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Está faltando mão de obra nos cafezais
A família Rosseto, cafeicultora em Mandaguari-PR, recentemente desembolsou R$ 380 mil para comprar uma colhedeira, o que reduziu a quantidade de trabalhadores necessária para o serviço. Nos últimos anos, por falta de gente para a colheita, os Rosseto vêm enfrentando dificuldades, o que é comum em toda a região de Maringá-PR. De quebra, como eles não queriam mais ficar à mercê das intempéries, diminuíram o risco das estiagens implantando um sistema de irrigação em grande parte dos cafezais.
“Agora ficou muito melhor”, afirma o produtor Marcelo Gonçalves Rosseto, contente com os resultados. Segundo ele, a irrigação favorece a produtividade do café e a máquina – que colhe 16 pés por minuto -, economiza tempo e reduz em 25% os custos.
A mecanização é um dos assuntos do 8º Encontro de Cafeicultores organizado pela cooperativa Cocari, em Mandaguari. O evento que começa às 14 horas de hoje no Centro de Convenções Décio da Silva Bacelar, deve reunir centenas de participantes.
O tema é recorrente em quase todas as regiões produtoras de café do Paraná. No noroeste do Estado, cafeicultores têm se unido para trazer colheitadeira alugada de Minas Gerais. A mecanização só não é possível em municípios montanhosos, onde as máquinas são inviáveis.
Preço menor
A queda dos preços do café este ano não desanima os produtores. “Cabe ao cafeicultor reduzir custos e investir em produtividade”, afirma o técnico da Cocari, Simões Rodrigues, explicando que a atividade é uma das mais rentáveis principalmente para pequenas e médias propriedades. De janeiro a setembro, segundo números da agência Bloomberg, as cotações do produto caíram 23%, porcentual que sobe para 33% se considerados os últimos 12 meses.
As notícias sobre o futuro próximo da cafeicultura, em nível mundial, são pouco auspiciosas. A Organização Internacional do Café (OIC) revisou para cima sua estimativa para a produção global de café 2011/12 para 134,3 milhões de sacas de 60 kg. O volume é superior à projeção do mês passado, de 132,7 milhões de sacas.
A OIC atribui o aumento, em parte, a uma safra vietnamita maior que o esperado, o que também acontece na Colômbia. E a safra brasileira, superior a 50 milhões de sacas, é a maior de todos os tempos (há controversas, a exemplo de números divulgados esta semana pelo IBGE – leia aqui). Em contrapartida, o consumo está aumentando. A entidade estima o consumo global em 139 milhões de sacas, acima das 137,2 milhões do ano anterior.
As informações são de O Diário, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Colheita do Vietnã deve pressionar redução de preços de café robusta
Os futuros do café robusta estenderam suas perdas para cerca de 5% em três sessões, após dados mostrarem que os estoques mantidos pelos armazéns monitorados pela bolsa de Londres eram de 120.280 toneladas no começo do mês, indo contra a longa tendência de baixa. Ideias de liberação de ofertas parecem ganhar terreno à medida que o Vietnã se prepara para colher no próximo mês.
“Precisa ser criado um espaço no maior país cultivador de robusta para a nova colheita”, disse o Commerzbank. “Velhos estoques estão sendo vendidos a preços reduzidos”.
De fato, o comerciante de café Volcafe, parte do ED&F Man, revelou na sexta-feira que o café vietnamita para envio em outubro e novembro, abriu com um desconto de US$ 30 a tonelada para futuros em Londres, comparado com US$ 20 a tonelada na semana anterior.
O valor dos preços vietnamitas estaca “caindo para o presente e para a nova colheita”, disse a Volcafe, com localizada na Suíça. “A pressão para liquidar os atuais estoques está aumentando”.
Entretanto, os valores do café robusta podem ganhar mais suporte considerando as previsões de colheita para esse ano no Vietnã, caindo com relação à colheita da estação anterior, disse o Commerzbank. “Chuvas excessivamente elevadas poderiam resultar no volume da próxima colheita sendo 15% menor do que o nível recorde do ano anterior. Isso deverá apoiar os preços em médio prazo”.
A Organização Internacional de Café (OIC) na semana passada aumentou suas estimativas de colheita de café no Vietnã em 2011-12, para 22,5 milhões de sacas, apesar de outros analistas acreditaram que a colheita será ainda maior.
A Volcafe previu uma colheita de 27 milhões de sacas, e de 26 milhões de sacas para 2012-13, enquanto o Coffee Network previu que a última colheita foi de 26,5 milhões de sacas e a próxima será de 24 milhões de sacas.
O Commerzbank foi mais ambivalente nos preços dos grãos arábica, citando a melhor produção na Colômbia, onde a produção aumentou em 13,1% com relação ao ano anterior para 519.000 sacas em setembro. Entretanto, o banco alertou que as chuvas que refrescaram os estágios iniciais da colheita do Brasil de 2013 poderão aliviar os cafezais “somente temporariamente” do clima seca que tem fornecido condições piores que a ideal para um bom período de floração.
A reportagem é do Agrimoney, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
China: faturamento do negócio café aumenta 92% em 5 anos
Ainda que o consumo no país asiático seja de apenas três xícaras anuais por pessoa, as perspectivas de crescimento são muito positivas. “O Japão se encontrava nos anos sessenta em um nível de consumo similar ao do chinês atual, consumindo por volta de 7 milhões de sacas. É provável que a China siga um processo de crescimento análogo”, advertia há três anos o ex-presidente da Organização Internacional de Café (OIC), Néstor Osorio.
As previsões de Osorio parecem sábias. O negócio em torno do café da China faturou US$ 992 milhões em 2011, um aumento de 20% com relação ao ano anterior, e de 92% em cinco anos, segundo uma pesquisa de mercado do Euromonitor International. No total, a China importou 43 mil toneladas de café durante o ano passado, segundo dados oficiais. Noventa por cento dessas importações de café provieram dos países do sudeste da Ásia, com o Vietnã liderando as vendas. A Colômbia ficou em quinto lugar como fornecedor de café verde da China, com vendas de 7.400 sacas em 2011 e uma cota de mercado de 1%.
Juan Valdez chega à China com uma estratégia pensada para aproveitar o ‘boom’ de consumo de café, mas apontando a um nicho muito particular que começa a se desenvolver. Sua lógica é que se há um grupo de consumidores que conhece os benefícios do café torrado em grão, deve existir um público pronto para mudar para o café de alta qualidade em suas casas.
Ao se comprovar mediante estudos de mercado que o interesse no café colombiano era grande em muitas cidades, a Procafecol – companhia responsável pela marca Juan Valdez e a empresa chinesa, Beijing Junjie Trade, decidiram apostar na internet para distribuir o produto em todo o território. Pra isto, decidiram lançar o produto através do Yihaodian, o portal especializado em alimentos que conta com um amplo catálogo de produtos gourmet.
“Nessa primeira etapa, vamos oferecer unicamente café torrado em grão e moído, para posicionar a Juan Valdez como uma marca premium e colocá-la na moda”, disse o representante da Federação Nacional de Cafeicultores em Pequim, Jia Hang Wu. Uma parte importante da estratégia comercial é educar o consumidor, de forma que o portal de Yihaodian – onde os pacotes de meia libra (aproximadamente 225 gramas) é vendido entre US$ 15 e US$ 33 – ensina como preparar e desfrutar o produto.
Em uma segunda etapa, que começará em 2013, os cafés Juan Valdez estarão disponíveis em outras lojas populares virtuais chinesas, como Taobao, 360buy e Amazon. E depois, entrarão no mercado chinês como cafés solúveis e liofilizados, para buscar também os consumidores comuns.
A estratégia de Juan Valdez obedece o crescimento que vem sendo registrado no comércio eletrônico na China. Somente em 2011, as vendas online cresceram em 66% e alcançaram US$ 124 bilhões.
Outras marcas colombianas estão tentando desenvolver nichos diferentes. A Colcafé optou pelos cafés solúveis, inclusive, em apresentações “2 em 1”, em lojas e supermercados, competindo com as grandes marcas dentro dos produtos importados. Entretanto, pequenos produtores, como Colombiam Mountain Coffee, Café Granja La Especial e Finca El Santuario posicionaram seus cafés altamente especializados – cujos pacotes de 12 onças (aproximadamente 373 gramas) podem custar US$ 140 – como produtos de luxo, em bancos e clubes executivos privados.
A Colômbia chega tarde a um mercado que é dominado por marcas internacionais e perdeu a oportunidade de introduzir os benefícios do café colombiano no momento em que os chineses estavam apenas aprendendo a tomá-lo. Ao chegar hoje, as marcas colombianas enfrentam uma forte competição. No entanto, em um mercado tão diverso e crescente como o chinês, ainda há oportunidades, também para outros países produtores da América.
A reportagem é do Portafolio.co., traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Café como um produto de novo luxo: tendências e oportunidades
*Por Maria Fernanda Brando
Embora haja boatos e percepções de que o consumo de café esteja menos intenso ou mesmo caindo em países tradicionais como Itália e Estados Unidos devido a vários fatores, incluindo a crise recente, parece haver um movimento contrário em países emergentes e em desenvolvimento, como Brasil, México, Colômbia e Indonésia, onde o consumo de café continua crescendo.
Existem claras indicações de que o negócio café está passando por grandes mudanças em muitos países da Europa e América do Norte. Os consumidores parecem estar mudando seus hábitos de consumo, às vezes recorrendo a opções mais baratas como as marcas próprias de café de grandes varejistas (Costco, Wal Mart, Carrefour) ou indo à cafeteria menos vezes por semana que antes. As importações de café por mercados relevantes como Espanha, Itália e França diminuíram no período de Outubro 2011 a Maio 2012 quando comparado com o período 2010/11, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC). Os estoques de Arábica certificados pela ICE atingiram recordes de alta históricos enquanto os estoques de Robusta na LIFFE-Londres testemunharam grandes quedas, indicando a demanda mais fraca por Arábica e o crescimento do Robusta nos blends de torrado & moído das grandes indústrias.
Uma imagem diferente é pintada nos países produtores de café da América Central, América do Sul e Ásia, onde o consumo de café está “explodindo” não somente em termos de volumes crescentes como também em relação a tendências vibrantes e dinâmicas. A rápida expansão da classe média em países como Brasil, México e Índia aproximou milhões de consumidores do café, entre outros produtos. Hoje existe mais gente com mais renda disponível disposta a comprar coisas e testar novas experiências que os atraem ou que os fazem se sentir melhor. Há um movimento generalizado em direção a melhores produtos e serviços, e o café não é exceção.
Os consumidores estão propensos a pagar mais por produtos que ofereçam benefícios, sejam eles técnicos, funcionais ou emocionais. No café, os consumidores estão buscando uma experiência agradável, seja numa cafeteria ou em casa. As cafeterias estão se expandindo rapidamente na Índia, China, México e El Salvador e são geralmente percebidas como lugares aspiracionais, onde se quer estar, especialmente entre consumidores da classe média. Nestes estabelecimentos, jovens e adultos podem experimentar cafés e preparações de maior valor, como espressos de alta qualidade, lattes e machiattos num ambiente envolvente. Para os segmentos casa e escritório, as máquinas de café monodose – Senseo, Nespresso, Dolce Gusto – são agora objetos de desejo. Sachês e cápsulas oferecem ao consumidor uma experiência de café diferenciada: consistência de qualidade, conveniência e inovação que podem ser compartilhadas com amigos e familiares. Estes produtos de café representam uma nova onda do consumo: o luxo acessível.
Mais e mais, consumidores de classe média têm a possibilidade e o desejo de comprar produtos premium. Os chamados consumidores de “novo luxo” querem mais qualidade de produtos e serviços a um preço acessível. Ele/ela escolherão estes produtos a partir do momento que entendam os benefícios do preço premium. É um padrão visível em diversas categorias, do iogurte à cerveja, de celulares a geladeiras. Para cada consumidor existe uma ou mais categorias em que ele/ela sente que vale a pena gastar mais. Para alguns pode ser uma lavadora de roupas de alta tecnologia, para outros, um cruzeiro no exterior e para outros pode ser uma máquina de café com design inovador.
Na maioria dos países produtores de café onde tomar café sempre foi um hábito tradicional, um ritual familiar que traz conforto, o movimento do novo luxo apresenta muitas possibilidades para o negócio. A categoria, geralmente considerada popular, com poucos diferenciais e competição acirrada de preços, pode ser literalmente transformada em uma categoria premium, com valor agregado para a indústria, atratividade ao consumidor e benefícios para toda a cadeia do café.
A P&A Marketing é a nova parceira de conteúdo do CaféPoint. Seus consultores contribuirão periodicamente com artigos sobre tendências de consumo, indústria e mercado de café.
*Maria Fernanda Brando é consultora na P&A Marketing, especializada em café, marketing e consumo, tendo coordenado projetos de aumento de consumo de café em diversos países produtores. Atualmente coordena projetos na área de comunicação e sustentabilidade para a cadeia do café. Maria Fernanda estudou Relações Públicas na ECA-USP, formou-se em hotelaria no SENAC, é pós-graduada em marketing pela ESPM e recentemente conclui um MBA na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.
Fonte: Portal Café Point
Indicadores de desempenho da cafeicultura brasileira
O MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, junto à SPAE -SECRETARIA DE PRODUÇÃO E AGROENERGIA e o DCAF -Departamento do Café-, lançam os indicadores econômicos da cafeicultura brasileiro.
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IBGE: safra brasileira de café arábica é estimada em 38,1 milhões de sacas em 2012
O acréscimo, em setembro, de 0,1% na estimativa nacional de produção da safra 2012 de café arábica, é creditado ao Estado de São Paulo, cuja variação, isoladamente, é de 13,3% em relação ao mês anterior.
Já na Bahia (-22,6%) e no Ceará (-18,3%), os decréscimos observados são justificados pela seca que assola a Região Nordeste este ano. O Espírito Santo, também produtor de café arábica, apresenta uma redução de 2,9%. Minas Gerais, maior produtor brasileiro, não apresenta variações expressivas.
A safra nacional de café arábica para 2012, apesar dos atrasos na colheita, aproxima-se do final e está estimada em 38,1 milhões de sacas de 60 kg, equivalentes a 2.284.439 toneladas, 16,2% maior que em 2011. A área de colheita apresenta acréscimo de 1,0% em relação à safra passada, totalizando 1.590.975 hectares. A área total ocupada com a cultura é de 1.776.320 hectares, 1,4% maior que a de 2011. O acréscimo estimado no rendimento médio (15,1%) deve-se à particularidade que apresenta o arábica de alternar anos de altos e baixos rendimentos.
Minas Gerais, o maior produtor brasileiro de arábica, informa que, além de 2012 ser um ano de “safra cheia”, as condições do mercado em 2011 estimularam produtores a investirem na cultura, gerando aumento na produção de 17,6% em 2012. A partir da segunda semana de janeiro até o início do mês de março, as chuvas escassas comprometeram o enchimento de grãos em algumas regiões de Minas Gerais. Os cafeicultores mineiros enfrentaram atrasos na colheita, em função de chuvas incomuns no inverno, e perdas na qualidade do produto, em parte colhido no chão.
As informações são do IBGE e do CNA, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Momento solidariedade: Sindicafé participa de ação em prol ao tratamento do câncer infantil
Fecomércio-ES sela apoio à entidade que oferece assistência ao Câncer Infantil.
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Presente na reunião mensal da Fecomércio-ES o representante do Sindicafé, Saulo Venâncio da Costa, participa da adesão do sistema Fecomércio em prol da Acacci Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil-. A assinatura do termo de colaboração visa oferecer apoio à causa nobre da Associação Capixaba. Esta ação concede ao Fecomércio-ES o direito de utilizar o selo Compromisso com a Criança.
A Acacci há 24 anos presta assistência integral às crianças, adolescentes e suas famílias no Espírito Santo. A ação envolve tratamento da doença, além de auxílio econômico, social e psicológico a todos os envolvidos, em que também oferece continuidade no tratamento dos pacientes. O termo de adesão assinado durante a reunião reforça o apoio e carinho para as pessoas que dedicam tempo às crianças e é apenas o primeiro passo de parceria junto à Associação.
Em continuidade, a reunião discute a pauta referente à Convenção Coletiva dos filiados à Federação, informou sobre as reuniões e eventos deste último trimestre e já lança a data da primeira reunião de 2013.
Convenção Coletiva
Já está disponível em nosso site a Convenção Coletiva do Trabalho do Sindicato do Comércio de Café e Armazéns em Geral do Estado do Espírito Santo Sindicafé/ES-. Acesse http://sindicafe.com.br/arquivos/7UR8hConvencao_Coletiva_de_Trabalho_-_2012-2013.pdf e visualize o documento na íntegra.
Fonte: Assessoria de Comunicação Sindicafé
Tempo mudará esta semana e chuva atingirá região sudeste
Nesta quarta-feira (10/10) presença de um sistema frontal com ramo estacionário deixará o tempo nublado e com pancadas de chuva entre o norte PR, sul de SP, MS, MT e RO. haverá chance de chuva forte nestas áreas.O dia ficará chuvoso em grande parte do RS, em SC e sul do PR. Também haverá condição para chuva forte em cidades destas localidades. O calor e a alta umidade do ar deverão provocar pancadas de chuva sobre boa parte dos Estados do Norte do país. Haverá condição para pancada de chuva, principalmente a tarde, no norte de GO e faixa central do ES. No nordeste de MG, leste e sul da BA, norte do ES e SE o tempo ficará com muitas nuvens e pancadas de chuva podendo ser intensas em alguns pontos. No litoral nordestino haverá nebulosidade variável e uma pequena chance de chuva. Nas demais áreas do Brasil, sol entre poucas nuvens.
Região Sudeste
09/10/2012: No litoral de SP e litoral sul do RJ: sol e poucas nuvens. No norte de MG: possibilidade de pancadas de chuva a partir da tarde. No norte do RJ: dia nublado. Nas demais áreas do ES: nublado com pancadas de chuva. Nas demais áreas da região: predomínio de sol. Temperatura estável. Atenção para o baixo índice de umidade relativa do ar em grande parte da região. Temperatura máxima: 36°C no oeste de SP.
10/10/2012: No sul e oeste de SP: nublado com pancadas de chuva. No nordeste de MG e norte do ES: nublado com pancadas de chuva. No leste de MG e na região central do ES: possibilidade de pancadas de chuva a partir da tarde. No centro-noroeste de SP e no Triângulo Mineiro: possibilidade de pancadas de chuva a partir da tarde. Nas demais áreas da região: sol e poucas nuvens. Temperatura estável. Atenção para o baixo índice de umidade relativa do ar em grande parte da região. Temperatura máxima: 36°C no oeste de SP. Temperatura mínima: 13°C no sul de MG.
11/10/2012: No nordeste de MG: possibilidade de pancadas de chuva. No leste de MG, no ES e norte do RJ: sol entre nebulosidade variável. No sul e sudeste de SP: muitas nuvens e chuva a qualquer momento. No centro-norte e oeste de MG: sol e poucas nuvens. Nas demais áreas da região: nublado com pancadas de chuva. Temperatura máxima em queda no sul de SP.
Tendência
No norte e nordeste de MG e norte do ES: sol e poucas nuvens. No oeste de MG: possibilidade de pancadas de chuva. Entre o sul do ES e o Triângulo Mineiro: nublado com pancadas de chuva. Nas demais áreas da região: muitas nuvens e chuva a qualquer momento. Temperatura estável.
As informações são da SOMAR e INPE, com Newscafeicultura, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café Point
Tática dos grandes compradores pressiona preços de café brasileiro
Os grandes compradores de café não estão com pressa de comprar, segundo relata mídia norte-americana. Estoques globais de café arábica estariam em seu nível mais alto em mais de dois anos. Junta-se a isto os argumentos de que demanda de café estaria abrandando devido à crise na Europa. Devido ao cenário, cafeicultores brasileiros estão segurando parte da colheita a fim de valorizar suas produções.
* The Wall Street Journal
Os cafeicultores brasileiros estão segurando boa parte de sua produção, à espera de preços mais justos. Mas os compradores estão testando sua paciência.
O café tem saído do Brasil, o maior exportador do mundo, de forma mais lenta do que o habitual este ano. O governo estima que a colheita anual de café, encerrada no mês passado, bateu um recorde, mas as exportações do país estão em queda este ano. O motivo é que os agricultores não estão satisfeitos com os preços, que em junho atingiram seu ponto mais baixo em dois anos.
Mas os grandes compradores de café, como a americana J.M. Smucker Co., dona da Folgers, uma das marcas mais vendidas nos Estados Unidos, não estão com pressa de comprar. Os estoques globais de grãos arábica, a cobiçada variedade usada em mesclas mais sofisticadas de café, estão em seu nível mais alto em mais de dois anos. Enquanto isso, a demanda de café está abrandando devido à crise na Europa e mais suprimentos são esperados para os próximos meses.
A situação contrasta com a de 2011, quando os torrefadores e empresas de alimentos tiveram que batalhar para garantir abastecimento em meio a uma escassez de grãos que levou os preços ao nível mais alto em 14 anos.
O resultado é um “cabo de guerra” entre compradores e vendedores, diz Héctor Galván, um corretor sênior da R.J. O’Brien Futures em Chicago. “O café está lá, mas não está se movendo.”
Torrefadoras que produzem a maior parte do café que acaba nas prateleiras dos supermercados do mundo são altamente dependentes de grãos brasileiros. Mas, mesmo com alguns cafeicultores retendo sua produção, não há sinais de que os estoques dessas empresas estejam se esgotando. “Nós temos oferta suficiente para atender à demanda de produção em todo o nosso portfólio de café”, disse um porta-voz da Smucker.
Operadores que antecipavam uma grande safra brasileira provocaram uma onda de vendas no primeiro semestre de 2012, tornando o café uma das commodities de pior desempenho.
A queda dos preços se refletiu nas prateleiras dos supermercados, beneficiando consumidores com produtos mais baratos.
A desvalorização do café foi um choque desagradável para agricultores que se acostumaram no ano passado com preços em níveis só vistos vários anos atrás. E muitos estão segurando parte da colheita em resposta.
Algns investidores dizem que o tempo está se esgotando para os agricultores brasileiros. Cafeicultores da Colômbia e América Central estão se preparando para a colheita, que acrescentará milhões de sacas de café ao mercado.
Bill Collard, presidente da Futures Management Group, uma corretora da Flórida, começou a apostar na queda dos preços do café quando os futuros chegaram a US$ 1,75 a libra na semana passada (uma saca de café tem 132,3 libras). “Há muita pressão de colheita”, diz Collard. “Serão as vendas de produtores” que colocarão um teto para as altas de preços.
Por ora, porém, os cafeicultores, como Diogo Dias Teixeira de Macedo, de 34 anos, se mantêm firmes. “Vendemos cerca de 20% da produção até agora”, disse Teixeira, que cultiva 220 hectares de café na serra paulista. “Normalmente, nesta época, nós teríamos vendido 50%.”
Os futuros de café subiram até 27% desde junho, quando chegaram ao ponto mais baixo em dois anos: US$ 1,4920 por libra. Os analistas e operadores atribuíram a alta, em parte, à relutância dos agricultores brasileiros em liberar a produção.
Os torrefadores de café do tipo gourmet costumavam ver os grãos brasileiros como um adendo, um produto básico de baixo custo utilizado para completar o sabor das variedades mais potentes. Mas o café do Brasil ganhou popularidade nos últimos anos à medida que sua qualidade melhorou. Começando com o contrato para entrega em março de 2013, alguns grãos de café brasileiro poderão ser usados para cumprir contratos futuros, um sinal de sua aceitação generalizada.
Teixeira pode se dar ao luxo de esperar, porque o fundo governamental Funcafé oferece empréstimos aos produtores para que eles não tenham de vender café de imediato para pagar suas contas.
É verdade que as colheitas na Colômbia e América Central poderiam colocar menos pressão sobre os preços do que preveem alguns operadores. “Estamos nos preparando para computar nos preços um déficit substancial” de café mundialmente, porque a colheita brasileira no próximo ano provavelmente será menor do que a deste ano, diz Shawn Hackett, presidente da firma de corretagem e consultoria Hackett Financial Advisors. O Brasil tem um ciclo bienal de café, com produções altas e baixas se alternando, e Hackett está apostando que os preços do café para entrega em dezembro vão subir e espera que chegarão a US$ 2 a libra no fim do ano.
Mas outros acreditam que a produção brasileira, cedo ou tarde, chegará aos armazéns do mundo, empurrando os preços para baixo. Quando a venda da produção da Colômbia e da América Central começar, os agricultores brasileiros que estão retendo seus estoques provavelmente também começarão a vender, prevê Spencer Patton, fundador da corretora americana Steel Vine Investments. “Não espero que essa jogada acabe dando bons resultados para os agricultores brasileiros que estão segurando suas colheitas.
As informações são do The Wall Street Journal, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Fonte: Portal Café POint
Agricultores familiares poderão utilizar crédito rural para compra de veículo
Os recursos serão disponibilizados por linha de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) criada para incentivar a comercialização de produtos do campo.
O financiamento é efetivado nos bancos que operam a linha de crédito do Pronaf Mais Alimentos. Mas, antes de ir ao banco, o agricultor interessado deve procurar as empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para desenvolver um projeto técnico simplificado, onde especificará como o veículo será usado.
Carros da categoria caminhonetes poderão ser adquiridos e os modelos de veículo incluídos no programa estão disponíveis na internet. Para consultar o carro a ser financiado, o agricultor familiar deve selecionar a unidade da Federação, informar se é ou não contribuinte do ICMS e selecionar a categoria “Veículos de Transporte de Carga”.
O objetivo da ação é facilitar o transporte de frutas, hortaliças, verduras e outros produtos da agricultura familiar até feiras e mercados, reduzindo o tempo da colheita até o consumidor final e possibilitando aumento da renda das famílias.
Indicadas para o transporte de cargas, as caminhonetes financiadas pelo programa abrangem quatro modelos fabricados por empresas diferentes. Cada uma com capacidade de até 750 quilos. O financiamento oferecerá condições especiais, com descontos de aproximadamente 15% em relação ao preço praticado no mercado.
“Com essa iniciativa, vamos diminuir a distância entre o agricultor familiar e o mercado. Esse tipo de veículo, próprio para transportar cargas, será usado para expandir as vendas dos produtores rurais”, explica o coordenador do programa no MDA, Marco Antônio Viana Leite.
Programa Mais Alimentos
O Mais Alimentos é uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) criada pelo MDA, em 2008, para estimular a modernização produtiva das unidades familiares agrícolas de todo o País.
O Programa visa aumentar a comercialização das cadeias produtivas da apicultura, aquicultura, avicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, caprinocultura, fruticultura, olericultura, ovinocultura, pesca e suinocultura, além da produção de açafrão, arroz, centeio, feijão, mandioca, milho, sorgo e trigo.
Os recursos do Mais Alimentos podem ser utilizados para compra de colheitadeiras, tratores, veículos de transporte de máquinas e equipamentos agrícolas, além de projetos para a correção e recuperação de solos, resfriadores de leite, melhoria genética, irrigação, implantação de pomares e estufas e armazenagem.
Pronaf
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País.
Para obter o financiamento, o agricultor deve procurar o sindicato rural ou a Emater para obtenção da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), que será emitida segundo a renda anual e as atividades exploradas, direcionando o agricultor para as linhas específicas de crédito a que tem direito. Para os beneficiários da reforma agrária e do crédito fundiário, o agricultor deve procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE).
O agricultor deve estar com o CPF regularizado e livre de dívidas. As condições de acesso ao Crédito Pronaf, formas de pagamento e taxas de juros correspondentes a cada linha são definidas, anualmente, a cada Plano Safra da Agricultura Familiar, divulgado entre os meses de junho e julho.
A matéria é do Portal Brasil, adaptado pela Equipe AgriPoint..
Fonte: Portal Café Point