa Café – O Brasil desenvolve o maior programa mundial de pesquisas em café, o Programa Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Essa rede integrada de pesquisa é possível graças ao Consórcio Pesquisa Café, que reúne dezenas de instituições brasileiras de pesquisa, ensino e extensão estrategicamente localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação entre as instituições e a união de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais, que permitem elaborar projetos inovadores. A evolução da cafeicultura brasileira, ao longo dos últimos anos, comprova a importância dos trabalhos de pesquisa.
Esse arranjo institucional atua em todos os segmentos da cadeia produtiva, tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores. Hoje reúne mais de 700 pesquisadores de cerca de 40 instituições, envolvidos em 74 projetos dos quais fazem parte 355 Planos de ação.
Foi criado por iniciativa de dez instituições ligadas à pesquisa e ao café: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola – EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, Instituto Agronômico – IAC, Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro – Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras – Ufla e Universidade Federal de Viçosa – UFV.
As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.
As informações são do CNC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
EUA: Top 10 profissões que consomem mais café
Em levantamento realizado pela Dunkin Donuts (loja de cafés) e CareerBuilder (maior site de empregos online dos EUA), foi constatado o grande apreço do café por vários profissionais. Sobre tudo os profissionais que depende de sua boa performance e concentração em sua area de trabalho. Na pesquisa, 63% dos entrevistados disseram tomar ao menos 2 xícaras de café por dia, 28% bebem pelo menos 3 copos.
Foi descoberto também que a conveniência em ter o café sempre à mão auxilia no grande consumo.
1° – Cozinheiros e toda função de preparação de comida
2° – Cientistas/Biólogos
3° – Vendas diretas/telemarketing
4° – Marketing/Relações publicas
5° – Enfermeiros/médicos/assistentes
6° – Editores/Escritores/Redatores
7° – Executivos de negócios
8° – Professores
9° – Engenheiros técnicos/suporte
10° – Gerentes de TI/Gerenciadores de redes
As informações são da top10mais.org, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Pesquisa indica que tomar café pode diminuir risco de morte
Um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine indica que o consumo de café está associado a um menor risco de morte. De acordo com a análise, os homens acompanhados durante 13 anos que bebiam de duas a três xícaras de café por dia tiveram uma diminuição de 10% no risco de morte, se comparados com os que não ingeriam a bebida. Já no público feminino esta redução chegou a 13%.
De acordo com Fabiano Sandrini, endocrinologista do Sergio Franco Medicina Diagnóstica, esta pesquisa é muito polêmica, já que a maioria dos estudos se concentra nos efeitos nocivos do café. “O que mais observamos no meio científico são análises sobre a possibilidade de o café aumentar o risco de doenças cardíacas, particularmente porque esta bebida tem sido associada com os níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade aumentada e, a curto prazo, com o aumento na pressão sanguínea. Mas o artigo publicado nos revelou que isso pode ter acontecido porque os pesquisadores anteriores não fizeram uma adequação nas variáveis analisadas, confundindo, por exemplo, o consumo café com o tabagismo ” revela o PhD em Endocrinologia Pediátrica.
O grupo analisou 229.119 homens e 173.141 mulheres, com idade entre 50 e 71 anos. Durante a pesquisa, 33.731 homens e 18.784 mulheres morreram. Os bebedores de café não fumantes tiveram um risco menor para mortes resultantes de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes, doenças respiratórias, infecções, lesões e acidentes. Mas os pesquisadores não encontraram nenhuma associação representativa para mortes por câncer em mulheres. “Estes estudos não são conclusivos, mas nos dão um novo paradigma sobre os benefícios do café para a saúde”, finaliza Sandrini.
Fonte: Assessoria CRM Pharos