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Indicações Geográficas: potencial ainda pouco explorado no país

Na teoria, era para ser a oportunidade de ouro para produtores rurais ampliarem seus negócios, mas na prática, a certificação por indicação geográfica tem despertado o interesse de pouquíssimos, que não deixam de ampliar seus negócios. Criada para dar mais status a produtos típicos do país, como é feito rotineiramente no exterior, a titulação é recente no Brasil e, devido à falta de conhecimento, muitos têm deixado de lado a busca pelo selo. Enquanto isso, aqueles que obtiveram o reconhecimento conseguem agregar mais valor para explorar mercados fora do estado de origem e, principalmente, no exterior.

O primeiro título concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) a um produto mineiro foi dado em 2005. O método como o café é produzido em 55 municípios do cerrado de Minas foi aprovado. À época, o reconhecimento era uma forma de o estrangeiro valorizar o produto típico, como é feito com o charuto cubano, vinho italiano, queijos franceses, holandeses, italianos e suíços e milhares de produtos mundo afora. Passada quase uma década, no entanto, somente 200 dos cerca de 5 mil produtores da região ( 4%) estampam o selo “Região do Cerrado Mineiro” no produto, segundo o Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer).

Um desses produtores é o empresário do Grupo Jatobá, Thiago Veloso da Motta Santos, responsável pela marca Sollo. De olho num mercado cada vez mais exigente, ele acredita que o selo é uma forma de ter um diferencial para o consumidor: a garantia de que aqueles grãos são mesmo produzidos com especificações próprias. No caso do café do cerrado, além de estar numa área demarcada, é necessário ser do tipo arábico; plantado em altitude superior a 800 metros; usar um armazém credenciado, respeitar leis ambientais e sociais e, por último, somar pelo menos 80 pontos na nota de qualidade da Associação Americana de Cafés Especiais. “É um selo extremamente importante para delimitar a região produtora. É uma região única no mundo. Já consagrada como elevadíssima qualidade dos cafés, assim como os vinhos portugueses e outros tantos produtos”, afirma o produtor, que, além do selo nacional, tem uma certificação internacional de sustentabilidade emitida pela Rede de Agricultura Sustentável e outra pela maior rede de cafeterias do mundo, a Starbucks.

A marca é exportada para os Estados Unidos, a Europa e o Japão e a tentativa é de abrir o mercado chinês. Segundo o empresário, devido à difusão de outros títulos no exterior – a China tem mais de 4 mil indicações geográficas, por exemplo -, o selo nacional se torna um diferencial para facilitar a abertura de portas, enquanto no Brasil clientes mais sofisticados procuram a certificação. Apesar de não saber quantificar quanto a mais o selo incrementou no valor do produto, o empresário reafirma que sem dúvida ele é um fator preponderante para a marca. “Principalmente para consumidores de cafés finos. A indicação geográfica é chave para conquistar esse público”, relata Thiago Veloso.

Argumento de venda

No caso do café, o fato de parte dos produtores não buscar a certificação não significa que o produto é de menor qualidade. Todos os cafeicultores da região têm uma porcentagem de café que atende todos os requisitos, segundo o diretor de Marketing do Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, mas muitas vezes o produto é comercializado como uma commodity qualquer.

Ele afirma que, apesar de as associações incentivarem a procura do selo, se trata de um processo “muito novo” no Brasil, o que o torna pouco familiar para a maioria dos produtores e consumidores. “É uma ferramenta a mais para crescer o mercado quando a cooperativa estiver fazendo a negociação. O selo é uma argumentação de venda muito importante. Tem mercado inclusive que paga bom ágio”, afirma.

Entre os requisitos que levam o consumidor a buscar produtos certificados está a padronização. Com as regras de produção, segundo o gerente de Negócios do Super Nosso, Hamilton Almeida, é possível ter certeza de que se encontrará um produto de qualidade, livre de pragas e analisado por órgãos governamentais. “O exemplo mais próximo que temos do valor agregado são os produtos orgânicos, que seguem rigoroso método de produção”, afirma.

As informações são do Estado de Minas e do INPI, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point.

Incaper é homenageado na comemoração dos 100 anos do conilon no ES

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), foi homenageado nesta segunda-feira (12) durante a solenidade de comemoração dos 100 anos do conilon no Espírito Santo. O evento foi realizado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) no auditório do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV), no Palácio do Café.

O diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, recebeu em nome do Instituto um troféu da artista plástica Ana Paula Castro, que simboliza os armazéns, as lavouras e a bebida. “Esta homenagem deve ser compartilhada com todos os cafeicultores capixabas. O laboratório onde toda a tecnologia do conilon foi desenvolvida são as propriedades rurais. Trabalhando debaixo de sol e chuva, nossos cafeicultores ajudam a fazer do Espírito Santo uma referência mundial quando o assunto é o café conilon”, disse Evair.

A importância da atuação do Incaper para o desenvolvimento da cafeicultura no Espírito Santo foi destacada durante toda a solenidade. Após receber a Comenda Jerônimo Monteiro, o cafeicultor Dario Martinelli destacou em seu discurso: “O Incaper tem um trabalho fenomenal de pesquisa em nossa cafeicultura, e entrega desses resultados aos produtores por meio da extensão rural. Graças a isso, os cafeicultores estão em situação confortável. Nossa paixão pelo conilon vai nos levar ainda mais longe”, emocionou-se Martinelli.

“Os melhores pesquisadores, os melhores extensionistas do mundo estão no Espírito Santo. Nós temos paixão pelo café, amor pela lavoura. Essa é a nossa identidade”, elogiou o Governador Renato Casagrande. O secretário de Agricultura, Enio Bergoli, orgulhou-se: “O Incaper construiu junto com os produtores, uma história de parceria, sem vaidade, compartilhando conhecimentos e construindo esse patrimônio cujo centenário é celebrado aqui”.

O Incaper e a cafeicultura

Os trabalhos do Incaper foram de grande importância para o desenvolvimento da cafeicultura no Espírito Santo. O Estado produz 74% da safra nacional de conilon. A espécie está presente em 40 mil propriedades de 64 dos 78 municípios capixabas. As lavouras ocupam mais de 300 mil hectares do território capixaba, com uma produção de 9,7 milhões de sacas. O conilon emprega em torno de 250 mil capixabas, e é responsável por 30% de toda a renda rural capixaba. A maior parte do acervo científico e tecnológico gerado pelas pesquisas para a cafeicultura do conilon nos últimos 20 anos está no Incaper. É atribuído ao Instituto o maior esforço de transferência de tecnologia dispensado ao conilon por meio da rede de extensão rural, com a utilização de inúmeras metodologias, publicações técnicas e 190 jardins clonais.

As informações são da Incaper, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point.

Importadores de café iniciam o retorno às compras

As exportações brasileiras de café em outubro último foram 9% menores do que em outubro de 2011. Porcentualmente a queda maior foi no embarque de café conilon verde que recuou 76 %. O arábica verde recuou 7 %. Já o solúvel aumentou 27%.

No entanto, em relação ao mês anterior, setembro, os embarques brasileiros de café cresceram expressivos 28%. 

Aparentemente, os importadores retornaram às compras, com demanda de embarques rápidos. O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil estima que as exportações deste mês de novembro e dezembro próximo devem repetir o bom desempenho do ano passado e fecharem com um total próximo de 6,1 milhões de sacas. 

Se esta previsão se confirmar, o Brasil fechará o primeiro semestre do atual ano-safra 2012/2013 com a comercialização de aproximadamente 25,5 milhões de sacas, metade da produção brasileira de café estimada pela CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento.

Os números acima mostram que os cafeicultores brasileiros não estão retendo a produção, mas apenas administrando as vendas ao longo dos doze meses do ano-safra. Com acesso a financiamento, vendem na medida de suas necessidades de caixa. No ritmo de vendas atual chegaremos ao final do ano-safra 2012/2013, em junho próximo, com toda a produção brasileira de café comercializada. Entraremos no ano-safra 2013/2014, de ciclo baixo, dependendo praticamente da safra que será colhida. 

No mercado físico brasileiro as vendas só não se desenvolvem melhor porque as cotações do café em Nova Iorque, na ICE Futures US, sofrem com a forte pressão de interesses de curto prazo.

A disputa entre comprados e vendidos com a rolagem para março dos contratos com vencimento em dezembro próximo, vem derrubando as cotações e afastando muito cafeicultores do mercado. O CECAFÉ informou que no último mês de outubro foram embarcadas 2.874.581 de sacas de 60 kg de café, aproximadamente 9% (301.206 sacas) menos que no mesmo mês de 2011 e 28% (621.292 sacas) mais que no último mês de setembro.

Até o dia 8, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em novembro totalizavam 445.465 sacas, contra 624.149 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 1, quinta-feira, até o fechamento da última sexta-feira, dia 9, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo 355 pontos ou US$ 4,70 ( R$ 9,63 ) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 1 a R$ 412,67/saca e sexta-feira, dia 9, a R$ 406,09/saca. 

As informações são da AgnoCafé, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point.

Colômbia: produção diminui em outubro pela primeira vez em sete meses

A produção de café da Colômbia teve queda marginal em outubro ante igual mês do ano passado, segundo levantamento divulgado pela Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia (Fedecafe) na última sexta-feira. Trata-se da primeira redução em sete meses nessa base de comparação.

Em outubro, o país produziu 653 mil sacas de café de 60 quilos – 0,5% inferior às 656 mil sacas obtidas no período equivalente de 2011. As exportações somaram 581 mil sacas, queda de 4% na comparação com outubro do ano passado.

No acumulado de janeiro a outubro, a produção de café colombiano totalizou 6,07 milhões de sacas, 3% inferior às 6,23 milhões de sacas dos primeiros oito meses de 2011.

O país teve uma queda acentuada na produção de café dos últimos anos devido às condições climáticas e às pragas na lavoura. No entanto, a perspectiva do setor é de recuperação ao final deste ano, de acordo com declarações feitas pelo presidente do Fedecafe, Juan Esteban Orduz, na sexta-feira.

Orduz destacou reformas estruturais no país e plantas geneticamente modificadas como fatores que devem contribuir para o aumento da produção no ano-safra atual. Maior produtora mundial de café arábica lavados que são utilizados em blends gourmet, a Colômbia pretende colher entre 8 e 8,5 milhões de sacas em 2012. 

As informações são da Dow Jones e da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point.

Fecomércio- ES apresenta novidades em reunião

[imagem132] Representante do Sindicafé-ES apoia as novidades da Federação e parabeniza pela consolidação da marca em todo o Brasil

Na manhã desta terça-feira, 13 de novembro, a equipe da Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Espírito Santo – Fecomércio ES- apresenta aos representantes dos Sindicatos filiados novidades. O tesoureiro do Sindicafé-ES, Saulo Venâncio da Costa, pode acompanhar a proposta da nova marca da Federação e a nova publicidade que posteriormente estará sendo veiculada nos meios de comunicação do Estado. Outra novidade é a compra do imóvel para a primeira Agência do Sistema Fecomércio na região norte do Estado capixaba. Os presentes também receberam em mãos a cartilha impressa da Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2013. Durante a reunião, receberam a visita do novo prefeito da capital capixaba, Luciano Rezende. 
Fonte: Assessoria de Comunicação Sindicafé-ES.

Municípios do ES são os maiores produtores de café do país, segundo IBGE

[imagem131] Os municípios de Jaguaré, Vila Valério e Sooretama são, respectivamente, 1º, 2º e 3º colocados no ranking nacional de produtores de café, segundo a pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta semana. A pesquisa mede as variáveis fundamentais da safra dos 64 principais produtos de lavouras temporárias e permanentes da agricultura nacional, com detalhamento municipal.

 O Espírito Santo é o segundo maior produtor de café do país, segundo IBGE. O município de Jaguaré, na região Nordeste, foi o maior produtor, com 39,9 mil toneladas, seguido de Vila Valério, no Centro-Oeste, com 39,4 mil toneladas e Sooretama, na região do Rio Doce, com 32,6 mil toneladas. No ranking nacional, ainda se destacam os municípios de Nova Venécia, Linhares, Pinheiros e Rio Bananal como 5º, 7º, 8º e 10º colocados, respectivamente.

Com 26,3% de participação na produção nacional, o estado apresenta predominância da espécie canephora (conilon e clones). Segundo o IBGE, “desde o final de 2010, as condições meteorológicas estiveram francamente favoráveis e a produção total do estado (arábica + conilon) fechou a safra de 2011 com um aumento de 15%, 709.496 toneladas (11,8 milhões de sacas), fruto do rendimento médio de 25,3 sacas por hectare, o maior do país, consideradas as duas espécies em conjunto”. Houve uma diminuição da área colhida (-1,3%) e o valor da produção no estado aumentou 68%, passando de R$1,8 bilhão em 2010 para R$ 3,7 bilhões em 2011.

As informações são do G1, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Brasileiros são premiados em Campeonato Mundial de Baristas

Dois brasileiros fizeram bonito nos campeonatos mundiais de Latte Art e Coffee in Good Spirits, realizados em Seoul, na Coréia do Sul, dentro do World Coffee Events, plataforma que congrega diversas competições profissionais relacionadas ao universo do café.

A curitibana Graciele Rodrigues, do Lucca Cafés Especiais, amedalhou a segunda colocação no World Latte Art Championship. Campeã brasileira nas categorias barista e Latte Arte no evento promovido pela Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB) no 7º Espaço Café Brasil – Feira Internacional de Café, no começo de Outubro, Graciele competiu com mais de vinte profissionais de todo o mundo.

No concurso de coffee in good spirits, que avalia a técnica na junção de bebidas alcóolicas com café, Luiz Ubirajara Gomes, profissional do Otávio Café, de São Paulo, garantiu a quinta colocação. Ele teve oito minutos para preparar dois Irish Coffee e outros dois drinques assinados. O campeão da categoria foi Akos Oros, da Hungria.

O Brasil contou ainda com a participação de Rafael Godoy, do Suplicy Cafés Especiais, na disputa de melhor barista internacional.

As informações são do Uol, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Dicas importantes para começar a exportar cafés diferenciados

Vender para o mercado externo é um grande passo para micro e pequenas empresas. Segundo especialistas, ter um produto inovador, especial ou com diferenciais, em muitos casos, não é o bastante. A empresa precisa estar plenamente estruturada e ter conhecimento do país para o qual vai exportar.

O pequeno produtor de café Luca Allegro, 47, exporta há nove anos e diz que conquistar a confiança dos importadores foi sua maior dificuldade. A estratégia para convencer os compradores externos foi trazê-los para a fazenda, em Ibicoara (BA), e explicar todo o processo produtivo. Ter domínio sobre o idioma inglês facilitou a tarefa.

A seu favor, Allegro tem certificações internacionais de produção orgânica (sem uso de agrotóxicos) e biodinâmica (ambiente sustentável). “As certificações abrem portas. Meu produto é muito mais valorizado no mercado externo do que no interno. O que as pessoas lá fora querem é excelência na qualidade e detalhes de produção que tornem a mercadoria diferente”, afirma.

Atualmente, Allegro exporta 70% dos 120 mil kg de café produzidos anualmente para os Estados Unidos e Inglaterra. No próximo ano, ele pretende ampliar a capacidade produtiva em 30%. “Se tivesse uma produção maior, venderia mais. A demanda está maior do que a oferta”, diz.

Veja 5 dicas para preparar sua empresa para exportar

1 – Produto diferenciado

Mercadoria se destaca pela inovação, seja no produto, embalagem ou processo produtivo

2 – ‘Arrumar a casa’

Ter controle da produção e da quantidade que a empresa consegue exportar

3 – Pesquisar mercado

Conhecer diferenças culturais do país destinatário para adequar o produto e formar o preço de venda

4 – Certificações

Em alguns países, determinadas mercadorias, principalmente alimentos, necessitam de selos de qualidade para serem importados

5 – Participação em eventos

Ir à feiras e eventos internacionais ajuda a conhecer importadores e à fortalecer o networking

Feiras e eventos internacionais ajudam a identificar mercados

Identificar oportunidades de negócio fora do país de origem exige pesquisa e networking. Segundo a coordenadora da unidade de acesso a mercados e serviços financeiros do Sebrae Bahia, Suely de Paula, o melhor caminho para conhecer novos mercados é frequentar de feiras e eventos que reúnam empresários estrangeiros.

Consultar estudos feitos pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e participar de viagens internacionais organizadas pelos governos estaduais e federal também auxiliam na identificação de mercados. “É a melhor maneira de conhecer compradores futuros. Não dá para negociar com quem você não conhece”, declara.

Produto diferenciado é mais competitivo

Ter um produto diferenciado é fundamental para começar a exportar. Para a coordenadora do Sebrae Bahia, as micro e pequenas empresas não têm volume de venda para concorrer no mercado externo, pois a capacidade produtiva é limitada. “A inovação é fundamental, seja no produto, na embalagem ou no processo de produção”, afirma.

Com uma mercadoria diferenciada, a empresa tem de “arrumar a casa” para o início das exportações. A primeira etapa é ter controle de produção. O empresário precisa saber o quanto produz e a porcentagem que consegue exportar.

Depois, é preciso avaliar a logística de exportação, formação do preço de venda e idioma do país de destino. De Paula recomenda que micro e pequenos empresários priorizem negócios com países de língua portuguesa – como Portugal, Angola e Cabo Verde – ou de idiomas dos quais tenham domínio. “O desconhecimento da língua é uma barreira [nas negociações].”

Formar preço para mercado externo é dificuldade comum

De acordo com o vice-presidente executivo da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), Fábio Martins Faria, é comum empresas começarem a exportar, mas interromperem as operações em pouco tempo por falta de planejamento. Um dos maiores problemas é a formação de preço de venda para o mercado externo.

Faria diz que alguns tributos do mercado interno, como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), não incidem sobre uma exportação. Os impostos locais são arcados pelo importador e não influencia o preço de venda do exportador.

Por outro lado, o empresário terá de considerar despesas específicas da operação, como taxa portuária e seguro da mercadoria. “Se for adotada a mesma prática do mercado interno, o produto chega muito caro lá fora e não se torna competitivo”, declara.

Empresa precisa de registros e estudar país destinatário

Para ser exportadora, a empresa precisa solicitar registros na secretária de comércio exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e na Receita Federal.

Há, também, a possibilidade de utilizar uma “trading company” – empresa intermediária na negociação com mercados externos. Nesse caso, não é preciso registro nos órgãos públicos, mas a “trading” cobra uma porcentagem sobre a venda, o que reduz o lucro do empresário.

Segundo Faria, além da parte burocrática, o empresário deve estudar o cliente antes de exportar. Rotular o produto e construir um site também no idioma oficial do importador é recomendável. Mas conhecer a cultura do país de destino é ainda mais importante.

Iniciativas federais facilitam início de exportações

Para dar capacitação aos pequenos empresários que queiram iniciar processo de exportação, o Ministério do Desenvolvimento oferece desde 2007 o programa Primeira Exportação. São nove estados participantes (BA, ES, GO, MG, PR, PE, RJ, RN e SC) e as inscrições podem ser feitas gratuitamente pela internet.

Há ainda outros canais de apoio. O Aprendendo a Exportar é um portal com instruções sobre leis de exportação e dicas para as empresas. Já na Vitrine do Exportador, o empresário pode disponibilizar informações sobre seu produto e ser encontrado com mais facilidade pelo importador.

As informações são do UOL, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Falta de chuvas preocupa cafeicultores de SP e MG

A falta de chuvas regulares e com bons volumes tem preocupado os produtores de café de São Paulo e Minas Gerais. Em algumas regiões do cerrado mineiro e também do triângulo não chove há mais de 15 dias e os cafezais já começam a sentir esta estiagem, principalmente em bons volumes, para suprir toda a demanda hídrica da planta. Até porque os cafezais em plena fase de desenvolvimento do chumbinho necessitam que os solos estejam com boa capacidade hídrica, uma vez que essa é uma das fases que mais demanda água pela planta. 

Além da falta de chuvas regulares, o forte calor registrado ao longo dessa última semana, quando foram observadas temperaturas superiores a 35C na maioria das regiões produtoras, vem causando um enegrecimento dos chumbinhos e até uma queda prematura dos mesmos. Porém, diz ainda a Somar, como são casos isolados não há como diagnosticar se haverá ou não uma quebra acentuada na produção. Ainda mais que havia a previsão de chuvas para todas as regiões cafeeiras nesse final de semana de feriado, mas essas chuvas não ocorreram e seocorreram foram de baixa intensidade e bem localizadas, não atingindo muitas vezes a propriedade inteira, colocou a Somar. Desse modo, os cafezais sentem os efeitos dessa seca e muito provavelmente haverá reduções nos potenciais produtivos para a safra 2013, prevê.

Segundo a Somar, não estão previstas chuvas para essa semana em nenhuma região. Apenas poderá ocorrer, mais uma vez, pancadas isoladas e de baixa intensidade, o que não irá suprir a demanda hídrica da planta. Chuvas deverão vir somente no final de semana, aponta a Somar, com volumes previstos oscilando entre 10 e 30 mm, quantidade insuficiente também para repor toda a umidade do solo e garantir uma mínima quantidade de água para que os cafezais possam aguentar por mais uns 10 dias os baixos índices pluviométricos, indica.

Segundo os modelos de previsão, essa primeira quinzena de novembro deverá ter esse padrão de chuvas, uma vez que os maiores volumes de chuvas irão ocorrer sobre a região centro-norte do Brasil. E, com a falta de chuva, as temperaturas tendem a subir novamente ao longo desse período, estima.

As informações são do CNA e do boletim agrometeorológico da Somar, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Fonte: Portal Café Point

Após sequência de recuo, perspectiva de crédito sobe 0,4%

Para a Fecomércio-ES, a expectativa é que no início de 2013 os avanços em relação a perspectiva de crédito sejam mais expressivos

A perspectiva de crédito ao consumidor subiu pela segunda vez consecutiva, em setembro. O Indicador apresentou um crescimento de 0,4% e atingiu 96,4 pontos, segundo pesquisa da Serasa Experian. Desde outubro de 2011 este índice exibia sequência de queda, sendo revertido em agosto e setembro deste ano.

Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio/ES), as concessões de crédito ainda devem continuar brandas, já que os consumidores estão aproveitando as taxas de juros mais baixas e o momento favorável do mercado de trabalho para quitar dívidas. A expectativa é que o setor volte a crescer a partir do início de 2013.

“As instituições financeiras elevaram o rigor na admissão de crédito, em compensação o consumidor tenta diminuir a inadimplência antes de voltar às compras. Os níveis de capixabas endividados devem frear e proporcionar uma recuperação mais definida nas concessões de crédito no início de 2013,” diz José Lino Sepulcri, presidente da Fecomércio/ES.
 
Já em relação às empresas, o indicador sofreu leve recuo de 0,2%, e marcou 100,3 pontos. Apesar disso, as concessões de crédito às empresas devem seguir a trajetória de crescimento junto à atividade econômica, ao longo de 2013.


Fonte: Assessoria de Comunicação Fecomércio-ES